Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
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Olá e boa madrugada a todos que ainda estão acordados. E talvez os poetas e os amantes sejam os mais acordados de todos!
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O perdão e o ódio são conectados: o perdão só existe porque antes existiu o ódio. E todo mundo sabe disso, porque todo mundo, vez ou outra, sente isso. Não?
Algumas mulheres têm o poder de mudar os homens, para melhor ou para pior.
Se o homem permitir, pode até mudar completamente sua personalidade.
E isso não é apenas um problema relacionado a certas mulheres; mas principalmente um problema de quem possui uma personalidade frágil, nesse caso aqui, por exemplo, é a personalidade de algum homem que pode ser facilmente manipulada.
Algumas pessoas conseguem despertar o que há de pior em nós; que não poderíamos nem sequer imaginar que algo tão terrível pudesse existir dentro de nós mesmos.
Algumas pessoas podem simplesmente nos transformar em monstros, fazendo com que nossos piores sentimentos venham à tona.
É preciso um equilíbrio sobrenatural para sair ileso de um relacionamento abusivo. O certo é sair fora, e rápido, e manter distância, antes que o pior aconteça.
E isso vale tanto para os homens como para as mulheres, vale para todos.
Eu faço um som🎵
pra te fazer melodia
mudo todo o seu ritmo
pra te fazer canção
só pra pulsar seu coração ❤
Dica pra quem tem "dedo torto", e não quer um "mão de vaca" do seu lado:
Se logo no início do relacionamento o pretendente te chamar pra ir na casa dele, em vez de te convidar para jantar fora, das duas, uma: ou ele é um pão-duro, ou é um duro. Das duas, a primeira ninguém merece. Aff!
"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira.
Você, um tanto azarada, parece-me, não contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa.
Eu também, azarado, não contava com a súbita torrente, que nos abraçava.
Sorte a minha, agradeço, novamente, pelas aguas.
Lembro de ti, enxarcada.
O cheiro do cabelo, exalava.
Cada cacho, se realçava.
Sua tez, pelo vento frio, arrepiada.
Tão próxima de mim, mas tão distante, pareceu-me um conto de fadas.
O castanho escuro dos olhos, me lembravam uma fera; outras vezes, uma criança, amedrontada.
E eu nem sei o nome da desgraçada.
Mas me recordo dos cachos, do cheiro e da gratidão, às do céu, as aguas..."
"Se eu pudesse criar uma religião, eu o faria.
O silêncio seria o meu Deus, e eu o veneraria.
A voz humana é maldita.
É ela, dona das juras infundadas e promessas vazias.
Palavras de ódio, desgosto, lascívia.
Sempre que falamos, adoramos à mentira.
É a voz, que compursca o som da natureza, que nos permeia e corrompe a calma de toda a criação divina.
Fruto da iniquidade; a voz feminina.
Fonte do meu sofrimento; a ausência da voz, daquela menina.
Acordo, perdido na madrugada, a vela que acendi à minha religião, ainda crepita.
Em meio a lençóis vazios, sem você, aquela cama tornou-se a minha cripta.
Ela ou a noite? Não sei qual a mais fria.
Os sussuros, em meus ouvidos, são a minha sina.
Se eu pudesse tê-la de volta, decerto, eu abdicaria.
Criaria a minha religião, com meus olhares pregaria as boas novas da não voz, e em absoluto silêncio, te adoraria..."
"Eu tento encontrar palavras para descrevê-la e fico perdido.
Talvez, não existam palavras que possam narrar a magnitude de tal mulher, agora acredito.
Se houvessem palavras para descrever o verde dos olhos, o doce do beijo, o macio da tez, eu não ousaria tê-las dito.
Quem diria que eu seria tocado pela própria perfeição, a mais bela, uma divina criação; eu, ser maldito.
Naquele momento, a única imperfeição que existia naquela mulher, era eu, em seus brilhantes olhos, refletido.
Desejo meu, ali mesmo, embalado em seus braços, ter morrido.
Para quando em morte, poder ressuscitar, só para uma vez mais, morrer no olhar do meu mais belo delírio.
Venerá-la é paz, mulher, é caminhar sobre verdes pastos, é perder-se no mais belo campo de lírios.
Delicada, de inenarrável beleza, de presença extremamente aprazível.
O aveludar do toque, o perfume dela, me lembram a mais bela rosa e para tê-la, de bom grado, eu me atiraria em seus espinhos.
Mas, infelizmente, paixão de um só é martírio.
Deus, perdoe meu parvo coração e faça com que eu não me perca em seus olhos de mata, que eles não sejam o meu labirinto.
Vê-la ao acordar, acordar só para vê-la; venho sonhando com isso.
Deus, deixara a mais bela de suas criações, dar um passeio comigo.
Eu, que não acreditava em milagres, após vê-la tão perto da minha face, sentir o calor dos lábios, agora acredito.
No fim, tento me encontrar em cada beijo mais lento, que ela desenha em minha boca e não consigo.
Mesmo com o léxico tão vasto, seria impossível; eu tento encontrar palavras para descrevê-la e fico perdido.
Que ela possa me encontrar, em meio ao caos e a solidão, dos meus escritos..."
"Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão.
Mas não falo pelo meu coração.
Se quiser que eu apague seu fogo, pode ser, mas é assim, que se inflama, a chama da paixão.
Se amar você for um erro, tudo bem, mas por esse erro, não hei de pedir perdão.
Vislumbro seus olhos, não sabia que era possível, ser tão pequena, a imensidão.
Nunca imaginei, ver-me refletido, em uma constelação.
Tu não me amas, passo a crer, se tu me disseres que não mereço o teu amor, lhe digo: tens razão.
Mas eu, amor meu, amo ninguém; quem ama é meu coração.
Somos como Gil e Drão.
E tu bens sabes, que o amor da gente é como um grão.
Semeei seu chão.
Plantei semente de ilusão.
Colhi o que plantei, dor e desilusão.
Queria ser o Alceu e você, a minha Anunciação.
Mas infelizmente, a indiferença ganhou em meu âmago o seu espaço, já não tem reversão.
Só te digo uma coisa, amada minha: Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão..."
"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono.
Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono?
Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu abandono?
Mal entrei no seu ringue de desilusão, um olhar foi nocaute, já estou na lona e ainda nem soou o gongo.
Tentar esquecer-lhe é tolice, pra que o whisky, se é o seu beijo, que me deixa tonto.
O perfume me inebria a mente e fico zonzo.
Fazer que não é paixão, é finjir-me de sonso.
És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono.
Acordo na madruga fria, ao léu, atônito.
Tento dormir novamente e não consigo, pois a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."
