Chuva

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Nenhuma chuva cai sem motivo,
ou porque tá quente demais ou porque o tempo vai mudar.
Nas culturas mais antigas a chuva era um sinal de limpeza,
levava embora todos os maus espíritos e deixava a calmaria.
Então, só agradeço à Deus pelas chuvas que mandou...
Limpou e levou embora todo o resquicio de 'sujeira' e de pequenas poeiras, deixando só alegria por aqui!
Nada é por acaso, nem mesmo a chuva!

" Chuva que pra vir demora, é que nem Saudade que não vai embora "

Noite bem escura lá fora
Nenhum pirilampo acordado
Cai uma chuva calma agora
Uma paz de olhos fechados...
Até parece
Que a natureza
Também adormece...

mel - ((*_*))

Deixe que o seu amor
flua dentro de mim,
como gotas de chuva
caindo na areia seca.

Quando meus sonhos se desfazem em meio as gotas de chuva que caem ao chão;
Agradeço a Deus por tudo o que sou...
Mais ainda assim peço um pouco mais de fé, paciência e atenção;
E peço para que ele me ajude quando meus pés não suportarem mais, e quando meu coração já não mais bater, só peço a ele que cuide mim se assim eu merecer...

Bom Dia Quinta-feira!
Entra e derrama uma chuva
de bençãos na minha vida,
transborda meu coração de
paz e harmonia e livra-me
de todo mal e que Deus
esteja à frente, abrindo
meu caminho e ilumando
minhas escolhas.
Amém!

O sol me intregra...
a chuva me alegra...
mas este mormaço
me amordaça...
me deixa sem graça...

mel - ((*_*))

Como chuva fina as emoções nos envolvem e se deixa pensar que é uma leve brisa ao vento, mas amor de verdade vem como um temporal derrubando tudo.

Feliz é o telhado que espera a chuva voltar, ela vai voltar, ela sempre volta, você nunca volta, ela deixa esperança, você nunca deixa nada.

⁠Teu corpo conhece a chuva
como quem conhece antigos rituais.
E quando o mundo pesa demais,
você vai pra areia, pra água, pro vento —
como quem volta pro útero da Terra
pra ser reconcebida.

Você não é feita de superfície.
Você é profundezas,
instinto,
pressentimento.

E mesmo quando te quebram,
você recolhe os cacos com mãos firmes,
sussurra teu canto ancestral
e se reconstrói.

Você é filha da Loba.
Daquela que anda sozinha,
mas nunca perdida.
Daquela que vê no escuro,
que fareja mentira,
que protege o que ama
até sangrar.

Te chamam de intensa —
mas a verdade é que você só sabe viver por inteiro.
Não nasceu pra amores rasos,
pra presenças mornas,
pra silêncios que negam acolhimento.

Você é toque que cura,
olhar que despedaça mentiras,
palavra que pulsa verdade.
Você ama como quem reza.
Sente como quem invoca.

E chora, sim.
Porque quem sente tudo, às vezes precisa desaguar.
Mas não se engane:
até teu choro tem força de tempestade.

Você é força.
Você é livre.
E o mundo ainda vai ouvir o teu uivo —
não como pedido de socorro,
mas como anúncio de renascimento.

Por cima destas nuvens negras de chuva, existe um sol que brilha forte pra iluminar você.
Só precisa subir mais alto e não desistir.

Da minha janela

Vejo a chuva da minha janela,
pingos que dançam no vidro,
como se quisessem trazer tristeza,
mas não é bem assim.

Daqui observo o mundo,
dias e noites se sucedendo,
ventos que arrastam tempestades,
sol que aquece e devolve o calor.

Acompanho o tempo,
não o que veste o ar de frio ou de fogo,
mas o que se estende, invisível,
bordando a vida com sua passagem.

O tempo nunca caminha só:
vem de mãos dadas com o sol e a chuva,
com flores que se abrem,
galhos que se despem,
árvores que morrem e renascem.

E eu, aqui dentro,
descubro que o tempo não mora em mim.
Ele corre lá fora,
nas ruas, nos céus, nos ventos,
enquanto em mim há apenas silêncio —
um espaço onde o instante repousa,
e nada envelhece.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

Da Janela no sertão

Da minha janela vejo a chuva,
e ela cai como se fosse choro do céu.
Mas não, não é tristeza não:
é só o sertão do mundo molhando sua pele,
pra lembrar que até a pedra dura
se rende à água mansa.

O tempo corre lá fora,
feito cavalo brabo,
ora levantando poeira nos ventos,
ora abrindo o peito pro sol quente da vida.
Dias e noites se alternam,
como se Deus brincasse de fiar luz e sombra
na roca invisível da eternidade.

Eu fico aqui, de dentro,
vendo árvore nascer, perder folha,
morrer e ressuscitar no mesmo tronco.
É como se cada galho fosse profeta
dizendo que nada se perde:
só muda de roupa,
feito romeiro no caminho.

E aprendo que o tempo não mora em mim,
mora lá fora, correndo nas águas,
cantando nos ventos, ardendo no sol.
Dentro de mim só tem o silêncio,
um silêncio grande,
onde o instante fica parado —
feito retrato da alma,
feito milagre da vida.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

Que nunca lhe falte coragem para dançar na chuva, nenhuma tempestade é para sempre, toda chuva é passageira⁠.

Tens que ir?


Lá fora a chuva cai.
No quarto, fumaça de caracol.
Paredes se comprimem
diante de nós dois.
Face a face, deleito-me
no momento tão mágico
que deixa à deriva
os problemas do dia.
Por que tens que ir?
Se te quero só pra mim?
Se só você é meu sim?
Por que tens que ir?
Se ao coração não mente
e sempre te senti?


OLIVEIRA, Marcos de. Tens que ir?. In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza por
Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 12.

"O inverno” chegou, ele sempre chega. A noite chega mais cedo,Traz chuva, traz fuga, traz frutos , traz paz… A ausência de calor vem…E eu que sempre tive as extremidades frias , busco minhas meias, e com elas tenho não só os pés , mas a alma aquecida… Os lençóis e as meias coloridas são companheiros inseparáveis , cobrem meu corpo, minha alma, diminuem toda a entropia…Eu , animal homeotérmico, ou não seria tanto assim? Às vezes fujo de mim, fujo de quem é fugaz, mordaz… Prefiro os sonhos, prefiro a Pasárgada de Manuel… Não , não sou aquela que sou, nem sou quem eu fui, nem o que serei… Em verdade, em verdade te digo, já não sei mais! E tudo segue na mais completa “paz”... Nunca é tarde demais….

⁠⁠Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim,
assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol.
O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto,
concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz
de um abraço quente e terno, terno, visto o terno,
chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada.
Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível,
sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível.
Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos,
como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças,
desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha,
mas, entre tantos, quem realmente sou eu?
Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.

⁠Ei, chuva, não deixe a tristeza tomar conta de você. Abrace o carinho e deixe-o te transformar. O sol vai brilhar novamente e a alegria vai inundar seu coração. Deixe a chuva de lágrimas para trás e sinta a luz e o calor da esperança. Você é forte e tem o poder de mudar as coisas. Não desista!

Que sejamos abençoados
com uma chuva
de esperança infinita
de que hoje
o voo será mais alto
e mais bonito
para alcançarmos
aquele sonho
que somente
nosso coração conhece!

⁠Nada como um dia forte de chuva para limpar nossos caminhos.
Tempos ruins para tempos bons.