Chega de Correr Atras
Quando olhares o céu de noite, porque habitarei numa delas, porque numa delas esterei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!
Sê paciente; espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto ao passar
o vento que a mereça.
Faz de mim, em tua memória, aquilo que lhe for mais conveniente.Mas lembre sempre, por favor, que estar inteira como estive me custou tudo o que eu tinha..
No fim tudo vai dar certo.
Seja como for.
Ainda mais se for por amor.
Se reinvente.
Faça o bem.
Pois ajudar faz bem.
Sem querer em troca nenhum vintém.
Ser feliz para hoje é o que há.
Não aceite menos, não se deixe levar.
Corra atras, queira sempre mais.
Procure o amor, ganhe a paz.
Seja forte, seja esperto.
E como eu disse no começo.
No fim tudo vai dar certo.
Não é preciso uma verdade nova, uma aventura, para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno.
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.
Nota: Trecho de soneto de Luís de Camões
"Eu tive muita raiva de ser a narradora de uma história que eu não controlava mais. Você podia ter me poupado da sua autonomia, mas saiu, no meio do parágrafo, atravessando as ruas, saltando minhas vírgulas, tropeçando minhas aspas, desrespeitando meus parênteses."
O que há de mais belo, nobre e elevado no ser humano é justamente o processo no qual, por transmutações sucessivas, o mais egoísta dos instintos se transfigura em bondade, generosidade, perdão e auto-sacrifício.
Perdi tudo aquilo que eu achava que era bom.
Perdi amigos, perdi dinheiro, perdi pais, perdi irmãos, minhas coisas...
Perdi meus avós, que tanto brincaram comigo na infância.
Perdi aquela tia que fazia a diferença e aquele primo que era sempre meu inimigo número 1.
Perdi tudo o que eu achava que daria certo.
Perdi aquele amor avassalador, perdi o meu trabalho, minha casa, minha paz.
Perdi tudo aquilo que cumpunha a saudade.
Perdi tudo o que era importante e material...
Só não perdi minha vida.
Enquanto vivo, confio.
Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
[...]
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Nota: Trecho do poema "Quase" de Mário de Sá-Carneiro
Não te digas decepcionado com o teu próximo. Não lhe apontes os erros.
Faze tu, de forma que não decepciones; nem te permitas erros.
Não afirmes: - Agora é tarde!
Não imponhas: - "Ficarei no meu posto, porquanto fui o ofendido!"
Vai ao irmão que delinqüiu contra ti e pede-lhe desculpas.
Quem dá o primeiro passo, chega antes ao termo do bem.
Sob disfarce algum, não agasalhes o orgulho, nunca, pois que ele é o inimigo mais hábil prevenido contra o teu progresso espiritual.
Deslizo pelos dias, tantas comemorações, minha vida esse raio de sol que não cessa.
Já escrevi muita coisa triste, já perdi tanta coisa com resignação e até com destreza.
Agora nem me apavoro, toda dor é só um sopro em meio ao que vislumbro de possibilidades. Criatividade, eu aprendi, é inventar alternativas quando não se tinha. Onde não se via. Por enquanto, só o que tem me preocupado são as novas regras ortográficas, já que palavras compõem meus fatos, meus sonhos, minhas narrativas.
E se eram os hífens que me separavam do meu amor-próprio, tenho tudo que preciso agora: tanto autorrespeito.
A tarefa mais lídima da poesia é a
de equivocar o sentido das palavras
eu sou muito orgulhoso de mim mesmo porque por mais solitário que eu seja, nunca cobrei lealdade de ninguém ou pedi para que ficassem, acho que é por isso que eu sou sozinho.
no fundo eles só precisavam de um motivo para o desinteresse deles.
