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Não sei nada
Sobre a vida
Ou sobrevida
Sobrevivo
Sobre o trigo
Sob a sombra
Sobra escombros
Sobre os ombros
Chão
Escuridão
Pão
Perdido
Sobra
Outro pedido
Sempre
Desatendido
Vida
Sobre ela
Sei
Que acaba.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não sei que outro nome se dá
Pra'quela coisa que tem um nome
Mas que cuja pronúncia
Me causa uma coisa ruim
E que eu não sei dizer que nome tem
Eu queria saber explicar
Que espécie de dor é esta
Um desconforto que cresce
E ao mesmo tempo
Me transporta, me deixa absorto
Dói em tudo quanto é lugar
Mas não sei te dizer onde dói
É algum tipo de chama
Fria e gelada
De olhar o Céu muito azul
E só ver nuvens de tempestade
É ver a idade avançar antes do tempo
Com tudo de ruim que o tempo faz
E depois do tempo, o nada
Uma pressa que termine o dia
Mesmo sabendo que amanhã
Essa dor que me acompanha vai voltar
Uma dor de tristeza que não passa
E que não pensa em me deixar
Creio
Que se realmente existe uma alma
Essa dor tá doendo é lá.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado
Agora mesmo eu estava lendo
Um artigo que dizia
Que aquele problema antigo
Que parecia resolvido
Será recebido de volta
e com festa
E nessa festa haverá música
e serão cantadas
canções sem nenhuma poesia
dizem que a moda agora é esta
Eu olho pros lados
e não sei dizer quem é homem
Parece que o normal
hoje em dia é ver a fome
Como coisa natural
E que os salvadores
na verdade
São aqueles
Que a todos comem
Me disseram que agora a cobra voa
Eu concluo que por mais que eu diga
Estarei falando à toa
Pois hoje o mal é coisa boa

Inserida por edsonricardopaiva

Em um dia, não muito distante
Eu sei, não estarei mais aqui
A vida passou-se em instantes
Poucos deles realmente eu vivi
Mas guardei no meu coração
E levarei comigo, onde estiver
A lembrança dos meus amigos
trechos de uma oração
E o nome de uma mulher
Desta vida que passou voando
deixo ao Mundo alguns poemas
Singelas lembranças
E, talvez, alguém pense em mim
de vez em quando

Inserida por edsonricardopaiva

Há coisas que eu quero
Existe em mim esse segredo
de querer algumas coisas
Que eu sei que jamais terei
Não tento tê-las
Por medo de finalmente não saber
O que vou fazer com elas
Isso pode parecer inexplicável
Mas isso não quer dizer
Que esse querer
Não seja um querer infindável
Ou que esses objetos de desejo
Sejam para mim inatingíveis
Porquanto são coisas pequenas
Não me esforço em conseguí-las
Apenas porque minha vida
Segue bastante tranqüila sem elas

Inserida por edsonricardopaiva

No meu passado
Eu pensei que sabia de tudo
Hoje eu sei que estava errado
No meu passado
Eu tinha pernas e pensamentos
que me levavam muito, muito rápido
a qualquer lugar onde eu pensasse
e por não saber pensar
Sempre fui aos lugares errados
Hoje, além de pensar mais lentamente
penso de novo e novamente
Percebo
O quanto um dia
eu fui um estúpido
Hoje meu corpo está mais velho
Agora eu tenho o meu rosto
Um tanto lívido
E sei que em breve
tudo isso acaba
O Céu se abre
e a luz desaba sobre mim
se eu tiver sorte
Hoje
Eu me sinto feliz com isso
Honrei meu compromisso
Com o infinito e a dor infinda
Que agora
eu compreendo que é finita
Eu olho o Céu e digo Amém
Não troco esta idade bonita
Pela estupidez de ninguém.

Inserida por edsonricardopaiva

Estranha sensação


Não sei como ou porque acontece
De repente tenho a impressão de estar chegando
em um tempo e lugar aonde eu sempre soube que chegaria
Mas ainda não vislumbro nada
Como nunca vislumbrei, mas sempre intuí
É como uma idéia que foge antes de ser pensada
Como um sonho que não consigo lembrar
Mas que sempre me apresentou imagens que agora vejo
E ouço uma voz me dizendo: "Eu não disse?"
Mas eu nunca entendi o que ela dizia
Simplesmente porque ela nunca disse nada
Mas avisava que eu estava a caminho do inexorável destino
de onde agora vislumbro meu passado
E me faz compreender que tudo sempre esteve interligado
E que nunca fui melhor e nem pior
Nem diferente e nem igual
Mas que eu soube ser eu
E ser feliz por não ter permitido que ninguém me mudasse
E nunca ter mudado por nada e nem ninguém
Ter feito as coisas certas
Que deveria ter feito
Apesar de algumas escolhas erradas
Tenho pouco a me arrepender
Além daquilo que não fiz

Inserida por edsonricardopaiva

Era quarta-feira de madrugada
ou quinta de manhã, sei lá...
Os primeiros raios iluminaram
As paredes do quarto, cortinas cerradas
Pequenas formas geométricas
surgiam nas paredes herméticas
os poucos neurônios despertos
deram-se as mãos e foram passear
porém, chegando à camada de ozônio
tentando ouvir a voz das estrelas
perceberam que no vácuo
o som reinante é só silêncio
escuridão, mesmo de dia
somente gente diferencia
a luz e sua ausência
o som e sua presença
as coisas são o que são por serem
apenas são
e nem pediram opinião
e nem poema ou poesia
nem contam tempo
Quarta, quinta
noite, dia.

Inserida por edsonricardopaiva

E então cheguei aqui...
eu sei, não parece muito
mesmo assim, não compreendo
como foi que consegui
Quando tudo começou
isso, há muito tempo atrás
despojado de qualquer recurso
sem saber no que pensar
ou em quê sentir
fui seguindo
o tropel da cavalgada
muitas vezes ao fim
da viagem que
me conduziria a mim
percebia que não havia
de maneira nenhuma
aprendido ou ensinado nada
a vida soava onírica
e sem ter quem me ensinar
optei por procurar
o lado lírico do viver
hoje em dia
olhando o caminho percorrido
não me lamento
e muito menos me arrependo
de não ter acumulado
não haveria onde guardar
portanto, fui dividindo
que quem estivesse ao meu lado
irmão, amigo ou desconhecido
vivendo o Sol de cada dia
um dia de cada vez
o otimismo se fez escola
entrei em lagos
chutei bola
e tentando, então
compreendi
que nunca aprenderia a nadar
futebol, então...nem pensar
mas olhando hoje a vida, penso
que o empirismo me deu o bom senso
de saber que nunca haveremos
de chegar a nenhum consenso
e, apesar de tantos tropeços
que houve desde o começo
eu ainda estou aqui
e assim vou permanecendo
pois não tenho pra onde ir

Inserida por edsonricardopaiva

Era uma vez
não sei bem
se foi bem assim
não sei nem
ao menos de mim
seria então
o fim
se soubesse
de vocês
acho que na verdade
nem era uma vez
não sei se era
e nem se seria
só sei que nunca
tive vez
eu acho
que na verdade
eu nunca
nem estive aqui
deixo um abraço
pra vocês
mas eu não
posso abraçá-los
se nunca tiver
estado aqui
eis a questão

Inserida por edsonricardopaiva

Façamos sempre um brinde
festejando a sua alegria
que se perdeu não sei aonde
além daquilo que a vida esconde
tem muita coisa que se perde
todo dia
Mas procurando as vitórias
que o vento carrega
você sempre há de encontrar
por sob as pedras
as marcas de caminhos esquecidos
que por algum motivo
deixaste de trilhar
talvez por ter visto
a porta fechada
e não ter tido coragem
de perguntar se havia alguém
Desavisado,
fizeste de tu mesmo
Um incauto arauto do asfalto
a quem ninguém ouvia
por mais que gritasse alto
façamos, então um brinde
aos tantos ouvidos moucos
que não podem acusar-te hoje
pelos loucos dias que correm
pelas flores que murcham sem abrir
e pelas lágrimas que fluem
devido aos falhos ouvidos
à falência multipla dos sentidos
pássaros que voam
sem haver à vista um galho
outrora, ases do Céu
Sempre Curingas do baralho
e hoje tem a vista
turva e embaralhada
e também mais nada sentem
contudo, ainda insistem
Porém, faltando-lhes base
haverão de quase
entender
nada.

Inserida por edsonricardopaiva

Assim como as pedras
Não podem ser chamadas
de cidade
Minhas palavras eu sei
Que não dizem nada
Meus pés não fazem a estrada
Minha alma
há muito desenganada
já sabe que asas
Não significam liberdade
Palavras no alto da montanha
Ecoam
Há muito eu estou lá
gritando à toa
Saber escrever
Em linha reta
Não faz, nunca fez
e nem fará jamais
de mim um poeta
Silêncio e nem dinheiro
trazem paz
A luz do Sol
não faz o dia
Tentar achar a paz perdida
Não traz mais
Harmonia
em minha vida.

Inserida por edsonricardopaiva

Faz um tempo que
eu não sei o que é chorar
Não por falta de motivo ou dor
Vejo estrelas prateadas
Vejo o Céu azul
Que filtradas na tristeza das retinas
de meus olhos
fazem tudo parecer tão incolor
E eu não ligo
Meu amigo
Faz um tempo que eu queria
Transformar
toda esta dor
em gotas lacrimais
que eu as derramasse
por caminhos
Onde não haverei de retornar jamais
Não consigo
A saudade conseguiu fazer
de meu coração
Seu abrigo
E ele agora
encontra-se
Fechado
Até pra mim
Eu desaprendi
ou simplesmente
não notei
que nunca consegui
abrir meu coração
pra libertar
esta tristeza
que nem sei se sinto em vão
tento então,
te dizer
isso que eu digo
Meu amigo.

Inserida por edsonricardopaiva

Faz um tempo
Que não sei o que é chorar
vou tentando então
sublimar as lágrimas
que não me vem
Não convém-me
convencer-te
a sentir comigo a dor
Tenho medo
de tentar fazer a projeção
COMPOR UM ROCK'N ROLL
ao violão
e cantar um samba enredo
Vou vivendo assim
a vida à toa
espero então
que tudo isso
pelo menos
doa em sua alma
perturbe com profundidade
cause trauma
Que caiba na palma da mão
Meu amigo
meu irmão
da distancia
eu te envio esta canção
pra chorar
ao violão.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu preciso ir buscar uma planta
Que alguns até chamam de flor
Entre tantas outras existentes
Sei que é esta e somente esta
Que agradará o meu amor
Vai fazê-la me olhar com carinho
E querer ficar perto de mim
E gostar de mim pra sempre
Como um dia prometeu
E apesar de eu gostar muito dela
Esqueceu-se quem sou eu
Porém, esta planta delicada
Chama-se dente-de-leão
Quando aberta o vento a carrega
E a espalha pra Terra do Adeus
Mas ela ainda está em botão
Isso me dá algum tempo, então
E eu preciso chegar até ela
Caminhando devagar
Sentindo paz no coração
Eu sei que acabou de brotar
Num lugar inquietante
Um pouco mais longe de além
Mais além do ponto mais distante
Que eu posso enxergar
Quando eu olho do Mirante
Esta flor está lá me esperando
Sei que eu vou chegar lá
Não sei quando
Tenho pressa, pois sei que nasceu
Lá na Terra dos ventos uivantes
E peço ao vento por favor
Tenha calma, me espera chegar
Não carregue este presente
Que eu agora estou indo buscar
Pra ofertar ao meu amor.

Inserida por edsonricardopaiva

Não Sei
E isto é tudo que sei
E não há como saber
Quanto mais você
Quiser e procurar e perder
e pensar e sonhar sem dormir
e chegar e partir e tentar
e tentar e tentar e tentar
chegar aonde não queria
saber o que não sabia
desvendar o que se escondia
Um dia a gente acaba por entender
Que não há como saber.

Inserida por edsonricardopaiva

Não posso responder
Se existe felicidade
Não sei ao certo distinguir
As coisas ilusórias
Das mais profundas verdades
Assim como você não saberá
E também não te cabe
Nem nunca caberá
Julgar aquilo que se pode definir
Como Glória
Daquilo
Que deve permanecer
Sob os tapetes da sua sala
Não sei responder se existem Glórias
Não sei definir se existe amor
Lealdade, sabor ou saudade
Mas sei te responder
Que existe em mim a vontade
De ver existirem
Todas essas coisas
As quais ninguém vê
E sei também definir
Que é preciso apenas desejar
Para que elas possam
Existir
Em sua realidade

Inserida por edsonricardopaiva