Cecilia Meireles Despedida Amigo

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A nossa caminhada apenas começou

E com muita alegria que nos apresentamos aqui hoje, embora seja para despedirmos-nos, a alegria permanece em nós. Somos pessoas completamente diferentes, mas com uma história em comum.

Hoje somos finalistas, mas nem sempre foi assim. Quando entramos nesta escola, foi acima de tudo uma fase de adaptação. Adaptação a uma escola maior, aos novos colegas, novas e muitas disciplinas e professores exigentes. Mas com a ajuda de todos aqui presentes, da nossa família, dos professores, dos funcionários, dos nossos amigos, ultrapassamos a cada dia esses desafios.

Nada foi fácil e aprendemos que nada será. Aprendemos, entre muitas coisas, que a pontualidade e assiduidade são importantes, que as regras são para ser respeitadas, que devemos ser solidários uns para com os outros, que devemos fazer valer a nossa voz, que sem esforço não se vai a lado nenhum, que o que alcançamos hoje é só uma pequena parte do que ainda podemos alcançar.

A nossa caminhada foi longa e difícil. Mas conseguimos chegar aqui e este é o fruto de nosso esforço. Portanto, colegas, tenhamos sempre em nós essa força de vontade e persistência que nos trouxe até aqui.

Hoje despedimos com a certeza de dever cumprido. Mas em breve tentaremos esconder de todos que sentimos saudades de nossa escola, afinal, é aqui que passamos maior parte de nossos dias. Não sentiremos saudades somente da sala, mas dos corredores, dos trabalhos que fazíamos no último dia de entrega, sentiremos saudades de todos os cantos da escola que de alguma forma fomos felizes.
Passamos de alunos que vão à escola porque alguém os mandou aos alunos que vão à escola a busca de um futuro promissor.

E daqui a alguns anos, não muitos anos, prometemos outro encontro como este, mas ao invés de uma faixa receberemos um diploma. E quando isso acontecer, lembrem-se que só foi possível pela interseção de cada um de vós. Não nos resta mais nada a não ser agradecer.

Os nossos agradecimentos vão...
Aos nossos pais: pois são os pilares de nossas vidas. O nosso primeiro incentivo para frequentar a escola e nos dão motivação a cada dia. Agradecer por olhar por nós em todos os momentos.
Achamos que sabemos muito, mas ainda não aprendemos nada que possa substituir o simples obrigado.

Aos pais ausentes: nossa homenagem àqueles que partiram, pais, mães, irmãos, parentes, deixando a lembrança de suas presenças. Que onde quer que estejam sintam-se orgulhosos dos grandiosos passos que demos e daremos.

Aos amigos e colegas: no início, unidos apenas por um objetivo comum. Com o passar do tempo vieram os compromissos, as amizades, as diferenças, mas soubemos conviver e respeitar-nos.
Colegas, muitos desafios nos esperam. Temos ainda muito a conquistar. E este é o momento de comemorar juntos nossa primeira conquista, que abre a porta de nossa mais nova importante etapa da vida. E por tudo a saudade há de ficar.

Aos professores: que em todos estes anos transmitiram-nos ensinamentos, não só didáticos, mas também da vida cotidiana. Que souberam dar-nos bases para prosperar em nossos caminhos, e as devidas sanções pelos nossos atos. Tivemos em vós não só professores, mas também amigos.

Agora com esperança de grandes sucessos, seguimos nesta nova etapa de nossas vidas, pois a nossa caminhada apenas começou.

Antes de dizer “sinto sua falta” tenha a certeza que pelo menos fez o possível para estar próximo da pessoa que se encontra distante. (Garotos Também Amam)

Não guardo mágoa e nem cultivo ódio, só guardo o melhor de cada um.
Apago as dores e guardo lembranças.
Coleciono risadas e histórias.
Levo em mim um pedaço de cada um e a certeza de que todo sentimento é eterno quando repleto de verdade. Aquilo que toca o seu coração merece para sempre lugar dentro dele... Purifique seus sentimentos e entenda: seu coração é o único lugar onde pessoas especiais viverão para sempre!

A única certeza da vida...
É a morte!
Não existe certo ou errado, nem razão e respostas.
Não adianta tentar entender o que não somos capazes de explicar.
Escrever é fácil, teoria chata demais!
Na pratica é que sentimos o quanto dói.
E como dói perder os nossos!

Talvez a única dor que dói mais que dizer adeus é a de não ter tido a oportunidade de me despedir de você.

Carta de até logo

Eu poderia escrever adeus, mas me prendo sempre em um até logo. Deve ser medo do peso de uma palavra que diz que o fim chegou. Que não dá espaço para vírgulas, muito menos reticências. Eu deveria te dizer adeus, mas por enquanto fico no "até qualquer hora". Isso te dá o direito de aparecer de vez em quando sem avisar. Apareça. Não fique muito. Conte as novidades e pode ir de novo. Não quero dizer adeus, mas também não quero prolongar histórias com você.

Preciso que saiba que não quero mais escutar seus problemas. Se não posso compartilhar contigo todos os seus risos. Não quero que me venha com as lágrimas. O meu ombro era seu, e sigo afirmando que ninguém te conhece tão bem como eu. Mas não me ligue mais. Confesso que ainda estarei ao lado do telefone. Uma parte de mim irá querer que toque. A outra que seja engano. Por agora não quero que me encontre. Mas você ainda sabe onde me encontrar.

Sabe que não quero que diga que se lembrou de mim. Sabemos que existem muitas músicas nossas por aí. Não precisa mais dizer o quanto sou legal ou engraçada. Minha mãe diz isso todos os dias. Não é um adeus. Mas vamos ficar nas boas noites e dias. No oi e no tchau. Não me pergunte se vou guardar o seu bom dia. E se estarei por você nas madrugadas. Talvez cansei de esperar que ache as respostas.

Sabe que isso tudo poderia ser um adeus. Mas não encare assim. Eu não sei viver pela metade, e não aprendi a andar de bicicleta sem as mãos. Talvez eu queira que me segure, que não me deixe ir. Que me deixe segura. Então, até mais ver. Acho melhor eu ir embora do que esperar o dia que você irá me querer.

Eu queria morrer um pouquinho
Pra ficar com você um tantinho
Que essa dor me consome, voraz

Eu queria morrer um instante
Pra matar a saudade constante
Que meu coração já não tem paz

Eu queria morrer um momento
Pra morar nesse teu acalento
E não sair desse abraço jamais

Eu queria morrer um segundo
Pra recuperar em teus olhos, meu mundo
E então já lhe digo, até mais

Daria a volta no mundo para escutar sua risada agora.

Canção de indagas

Ao ler Cecília Meireles

Se minhas mãos
Não te mostram viagem
Que fazes tu
Nesta minha paisagem?

Se os meus pés
Te guiam um caminho
Que fazes tu
Em destino sozinho?

Se os meus olhos
Te clareiam a avenida
Que fazes tu
Que nunca chegaste à casa minha?

Se os meus braços
Te encurtam a distância
Que fazes tu
Que nunca me alcanças?

Se meus abraços
São todos puro mel
Que fazes tu
Por que me és cruel?

Se depois de tudo
Inda estou perdida
Que fazes tu
Que não me encontras em tua vida?

*Poeta é vinicius,
*É Mario Quintana,
*Também Cecilia meireles..
*Eu apenas escrevo
*Com minha humilde e singela alma
*De palhaço que ama
*A arte, o riso, a vida
*De artista que ama os que o cercam
*De orador que ama os que o ouvem
*De escultor que ama os que veem
*De ser humano, simplesmente por sê-lo
*14 Musas me inspiram
*Me fazem apaixonado por minha vida
*Cada uma delas, me inspiram de uma forma
*Me afagam o coração quando está triste
*Me acolhem a lagrima quando estou emocionado
*Me fazem sorrir...
*Me fazem viver!

O educador tem de possuir um coração de herói.
do livro: Cecília Meireles - Citações

Cecília Meireles

Mortes, perdas, tristezas
Uma vida de incertezas
Com o efêmero e com o eterno.

Do silêncio e da solidão a infância
O mundo fantástico dos livros
A fuga, a busca, a imaginação.

Do encontro dos dois mundos
Cria a consciência e a sensibilidade
Da real transitoriedade de toda a compreensão da vida e da humanidade.

Aprende a maturidade e a individualidade
Com muita distinção e louvor foi professora, pedagoga, jornalista e pintora
Entre línguas, literaturas, músicas, folclores e teorias de educação.

Na literatura a sua infância, suas viagens e situações circunstanciais
Eleva-se na poesia primitiva
Que poesias! Puras, belas e verdadeiras.

Pungente de lirismo transfigurador
E terno de lirismo espontâneo
Simples sonetos de complexos simbolismos
Impregnados das pessoas, dos costumes e dos idiomas.

Uma poesia atemporal
A procura pela musicalidade
Deixa o doce encanto
Do mistério do canto das poesias
A vaga existência e a razão do ser humano.

Inserida por danielliokamura

Falai de Deus com a clareza - Cecília Meireles
Falai de Deus com a clareza
da verdade e da certeza:
com um poder

de corpo e alma que não possa
ninguém, à passagem vossa,
não O entender.

Falai de Deus brandamente,
que o mundo se pôs dolente,
tão sem leis.

Falai de Deus com doçura,
que é difícil ser criatura:
bem o sabeis.

Falai de Deus de tal modo
que por Ele o mundo todo
tenha amor

à vida e à morte, e, de vê-Lo,
O escolha como modelo superior.

Com voz, pensamentos e atos
representai tão exatos
os reinos seus

que todos vão livremente
para esse encontro excelente.
Falai de Deus.

Inserida por silvigarcia

Retrato II – Poema escrito em considerações ao Poema RETRATO de CECÍLIA MEIRELES

Eu era assim, como você
E nunca me vi tão longe do que já fui antes
Do que sou agora
Diga-me o que aconteceu com o tom
Do meu cabelo, da minha pele
A cor dos meus olhos já se apagara
Onde eu estava que não enxerguei essas mudanças?
Porque tive eu de fugir para não ver tais marcas?
Já me chamam de Senhora e me sinto tão invisível
Ao mesmo tempo que me vejo tão presente.
Como posso ter mudado tanto
E não ter morrido como sempre desejei
No memento instante, no tempo ausente.

Inserida por Bateforteotambor

“Não sou bipolar. Mas como a Cecília Meireles dizia, “tenho fases, como a lua.”

Inserida por FORADOSISTEMA

⁠Cecília Meireles foi escritora modernista no Brasil. Dedicou a literatura com 9 anos e publicou sua primeira obra “Espectros" com a característica simbolistas. Dedicou o trabalho jornalista “Diário de Notícias”, escrevia sobre o problema da educação. Cecilia foi poetisa importantíssimo na história brasileira, dedicou a literatura quando era criança! É impressionante não é?

Inserida por GabriellaOliveira5

Madrigal para Cecília Meireles

Cacaso
(Antônio Carlos Ferreira de Brito)



Quando na brisa dormias,
não teu leito, teu lugar,
eu indaguei-te, Cecília:
Que sabe o vento do mar?
Os anjos que enternecias
romperam liras ao mar.
Que sabem os anos, Cecília,
de tua rota lunar?
Muitas transas arredias,
um só extremo a chegar:
Teu nome sugere ilha,
teu canto:um longo mar.
Por onde as nuvens fundias
a face deixou de estar.
Vida tão curta, Cecília,
a barco tragando o mar.
Que céu escuro havia
há tanto por te espreitar?
Que alma se perderia
na noite de teu olhar?
Sabemos pouco, Cecília,
temos pouco a contar:
Tua doce ladainha,
a fria estrela polar
a tarde em funesta trilha,
a trilha por terminar
precipita a profecia:
Tão curta é a vida, Cecília,
tão longa a rota do mar.
Em te saber andorinha
cravei tua imagem no ar.
Estamos quites, Cecília,
Joguei a estátua no mar.
A face é mais sombria
quanto mais se ensimesmar:
Tão curta a vida, Cecília,
tão negra a rota do mar.
Que anjos e pedrarias
para erguer um altar?
Escuta o coral, Cecília:
O céu mandou te chamar.
Com tua doce ladainha
(vida curta, longo mar)
proclames a maravilha.

Rio, 1964.


Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) nasceu em Uberaba (MG), no dia 13 de março de 1944. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Seu primeiro livro, "A palavra cerzida", foi lançado em 1967. Seguiram-se "Grupo escolar" (1974), "Beijo na boca" (1975), "Segunda classe" (1975), "Na corda bamba" (1978) e "Mar de mineiro (1982). Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Tom Jobim, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais. Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, "Beijo na boca e outros poemas". Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".

Em 2002 é lançado o livro "Lero-Lero", com suas obras completas.


O poema acima foi extraído do livro "Lero-lero", Viveiros de Castro Editora (7Letras) - Rio de Janeiro e Cosac & Naif - São Paulo, 2002, pág. 189.

Inserida por derly58

ODEPÓRICA COM CECILIA MEIRELES

Quem achar pegadas assim, que se disponha a seguir.
É subida de montanha e caminho tortuoso!
Pode até não ser, depende de teu ser.
A única certeza? Lá em cima o sol reluz.
Aqui embaixo tudo se reduz!

Inserida por ZaidaMachado

⁠Imitação de Cecília Meireles num sábado estrangeiro

Em prateleiras etiquetadas da quitanda
jaz a floresta útil, organizada e civil.

Na cabeça definha o pomar da infância
simples: mãe e vizinha, goiaba e abiu.

Sobe o número de hectares do mundo,
incha o mapa, exótico: istmos, fiordes.

Mas o açude do bairro era mais fundo,
o reino vasto, medido em quarteirões.

Na cama, uniam-se ao canto dos galos
o pio do bem-te-vi e do fogo-apagou.

Agora mal nos vemos e nem cantamos,
o alarme de incêndio é o que restou.

Ricardo Domeneck
Cabeça de galinha no chão de cimento. São Paulo: Editora 34, 2023.
Inserida por pensador

Fui Mirar-me
Cecília Meireles

Fui mirar-me num espelho
e era meia-noite em ponto.
Caiu-me o cristal das mãos
como as lembranças do sono.
Partiu-se meu rosto em chispas
como as estrelas num poço.
Partiu-se meu rosto em cismas
- que era meia-noite em ponto.

Dizei-me se é morte certa,
que me deito e me componho,
fecho os olhos, cruzo os dedos
sobre o coração tão louco.
E digo às nuvens dos anjos:
"Ide-vos pelo céu todo,
avisai a quem me amava
que aqui docemente morro.

Pedi que fiquem amando
meu coração silencioso
e a música dos meus dedos
tecida com tanto sonho.

De volta, achareis minha alma
tranqüila de estar sem corpo.
Rebanhos de amor eterno
passarão pelo meu rosto

Inserida por DnaCydinha