Chico Xavier - sobre Disciplina
"O transe hipnótico muda radicalmente a forma como enxergamos e pensamos sobre a realidade. Ele amplia a nossa percepção, nossa perspectiva e nosso entendimento".
SOBRE O QUE É REAL E O QUE DILUI NA IMENSIDÃO
A verdade as vezes dói, mas é uma dor veloz ... a ilusão envelhece a tua alma, Amarrota a tua face, a ilusão rabisca a tua testa e marca o teu sorriso... a Juventude só dura uma ilusão e uma verdade e aos vinte anos você já viveu tudo
Baby as manhãs tem cor de ouro e sabor de hortelã e à noite nem tudo é absurdo
Só um pouquinho de amor e alguma compreensão e o mundo fica doce...
Um pouco de perdão pra quem precisa... olhar por outro prisma a vida
Baby, o mundo pode ser maravilhoso, contanto que seja menos imundo
Baby se as estrelas fossem minhas, o que eu faria com as estrelas...
Eu faria um piquenique em cada dia, mas aos finais de semana
Eu morreria de saudade dos meus amigos farofeiros em Copacabana
Baby te amei tanto e acho que te amo ainda, mas agora não amo este achar...
o mistério de tudo... se fosse diferente talvez não fosse tão doce,
mas conversaríamos sobre qualquer banalidade
sob o calor daquelas tardes mornas
e as futilidades eram só pretextos para estarmos juntos;
por que haveria de ser diferente...
eu escreveria alguma coisa...
eu já pensava que era poeta,
mas nunca dirigi a palavra correta para a pessoa certa... meu Deus!
um colibri se perde com o néctar das flores;
por que, ou por quem se perdem os poetas...
minhas fantasias tem carnavais tão lindos;
meu coração está cheio de feriados,
de sábados e inesquecíveis domingos
mas... se fui feliz, eu não sei
felicidade é a próxima estação, ou a estação passada...
não diga mais que a vida é tão fugaz,
fugaz é essa dor de dor nenhuma...
é o teu olhar, o teu sorriso, o teu perfume,
o teu cabelo ao vento;
é este sentimento que me diz que tudo é mistério...
e no amor, mistério é tudo... mas tudo é tão fugaz.
ADEUSES
Ainda não falei sobre os adeuses...
as vezes era noite, as vezes era dia, as vezes eu perdia a noção do tempo,
ou eu ainda não tinha noção de nada...
hoje diria que perdi muitos outonos, que despetalaram as primaveras, ou talvez atordoado... tantos "jabs" me deixassem grogue, e eu olhasse cuidadosamente as dependências farejando qualquer resquício de uma presença, de uma ausência num utensílio numa peça de roupa esquecida. A solidão sempre faz surgir fantasmas pelos corredores, barulhos de passos, sussurros, um grilo impertinente, até que o espelho da penteadeira reflete as lágrimas tardias que não caíram no momento da despedida. Xícaras copos, pratos, colheres e migalhas silenciam o colóquio dos últimos momentos de despedida; fica então, tudo tão quieto, e uma brisa vinda não se sabe de onde sopra fria...
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso...
vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs,
talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixões; não naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dá a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
MORENA
Pele morena,
saia pequena,
Pequena ensaia
sobre o meu coração...
o samba encanta,
quem canta e samba,
quem balança com graça e paixão...
E.Ts
Já te falei sobre os discos voadores
No meu firmamento pessoal,
Sobre os aliens e meteoros,
Já te falei sobre a minha gravidade,
Sobre os dragões que povoam as minhas cidades,
Já te falei sobre são Jorge guerreiro,
Jorge Ben ou Jorge Ben Jor, Seu Jorge,
Acho que tivemos sorte,
Mas sob os astros, quando a vaca caminha
Numa total penumbra quem aposta
Que um rastro de bosta...
Quem caminha seguro com uma vaca em sua frente?
Quem caminha seguro com uma vaca no escuro?
Teremos sempre ameaças de chifres
Jamais teremos férias em Chipre
Teremos sempre ETs a povoar nossas inseguranças
Teremos sempre monstros
Nos olhos mais ternos de nossas crianças
Quase sempre não somos os únicos culpados pelos nossos pecados
NAPOLEÃO
Psiuuu! O gato repousa...
O silencio é sagrado
Tudo que foi dito pela madrugada
Sobre a inabalável reputação de Lili
Fica esquecido
Toda algazarra no telhado,
O escândalo do bife roubado,
Os arranhões no leão,
Tudo põe-se de lado,
Napoleão dorme,
Provavelmente sonha
com batalhas consagradoras,
Um império grandioso,
Um exército irreparável
Infalíveis estratégias felinas...
SOBRE A PERFEIÇÃO
tinha a lua como testemunha,
flores que ornamentavam um jardim,
de tão nervosa, ruía as unhas
jurando-me amor sem fim
nos olhos, a profundidade de um oceano,
na alma trazia o paraíso,
dentes de madrepérolas no riso,
mas não sabia dizer eu te amo...
EPÍSTOLA APOCALÍPTICA SOBRE ESSA BOLHA DE OCEANOS
Não fosse eu um corpo etéreo, um alien grafite,
Na nebulosa; labirinto intracelular cósmico,
Um vírus, um bacilo no azul marinho gasoso
Da inviável via láctea, efêmera vaidade,
Desfilando colar de constelações
E jogando poeira de estrelas nos nossos bolsos...
O terror cósmico dessa solidão intergalática,
Trazendo auroras boreais
De tempestades solar apocalípticas...
Rebelde sagitário se dilui na acidez sideral
E júpiter se avoluma em gases, aqui no meu quintal...
Atormenta-me a fobia de te ver na esquina,
pefil frágil e andrógino,
Túnica lilás, bastão incandescente e cabelos de ouro,
Cantando “chuva púrpura” profetizando um armagedom,
Fazendo-me imaginar,
Praga, New York e Belford Roxo, roxas de melancolia
Solidão e medo da alcaida,
E possíveis ataques norte-coreanos...
Mas não é isso que me leva a consultar
O zodíaco e previsões climáticas,
Que me fazem supor catástrofes e cataclismas
Sobre a caatinga esparsa e escaldante
De Jericoacoara e quixeramobim...
Se eu não fosse essa lua de insegurança,
E assimilasse ensinamentos de epístolas, salmos
E o sermão da montanha...
Mas sou apenas um cervo feérico, numa floresta primitiva,
Contemplando estrelas sob a noite eterna
Há mil anos luz de um dinossauro,
Tentando entender a ternura débil e insana de um t-rex
Estudando a sua caça e farejando sangue
Percebo que o que me sustenta sobre esta esfera,
Sobre esta bolha de oceanos,
Que viaja trágica e inconsequente,
Entre meteoros, meteoritos e cometas reluzentes,
Na harmonia do sistema planetário
E no descompasso de moléculas de hidrogênio e oxigênio
Realizando o milagre da vida...
Ainda é essa eterna e inexplicável força estranha...
OUTROS SONHOS
Enquanto a aranha tece sua teia
No porão, eu penso a caminhar
Sobre as campinas,
Passando por cima da minha emoção,
Voltando ao passado,
Derrubando edíficios,
Que agora cercam a minha visão,
Operários bem equipados,
Bem aparelhados,
Erguem torres e coberturas,
Improvisam um elevador,
E a igrejinha do meu casamento,
Onde com tanto srntimento,
Jurei meu amor,
Sua única torre ameaçada por um guindaste,
Enquadrada por andaimes,
Badala seu sino,
Agora abafado por tantas paredes,
E nos campos, onde floresciam meus sonhos,
E eram verdes como as campinas,
Embalados por passarinhos,
Que emigraram para outros campos,
Para compor outros sonhos...
TODAS AS ESTAÇÕES
Ontem nos amamos tanto
Que nem os dourados ocasos
Sobre as colinas de mesquita
tinham tanto calor...
Ontem nem as mais coloridas primaveras
De Holambra com suas flores cálidas
Jamais demonstraram tanta paixão...
Ontem nos amamos tanto,
Que nem os mais extremos
Invernos da Amazônia
Se derramaram tanto...
Ontem nem os mais profícuos
Outonos de Florianópolis
Jamais se despiram tanto...
Ontem aconteceram todas as estações...
Ribombaram todos os trovões,
Caíram todos os raios,
Despiram-se todas as árvores,
Desabrocharam-se todas as flores...
E as metamorfoses estão a acontecer...
Então por que continuas ausente...?
Há alguns anos atrás por muito tempo eu pensei que podia voar; que seria um condor sobre o relevo fluminense; era uma ideia meio insana; parecia uma debilidade mental e assim fui intimado a uma terapia com um psiquiatra. por seis meses, duas por semana e quatro por mês frequentei a clinica do Dr Jartov hasstoff conceituado psiquiatra de descendencia russa. Passados seis meses e alguns dias, ao chegar na Clínica encontrei-a fechada; uma adolescente que reside no dificio e namora com o rapaz da cobertura, que não quis revelar seu nome , jura que viu jartov pulando da cobertura, mas seu corpo jamais foi encontrado. Acho que Jartov aprendeu a voar...
Eu queria dizer algo sobre aquele tempo, sobre aqueles momentos, sobre o que conjecturávamos, sobre o que discutíamos, sobre o que discordávamos. Eu queria dizer alguma coisa, quando olhava os teus olhos cheios de promessas e possibilidades, que o teu sorriso tornavam acessíveis; eu queria dizer alguma coisa, quando as luzes de neon da cidade refletiam nas tuas maçãs e nas tuas franjas, e estávamos alheios às vitrines que exibiam objetos de desejos a quaisquer mortais; a vida buzinava, apitava,alarmava, as igrejas badalavam seus sinos; matrimônios e comemorações; a vida se derramava feito champanhe num drink inesquecível e embriagador com muita gente que ria, dançava, falava, olhava comia ia e vinha; era mágico e eu queria dizer alguma coisa... que se perdia em coisa alguma na evolução dos momentos, nesse pulsar indecifrável de emoções que conduz nossos destinos; eu estava sempre ali querendo dizer alguma coisa que se afogava numa surpresa, numa emoção, num novo encanto que tornaria irrelevante e inoportuno o que eu dissesse; eu queria dizer alguma coisa que expressasse o júbilo... eu quis dizer alguma coisa... eu quis sim, eu acho que quis... mas foi só isso.
O ruim de fazer poema sobre mãe é que sempre tem-se a impressão de que falta algo a ser dito; mãe é uma coisa tão imensa, tão incabível que tenho a impressão de que temos que inventar outras palavras pra definir com exatidão. Acho que mãe é Deus perto da gente...
SOBRE TODAS AS COISAS E SOBRE COISA NENHUMA
Nada sobre o meu poema;
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Sobre o inexato e o imponderável
Nada, nada sob um rio, o olhar perdido num vazio
De um deserto perto de um longe,
Longe de tudo e perto de nada,
Nada, nada, nada, nada na morada;
Namorada nada; besta é a ilusão
De auroras com flores orvalhadas,
Ocasos ao acaso de mochos,
Pardais e morcegos
A tristeza profunda de lagos;
Lagos chorados pelos deuses da solidão
E pela solidão dos deuses
Pelos insetos que amam as flores
E faz frutificar a vida compondo a primavera
Inspirando os poetas
Nada sobre o meu poema,
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Onde só cabe Iracy Tupinambá e sua tribo comeu são jorge
Na lua onde proliferam os dragões
Comeu os franceses que colonizariam o Brasil
E se um dia eu diria je t'aime
Hoje eu digo te amo
Pois aprendi com os portugueses
Sem nenhuma convicção de amor ou paixão
SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...
SOBRE ONTEM, O ANTEONTEM E AMANHÃ
Eu tenho um olhar
Somente um olhar
Na manhã a passar na calçada
E os sonhos que eu tive
De um dia sonhar com a manhã
Já passaram
Ficou meu olhar
A olhar
O olhar da manhã a passar...
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