Citações de Amizade
A vida é feita de sinceridade verdadeira, alegrias, diplomacia, amizades reais, independentemente de qualquer coisa.
Não busco mais sonhos falidos, nem quero inimigos disfarçados de amigos, falsos, duas caras, fingindo gostar de mim. Não serei egoísta com quem mais amei. Não jogo mais esse jogo da vida.
Estou desistindo, ou já desisti. Não há outro rosto, uma mão aqui. Não há o que possa me acolher ou redimir. Caminho sozinha para o fim.
- Marcela Lobato
Saudade...
Que saudade bonita
Dos anos de juventude
Das baladas nas casas dos amigos
Dos sorrisos genuínos
Da liberdade e do sonho
Do primeiro beijo...
Nas névoas do passado
Minhas memórias me aconchegam
Ah que felicidade... era destemida,
De sofrimento não sabia
De peito aberto encarava a vida,
Sou resultado das minhas escolhas
Umas boas outras não sábias,
Mas sou o que sou
E agradeço ao Criador...
Cada dia uma nova oportunidade
Pois a vida é uma raridade
E deve ser valorizada...
Cada respirar é uma dádiva
Pois cada momento pode ser o último
E um dia seremos lembranças...
Que essa lembrança seja boa
E desperte sorrisos nas pessoas!
Nunca desanime
Meu amigo, seja forte!
A luz que sai de ti
Ilumina a noite escura
Sempre siga firme,
Nunca desanime
Seja um raio
Destemido e iluminado
Busque sempre a liberdade
Por toda vida
Alguém te impulsiona...
Seja como um anjo
Seja um raio de esperança...
Abra seus olhos,
Não se esconda
O dia já raia
As ruas ainda estão escuras
Mas você brilha!
E sua luz chega até às estrelas
Não pare, somente
Não pare!
Meu amigo...
“Converse longa e sinceramente consigo mesmo. Cultive uma amizade genuína entre o Id, o Ego e o Superego. Forje sua personalidade e molde conscientemente seus comportamentos.”
ELE É IMPLACÁVEL
Se o tempo soubesse
que sou seu amigo
e que conto sempre com ele,
talvez não passasse tão rápido,
nem demorasse.
Se, quando quero algo,
ele corresse apenas para realizar,
e, quando pudesse, estivesse pronto a voltar...
Eu sou amigo do tempo,
mas ele não é meu,
pois está sempre disposto
a me matar.
Se a chuva fosse sempre de verão,
o frio sempre presente no inverno,
e a primavera fosse perfumada
como a mais bela dama...
Se eu pudesse superar o tempo,
sendo forte para não me abalar
e rígido para não permitir o que
não seja bom para mim...
Seria eu escravo do tempo
ou mestre dele?
Seria eu feliz,
ou tudo se tornaria desespero
por tudo que se vai?
Tempo, seja você idêntico,
e eu jamais me curvarei.
Amor de amigo
O meu peito arde num fogo que não consome — ilumina.
É um ardor antigo, anterior às palavras, mas reconhecível nos gestos simples da vida.
Não se vê, mas respira-se.
É emoção que caminha descalça pelos sentidos, deixando marcas invisíveis no tempo.
Há uma harmonia boa que me sustém, como a presença silenciosa de uma amiga justa e fiel.
Aceito-me nos dias que passam, e os dias, por instantes raros, aceitam-me também.
Pairam tempos em que és mel no meu sangue, doçura que dá sentido ao acto de viver,
e nesses instantes reclamo ao universo:
— não deixes que o caos me devore.
Venho de um ponto infinito, de um sopro cósmico sem nome,
atravessei constelações para chegar a este eu profundo,
onde o teu balanço oscila na balança da justiça cega,
essa que diz igualdade mas pesa com dois pesos e duas medidas.
Mesmo assim, permaneço.
Olho o todo.
Beijo o céu.
E no azul distante reconheço Vénus, Deusa-mãe,
ventre da razão de existir, espelho do desejo e da consciência.
Nela me deleito, não por vaidade, mas para compreender a origem,
para perscrutar o rasto antigo dos Neflins,
essas criaturas entre a luz e a queda,
sinais de que somos mistura, travessia, contradição viva.
Procuro a razão de sermos unos,
ligados por uma corrente que pulsa entre o vivo e o morto,
entre o amor que arde e o silêncio que ensina.
E nesse fio invisível descubro:
existir é arder sem se apagar,
é amar mesmo quando o cosmos treme,
é continuar —
com o peito em chama e a alma em vigília.
Algoz Invisível
O tempo não é amigo.
É algoz disfarçado de continuidade.
Não caminha comigo — me arrasta, me despedaça, me consome em silêncio.
Se ele soubesse que o desafio, talvez hesitasse…
Mas não hesita.
O tempo não pensa, não sente, não negocia.
Ele apenas avança — indiferente, brutal, absoluto.
Eu não conto com ele. Eu o confronto.
Mas ainda assim ele me atravessa todos os dias como lâmina invisível.
Se eu quero algo, ele me responde com demora.
Se eu espero, ele me pune com pressa.
Se eu imploro, ele ri na forma do atraso.
Sou seu inimigo sem poder vencê-lo.
Ele é meu juiz sem ter sido eleito.
E ainda assim ouso perguntar:
Se eu pudesse dobrá-lo, seria liberdade ou tirania?
Se eu o dominasse, eu ainda seria humano — ou apenas outro tempo, frio e sem culpa?
Talvez o verdadeiro desespero não seja o tempo passar…
Mas perceber que nada nele precisa de nós para continuar.
Se as estações fossem justas, eu desconfiaria.
Se a primavera fosse perfeita, eu temeria seu veneno escondido.
Se o inverno tivesse piedade, eu chamaria isso de mentira.
Porque nada que é absoluto pode ser inocente.
Tempo, você não é idêntico.
Você é guerra constante contra tudo que insiste em existir.
E eu não me curvo — não porque sou forte,
Mas porque já estou sendo quebrado.
Izaias Afons
Na vida, quem encontra um amigo verdadeiro descobre um tesouro, e talvez por isso ele pareça cada vez mais raro. Em meio a uma rotina acelerada e relações frequentemente superficiais, a lealdade deixa de ser regra e passa a soar como exceção.
Os sinais dessa escassez aparecem nos lugares mais inesperados. Em situações extremas, como na criminalidade, a ideia de “parceria” se desfaz ao primeiro risco real: quando tudo dá errado, prevalece o instinto de autopreservação. Também no cotidiano institucional, episódios de falha de apoio entre colegas expõem fragilidades que vão além do indivíduo, revelando problemas de preparo, confiança e coesão.
Esses exemplos, ainda que distintos, convergem para um ponto comum: a dificuldade de sustentar vínculos baseados em compromisso genuíno. Não se trata de romantizar a amizade, mas de reconhecer que ela exige algo que não se encontra pronto nas prateleiras, tempo, responsabilidade e presença concreta.
Em última análise, a amizade verdadeira não é produto de conveniência, tampouco mercadoria disponível ao primeiro alcance. É construção contínua, feita de escolhas consistentes e atitudes que resistem à pressão. E, justamente por isso, quando surge, merece ser tratada como aquilo que de fato é: um bem raro e valioso.
Existem três formas diferentes para você conhecer uma pessoa.
A primeira, através dos amigos:
Através dos amigos você vai conhecer uma pessoa pelas suas qualidades e tudo que ela tem de melhor para oferecer, pois embora conheça os suas imperfeições e seus defeitos, os amigos sempre ressaltam aquilo que Lis é mais relevante.
A segunda, através dos seus inimigos:
Através dos seus inimigos você vai conhecer as imperfeições e os defeitos da pessoa, pois embora conheça as suas qualidades, os inimigos vão apresentá-la ressaltando aquilo que lhes é mais relevante..
A terceira, através da convivência com a pessoa:
Através da convivência você vai conhecer as suas qualidades, imperfeições e defeitos, formar a sua própria opinião sobre a mesma e apresentá-la aos demais levando em conta aquilo que mais lhe impressionou!: qualidades ou defeitos e fazer Bela uma pessoa amada ou, nem tanto!
