Cativar o Amor

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O amor amadurece quando a presença deixa de ser uma obrigação e se torna uma escolha renovada.

Nem todo amor que termina foi mentira; alguns sentimentos são verdadeiros mesmo quando não conseguem durar.

O amor verdadeiro não exige que duas pessoas pensem igual, mas que nenhuma precise deixar de pensar para permanecer.

O amor se empobrece quando a necessidade de possuir se torna maior do que a capacidade de compreender.

“O amor pediu a palavra”

Conheci a Política numa praça onde as estátuas desciam dos pedestais para descansar os braços. Ela estava sentada junto ao chafariz, remendando uma bandeira com fios retirados do próprio cabelo. A cada ponto, uma janela se acendia na cidade; a cada descuido, alguém ficava no escuro.
Aproximei-me com a imprudência de quem ainda acredita que pode amar aquilo que não compreende.
Você está ferida eu disse.
Ela escondeu os dedos sob o tecido.
Há muito tempo confundem meu corpo com uma cadeira.
Sentei ao seu lado. Trazia nos bolsos algumas certezas, mas todas começaram a derreter. Escorreram pelas minhas pernas e formaram no chão um pequeno lago onde peixes cegos discutiam o futuro.
A Política tirou os sapatos. Tinha nos pés o barro de todas as ruas que os discursos nunca haviam visitado.
Eu quis beijá-la.
Ela me entregou uma chave.
Antes, preciso lhe mostrar onde moro.
Entramos numa casa que por fora parecia pequena. Por dentro, havia corredores suficientes para perder um século. Numa sala, crianças dividiam uma laranja tão fina que podíamos ver o inverno através dela. Noutra, uma professora escrevia no quadro com os ossos dos dedos. Mais adiante, um homem esperava atendimento havia tanto tempo que criara raízes sob a cadeira.
A Política parou diante dele e tentou soltá-las com as mãos.
Ajoelhei-me para ajudar.
Trabalhamos em silêncio. Quando conseguimos levantá-lo, já era noite dentro da casa.
Ainda quer me beijar? perguntou.
Eu olhei para suas unhas quebradas. Até então, pensara o amor como uma espécie de abrigo: duas pessoas fechando a porta enquanto a tempestade passava. Mas aquela mulher tinha uma casa cheia de gente, e a chuva entrava pelo teto.
Beijei sua testa. Depois procurei uma escada.
Durante a madrugada, subimos ao telhado. Lá de cima, vi que a cidade dormia de maneira desigual: em certos bairros, os sonhos tinham varandas; em outros, precisavam dormir em pé.
Ela chorou, e suas lágrimas ficaram suspensas no ar. Dentro de cada uma havia um rosto que alguém reduzira a número.
Estendi a mão. Uma lágrima pousou na minha palma e disse seu nome.
Nunca mais consegui esquecê-lá.
Ao amanhecer, chegaram homens trazendo espelhos enormes. Queriam cobrir as janelas da casa.
Assim, todos verão grandeza anunciaram.
A Política recusou. Ofereceram-lhe joias, um vestido novo, uma cadeira que prometia durar para sempre. Um deles puxou meu braço e sussurrou que eu também poderia ter alguma coisa, desde que a convencesse a fechar os olhos.
Ela me observava.
Foi ali que nosso amor correu perigo: por um instante, imaginei como seria fácil viver num quarto sem ouvir os corredores.
Soltei o braço.
Juntos, levamos os espelhos para a praça e os viramos para o céu. Os homens foram embora, furiosos, enquanto as nuvens se examinavam com espanto.
A Política encostou a cabeça no meu ombro.
Você vai concordar comigo sempre?
Não.
Ela segurou minha mão com mais força.
Envelhecemos um pouco naquela manhã.
O suficiente para que a paixão perdesse a pressa e aprendesse a escutar.
Quando nos beijamos, o chafariz voltou a correr. As estátuas permaneceram entre as pessoas. E, na casa de corredores intermináveis, alguém abriu uma janela por dentro.


Descrição:


“O amor pediu a palavra”, o encontro amoroso com a Política representa a descoberta de que cuidar da vida coletiva exige sensibilidade, responsabilidade e disposição para agir. A Política ganha corpo de mulher para que possamos enxergar suas feridas e compreender quanto as decisões públicas atravessam a existência de pessoas reais.
Ao remendar uma bandeira com os próprios cabelos, ela tenta reconstruir aquilo que pertence a todos, oferecendo algo de si. As janelas que se acendem ou permanecem escuras mostram as consequências desse trabalho: uma decisão pode ampliar oportunidades, enquanto um descuido pode deixar alguém desamparado. Quando ela diz que confundem seu corpo com uma cadeira, denuncia a redução da política à disputa por cargos e à permanência no poder.
As certezas do narrador derretem quando ele se aproxima dessa realidade. Essa imagem representa a necessidade de rever convicções diante do sofrimento humano. Os peixes cegos que discutem o futuro sugerem o perigo de debater os destinos de uma sociedade sem enxergar as condições em que ela vive.
A casa de corredores intermináveis é o espaço da vida coletiva. A criança com uma porção insuficiente de alimento, a professora que se desgasta para ensinar e o homem que cria raízes esperando atendimento tornam visíveis a fome, a desvalorização da educação e o abandono de quem precisa de cuidados. O surrealismo dá forma física àquilo que a repetição pode tornar aparentemente comum: uma espera tão longa que parece prender uma pessoa ao chão.
É dentro dessa casa que o amor do narrador amadurece. Ele chega desejando um beijo e termina procurando uma escada para consertar o telhado. O sentimento ganha consequência prática: amar aquela mulher significa também se envolver com as vidas que ela abriga. O gesto de ajudar nasce do encontro com uma necessidade concreta.
A cidade onde alguns sonhos têm varandas e outros dormem em pé expressa a desigualdade até no direito ao descanso e à esperança. Já as lágrimas que carregam rostos devolvem identidade às pessoas tratadas apenas como números. Quando uma delas revela seu nome, o sofrimento se torna uma presença que o narrador já não consegue ignorar.
Os homens com espelhos oferecem uma grandeza feita de aparência. Ao cobrir as janelas, impediriam que a realidade fosse vista. As joias e a cadeira duradoura representam a sedução dos privilégios e do poder. O narrador também sente essa tentação: imagina o conforto de um quarto onde não precisaria ouvir os outros. Esse instante torna sua escolha mais humana, pois mostra que o compromisso precisa resistir inclusive à própria vontade de se acomodar.
Quando a Política pergunta se ele concordará sempre com ela, a resposta negativa revela um amor que preserva o pensamento e a liberdade.
A discordância pode fazer parte do cuidado: quem ama também questiona, aponta falhas e ajuda a corrigir caminhos.
No final, a janela aberta por dentro sugere uma transformação que começa na consciência e encontra passagem para a vida pública. A prosa apresenta o amor à política como compromisso com a dignidade das pessoas. O título reúne essa ideia: o amor pede a palavra porque também tem algo a dizer sobre a maneira como dividimos o mundo e sobre quem deixamos esperando à porta.

Poderia ter-te oferecido um jardim de flores, meu amor, mas te dei o meu coração em atos silenciosos. Quantas vezes tropecei na escuridão da minha imperfeição? Contudo, fui redimido por tuas palavras, que ecoavam como cânticos eternos que diziam: "Eu te amo para sempre".

O amor é quase indestrutível, poucas coisas podem acabar com um amor verdadeiro... Mas existe um veneno fatal que o corrói de dentro para fora... a decepção!

Meu senso de "humor" tem uma relação apimentada de amor com o "sarcasmo" e um triangulo amoroso com a "ironia"!

O amor é o vento

Para onde o vento sopra?
para os horizontes,
para as casinhas perdidas nos campos,
leva as folhas que surfam em bandos.
Vai subindo e descendo os montes
e sopra na alma,
acorda e acalma
numa brisa suave
que nos toma e invade.
De onde vem o vento?
do mar e lento,
do túnel do tempo,
ou da imaginação,
como quem nasce num furacão,
impulsionado pelo olhar,
como aquele que sonha
e sabe onde quer chegar.
Esse vento é o amar,
deixe o amor soprar!

A únicas coisas que nos mantém vivos é o amor, porquê oprimir o bom amigo?

Ah, meu amor… Como é bom sonhar com você.
Mas essa noite foi diferente.
Essa noite sonhei que te perdia…
Sonhei que você estava perto, tão perto que quase podia sentir o calor do seu corpo, mas uma distância infinita nos separava. Eu não conseguia te ver, ouvir sua voz ou alcançar sua mão. Ainda assim, sentia sua presença: o aconchego do seu abraço, o perfume suave da sua pele e até o ritmo tranquilo das batidas do seu coração.
Era estranho perceber como alguém podia estar tão ausente aos meus olhos e, ao mesmo tempo, tão presente dentro de mim. Eu sabia que você estava ali, como se sua presença deixasse uma marca no ar, mas tinha a sensação de que estava te perdendo.
E doía imaginar meus dias sem você.
Eu queria apenas ouvir um áudio seu, daqueles simples, gravados talvez sem pensar muito, mas que para mim carregam tanto significado. Queria escutar sua voz doce, com suas pausas, seu jeito de falar e até os pequenos ruídos ao redor. Podia ser qualquer coisa, porque, quando se trata de você, até os detalhes mais comuns ganham um lugar especial em mim.
Naquele sonho, percebi algo que talvez nunca tenha conseguido explicar…
Sua voz não chega apenas aos meus ouvidos. Ela toca minha alma.
Seu carinho atravessa minha pele e encontra meu coração. Seu abraço é o lugar onde meus medos diminuem, minha respiração se acalma e o mundo parece, por alguns instantes, fazer sentido.
Eu sentia sua presença com tanta intensidade que quase podia reconhecer seu toque: a delicadeza da sua pele, a ternura do seu beijo e a segurança que existe quando você está perto, mesmo sem você estar realmente ali.
Quanto mais eu tentava me aproximar, mais parecia que você estava indo embora. Eu queria pedir que ficasse e dizer que ainda tínhamos muito para viver: abraços demorados, conversas sem pressa, risadas inesperadas, lugares para conhecer e sonhos para realizar.
Acima de tudo, ainda tínhamos muitos dias para escolher um ao outro.
Nós sabemos que não somos iguais. Temos nossas diferenças, nossos jeitos e maneiras distintas de enxergar a vida. Mas talvez seja justamente isso que torne nossa história tão especial.
Você não chegou para ser uma cópia de mim, e sim para me mostrar que o amor verdadeiro não precisa de duas pessoas iguais, mas de dois corações dispostos a se compreender.
Com você, descobri que amar é amizade, cuidado, cumplicidade, respeito, entrega e paz. É permanecer mesmo quando faltam palavras bonitas. É olhar para alguém e pensar: se a vida me permitir escolher, é com essa pessoa que quero continuar.
Então me lembrei de uma frase…
“Você pula e eu pulo.”
Talvez você nem imagine o que essas palavras representam, mais, elas significam que quero caminhar ao seu lado, dividir os dias bons e enfrentar as dificuldades com você. Significam que, diante do medo, quero encontrar coragem na sua presença e que você também possa encontrar a sua na minha.
Não quero prometer uma vida sem problemas ou tempestades. Quero oferecer algo mais verdadeiro, a vontade de permanecer, conversar, compreender e cuidar do que estamos construindo.
Porque eu não quero um amor perfeito.
Eu quero o nosso amor.
Com nossas diferenças, nossos sorrisos, nossas imperfeições e tudo aquilo que faz essa história ser somente nossa.
Quando acordei, ainda senti por alguns segundos o peso daquele sonho. O quarto estava silencioso, meu coração parecia continuar procurando você. Por um instante, quase esperei ouvir sua voz ao meu lado.
Mas logo percebi que tudo não passava de uma imaginação, e o medo deu lugar a uma profunda gratidão.
Gratidão por você existir, por nossos caminhos terem se cruzado e por eu poder viver algo tão verdadeiro ao seu lado.
A vida é breve, meu amor. Às vezes, preocupamo-nos tanto com o amanhã que esquecemos de agradecer pelas pessoas que tornam o presente especial.
Quero demonstrar meu amor enquanto posso, dizer o quanto você importa e valorizar cada momento que temos, cada conversa, cada silêncio confortável, cada toque, cada sorriso e até aqueles instantes simples que parecem pequenos, mas que depois se tornam saudade.
Porque, mesmo em sonho, compreendi ainda mais o espaço que você ocupa dentro de mim.
Eu sonhei que te perdia… e acordei entendendo ainda mais por que quero tanto cuidar do nosso amor.
Não sei o que o futuro guarda para nós, mas sei que ainda quero viver muitas histórias, realizar sonhos e guardar momentos ao seu lado. Quero continuar reconhecendo você nos detalhes: na sua voz, no seu abraço, no jeito como me olha e na paz que sinto quando estamos juntos.
Se um dia você me perguntar o que aquele sonho significou, minha resposta será simples:
Foi a vida me lembrando, através de um sonho triste, da beleza de um amor que tenho a felicidade de viver acordado.
Porque, sonhar com você é maravilhoso… mas nada se compara à felicidade de abrir os olhos, ouvir sua voz e saber que você faz parte da minha realidade.
E, se pudesse escolher novamente entre todas as pessoas e caminhos possíveis, eu escolheria encontrar você, conhecer sua voz, descobrir seu abraço e viver nossas diferenças.
E, principalmente, eu escolheria amar você outra vez.
Porque existem pessoas que passam por nossa vida…
E existem aquelas que passam a viver dentro da nossa alma.
Por isso, mesmo quando não consigo te ver ou ouvir sua voz, algo dentro de mim continua reconhecendo você.
É o meu coração.
E talvez seja essa a forma mais bonita de saber o quanto eu te amo, mesmo no silêncio, mesmo na distância e até durante o sono, alguma parte de nós continua encontrando essa pessoa.
O meu coração, até dormindo, sabe encontrar você...

⁠O amor.
Houve uma época que eu acreditava no amor, eu sonhava com alguém vindo me buscar em uma tarde de domingo e ansiosa no portão, rezava para que chegasse logo. Era tão mágico o amor para mim, que não acredito que nada disso era real. Sonhar é a parte boa da história, acordar é o pesadelo. Ninguém entende o amor, mas o que é mesmo o amor? O início que ainda vamos conhecer, o meio que nos encanta ou fim que que nos tira a venda da realidade. Não dá para ter uma noção boa da realidade, tudo é tão exaustivo, tão incomodo, não acredito que pude me encontrar em magias e devaneios. Casar, encontrar alguém para dividir a magia do encontro e depois chorar amargamente a desilusão de não ser tão mágico quanto na imaginação. Ter 15, 20 anos ou um pouco mais, nos torna escravos de uma fantasia que acreditamos ser muito maior do que realmente é. A vida não nos ensina que cada pessoa é uma verdade e que ninguém nos completa, ao contrário, o tempo nos divide em comportamentos, ações e atitudes. Se pudesse escolher uma nova vida, escolheria eu.
A gritaria na minha cabeça, um silêncio na minha voz, todas essas notas musicais estão compondo uma melodia comprida na minha história. Não há culpa ou culpados, somente uma distorção da realidade que insiste em aparecer de repente. Quero uma oportunidade para eu poder viver uma vida mais minha, sem cobranças, silêncios, resmungos e falta de reciprocidade. Eu aprendi a resolver na minha cabeça os conflitos que eu mesmo faço e somente assim, posso ser um pouco feliz e seguir minha vida em harmonia com minhas escolhas.
Cida Vitório

Não acredite
No Amor de
quem
Não se Ama.


Gleice KELLY ss.

“Passar pela vida sem ser grato por ela e sem amor ao próximo, é como voar sem direção. Você não sabe de onde veio e nem para onde vai.”

“Se tiver coração, seja um raio de luz na vida das pessoas. Distribua as luzes do amor, da paz e do perdão, presentes em seu próprio ser.”

“Conselhos sublimes são os melhores de todos, pois seus ensinamentos são regrados na base do amor. Quando há amor tudo fica melhor e com mais fluência”

Sinto saudades de quando o tempo passava despercebido e o contemplar do amor era uma companhia agradável.
❤️

O amor humano é a contradição do "querer é poder"... Por ser individual, nem sempre encontra reciprocidade...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

A dor do amor quem sente é a flor... Bem-me-quer, mal-me-quer...!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Amor sublime... mas impossível.
Noite de luar, céu estrelado,
sentimento que envolve sem toque... sem posse...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j