Chuva
Guarda - Chuva Vermelho
" Na ponta dos pés,
ela se põe a divagar.
Será que é amor
esse leve palpitar?
Ah, como é bom
ter alguém
que faça seu coração pulsar....
Se é amor, o tempo lhe dirá.
Com seu guarda - chuva vermelho,
ela se põe à caminhar.
Um sorriso à faz suspirar.
Sim! É amor!
E já vem lhe encontrar.
Tem espaço debaixo do guarda- chuva,
vem! Do sol e da chuva
hei de lhe abrigar.
Ah! Como é bom amar...
Ela se põe a dançar..."
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem.
Que cheirinho de paz,
de chuva fresca, café na mesa.
Ah! Vem do amor
que estou à abraçar.
Esse amor que me enlaçou,
faz - me só por ele suspirar.
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem,
que trouxe o perfume
das flores, as cores,
faz os meus dias
serem como
uma doce poesia.
Meu bem trouxe o sol eterno.
Pode até cinza o céu estar,
mas quando ele vem,
faz tudo se iluminar.
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem,
que faz sorrisos
em mim nascer, faz
o amor em nós
resplandecer.
Não importa a direção do vento,
se há chuva, dor ou lamento.
Dentro de si faz sol.
Dentro de si o amor transborda,
cura, transforma.
Agradeça por cada estação.
Vista - se de sorrisos.
Poeme - se!
Debruçar sobre a janela
é observar o tempo
para sentir saudade.
Um canto de pássaro,
a chuva fina que cai.
O dia fresquinho,
o sol já se despedindo.
O cheirinho do bolo,
do café, da mãe, do pai.
Na memória do meu coração,
guardei esse tempo.
As brincadeiras, as incertezas,
as tristezas, as risadas também.
Guardei com carinho, cada jeitinho
daqueles que me fizeram tão bem.
Debruçar sobre a janela
é absorver o amor,
esquecer a dor.
Ser paz.
Ser o sorriso que faz serenar o olhar
de quem ao nosso lado sempre estará.
Podem as estações passar, o amor em mim sempre florescerá.
Debruçada sobre a janela,
observo o tempo passar
colhendo as rosas que hoje
começaram a desabrochar.
O u t o n a l 🍃
Vento sopra manso,
folhas bailam no ar.
Gotas de chuva quando
caem ao chão,
parece música
que alegra o coração.
Encontra - se o
amor apenas no olhar,
encontra - se o
amor no abraço,
no beijo esperado.
A esperança
faz o sol brilhar,
há tanta beleza
para se admirar.
Ainda há flores
para os caminhos perfumar,
mesmo o cinza
querendo no céu despontar.
Vento sopra manso,
ainda há cores
pra se encantar.
Há amor pra se aconchegar.
Há sonhos pra florir,
no outono que chega
trazendo os
sorrisos que
na alma acolhi.
Apenas contemplar o dia.
Não tem problema se o sol se escondeu ou se a chuva teima em cair.
Importa a paz.
Importa os laços que unem o amor, a amizade, sentimentos de verdade.
Importa as mãos estendidas, entrelaçadas.
Olhares que passam confiança e aquele sorriso sincero que faz florir felicidade o ano inteiro.
Importa estar lado a lado com quem se importa de volta.
Importa apenas contemplar e agradecer.
Por tanto.
Por tudo.
Por você.
Por mim.
Apenas contemplar o dia bonito que faz dentro de nós.
Esse mundo colorido de esperança e fé.
Sonhos e desejos.
Amor e aconchego.
Aí, nesse mundo, moro junto á você.
Que tanto faz eu te querer.
Querer caminhar.
Dar risadas.
Tomar café quentinho, um banho também pode ser.
Amar.
Tomar sorvete.
Esperar pra ver as estrelas no céu acender.
Tudo com você...
Viu?
Não importa se faz sol ou chuva.
Quando nos meu coração tenho a riqueza que Deus me deu...
Você!
E é com você que quero rir até a barriga doer.
E tantas outras coisas que só contigo quero viver.
E vamos!
Há um mundo á nossa espera.
Há amor pra te entregar.
E é só contigo que eu sei ser par.
Despertou com a chuva que caía,
lembrou - se do sonho e sorriu.
Olhou pela janela, já era primavera.
Olhou para si, estava despenteada e feliz.
Não havia mais dor, permitiu ser amor.
Lembrou - se do sonho, do abraço acolhedor.
Sorriu.
É primavera, o sonho não é uma quimera, e tu estás aqui.
Não vais mais partir.
Meu coração é paz e quer você junto a mim.
É primavera, tempo de FloreSer
os meus dias para colher amor dentro de mim.
Mas não importa qual seja a estação, basta a mim acreditar que eu posso florir o meu existir.
A chuva parou.
Me acompanha nessa caminhada?
Segure as minhas mãos e
vem comigo transcender amor.
Vamos juntos FloreSer.
Vamos viver o amor,
a cura para toda a dor.
Vou chover junto com essa chuva e derramar minha vontade do carinho seu,
rodar pelas ruas molhadas, enfrentar a estrada,
imaginando o beijo que a gente não deu.
E quem sabe eu chegue inteiro, sem a metade do meu coração, que é seu.
"Coração cheio de fé"
José Adriano de Medeiros
"Sabe como é, se a chuva molhar meu pé, vou chegar em casa resfriado, dedos gelados, mas meu coração vai estar cheio de fé..." Disse isso do nada e saiu andando feliz da vida enquanto a chuva caia, alagava ruas e calçadas e dificultava todo transporte público de São Paulo. Este texto é um relato de uma conversa que escutei enquanto no meio da multidão, vi um flash de alguém que registrava em sua máquina, tanta gente querendo ir para o seu lar.
Com um sorriso bobo no rosto, a figura se perdeu entre a multidão que se apressava para se abrigar da chuva que caía cada vez mais forte. Suas palavras ecoaram em meus ouvidos, como um mantra contra a inclemência do tempo. Aquele homem, desconhecido, carregava consigo uma fé inabalável, capaz de transformar a mais simples das situações em um ato de esperança.
Enquanto observava a cena, meus dedos gelavam, mas um calor diferente tomava conta do meu peito. Aquele encontro casual, ali naquela estação de Metrô, me fez refletir sobre a força do espírito humano. Em meio ao caos da cidade, a fé daquele homem era um farol, iluminando a escuridão e aquecendo os corações.
Voltei meus olhos para a cima e podia ouvir mesmo sem ver a chuva que caía sobre a cidade. As gotas, antes irritantes, agora pareciam dançar em uma coreografia sincronizada no palco da minha imaginação. A água escorria pelas ruas, criando pequenas cachoeiras improvisadas. A natureza, em sua força bruta, mostrava sua beleza e sua capacidade de renovação.
Lembrei-me de outras vezes em que a chuva me havia pego desprevenido. Aquele sentimento de impotência diante da força da natureza, a frustração por ter que me molhar. Mas naquele dia, ao sair da estação algo havia mudado. As palavras daquele homem me haviam mostrado uma nova perspectiva. A chuva não era mais um incômodo, mas um convite à reflexão, uma oportunidade para conectar-me com algo maior do que eu.
Tirei da mochila um lanche frio, em com ele em minhas mãos, continuei a caminhar pela rua alagada. A cada passo, sentia a água invadir meus sapatos, mas meus pensamentos estavam longe daquela pequena inundação. Eu pensava naquela frase: "mas meu coração vai estar cheio de fé". E, de repente, entendi que a fé não era apenas uma crença religiosa, mas uma força interior capaz de nos guiar em qualquer circunstância.
Ao chegar em casa, molhado e frio, sentei-me na janela e observei a chuva que continuava a cair. E, enquanto as gotas deslizavam pelo vidro, senti meu coração aquecido por uma sensação de paz e gratidão. Aquele encontro casual na esquina de Osasco havia sido um presente inesperado, uma lição de vida que eu levaria comigo para sempre.
A fé daquele homem, transmitida em poucas palavras, havia me mostrado que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar esperança e alegria. E que, por mais que a chuva caia e o mundo pareça desabar, dentro de cada um de nós existe um sol capaz de iluminar os dias mais sombrios.
…por mais que a chuva caia e o mundo pareça desabar, dentro de cada um de nós existe um sol capaz de iluminar os dias mais sombrios.
Chuva
No chão eu vejo pingos de chuva
Pingos que fazem chuva
e chuva que fazem pingos.
na chuva plantas ganham vida
e na vida as plantas ganham rosas.
Chove lá fora
Aqui dentro também
Pingos que caem no meu parabrisa
E aqui dentro, chuva de sentimentos
Assim como trabalham os limpadores
Trabalham os meus pensamentos
Em sincronismo, tentando limpar os lados de fora e de dentro
Essa chuva torrencial
Difícil vencer nesse momento
Vou estacionar, o carro no acostamento
E você aqui dentro
Pois nem os limpadores,
Nem tão pouco os sentimentos
Ambos não conseguiram dar conta desses acontecimentos
Em dias de chuva ou dias de sol, e intensidade da beleza são impressionante, são folhas brancas, e nós somos as letras
**noite de chuva**
Numa noite de chuva, Clara e Rafael se encontraram pela última vez no pequeno café que costumavam frequentar. A relação deles, que antes fora cheia de amor e sonhos, havia se transformado em algo doloroso, quase irreconhecível. Eles já não eram mais os mesmos, e as palavras que antes expressavam carinho agora traziam mágoa.
Enquanto Clara olhava para a chuva pela janela, sentiu como se cada gota pesada fosse um reflexo do que seu coração guardava. Era como se, com o passar do tempo, todo o amor tivesse se transformado em um tipo de “chuva ácida”, consumindo o que restava deles, deixando marcas que nem o tempo poderia apagar facilmente. Rafael, por sua vez, fitava a mesa em silêncio, tentando encontrar palavras, mas sentindo que qualquer tentativa soaria vazia.
Por um momento, a chuva pareceu aliviar e o céu se abriu brevemente. Clara respirou fundo e, mesmo com o peso da dor, disse a Rafael que, apesar de tudo, acreditava que aquele momento não precisava ser um fim amargo. Eles poderiam deixar ali, junto àquela chuva, as lembranças boas e a gratidão pelos anos que dividiram, mesmo que o futuro fosse incerto.
Despediram-se sem raiva, mas com uma tristeza que fazia parte do processo de deixar algo importante para trás. Clara e Rafael saíram do café, cada um seguindo um caminho oposto, mas com uma nova perspectiva de recomeço. Sabiam que o fim de algo bonito não apagava o que viveram; era apenas uma transformação. A chuva havia passado, e cada um tinha uma jornada nova para trilhar, com as marcas da história que compartilharam e a esperança de renascer, de alguma forma, após a tempestade.
Evangehlista Araujjo O criador de histórias
Coração puro e leveza na alma
Sabendo ser luz no escuro
Ao som das gostas da chuva
Silêncio que acalma
Ouvindo o som do anbiente
Doce melodia boa pra mente
Aquele vento que sensação
Um respirar, que alívio meu coração
Aquela nostalgia profunda
Noite inquieta as vezes me aperta
Lágrimas inunda o meu peito de emoção.
Sol... Chuva!
Calor... Frio!
Brisa... Tempestade!
Inverno... Verão!
Branco... Preto!
Amor... ódio!
Sorriso... Lágrima!
Cruz... Espada!
Alegria... Tristeza!
Emoção... Razão!
Eu... Você!
Paixão... Solidão!
