Cecilia Meireles Poemas Compromisso
Dizem os sábios que quanto mais a pessoa amplia seu conhecimento, proporcionalmente aumenta o seu sofrimento.
O conhecimento liberta, mas em meio a uma sociedade de prisioneiros, grandes são as aflições de um livre.
O calor do sol é bom, mas o frio vem, há dias ensolarados, mas dias de chuva também. O verão não é uma constante, o outono o sucede e o inverno vem.
A vida é mesmo assim, altos e baixo, alegria e tristeza, sorrisos e prantos, início e fim.
Interessante a vida, as pessoas e os momentos. Muitos nos tratam como objetos, nos descartam como lixo, sem importar com sentimentos.
Quiçá nestes tempos hodiernos, influenciados pelo consumismo desregrqdo que suplanta o ser, na ansia tresloucada de tão somente ter.
A vida e seus mistérios, que não podemos discernir. Não soubemos nossa hora de chegada, muito menos o momento de partir.
Melhor viver de pão e água com plena paz interior, que em meio as riquezas e banquetes de um viver opressor.
Você pode abandonar a religião, mas a fé, esta deve ser guardada com todo o zelo dentro do seu coração.
O que há de bom num abraço verdadeiro? Declara sem palavras o amor sincero, riqueza que não se compra com dinheiro.
Uma das muitas causas da saudade é a certeza da ausência de um simples abraçar. Portanto, no tempo que se chama hoje, aproveite as oportunidades que a vida lhe dá, abraçe muito sem nunca deixar de amar.
Cuidado com o zelo pela religião, porque este pode petrificar seu coração. A salvação está em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo, cumprindo assim o mandamento do amor.
A efemeridade da vida nos induz ao antagonismo do lapso temporal, quando somos novos queremos apressar os passos e avançar no sobrenatural, já na maturidade, desejosos estamos em nos livrar da fúria cronológica, dos desgastes naturais dos efeitos do tempo, e aí já não há nada que possa ser feito. A variante temporal é uma constante.
As inquietações do ser humano transcendem a razão, perturbam lhes à dimensão do real, induzem aos mais nocivos pensamentos, produzindo farto delírio, resultando um frenesi imaginável.
A cada instante vou me despedindo dessa vida. Não me levem a mal, faz parte do natural. E cada momento único vou vivendo, tendo grande responsabilidade ante minhas ações e omissões. Não sou perfeito, tento levar do melhor jeito. E entre erros e acertos, procuro errar no varejo, e acertar no atacado, para não ser achado em falta quando aferido for pela metrologia do destino, quando prestarei contas, dos últimos atos, desde quando era menino.
Então, vou seguindo, entre lagrimas e risos, plantando e colhendo, esperançoso de ter feito o máximo de boas ações e ter garantido meu reservado e diminuto espaço em muitos corações.
Devemos fazer o bem sem olhar a quem. Mas quando você acredita na lei do retorno, mais cuidado no trato ao próximo você tem. E essa é a corrente do bem, semear bondade para colher também.
Esvaecemos aos poucos, e sem perceber avançamos no desconhecido, e para trás deixamos sonhos e ideais, planos irrealizáveis, e outros estabelecidos quando nunca foram viáveis.
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Estar sempre pronto a aprender valorizar o companheirismo e sempre seguir o exemplo do Mestre . ' .
Fluir as energias do amor, fruir das benesses da fé, observar os ensinos do Senhor, nosso Mestre Jesus de Nazaré.
Viver a vida é viajar numa desconhecida estrada, e seguimos sem saber quando haveremos de cessar essa jornada.
