Cecilia Meireles Poemas Compromisso
A morte precisa de uma desculpa, quando ela chega, alguma coisa haverá de acontecer para ela triunfar e revelar a irrefutável condição de fragilidade da vida terrena.
Não adianta temer a morte, cedo ou tarde ela vem. Para morrer basta estar vivo. Ninguém sabe quando ela vem. Cada suspiro é um triunfar da vida, que heroicamente subsiste sem saber qual será o último fôlego de vida.
Opinião é uma coisa que cada um tem a sua. E rede social não é fonte científica da verdade absoluta de nada. Aqui ilustres desconhecidos externam seus pensamentos, desfrutando de plena liberdade de expressão. Podemos concordar ou divergir, mas precisamos de uma coisa muito importante, que é respeitar a opinião alheia. E além do mais, ninguém é dono da verdade, mas sim da necessidade. Porque necessitamos uns dos outros, até dos divergentes, porque quando se trata de seres humanos, não existe unanimidade.
O ser humano não detém o monopólio da verdade, mas tão somente um rascunho daquilo pelo qual afirma verdadeiro ser.
Porquê a coisa mais certa na vida nos fazem sofrer tanto? Ao longo da vida vamos ganhando e perdendo. E devemos seguir em frente, superando as adversidades e resistindo, até chegar o nosso momento. Tudo tem o seu tempo determinado. Assim já dizia o sábio mas nós não conseguimos entender plenamente. Quem sabe um dia, em algum lugar da eternidade, possamos desvendar tantos mistérios a nós ocultados enquanto estamos acondicionados nesta dimensão material, completamente influenciada pela influência carnal.
Por enquanto só nos restam a saudade, muitas saudades. Eterna saudade que dói, que só o tempo será capaz de aliviar. Assim sendo, que no fim dos tempos, possamos adentrar na eternidade, e encontrar a plena e mais pura verdade junto ao Eterno Pai celestial. Porquanto, por hora, enxergamos como que diante de um vidro enbassado, sem plena visão, mas a esperança é de contemplar em toda a sua amplitude as coisas cerradas a nós, meros mortais.
O passado nos atormenta e o futuro fustiga a gente, mas precisamos achar o equilíbrio e viver enfim o presente.
Sofremos pelo passado e vivemos ansiosos pelo futuro, e geralmente perdemos a dádiva do presente. Certo e que cada indivíduo reage de maneira diferente, mas todos padecem de alguns desses males, indiscutivelmente.
Enquanto vivemos, aos poucos morremos. Como pedaços arrancados do ser, vemos quem amamos desfalecer. Nos restando a dor da saudade, lembranças que trazemos da tenra idade. E a esperança do reencontro, nalgum lugar da eternidade.
Viver é viajar e ver pelas janelas do ser as maravilhas da existência. Sentir a brisa das emoções, as quais fazem saltar os olhos em alegria e também as que os transformam em mananciais de águas salobras.
Já vivi bastante para perceber o quanto cabe de maldade dentro de um ser.
Por certo também, me fartei em vida a contemplar a bondade transbordar no ser que compreende a palavra amar.
As tristes emoções são como tormentas que rompem os diques e deixam as águas salgadas invadir toda a face litoral do ser.
Saudade faz chorar o ser, tristeza invade, mesmo sem querer, e quanto mais se vive, saudades, muitas saudades vamos ter.
Amigos se afastam e se comportam como desconhecidos, e desconhecidos surgem e se tornam amigos queridos. Amizade é coisa estranha de se compreender, mas só o tempo para revelar quantos amigos verdadeiros enfim haveremos de ter.
Existe o interesseiro, que só aparece quando algo busca obter. Tem o indiferente, que surge sem nada querer. E também o oportunista que só de longe o tem na vista. E por fim o fechamento, aquele verdadeiro amigo de todo momento. Que mesmo não estando por perto, pronto para o que der e vier, sempre está atento.
Sempre haverá os que te cercam e desmerecem a sua pessoa, o seu potencial e a sua capacidade de superar as adversidades e circunstancias da vida. Muitos não ficarão satisfeitos com a sua evolução, o seu desempenho nas atividades do cotidiano, nas mais diversas frentes de atuação do seu proceder como pessoa humana. Será preciso vencer todos os obstáculos que sempre estarão a se erguer adiante. E isso acontece com todos, embora cada um experimente uma intensidade diferente nas adversidades da vida.
Dito isto, sejamos perseverantes, ainda que venha o desânimo, lutemos até o limite de nossas forças, busquemos superar os obstáculos, porque observando o mundo ao nosso redor, podemos perceber que os seres vivos de um modo geral adquire a capacidade de suplantar as barreiras que se agigantam, seja contornando-as, ou mesmo até superando-as. Em muitos momentos teremos o dilema de seguir lutando ou entregarmos ao fracasso, mas enquanto tivermos forças, e um fio de esperança e chance de vitória, sejamos perseverantes.
Quem poderá sopesar a dor, se entre as mãos fugiu de si o amor. Qual lenço ao vento vai ao chão, mais ainda desce o ser sem compaixão.
Enfim o tempo passou, comecei acelerado, mas devido em vida o fardo, diminuída a cadência, reduzida a força, mesmo ampliada a ciência, sigo desacelerando, rumo a inércia da massa corporal. Onde chegada será o ponto final do lapso temporal desse amontoado de moléculas nas mais diversas cadeias carbonicas.
As vezes escrevo besteiras, mas também, coisas maneiras. Importa seguir escrevendo, registrando cada palavra grifada em meu pensamento, trazendo à luz da verdade, a de ser julgada em dado momento.
Respeito é via de mão dupla. Só observo essas campanhas de mão única, onde s intolerância, a arrogância e a influência midiática atua em favor de um único lado. Dou o respeito para ser respeitado. Sou gentil para receber gentileza, sou tolerante par ser tolerado. E assim, seremos felizes com cada um no seu quadrado. Se todos observar seus respectivos limites de liberdade, não haveremos de ter problemas em nossa sociedade.
Existem lugares que jamais poderemos retornar para matar saudades, são locais aos quais nos são reservados uma única passagem, e depois ficam restritos as lembranças. Saudades eternas que levaremos para o resto de nossas vidas.
