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Me odeio ao ponto de amar sem ser amado, elogiar sem esperar nada de volta, e me odeio por ser orgulhoso em certos momentos.⁠

Milagre


As pessoas passam a vida procurando por milagres...
Esperam morrer para ver o milagre de voltar.
Imaginam potes de ouro no fim do arco-íris,
E até procuram o "fim" dele.


Mas não percebem que o maior milagre é o amor...
E a maioria passará a vida inteira sem senti-lo.
Não por falta de merecimento,
Mas por falta de humildade.
2021

Aceitar a sua cor


...E me diz um cidadão,
que nunca passou por tal situação:
“Cada um tem que aceitar a sua cor...”


Como assim, aceitar?


A minha cor não é um câncer,
não é uma síndrome,
não é uma deficiência.


A minha cor não é uma doença
para ser aceita, superada, removida ou esquecida.


Posso ser uma mulher negra e doente,
mas não sou doente por ser negra.


É esse surto silencioso,
disfarçado, maquiado, hipócrita,
que enfrentamos todos os dias —
nos olhares, nas atitudes,
nas perguntas retóricas que ferem mais que o silêncio.


Eu sou livre.


Posso ser o que eu quiser,
e como eu quiser.
A minha cor não me define.
Não define o meu caráter,
os meus valores,
a minha competência.
Pelo menos...
não deveria.


Racismo não é doença a ser curada.
Racismo é burrice.
É ignorância.
É maldade.


Mais de cento e trinta anos
lutando contra o que nunca deveria ter existido.


Centos e trinta anos lutando
por uma liberdade que humilha,
que sufoca,
que prende,
que mata.

Brasília, 27 de agosto de 2010


A dádiva de um Sonho


“Oh! Brasília…
Esperei-te tanto!
1891 – 1960”


“Os sonhos são engraçados, pois estão sempre a um passo da realidade.”


Os “Prós e Contras”


As tramas históricas, nas quais havia três grupos:


1º Ligado a JK (após 1956);
2º Geopolítico (desde o século XIX);
3º O grupo de Goiás (desde a década de 1920).


Teia de aranha:

Quantos nomes e histórias!


Cenas entre Dom Bosco e Brasília...


Parecia uma igreja, um sonho, da terra prometida, de nascentes com águas límpidas,
grandes livros, grandes traduções e de um lugar onde a terra tocava o céu (ou seria o contrário? Não sei).


Depois deuses da mitologia:
homens grandes e fortes, de vozes firmes, movidos pela grandiosidade da missão que carregavam.


Um excelente roteiro para compreender, com mais profundidade, o período da construção de Brasília.


Ano de 1956 e...


LUZES, CÂMERA E CONSTRUÇÃO.


A história continua:


Pró-mudanças (1955);
Comício de Jataí (abril);
Israel Pinheiro;
Posse de JK (janeiro);
Marechal José Pessoa deixa a comissão (abril);
Ernesto Silva assume a comissão (maio);
Criação da NOVACAP (setembro).


Quantos nomes, quantas ideias e um sonho!


Brasília foi construída pela NOVACAP em 1.309 dias corridos
— três anos, sete meses e um dia —,
de 19 de setembro de 1956 a 21 de abril de 1960,
com operários vindos “espontaneamente” de todos os recantos do Brasil.


Quantas pessoas, quantas histórias, quanta confusão e quanta poeira...


Era Brasília nascendo:
do suor, do braço, da raça.


Eram pessoas cheias de esperança e sonhos.


Eram pessoas injustiçadas, que conheceram o lado amargo de um sonho em construção,
mas que guardam na lembrança a satisfação de terem participado da dádiva de um sonho.


Um sonho que falava de um lugar onde a Terra tocava o céu...


Mas acho que se enganaram.


Porque aqui é um PEDACINHO DO CÉU!

Feliz Dia dos Pais...


Releitura da homenagem de 2018




A todos os pais que conheço, principalmente ao meu querido pai, Nicanor Marques da Silva; à minha mãe, Leonor — porque, afinal, "ao lado de um grande homem sempre há uma grande mulher"... —; ao meu "sogrodrasto", Geraldo; aos meus irmãos e, enfim, ao meu esposo, Ricardo Flores.




De repente, fiquei pensando no tempo que gasto fazendo brinquedos artesanais para os meus filhos.


Às vezes, nem sei por quê.


Afinal, era só ir a uma loja e comprar...


Mas talvez não seja só isso.


Talvez, quando fazemos algo com as próprias mãos, estejamos, sem perceber, repetindo gestos que um dia alguém fez por nós.




Hoje me lembrei dos meus pais.


Lembrei do meu pai fazendo bercinhos, balanços de brinquedo e de verdade, banquinhos, casinhas em cima das árvores...


Até uma árvore plantada naquele mesmo dia, com apenas 30 centímetros, com escada e tudo; todinha para mim, quando eu já não era tão criança assim — com 1,65 m —, somente no ano seguinte, debaixo dela, entendi o porquê daquela escada... 😂


E lembrei da minha mãe costurando roupas para as minhas bonecas.


Acho que ela não costurou por muito tempo porque eu não gostava muito de bonecas...


Talvez até gostasse.


Mas, com três irmãos, eu tinha uma missão: enlouquecer a vida deles! 😁😁


Minha mãe também fazia as minhas "poucas" comidas preferidas.


Dei muito trabalho no quesito alimentação, porque simplesmente não comia. 🤦🤦


E hoje, com a Lana, sinto na pele um pouquinho do que minha mãe passou comigo... 🙄


A vida tem dessas coisas.


Um dia somos filhos.


No outro, percebemos que estamos repetindo os nossos pais.


Não tive tudo o que queria.


Mas tive tudo o que precisava.


E eles me ensinaram — e ainda me ensinam — muito.


Hoje, quando vejo tanto ódio na alma das pessoas da minha "idade", só consigo agradecer a Deus pela sabedoria que meus pais tiveram para criar a mim e aos meus irmãos.


E peço, imploro a Deus, que me conceda pelo menos metade dessa sabedoria para criar os meus filhos.


Porque criar alguém talvez seja isso: tentar entregar ao outro um pouco daquilo que um dia plantaram em nós.


Não sei se meus filhos crescerão procurando um príncipe ou uma princesa para viver um "Conto de Fadas".


Não sei.


O que sei é que fui criada como uma princesa por um rei e uma rainha.


E, por isso, nunca esperei encontrar menos que um príncipe. Alguém que me tratasse com respeito, dignidade e amor.


É isso que tento ensinar aos meus filhos. Principalmente, a não aceitarem migalhas.


Porque, se metade do mundo é feita de monstros e tristeza, existe uma outra metade que é feita de magia e alegria.


Tudo depende do ponto de vista.


E, às vezes, da vista de um ponto...


"Só podemos oferecer o que temos, porque sempre colhemos o que plantamos."


Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém.


Não.


Vamos fazendo isso todos os dias.


Mesmo sem querer.


Mesmo sem perceber.


Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha.


E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente.


Eles continuam em nós.


No jeito como amamos.


No jeito como cuidamos.


No jeito como educamos.


Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber.


Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente.


Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele.


Falei.


Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra. Precisava ser ouvido.


Falei da distância.


Da saudade.


E disse que, um dia, nada mais iria nos separar.


E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu.


Não existia mais distância entre nós.


Logo, não haveria mais ausência.


Ele não era perfeito.


Ninguém é.


Mas, quando se ama, ama-se por inteiro.


Não se ama apenas a parte bonita.


Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete.


Ama-se a história inteira.


Com acertos. Com erros. Com imperfeições. Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é.


E não havia remorso.


Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito.


Não por orgulho. Por "agendamento".


Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida.


Mas a vida não funciona assim.


Não podemos brincar com o destino. Porque o destino é improvável.


Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver. Porque, no final, nada disso importa.


Às vezes, você quer entregar um castelo de neve.


E o outro só precisa de um boneco de areia.


E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade.


Agendando o amor.


Deixando para depois um abraço. Uma palavra. Um "eu te amo". Um encontro. Uma presença.


E a vida não assina compromissos com a nossa agenda.


Tudo tem um ciclo natural para seguir.


E ele segue.


Mesmo vazio. Mesmo ferido. Mesmo quando não estamos preparados.


A vida segue seu curso.


É matemática. É física. É como uma roda-gigante: ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada.


Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos.


Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi.


Talvez seja por isso que ainda escrevo. Para transformar lembranças em palavras. Para transformar saudade em história. Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém.


Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos. E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer.


Meu pai me deixou muitas coisas.


Algumas cabem nas mãos. Outras, não.


Deixou lembranças. Deixou ensinamentos. Deixou exemplos.


E deixou, principalmente, uma parte dele dentro de mim.


Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais: aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado.


A todos os pais. Principalmente aos que refletem bondade.


Aos que ensinam pelo exemplo.


Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos.


Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra.


Aos que amam. Aos que cuidam. Aos que deixam raízes.




😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍

Quero alguém que me faça acreditar no amor de novo.
Que me arranque sorrisos bobos pela manhã.
Sentir meus olhos brilharem por alguém mais uma vez.

Quero alguém para fechar os olhos e me imaginar abraçando
Alguém para esperar ansiosamente a hora de chegar em casa para ver
Alguém para sonhar que está comigo
Alguém para procurar na cama quando acordo na madrugada
Alguém que faz meus olhos brilharem quando eu penso nela.

Meu coração está voluntarioso contigo.
A terra está pronta só esperando você plantar seu amor aqui
Certeza que você vai colher 100 por um.

Acreditar que o sucesso financeiro justifica a indiferença perante o sofrimento alheio é um erro profundo, visto que a verdadeira riqueza de uma sociedade se mede também pela sua capacidade de cuidar dos vulneráveis.

“Ao chegar ao fim de uma das ruas do conhecimento, vislumbrei a ignorância e a admirei. Por um instante, desejei nunca tê-la conhecido. Mas, alguns passos adiante, ao dobrar a esquina, percebi na arte, um pouco de colorido na libertação da ignorância.

— Bruno Guedes

“Não quero saber quem me julgou, mas sim quem me defendeu.”

"a humanidade não aceita o que é irrefutável"

“A independência judicial, considerada em sua dimensão objetiva, constitui um limite material ao exercício das competências constitucionais de controle e responsabilização dos magistrados.”

Fazer algo pelo próximo sem esperar nada em troca é o maior desafio de uma sociedade capitalista.

O caráter de uma pessoa brilha mais forte quando ela estende a mão sem esperar nada em troca.

Muitos não praticam a solidariedade por acreditarem que a responsabilidade é sempre dos outros.

Muitos não ajudam por acreditarem falsamente que pequenos gestos não têm valor.

Todos querem mudar o mundo, mas poucos aceitam enfrentar a única mudança sobre a qual realmente possuem algum domínio: a de si mesmos. Pretende-se reformar a realidade sem antes interrogar a consciência que a interpreta, critica e reproduz. Talvez a maior contradição humana esteja justamente aí: exigir do mundo a transformação que se recusa a realizar no próprio interior.

O orgulho cega o espírito, fazendo com que alguns acreditem que são superiores demais para praticar a humildade da caridade.

O hábito de julgar quem precisa de ajuda serve apenas como desculpa conveniente para não praticar a caridade.