Chuva
Dançar debaixo da chuva
a música dos tambores
do tempo e no ritmo
dos nossos corações
Transe olho no olho
com uma Flor de Maga
na minha orelha
e te pôr na minha cadência
Seduzir tu'alma e cair
inteira na sua teia
e para você ser imensa
E assim de cobrir
com todos os beijos
dos pés a cabeça.
Amanaci quando canta
é a Mãe chamando a filha,
Amanaci sempre anuncia
quando a 'chuva se aproxima'
Amanaci é a 'Mãe da chuva'
que rega a terra e as águas
para na colheita o lavrador
encontrar a festança,
E para a chuva levar embora
toda a dor e o quê perturba,
Só sei que na próxima
chuva quero ser somente sua.
Faça Chuva ou faça Sol
nem mesmo o Céu tem
me convencido mais,
Os dias nublados
têm sido todos iguais.
Fincaram algo pesado
no meu humor,
algo comparável as cinzas
que nos reduziram
desde o primeiro dia
que senti que abriram
o perfume e senti
num único frasco
o aroma misturado
da Morte e da Guerra.
Flores azuis do tempo
não desabrocharam
nunca mais e as aves
andam cantando
debaixo da Chuva como
se fosse Primavera.
Embora ainda não
tenhamos notícias
completas do que aconteceu,
Não ando conseguindo
me enganar porque o Céu
para mim é um livro
que não pude mais
ler como antes sorrindo.
Espero saber da verdade,
ver a vida sendo refeita
até chegar no ponto
de esquecermos desta
tempestade de fogo
que dentro reduziu tudo
a uma incalculável destruição.
Ali bem no Centro da Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí,
Onde a chuva caí
sobre o Flamboyant poético
que protege o Presépio
na subida do Noviciado Franciscano
e da Igreja Matriz São Francisco,
Coloco os meus pensamentos
e as minhas orações pelo destino
do mundo nas mãos de Deus,
Porque eu sou a paz que você
merece sempre encontrar
no aconchego do meu peito
para de tudo sempre se poupar,
E tu és a pessoa que nunca
permitirá que em guerra nenhuma
nesta vida eu venha entrar,
Porque no fundo de ti cada espaço
tenho o meu belo e cativo lugar.
(Imensidão romântica nascida
nossa para sempre amar e festejar).
A chuva em Rodeio cai.
Aprendi lições com as águas
do Médio Vale do Itajaí.
As águas contornam
e dão as respostas
conforme são tratadas.
Entre nós existem
muitas coincidências.
As águas são as mestras
das consequências.
As águas ensinam
com paciência
o quê pode evitar;
Sempre há quem resiste
em não se atentar.
Não é sobre a chuva
nem sobre as águas,
é sobre cada um de nós.
Já parou pra pensar que a chuva
pode ser da Terra o expressar?
Talvez, Chova de felicidade pelos os resquícios
de bondade, raros de encontrar,
Pela maldade recorrente, chuva forte presente
por já não suportar,
Sua esperança não é forasteira,
às vezes, quase sem força, derrama
uma chuva ainda que passageira,
É chovendo que se renova
Tanto a sua fauna, quanto a sua flora
E o ser humano apesar de muito errar,
Pode destas sinceras chuvas desfrutar.
Chuva Simples,
algumas gotas
de tranquilidade,
Cheiro da terra molhada,
O desânimo não resiste
a Um afago na Alma.
Numa manhã de domingo,
a minha alma se renova
da simplicidade que tanto me agrada
com a chuva caindo lá fora
enquanto sinto o cheiro
de terra molhada
um clima de sossego que conforta
e que meu ânimo restaura.
Poucos conseguem lidar
com a tua intensidade,
teu vento é ventania,
tua chuva é tempestade,
alcançam uma euforia
os que te sentem de verdade,
como um rio, tens correntezas,
tua beleza avassaladora
e o teu jeito de ser,
Mulher sedutora
que facilmente provoca
um intenso prazer.
Chuva que invade a madrugada
e dispersa meus pensamentos
deixando minha mente agitada
com dádivas e lamentos.
Enquanto chove lá fora,
choro aqui dentro,
a chuva, às vezes, acorda
intempestivos pensamentos,
entretanto, também fortalece,
não vai embora
sem que sequem as minhas lágrimas,
adujando a terra fértil
minha alma se acalma
com um esperado refrigério.
Encontro um pouco de paz
na chuva,
no nevoeiro que esconde
brevemente os problemas,
na luz que se refaz
durante uma madrugada
acolhedora e serena,
nos raios de sol
que avivam e aquecem
como um gesto de amor
e na neve que se destaca,
mas com o tempo derrete,
sua frieza é temporária
mostrando com simplicidade
que a tristeza é efêmera
e persistente a felicidade.
Um lobo solitário
caminhando sob a chuva
sem se preocupar em ficar molhado
por achar que é um desabafo dos céus
e também por saber como é estar angustiado,
e assim, segue seu caminho iluminado pelo luar,
que estava um pouco ofuscado por estar nublado,
até encontrar um lugar seguro pra descansar
pra enfrentar o próximo dia que logo irá raiar.
Há momentos,
durante dias de chuva,
que fico imerso
numa sensação agradável de brandura,
externada nas teclas de um piano,
enquanto o mundo desaba lá fora,
minha alma relaxa
e a minha mente descansa
com uma paz necessária, rara e harmônica.
