Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
O amor e a dor, jamais caminharão de mãos dadas. Porque a dor, somente se faz presente, na ausência do amor.
Que usem os olhos para ver o mundo com amor, que usem os ouvidos para ouvir o mundo com amor, e que usem as bocas para que falarem ao mundo com amor.
" Ponham amor no que for complexo, deposite amor quando estiver difícil, clame a Deus por amor quando estiver doente, e principalmente seja amor por onde for."
Nascemos com mãos vazias e morremos com mãos vazias. Portanto agarremos apenas o amor enquanto estamos vivos.
O verdadeiro amor não é apenas aquele que caminha ao seu lado na felicidade e na prosperidade, mas sim aquele que permanece inabalável nos desafios, resiste às tempestades e se fortalece nas adversidades.
A plenitude do amor, a plenitude da paz e a plenitude da felicidade só podemos encontrar em Deus. O mundo pode tirar o material, a liberdade e até a nossa vida, mas não pode tirar o amor de Deus que está em nós e este amor é água viva que borbulha para dar vida eterna. Fora do amor de Deus, tudo é fantasia, prazer e ilusão e passa em um segundo no relógio da eternidade.
E como um ato de amor eu fui embora, mesmo querendo ficar, não por não sentir, mas por medo de te machucar, não por não te amar, mas por receio de estragar a beleza que há em você, te assisto de longe e mesmo sem perceber, há noites que eu ainda adormeço chorando, por lembrar-me de como era te ter...
As vezes as pessoas pedem-me para eu fala de amor, mas como irei fala de amor que não sei e nunca fui amado.
Há poucas coisas tão tristes quanto sentir que sua história de amor está morrendo pouco a pouco.
No Amor vale tudo, ou não eu Amo você, sofrendo chorando rindo reclamando de tudo mais eu ainda amo você.
O que o amor significa pra você? Amar não é a pura e simples aceitação dos erros do cônjuge. Amor não é apenas o sentimento da carne, que move e cerca os desejos humanos. O Amor não é definível, é celestial, divino, raramente uma palavra usada só pra agradar alguém, e se assim for usada, banalizado, é um sacrilégio. Não saberia definir, não saberia dizer se já senti ou sentirei. Não saberia explicá - lo, e o fato de não saber é que mostra sua complexidade. Amar está em não compreender o sentimento, se não entende, então provavelmente ama.
A relação de um escritor com o leitor precisa ser íntima. Veja bem, quando se fala de amor utilizando palavras, é creditada uma grande responsabilidade. Banalizar o sentimento é uma heresia, negá-lo é uma audácia, não o tratar como deveria é uma traição. A prova cabal da ligação de um escritor com o leitor, é que escrever sobre o amor é uma forma de amar. Quando fazemos isso, estamos em completa sincronia com quem lê. Estamos vendo um filme juntos em um dia frio, estamos jogando conversa fora acompanhados de uma cerveja, jantamos juntos até. De certa forma, é um relacionamento à distância. Porque quando você que está lendo, se coloca no lugar dos personagens, está aproveitando da intimidade de quem escreve, e quem escreve, aproveita do carinho de quem está lendo.
Existe muito amor em palavras ao vento.
Tinham para si o amor das quatro estações. Ardente paixão dos jovens namorados, resistente amor dos casais mais antigos. Embora não possuíssem muitos anos juntos, havia uma ligação de alma gêmea, onde a distância poderia ser sufocante em certos momentos e libertadora em outros (por motivos que só eles compreendiam).
"Sabe que eu te amo né?" Ele dizia, após as pequenas discussões rotineiras. "Não fala comigo!" Ela respondia. Embora os observadores ao redor soubessem que aquele "Não fala comigo!", era um jeito de dizer "Eu também te amo!". Porque sentimento bom, marca na pele, faz ouvir a voz da pessoa até quando ela não tá, o coração entende a linguagem, a alma pede a inquietude que só o outro provoca.
