Castidade
CASTIDADE
Fizeste de mim um arrebol bendito,
Do meu amor um feitiço imaculado...
Da minh’alma de crença o pecado
Fez-se de paixão um cerne erudito...
Fizeste de meu corpo teu bem restrito
Abrasado ao perfume de seu andado...
E do meu sentimento, conspirado,
Notou-me em versos teu feito infinito...
O meu espírito se mantém aceso,
Desde outrora ao notado em que nasci,
Desde que eu vivo a desventurar...
Que sol que nasce, em que sol avesso,
Em que casto tempo, em qual vivi,
Em qual vida, amor, vou te encontrar...
Pobreza, Obediência e Castidade
“A vida e a regra dos frades menores é esta: observar o Evangelho, vivendo em pobreza, castidade e obediência”.
Digo que são poucas palavras, mas que tem muito a dizer. Alguns pensam que viver em pobreza, é não ter nada de próprio, viver em castidade, é não ter relações sexuais, e viver em obediência, é saber fazer tudo que os superiores mandam.
Na verdade essas três palavras, que são os três votos franciscanos, representam muito mais do que isso.
A pobreza franciscana significa você ter tudo e ao mesmo tempo não ter nada, ou seja, você pode ter uma bela casa, ter quatro carros na garagem a sua escolha e ao mesmo tempo saber cooperar e entender que você tem que colaborar com toda a fraternidade.
Viver em obediência, é saber viver em fraternidade preocupando-se para que a fraternidade ande junto, sem confusões internas, e ajudando para que o confrade viva bem.
A castidade é você saber enfrentar os problemas que a vida propõe, sendo forte e perseverante na mesma vocação que está a caminho.
Ser frade não é ter um hábito e um cordão de três nós, é sim carregar em si a essência franciscana que a própria vida nos ensina.
A castidade das viúvas é dificílima, porque se vêem obrigadas a lutar incessantemente contra a lembrança dos prazeres que gozaram.
Jogar pro alto a verdade, fugir da castidade e viver um amor de verdade, cúmplice do desejo, amigo da paixão, distante do abismo, fugindo da solidão.
Em beijos submersos, sentia tua lasciva língua invasora de cavidades em castidade já agora esquecida....
Entre olhares perversos e índole predadora, a cada mordida, mais apetecia-te as entranhas úmidas em meus anseios de ti...
Seguia a tua boca em meus seios... em meus meios... lá no fundo, bem no fundo do mar.
(Amor Submerso)
A castidade é a arte de fazer brota a mesma luz que brota nos corações dos anjos, nos corações dos homens.
A castidade é o que aproxima os homens dos anjos. Não manchando o teu corpo e nem sujando a tua alma com nada daquilo que é impuro e sujo.
Castidade, espiritualidade, arte e poesia. E nada mais além da minha alma entretida nas matas e nos vales entre montanhas.
Um sorriso sóbrio, sem alardes, já denota a castidade dos sentimentos, a suavidade e o cuidado com aqueles a quem devemos respeito e reverência. O sorriso casto não busca conquistar amizades ou a simpatia de quem quer que seja, mas tão-somente levar alegria e/ou bálsamo lenitivo aos que necessitam.
A castidade integra as três dimensões do ser humano - físico, psíquico e espiritual - e é o meio pelo qual o dom do amor entranha-se em nós, de modo que formatamos corretamente e equilibradamente aquele que é o maior sentido da vida do ser humano: amar.
Um homem que permanece casto é santo, mas o que guarda a castidade para futura mulher, muito certo e gratificante o é.
"A beleza imaculada de um segredo espoleta rasga-se como um véu se violada a castidade.
Ela o escondia a sete chaves, sobre embaraço e nomes incomuns. Orgulhava-se em apartá-lo de si para dar a outrem, numa tentativa parva de encobrir-lhe a verdadeira face.
No entanto, não conseguia negar que era seu melhor talento, amava-o com zelo extraordinário, mas gozava-se ao dizê-lo filtrado em voz alta.
Porém, um dia, as lágrimas pesaram em seus olhos e ela percebeu que a pessoa em que mais confiava havia lhe traído.
E seu doce segredo, agora não somente seu, azedava e amargava-lhe o peito."
