Cecilia Meireles Poemas Compromisso

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⁠CONSTÁNCIA.

Talvez você seja uma pedra esperando alguém para ser lapidada, não nascemos prontos, a vida é um constante processo de evolução.

Crescer é um processo longo e doloroso, mas necessário. Ao longo da vida, somos colecionadores, temos o livre arbítrio para escolher o que queremos que faça parte da nossa vida.

Seguir em frente não é uma garantia de que chegaremos lá, mas é uma demonstração de que pelo menos tentamos.

Inserida por Eraldosilva123

⁠AQUIVOS DELETADOS.

Apaguei da minha memória tudo o que vivemos juntos para permitir-me esquecer a nossa história, os nossos sonhos que muitas vezes insistimos em compartilhar.Removi o passado e os arquivos já apagados, excluir as lembranças que às vezes ecoavam em meus pensamentos.Apaguei tudo o que era nosso, mesmo que sendo difícil de desfazer.
Agora só resta-me a dor da ausência, tá sendo dolorido ficar sem nenhum registro da nossa história, hoje só me restou os cacos, restou-me viver momentos de caos sem nenhuma lembrança do que já vivemos juntos.

Inserida por Eraldosilva123

⁠"GOSTARIA DE SER O ULTIMO.

Hoje anseio ser o último. O derradeiro pingos de água que percorre teu corpo, escorrendo vagarosamente por todas as tuas curvas desejo ser o último batom do dia, para habitar teus lábios.

Ambiciono ser aquela toalha que cuidadosamente desliza por tuas curvas ao te enxugares. Hoje anseio ser também tuas mãos, que acariciam tua pele ao aplicares desodorante, deixando um toque suave em cada centímetro do teu corpo.

Hoje adoraria ser teu travesseiro, onde pousas a cabeça ao dormires. Hoje pretendo ser o último pensamento antes de adormeceres.

Inserida por Eraldosilva123

⁠NÃO ME JULGUE.

Não me julgue pela aparência, pelas palavras negativas que dizem sobre mim. Não me julgue pelas coisas que não deu para aprender, nem pelas cicatrizes visível em meu corpo. Não me julgue pelas lágrimas que chorei quando pensei em desistir.

Não me julgue pelas vezes em que me viu trabalhando nas ruas, com as mãos cheias de calos, eles são marcas das enxadas da época que trabalhei no campo, me esforçando para sobreviver. Não me julgue por nada, ficar calada só ouça minhas palavras.

Elas são de resistência, são das milhares de batalhas que venci, são das milhares de coisas que abri mão para me tornar quem sou.

Talvez se eu estivesse desistido teria me juntando às vítimas da sociedade, ou a alguém que deixou de viver, que deixou de sonhar, por não acreditar que sonhos são possíveis

Eu sou mais um brasileiro, como milhares de brasileiros, que todos os dias tenta sair das estatísticas da pobreza sair da miséria, da triste realidade que vivi milhares de famílias desse país.

Não me julgue quando ver meus sonhos sendo construídos pois só eu sei quanto custou cada gotas de suor do meu corpo.

Inserida por Eraldosilva123

⁠AUTORRETRATO

Demétrio Sena - Magé

Não há como encontrar em mim a sensibilidade que os seus olhos leem no poeta que sou. Quem mora no poeta é alguém mais frio e sem coração do que as pessoas que nunca se camuflaram nos versos. Leia no romantismo dos meus poemas comoventes, algo escrito para convencer a mim mesmo. Veja nas minhas construções literárias que mais encantam pessoas, um desencanto pessoal. Uma incapacidade como indivíduo, para corresponder aos ideais.
Quem conhece profundamente a humanidade, a tal ponto que a interpreta, compreende ou conforta, não é uma pessoa física. É o imaginário em redor da pessoa incapaz de manter o encantamento; a confiança afetiva; o romantismo; a segurança emocional. O indivíduo que mora no poeta é frio; seco; apático; insensível... tenta, em vão, ser o poeta que é... repetir o poeta no sujeito e se apossar do seu predicado... vencer a si mesmo ao se matar como indivíduo, para sobressair-se como entidade... a entidade que se faz amar através das letras... da alma literária... alma de fora... armadura do corpo e da alma que se anulam, porque não podem corresponder aos sonhos que levam às essências longínquas.
Fique apenas com o poeta... com a doce mágica do seu próprio imaginário... e do meu lado impessoal. A pessoa que recheia o poeta é um indivíduo de corpo e vícios... que pelo quanto alimenta o poeta, já se tornou oco... é árido, escarpado e sem graça... é triste, rígido e deserto... é de fácil decepção e com certeza lhe magoaria, no futuro... talvez até o fizesse não muito tempo depois.
Se num futuro imprevisível... por algum descuido seu ou por uma tocaia inadvertida em minha solidão, você vier a me conhecer, antecipadamente me perdoe por eu não ser o poeta... o poeta que sou, mas que voa mundo afora e me deixa no abismo do apenas eu... tão vazio da poesia com que abasteço corações remotos.
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei.

Inserida por demetriosena

⁠"Do que adianta o whisky na prateleira, luxuoso, envelhecido?
Se ele não serviu o seu propósito, de ter sido servido.
Viva, ame; mas a si primeiro é o que tenho dito.
Amar dói, não ser amado fere, mas tudo isso, é o que nos dá certeza, de que estamos vivos.
Sou vívido.
Não tenho apenas vivido.
A vida tem suas peripécias, tem um gosto amargo, assim, também, é o mais valioso dos vinhos.
Envelhecido.
Não envelheço, não me permito.
Me torno mais amargo, valioso, com o passar dos dias, a cada solstício.
Sirvo ao meu propósito, de escrever a todo aquele que não fora amado; de coração, desiludido.
Sou um valioso whisky, que não pode ser, empobrecido.
Pois, cumpro o meu propósito, aos de alma triste, como um bom whisky, sirvo o conforto e o amargor, de meus escritos..."

Inserida por wikney

"Era a menina que lia
Lia de tudo
Lia o que via, aquela menina

Todo dia ela lia
Lia tanto, que teve encanto
Certa vez, criou asas e voou
Então, o chão já não mais existia

Já não corria
Vivia voando, aqui e ali
Quanto mais lia, mais ligeira voava
Quanto mais voava, ria mais que chorava

Lia e voava
Quanto mais lia, mais alto voava
Quanto mais subia, parecia que ela sumia
Quanto mais alto voava, tudo parecia e tudo desaparecia
Quanto mais e mais ela lia, tudo desaparecia e tudo aparecia"

Inserida por reconceituando

Apesar da confusão
Eu tentei te explicar
Tentei me desculpar
Mas foi tudo em vão

Eu não quis esconder
Foi súbita paixão
Não teve jeito, não
Não pude evitar
Não pude me conter

Foi avassalador
Chegou sem me avisar
Sem nenhum pudor
Me incendiou
Me enfeitiçou

Eu não quis te magoar
Nem te desprezar
Não foi a minha intenção
Perder a razão
Ferir seu coração

Inserida por reconceituando

⁠Olhava para aquele mar tão infinito
Mas hoje estava um tanto diferente
Parecia realmente não ter fim
Os raios de luz solar refletiam nele e mostravam o quanto ele realmente não tinha fim
Foi a cor mais linda que já vi em muito tempo, branco que simbolizava a paz
E assim é você e os seus poemas
Todos nós temos sonhos
Uns tantos, outros poucos
Depende de cada realidade vivenciada
Olho as pessoas e enxergo as suas diferenças, mas elas possuem algo em comum
O anseio por serem amadas e aceitas como são
Limoeirense, de Limoeiro, é um prazer conhecer você amigo
A rosa nos trouxe até aqui
Somos parte de uma única fraterna idade
Tantos talentos que há pouco espaço para dissertar
Fiz esse poema para contemplar

Inserida por ARRUDAJBde

Assim te vejo...
Te sinto...
Permito-me lembrar daquele dia
Daqueles dias...
Suspiro fundo, porque sei que em seguida
virá teu sorriso...
Teu toque...
Teu cheiro...
Tua voz...
Teu olhar...
São coisas tão marcantes e vivas
E por um momento até esqueço
Que são apenas lembranças!

Inserida por SCarolineSCruzS

LILIUM
De longe a observo...
Tão quieta...
Parece distante...
Quero dizer-te:
Tu és meu fascínio
Deleito-me por ti
Oh! Menina colírio!
Vou roubar tu, meu lírio
Para um antídoto
E de ti, fazer uso contínuo
Oh! Menina delírio!
Aproxime-se...
Deste lado também nasce o sol
E corre o rio
Há noite, há plantio
Surgem vaga-lumes, cantam os passarinhos
Venha, minha flor!
Não deixarei te faltar suspiro
Pule a cerca, desvie-se dos espinhos
Só depende de tu teu caminho
Oh! Lindo lilium!
Custa-me sonhar?
Um dia atracarei
Mas... Daqui até lá
Vivo a te esperar
É o que me resta...
Pois não posso te obrigar a me amar
Oh! Pequena flor!
Deixe-me sentir teu calor?
“Baixem as velas!”
Berraria o capitão ao ver teu navio prestes a afundar
Do contrário, com os dedos cruzados
Pobre marinheiro...
Naufragou em auto-mar
Pois do amor, não soube desfrutar
Deixando-te morrer por uma flor
Que não sabes desabrochar.

Inserida por SCarolineSCruzS

⁠Você pode ser honesto
Em toda a sua jornada
Pode fazer caridade
Ter vida obstinada.
Na boca de quem não presta,
Quem é bom não vale nada.

Santo Antônio do Salto da Onça RN

Inserida por gelsonpessoa

É imperioso dizer:
- Ninguém mais
contém o quê
é sobrenatural.
mesmo diante
dos quatro
atrasos
do que é
para ser,
e ninguém
mais há
de deter.

Rima para o teu
ombro curar,
sonho para te
devolver,
pelo teu povo
não desiste
de te libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como uma onda caixote
do mar que não foi devolvido,
vejo os pertences remexidos,
o drama do jornalista só
é apenas um recorte
do que tem acontecido.

A maioria não liga
mesmo para isso,
sou tratada como
imigrante em minha
própria Pátria,
assim sigo isolada,
todo o dia só cresce
o sentimento de ridículo.

Como o nó da garganta
da filha que não vê há
quatro semanas o Pai,
muita coisa já não
mais me distrai,
porque sou a Mãe
da Mãe que não
obteve resposta,
no meu coração
carrego mais de um
General e a tropa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Desde que se apossaram
do mar da Bolívia,
Eu estava lá só que
ninguém me via,
Bem no meio antiga
da tropa eu havia
sido escrita e escondida.

Fui revelada só agora
que não vou me contentar,
Enquanto não me devolverem
o General, a tropa e o mar,
Não vou parar um só dia
de espalhar a minha poesia
por todo e qualquer lugar.

Nasci sul-americana
e nenhum de vocês
a mim não me engana.

Estou espalhada pelo ar,
nasci na serra e cresci
bem no meio do mar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Dirijo-me ao grande pátio
da vida para dialogar
com a América Latina,
há muito tempo tiraram
o mar da Bolívia,
nós sabemos muito bem
que para dominar um povo
se começa enfraquecendo
o seu território
a defesa e a polícia.

Gostaria de ser iludida,
a visita dos advogados
do General foi suspendida.

Em prol do mar,
da tropa e do General,
fazendo poesia reunida
no raiar dos giras(sóis) da lida.

Segue Juan há trinta
horas desaparecido,
Lorent não foi esquecido.

Em nome da fé
e daquilo que acredito,
dou meus versos à multidão,
porque não quero o meu
povo escravo e vendido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quem pensa que eu deixei
O General escanteado:
Se afogou no engano,
Apenas estava em silêncio
Ético porque assim
Estava no meu plano,
Para deixar que outras
Vozes falassem por mim.

Se equívoca quem pensa
Que estou brincando,
É bom levar a poesia a sério,
Me tragam o General com vida!

Há muito tempo venho
Pedindo o mar de volta
Para o povo boliviano,
Mas minh'alma pode pedir
De forma audaciosa
Bem mais do que imagina:
O General, o mar e a tropa
Em nome da poesia reunida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nessa tríade poética
cheia de maravilha
e culpa por ter feito
autoritários tropeçarem
nas próprias pernas
e se desconectarem
das obscenas idéias.

Porque com a tropa
sigo presa mesmo
que não me vejam,
podem ir atrás,
estou como serpente
invisível entre as rejas.

Dessa culpa jamais
eu hei de me livrar,
porque eu não sou
o pastor que para no
meio do caminho só
para ver o tempo passar.

Dos paisanos que estão
presos também me
encontro com eles,
se os meus poemas
estão irritando,
aprendi com o povo
que eles estão indo
bem e funcionando.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A poética nasceu culpada
antes mesmo de nascer,
obcecada pela paz
sempre caminha livre
em territórios de guerra.

Quem tem um palácio
da paz interior em si,
possui o ânimo que ajuda,
e a lucidez que sustenta.

A firme e óbvia convicção
da inocência que faz
resistir a dureza do cárcere,
é evidente e absoluta.

Mesmo que não reclame,
sente a falta de cuidado
do seu corpo castigado,
resiste estoicamente
a insanidade de quem
engendrou a prisão
notoriamente imerecida,
busca mesmo em oração
a luz da justiça perdida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.

Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.

Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.

Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.

Inserida por anna_flavia_schmitt