Citações
" Quem estudou profundamente uma ideia não teme debatê-la; quem apenas a imagina conhecida costuma combater caricaturas criadas pela própria ignorância. "
Biografia: JOSÉ María FERNANDEZ COLAVIDA.
Por sua meritória atuação é conhecido como o "Kardec" espanhol.
PIONEIRO DO ESPIRITISMO ESPANHOL.
Nasceu em Tortosa, província de Tarragona, em 19 de março de 1819. Lutou nas guerras carlistas, nome que se deu a três guerras civis que tiveram lugar na Espanha, entre 1833 e 1876, e nas quais distinguiu-se por sua valentia e humanitarismo, alcançando a patente de Coronel. Em conseqüência de tais conflitos, emigrou para a França, onde estudou e aprendeu, com perfeição, o idioma desse país.
Ao regressar a Barcelona, contrai núpcias com Ana Campos, jovem dotada de surpreendentes faculdades mediúnicas. Conhece a Doutrina Espírita em 1860, lendo em sua versão original francesa, Le Livre des Esprits que lhe ofertou o capitão da marinha mercante, Ramón Lagier y Pomares.
Previamente havia conhecido e praticado o magnetismo, guiando-se pelos ensinamentos de Du Potet e outros magnetizadores franceses. A impressão que lhe causou a leitura de O Livro dos Espíritos, do Mestre Allan Kardec, peça fundamental do pensamento espírita, foi muito grande e, de imediato, começou sua tradução para o espanhol, que viria à luz pública em 1861. Assim, então, tem Colavida a honra e o mérito de ser o primeiro tradutor das obras de Kardec em idioma espanhol.
Em 1869 fundou a Revista de Estudos Psicológicos, da qual foi seu diretor e redator durante 20 anos. Criou a "Sociedade Barcelonesa propagadora del Espiritismo" e estabeleceu na capital de Cataluña, a primeira Livraria Espírita. Dirigiu o Grupo Espírita "La Paz" .
Foi designado Presidente de Honra do "Primeiro Congresso Internacional Espírita", celebrado em Barcelona, em setembro de 1888.
Têm sido altamente reconhecidos e valorizados seus estudos e práticas nos campos de hipnotismo e magnetismo. Realizou experimentos com a regressão mental, apresentando uma metodologia rigorosamente científica, de grande utilidade com evidência favorável à reencarnação, antecedendo os conhecidos trabalhos de Albert de Rochas,na França.
Por sua meritória atuação conhecem-no como o "Kardec" espanhol. Desencarnou em Barcelona, em 11 de dezembro de 1888.
Os Espíritas da Espanha e América custearam seu mausoléu no Cemitério de Montjuic, colocando, ali, uma significativa lápide de 1,80m de altura por 0,80m de largura, na qual se lê a seguinte inscrição:
*Nascer, morrer, voltar a nascer
e progredir sempre
tal é a lei.
Allan Kardec.
* Obs. NOSSA: Aguardamos a confirmação sobre o verdadeiro autor dessa sublime frase,pois que em várias obras biográficas sobre Allan Kardec variam sobre o autor, exemplo: A Trio Bibliografia elaborada muito bem à sua época por Zêus Wantuil e Francisco Thiensen.
Nem a existência, nem o trabalho,
nem a dor, concluem onde começa um sepulcro.
Marietta.
Aqui jaz o envoltório corporal de um homem honrado que em sua última encarnação terrena foi JOSE MARÍA FERNANDEZ COLAVIDA.
1819 - 1888.
Primeiro tradutor e editor das obras de Kardec e fundador da Revista de
Estudios Psicológicos de Barcelona, e a cuja memória os Espíritas da Espanha e América dedicam este testemunho de
apreço e gratidão.
OUTRAS OBRAS.
_RUMO A DEUS PELO AMOR E CIÊNCIA.
_Imortalidade da alma.
_Comunicação espiritual.
_Progresso indefinido
_Pluralidade de mundos habitados.
_Em Espírito sua Obra do ano 1870.
*O INFERNO ou A BARQUEIRA DO JÚCAR.
Médium: Áquino.
Primorosa novela mediúnica,recebida em Barcelona, Espanha. ''A barqueira do Júcar'' é uma jovem que, mantendo a pureza de sua alma, entre inimigos conluiados para perdê-la, serve de instrumento à ação do Espírito do próprio pai, empenhado em defender e subtraí-la, às garras da mais abjeta materialidade de criaturas inclinadas ao mal. Urdindo um enredo de intensa dramaticidade, os episódios se entrelaçam de forma tão surpreendente que o leitor não pode imaginar qual será o desfecho. Revela-se notável obra de educação moral e projeta luzes esclarecedoras sobre as consequências espirituais de nossas ações na Terra.
" Muitos acreditam que vencer é sufocar a tristeza. Entretanto, algumas das maiores reconstruções interiores começaram exatamente no instante em que alguém deixou a lágrima terminar o seu percurso. "
“Passei anos acreditando que o amor bastava para esconder o cansaço de um pai que aprendia sozinho a não desmoronar diante dos próprios filhos.”
"Somente o espírito que aceita o fluxo inevitável da existência alcança a serenidade que nenhum acontecimento pode roubar."
"Eu ri como todo mundo do Espiritismo, mas o que eu considerava como o riso de Voltaire não era mais que o riso do idiota, muito mais comum que o primeiro."
Eugène Bonnemère.
EXPOSITOR OU PALESTRANTE. A RESPONSABILIDADE DE FALAR SOBRE O QUE SE CONHECE..
No ambiente da comunicação pública, sobretudo quando se trata de temas filosóficos, religiosos ou doutrinários, a escolha das palavras nunca é indiferente. Cada termo carrega consigo uma tradição semântica, um campo de responsabilidade intelectual e uma expectativa de rigor. Por essa razão, a distinção entre expositor e palestrante merece consideração serena e criteriosa.
O termo expositor designa aquele que expõe um conteúdo com método, estudo e responsabilidade interpretativa. Expor não significa apenas falar. Expor implica ordenar ideias, interpretar conceitos, esclarecer princípios e apresentá-los de maneira compreensível ao auditório. Há na palavra expositor uma conotação pedagógica e doutrinária. Trata-se de alguém que não apenas comunica, mas que se esforça por tornar inteligível um conjunto de ideias previamente estudadas e refletidas.
Já a palavra palestrante possui natureza mais ampla e genérica. O palestrante é simplesmente aquele que realiza uma palestra, isto é, alguém que fala publicamente diante de um público sobre determinado assunto. A palavra não pressupõe, necessariamente, aprofundamento metodológico, nem compromisso interpretativo com um corpo doutrinário específico. Pode tratar-se de uma conferência motivacional, de um relato de experiências ou de uma reflexão pessoal.
Essa diferença de natureza torna-se particularmente significativa quando o assunto envolve doutrina, filosofia ou espiritualidade. Nesses campos do pensamento humano, a palavra pronunciada diante de uma assembleia adquire peso formativo. Ideias são transmitidas, convicções são modeladas e interpretações passam a influenciar a consciência coletiva.
Por essa razão, muitas tradições intelectuais e religiosas preferem a designação expositor. A palavra sugere alguém que estudou previamente o tema, que conhece suas fontes e que procura transmiti-lo com fidelidade conceitual. Há uma responsabilidade implícita nesse papel. Quem expõe um pensamento não fala apenas em nome próprio. Fala como intérprete de um conjunto de ideias que o precedem.
Essa perspectiva conduz a uma advertência ética essencial para qualquer forma de comunicação pública. Nunca afirmar assuntos dos quais não se possui conhecimento suficiente. A prudência intelectual constitui um dos fundamentos da honestidade do pensamento. Aquele que se propõe a explicar ideias precisa antes dedicar-se ao estudo, à reflexão e à compreensão cuidadosa daquilo que pretende transmitir.
A história do pensamento mostra que as grandes tradições filosóficas e espirituais sempre valorizaram essa atitude. O ensino responsável nasce do estudo sério. A exposição clara nasce da compreensão profunda. Quando a palavra é utilizada sem esse fundamento, corre-se o risco de substituir o esclarecimento pela opinião e o conhecimento pela improvisação.
Assim, no campo doutrinário, o termo expositor revela-se mais adequado. Ele indica alguém que procura apresentar ideias com fidelidade, método e responsabilidade intelectual. O palestrante fala. O expositor explica.
E é justamente na diferença entre falar e explicar que se encontra a verdadeira dignidade da palavra pública. Porque a palavra que nasce do estudo não apenas informa. Ela ilumina o entendimento e convida a consciência humana a elevar-se pelo caminho do conhecimento.
EXPOSITOR OU PALESTRANTE. A RESPONSABILIDADE DE FALAR SOBRE O QUE SE CONHECE.
No ambiente da comunicação pública, sobretudo quando se trata de temas filosóficos, religiosos ou doutrinários, a escolha das palavras jamais é indiferente. Cada termo encerra uma tradição conceitual e estabelece uma expectativa quanto ao grau de responsabilidade intelectual de quem fala. Por essa razão, a distinção entre expositor e palestrante merece análise cuidadosa.
O termo expositor designa aquele que expõe um conteúdo mediante estudo prévio, organização lógica das ideias e fidelidade às fontes que interpreta. Expor não é simplesmente falar. Expor significa esclarecer princípios, ordenar raciocínios, interpretar conceitos e transmiti-los de forma inteligível. Há nessa palavra um caráter pedagógico e metodológico. O expositor assume a tarefa de tornar compreensível um conjunto de ideias que foram previamente examinadas com rigor.
Já o termo palestrante possui natureza mais ampla e menos precisa. O palestrante é aquele que realiza uma palestra, isto é, que discorre diante de um público sobre determinado tema. A palavra não pressupõe necessariamente aprofundamento doutrinário nem compromisso sistemático com a interpretação fiel de um corpo de ideias. Trata-se de uma designação genérica para quem fala em público.
Essa distinção torna-se particularmente relevante em ambientes de estudo espiritual ou filosófico. Nessas esferas, a palavra pronunciada diante de uma assembleia exerce função formativa. Ideias são assimiladas, interpretações são transmitidas e convicções passam a influenciar a consciência coletiva.
Há, contudo, um aspecto ainda mais sutil nessa diferença. A estrutura tradicional de uma palestra costuma ser essencialmente unilateral. O palestrante fala, o público escuta. Não há, em regra, espaço natural para diálogo crítico ou para intervenções que examinem a fidelidade do conteúdo apresentado. Os ouvintes neófitos, por não possuírem ainda formação suficiente, geralmente recebem a exposição como verdade completa. Já aqueles que estudaram profundamente o tema podem perceber eventuais imprecisões ou desvios conceituais, mas raramente encontram ocasião adequada para apontá-los.
Nesse cenário, a palavra palestrante pode, involuntariamente, criar uma espécie de barreira silenciosa. A comunicação torna-se vertical, e a possibilidade de correção fraterna ou de debate esclarecedor diminui consideravelmente. O resultado é que eventuais equívocos permanecem sem análise, enquanto os ouvintes menos experientes assimilam ideias que nem sempre correspondem com exatidão ao pensamento original das fontes doutrinárias.
O modelo do expositor, por outro lado, está historicamente associado ao estudo coletivo e ao exame reflexivo. O expositor não se coloca como autoridade incontestável. Ele apresenta o tema como alguém que também se encontra em processo de aprendizado, oferecendo aos ouvintes os elementos necessários para reflexão e aprofundamento. Nesse espírito, a exposição tende a aproximar-se mais de um diálogo intelectual do que de um monólogo oratório.
Essa diferença conduz a um princípio ético fundamental para qualquer forma de ensino público. Nunca afirmar com segurança aquilo que ainda não foi devidamente compreendido. A prudência intelectual constitui um dos fundamentos da honestidade do pensamento. A palavra que pretende esclarecer precisa nascer do estudo, da análise e da consciência da própria responsabilidade.
Quando essa atitude está presente, a exposição transforma-se em verdadeiro serviço ao conhecimento. A palavra deixa de ser mero discurso e passa a tornar-se instrumento de esclarecimento.
E é justamente nessa fidelidade ao estudo, à reflexão e à responsabilidade intelectual que a palavra humana encontra sua mais alta dignidade.
QUANDO A PORTA SE ABRE PARA A ESPERANÇA.
Há momentos na existência humana em que o espírito sente-se cercado por sombras interiores. As perdas, as frustrações e os silêncios da vida parecem fechar todas as portas da esperança. Contudo, no ensino luminoso de Jesus, encontramos uma das promessas espirituais mais profundas já pronunciadas.
No Evangelho segundo Evangelho de Mateus capítulo 7 versículo 7 lê-se.
"Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á."
Essa tríplice exortação possui um sentido progressivo e profundamente pedagógico. Não se trata de mera fórmula devocional, mas de um método espiritual. Primeiro o ser humano pede reconhecendo sua necessidade e sua humildade diante da Providência. Depois busca, o que implica movimento interior, reflexão e transformação moral. Por fim bate à porta, gesto que simboliza perseverança ativa na fé.
O mesmo ensino reaparece no Evangelho segundo Evangelho de Lucas capítulo 11 versículo 9 reafirmando que a espiritualidade não se constrói pela passividade, mas pela confiança persistente no amparo divino.
A tradição cristã sempre interpretou esse ensinamento como uma lei espiritual de reciprocidade entre o esforço humano e a misericórdia divina. Aquele que busca com sinceridade acaba por encontrar caminhos que antes pareciam invisíveis. Quem bate com perseverança vê portas abrirem-se onde antes havia apenas silêncio.
Assim, quando o coração imagina que tudo está perdido, a mensagem do Evangelho recorda que nenhuma noite espiritual é absoluta. Há sempre uma porta invisível esperando o gesto da fé.
Porque o espírito que continua a bater, mesmo em meio à escuridão, já iniciou o caminho pelo qual a esperança inevitavelmente retorna.
"O egoísmo é uma prisão invisível. O prisioneiro acredita ser senhor, mas apenas vai se encerrando em si mesmo."
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