Charles Chaplin Amor Proprio
ESPAÇO VAZIO (soneto)
Há ilusão seca tão desfolhada
No apertado do amor ignorado
Nas lágrimas no olho chorado
No vento de uma dor soprada
Assim, tão só e tão esgotado
Com a alma ao vento, levada
A revelia, e sem mais nada
O olhar vai ao chão, atado
Só se vê silêncio no peito
Sem rima, sem poesia, leito
Apenas o ritmo com arrepio
E neste tal suspiro tão sujeito
Que fala, respira, tira proveito
A emoção é um espaço vazio...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Desde o nosso primeiro olhar
Eu me apaixonei por você
Foi amor à primeira vista
Te amo e não vivo sem você.
Ironia seria eu deixasse de amar as rosas todas as vezes que um espinho me ferir-se, assim é o amor.
O amor, as pessoas, as conversas, os homens, as comidas, os lugares...
Tudo isso é um tédio!
A existência é um tédio!
Eu sumiria daqui se a morte não fosse outro tédio!
Nem todo amor é em vão
Nem toda crença, ilusão
Nem todo Deus, comunhão
Nem todo pecado, perdão
Nem tudo que se dança é baião
Nem tudo que sobra é lixão
Nem toda poesia é refrão
Nem tudo que se dança é baião
(Seção 32)
Lição primeira e única – amor não é coisa para amador.
Um amor verdadeiro nunca nos faz sofrer,
Nunca nos abandona, nunca nos magoa,
nunca nos decepciona, pelo contrário, nos valoriza,
e nos faz feliz...
Crer no amor de Deus não é achar que sua vida será só maravilhas, mas saber que nas dificuldades e aflições Ele estará lá para te sustentar!
Não fui eu que mudei, você que se esqueceu de alimentar o meu amor que com o tempo morreu. A minha história continua só mudou a página, e nela por você não caí nenhuma lágrima.
