Cativar o Amor
GENTILEZA GERA GENTILEZA, a celebre frase do Profeta Fluminense Gentileza....que perambulava pelas ruas próximas a Avenida Francisco Bicalho, Praça da Bandeira, e imediações. Eu tive a honra de conhecer, o homenzinho franzino com cabelos grisalhos amarelados e longos, um sorriso estampado na face entre a barba branca que lhe conferia um ar de profeta, de um único mandamento que precisa se amar o mundo e ser gentil sobre todas as coisas....Andando pausadamente de túnica branca com as mãos repletas de flores na calçada da Avenida Presidente Vargas, o conheci e falei com ele, numa tarde de dia de semana perto do " Mangue" no RJ. Contavam muitas historias sobre ele mas ele mesmo sobre isto não falava. Diziam que perdera toda a família durante um notório incêndio de um circo em Niterói, nunca soube ao certo o que gerou tanta gentileza. Escrevia e retocava as ordenações de esperança e amor nas cores brasileiras e com delicadezas de setinhas, estrelinhas, florezinhas de amorosidade ao próximo, amor pela vida e a gentileza para tudo com todos, a todos os lados, nos pilares de cimento sujos e acinzentados pela poluição do trafego urbano no elevado perto da Rodoviária Grande Rio. Hoje seus versos aparecem em diversas camisetas de jovens pela cidade mas poucos sabem quem é o autor destas emanações de bondade, não vivem e nem experimentam uma centelha deste amor genial e gentil pela vida que o Gentileza pregava por onde passava e o mais grave nossos jovens não conseguem amar nada, vivem insatisfeitos sem saberem o que gostariam de gostar e vivem fechados e embrutecidos dentro deles mesmo exteriorizada somente por uma falsa interatividade virtual. Saudades, do nosso querido Profeta Gentileza e suas caminhadas de amor pela cidade do Rio de Janeiro.
Tudo é uma grande caminhada de encontros e desencontros. O melhor dos encontros, desta jornada aparece do novo e sempre reserva nos novas conversas, com palavras nunca ditas e caminhos a serem descobertos, re-inventados a dois dentro de nos mesmo.
A vida seria tão mais simples se todos não tivessem a mutilante responsabilidade artificial de serem tão felizes, belos, especiais e importantes.
O para sempre na vida nesta dimensão de constante envolvimentos não existe da mesma forma que da unica perfeita e acertada maneira também não existe pois tudo se movimenta em ebulição e densidade sub-atômica dentro das esferas que se movimentam sem cessar dentro delas mesmas. Vivemos sob varias direções resultantes das conjunções das esferas que por ilusão e manipulação costumamos chamar de tempo presente que não existe pois a vida permanece viva só no infinito. Passado, presente e futuro não existem são meras postulações temporais que o homem inventou para que constituíssem sua efêmera vontade diante do que pra sempre se movimenta, o indomável e imprevisível infinito.
Devemos só fazer parte daquilo que já existe se podemos humildemente acrescentar e abrilhantar com o belo, com o suave e o sensível.
Amo o Brasil, amo na verdade todos os Brasis só lamento que ainda sejam tão distantes em realidade, igualdade e oportunidade, uns dos outros.
Só existe relação afetiva e amorosa promissora e duradoura quando ambas as partes tem o outro como prioridade.
Grande parte da miséria humana é a parte punitiva de um auto-flagelo condenatório que nunca teve perdão e um justo julgamento.
Quem aponta o outro com um dedo se auto-direciona três vezes. Quem julga o outro sem justiça se auto condena sem apelação. Quem mata a vida morre em si milhares de sonhos. O céu e o inferno são dois lados frutíferos de nossa alma.
O diamante na natureza nasce de uma molécula de carbono submetida a muito calor e a muita pressão da mesma forma que o amor na natureza humana nasce de uma centelha de emoção submetida a muito querer e muito perdão. Por isto dentro da alquimia sagrada o diamante é a mais valiosa das gemas e o amor é a mais valorosa das virtudes. O amor e os diamantes, são eternos.
O ser humano no caminho da verdade do conhecimento da existência, ainda tem muito que aprender com os vegetais, animais e minerais.
Tenho por sanidade a grata felicidade de não saber exatamente o que fui e o que sou, pois me adapto, re-invento me e me transformo todos os dias.
Na contemporaneidade a diferença atrai mas o pensamento e palavra independente, reafirma e convence.
Não contabilizo o bem que eu fiz mas continuo perplexo toda vez que deparo pelo desnecessário rancor diante de quem só lhe deu amor. Por revolta da vida, faz revanche em um monologo estupido e cruel da unica língua áspera que entende, a da dor.
