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O tempo observa em silêncio, indiferente às nossas urgências. Cada escolha que acreditamos decisiva é apenas um fio lançado sobre o abismo, e cada desejo não realizado ecoa como sombra de nós mesmos, lembrando que nada nos pertence, nem mesmo a própria esperança.

O tempo esmaga com delicadeza cruel: cada memória se desfaz, cada esperança se dobra, e no espaço entre o que fomos e o que seremos, o vazio se revela como o único companheiro fiel.

Há um engano recorrente: acreditar que as próprias dores são montanhas enquanto as dores alheias não passam de colinas. Trata-se de ilusão forjada pelo claustro da mente, que amplia o que arde por dentro e minimiza o incêndio do outro. Cada ser caminha carregando cataclismos invisíveis, e nenhum sofrimento é pequeno para quem o atravessa. Quando essa verdade finalmente se impõe, nasce uma humildade funda: percebe-se que ninguém é o centro da tragédia universal — apenas parte de um coro silencioso que tenta, a seu modo, sobreviver ao labirinto.

Há lugares que não se atravessam com os pés, mas com as fissuras da alma. A praia, quando aceita como rito, não lava o corpo: dessalga a dor, toca as feridas sem pergunta e devolve ao ser aquilo que o mundo tomou — a leveza silenciosa de existir sem grades.

O sujeito que acredita decidir a partir de si não examinou ainda a densidade do que o constitui. O aparato psíquico é formado por sedimentos: internalizações precoces, modelos parentais, identificações com figuras de afeto e de conflito, traumas que atravessaram gerações sem nome. O que se chama de escolha é, com frequência, a repetição de um roteiro cuja autoria pertence a outro — às vezes a um morto que nem chegou a ser nomeado. O indivíduo como unidade coesa é uma ficção defensiva: o que existe é um sujeito dividido, atravessado por vozes que não reconhece como suas e que, justamente por isso, age como se fossem.

Adia-se viver à espera de um momento ideal que nunca se apresenta. Promete-se vida para o “depois” — como se o tempo aceitasse reservas. Mas o depois é incerto, e quando chega, muitas vezes traz um corpo cansado, um espírito gasto, uma sensibilidade já amortecida. Vida não se armazena como recurso; não rende juros, não se acumula. Ela exige presença. E o que não é vivido agora não retorna — evapora.

Há esperança em cada movimento. ⚡⚕️⚡

O sagrado
Tem te esperado
E confiado
Por todo lado

"Se eu disser que o preconceito já matou tanto quanto qualquer vírus...ninguém vai acreditar..."

PÁS NAS MÃOS


Esperança: a última que morre
Alianças vão sendo reveladas
Aquele que guarda não dorme
Ainda em meio às grandes batalhas.


Decifre o que diz o amanhecer
Gritando desesperadamente nova chance
Oque mais longe possa parecer
Poderá sim estar ao seu alcance.


Pode até parecer o fim
Mas Poderá ser um belo recomeço
Eu reconheço sim
Que as vezes nem eu me conheço.


Para cada golpe uma esquiva
Garimpa o melhor do coração
Sacode a poeira e viva!
Não repare nos que anseiam com as pás na mão...


Levy Cosmo Silva

Fênix


(Verso 1)
Intensa demais pra ser amada pela metade
Não aceito sobras, nem falsidade
Em cada passo, me entrego de alma, inteira
Não sei viver de mentira, minha bandeira

(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada

(Refrão)
Das cinzas, renasço! sou Fênix
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço! Sou Fênix
Deixo a dor pra trás!

(Verso 2)
A ferida tá aberta, sei bem onde dói
Mas não morro de dor, não me deixo abater
Amanhã será menos, vai desaparecer
È ,depois, nada

(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada

(Refrão)
Das cinzas, renasço!
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço!
Deixo a dor pra trás!

Tão perigoso quanto o negacionismo, são a generalização e o ódio gratuito! Quando acreditamos em tudo, não temos fé em nada!

Os discursos são poderosos e manipuladores: o falante convence o ouvinte e também passa a acreditar no seu discurso como verdade legitimada.

Acreditei.
Vivi.
Amei.
Sofri.
Perdoei.
Sobrevivi.

Não culpe o outro apenas pelo que não deu certo.
Antes de julgar, procure compreender o que o levou a agir — ou até a não agir — da forma que você esperava.


Reflita sobre os sentimentos envolvidos, sobre o valor que essa pessoa teve — e tem — em sua vida. Nem toda distância nasce da falta de amor; às vezes, nasce do medo, das dores, das limitações e da dificuldade humana de lidar com as próprias emoções.


A vida é única para desperdiçar vínculos verdadeiros em guerras de orgulho, mágoa, silêncio e/ou impulsividade. Há pessoas que têm um valor raro — e isso merece ser reconsiderado com maturidade, escuta e sensibilidade.

Carrego o luto de um amor que vive em mim, mesmo após a morte da esperança de retorno.

Há uma serenidade que só o amor conhece: a de descobrir que a felicidade é simplesmente estar ao teu lado.

Invista na mulher que brilha o olho quando te vê. Acredite, o olho realmente brilhará.

“Não aceite estas palavras porque parecem bonitas. Questione-as. Se sobreviverem às suas dúvidas, talvez haja verdade nelas.”

— Filósofo Neo da Madrugada

O Equilíbrio da Igualdade.


O mesmo orgulho que nos faz olhar com superioridade para quem julgamos menor, é o que nos leva a nos humilhar diante daqueles que consideramos maiores. Essa oscilação do ego adoece a nossa jornada espiritual, pois nos afasta da verdade essencial de que somos todos iguais em dignidade. A verdadeira sabedoria reside em compreender que o valor de uma alma não se mede pelas aparências, cargos ou posses do mundo material. Quando aprendemos a tratar cada indivíduo com o mesmo respeito profundo, libertamos o nosso coração da necessidade de competir ou de se rebaixar, encontrando a paz na nossa própria identidade.