Casamento Mar de Rosas
Todo ser humano possui livre-arbítrio. De outra forma, os conselhos, exortações, preceitos, proibições, recompensas e punições seriam todos sem propósito...
Eu deixo-me estar entre o poeta e o sábio.
Vinha a corrente de ar, que vence em eficácia o cálculo humano, e lá se ia tudo. Assim corre a sorte dos homens.
Durante algum tempo ficamos a olhar um para o outro, sem articular palavra. Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela, não sei se em igual dose, mas enfim saciados.
Quem me pôs no coração esse amor de vida, senão tu?
A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos.
Não há juventude sem meninice.
O marido era na Terra o seu deus.
Primeira comoção da minha juventude, que doce que me foste!
Vendera muita vez as aparências, mas a realidade, guardava-a para poucos.
Amei a outro; que importa, se acabou? Um dia, quando nos separarmos...
O capitão fingia não crer na morte próxima, talvez por enganar-se a si mesmo.
Preferi dormir, que é modo interino de morrer.
Confesso que foi uma diversão excelente à tempestade do meu coração.
Ninguém me negará sentimento, se não é que o próprio sentimento prejudicou a perfeição...
Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade.
Eu amava minha mãe; tinha ainda diante dos olhos as circunstâncias da última bênção que ela me dera, a bordo do navio.
A beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que não emagrecem nunca.
O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte.
Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.
Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.
Eu, que levava ideias a respeito da pequena, fitei-a de certo modo; ela, que não sei se as tinha, não me fitou de modo diferente; e o nosso olhar primeiro foi pura e simplesmente conjugal.
Verdade é que tinha a alma decrépita.
Talvez cinco beijos; mas dez que fossem não queria dizer coisa nenhuma.
Eram tantos os castelos que engenhara, tantos e tantíssimos os sonhos, que não podia vê-los assim esboroados, sem padecer um forte abalo no organismo.
De amor? Era impossível; não se ama duas vezes a mesma mulher, e eu, que tinha de amar aquela, tempos depois, não lhe estava agora preso por nenhum outro vínculo, além de uma fantasia passageira, alguma obediência e muita fatuidade.
Morreu sem lhe poder valer a ciência dos médicos, nem o nosso amor, nem os cuidados, que foram muitos, nem coisa nenhuma; tinha de morrer, morreu.
Mas, se além do aroma, quiseres outra coisa, fica-te com o desejo, porque eu não guardei retratos, nem cartas, nem memórias, a mesma comoção esvaiu-se, e só me ficaram as letras iniciais.
Se os narizes se contemplassem exclusivamente uns aos outros, o gênero humano não chegaria a durar dois séculos: extinguia-se como as primeiras tribos.
A conclusão, portanto, é que há duas forças capitais: o amor, que multiplica a espécie, e o nariz, que a subordina ao indivíduo. Procriação, equilíbrio.
A valsa é uma deliciosa coisa.
Ventilai as consciências!
Há umas plantas que nascem e crescem depressa;outras são tardias e pecas. O nosso amor era daquelas; brotou com tal ímpeto e tanta seiva, que, dentro em pouco, era a mais vasta, folhuda e exuberante criatura dos bosques.
Uniu-nos esse beijo único - breve como a ocasião, ardente como o amor, prólogo de uma vida de delicias, de terrores, de remorsos, de prazeres que rematavam em dor, de aflições que desabrochavam em alegria - uma hipocrisia paciente e sistemática, único freio de uma paixão sem freio.
Correm anos, torno a vê-la, damos três ou quatro giros de valsa, e eis-nos a amar um ao outro com delírio.
Não há amor possível sem a oportunidade dos sujeitos.
Contou-me que a vida política era um tecido de invejas, despeitos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades.
Recordei aquele companheiro de colégio, as correrias nos morros, as alegrias e travessuras, e comparei o menino com o homem, e perguntei a mim mesmo por que não seria eu como ele.
Só as grandes paixões são capazes de grandes ações.
Vi que era impossível separar duas coisas que no espírito dela estavam inteiramente ligadas: o nosso amor e a consideração pública.
Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar...
A intensidade do amor era a mesma; a diferença e que a chama perdera o tresloucado dos primeiros dias para constituir-se um simples feixe de raios, tranquilo e constante, como nos casamentos.
- Repito, a minha felicidade está nas suas mãos - disse eu.
Continuei a pensar que, na verdade, era feliz.
A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.
O caso dos meus amores andava mais público do que eu podia supor.
Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade.
Esta era a minha preocupação exclusiva daquele tempo.
Verá que é deveras um monumento; e se alguma coisa há que possa fazer-me esquecer as amarguras da vida, é o gosto de haver enfim apanhado a verdade e a felicidade.
Não digo tanto; há coisas que se não podem reaver integralmente; mas enfim a regeneração não era impossível.
Você não merece os sacrifícios que lhe faço.
Eu não, eu abençoava interiormente essa tragédia, que me tirara uma pedrinha do sapato.
Saiu; eu fiquei a ruminar o sucesso e as consequências possíveis.
Meu coração tinha ainda que explorar; não me sentia incapaz de um amor casto, severo e puro.
Era medo e não era medo; era dó e não era dó; era vaidade e não era vaidade; enfim, era amor sem amor, isto é, sem delírio; e tudo isso dava uma combinação assaz complexa e vaga, uma coisa que não podereis entender, como eu não entendi.
Cuido que não nasci para situações complexas.
O tempo caleja a sensibilidade e oblitera a memória das coisas.
Não a vi partir; mas à hora marcada senti alguma coisa que não era dor nem prazer, uma coisa mista, alívio e saudade, tudo misturado, em iguais doses.
Era-me preciso enterrar magnificamente os meus amores.
Era tudo: saudades, ambições, um pouco de tédio, e muito devaneio solto.
Morriam uns, nasciam outros: eu continuava às moscas.
A evolução, porém, é tão profunda, que mal se lhe podem assinar alguns milhares de anos.
Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.
A vida elegante e polida atraí-a, principalmente porque lhe parecia o meio mais seguro de ajustar as nossas pessoas.
Esse sentimento pareceu-me de grande elevação; era uma afinidade mais entre nós.
Em suma, poderia dever algumas atenções, mas não devia um real a ninguém.
O leitor, entretanto, não se refugia no livro senão para escapar à vida.
Concluí que talvez não a amasse deveras.
Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir!
Quero dizer, sim, que em cada fase da narração da minha vida experimento a sensação correspondente.
Nunca me há de esquecer o benefício desse passeio, que me restituiu o sossego e a força. A palavra daquele grande homem era o cordial da sabedoria.
Vida é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.
Não havendo nada que perdure, é natural que a memória se esvaeça, porque ela não é uma planta aérea, precisa de chão.
Por que é que uma mulher bonita olha muitas vezes para o espelho, senão porque se acha bonita, e porque isso lhe dá certa superioridade sobre uma multidão de outras mulheres menos bonitas ou absolutamente feias?
De modo que, se eu disser que a vida humana nutre de si mesma outras vidas, mais ou menos efêmeras, como o corpo alimenta os seus parasitas, creio não dizer uma coisa inteiramente absurda.
Com efeito, era impossível crer que um homem tão profundo chegasse à demência.
Afirmo somente que foi a fase mais brilhante da minha vida.
Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento.
O Palácio da Ventura
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
Insistir
nessa ideia maluca
de tentar mudar o outro,
é desperdiçar recursose o tempo destinadosa nossa justa
melhora, nunca do
outro!
Pois Quero.
Quero te beijar como o sol beija o horizonte.
Quero te amar como a areia ama o Mar.
Quero te tocar como as raízes das arvores tocam a terra.
Quero me deitar ao seu lado como as sombras se deitam no chão.
Quero te Iluminar como a Lua faz.
Quero te cobrir como o lençol.
Te proteger como o maior dos Escudos.
Quero te ver viver como a vida.
Te ver cair pelo fracasso.
Te levantar como amigo.
Te beijar como amor.
Te amar como seu.
Ser seu como a Vida.
Tenha gratidão e quando o mar estiver mais calmo, jamais esqueça os que contigo enfrentaram as tempestades.
Ao Mar
Eu me lanço ao mar
Um mar de incertezas
Um mar de desafios
Um mar turbulento
O mar mais violento que ja conheci
E ele me leva pro desconhecido
Para terras assustadoras
Terras de problemas sem solução
Terras de tempestades eternas
E eu gosto
Ainda que o mar tenha poucos peixes, se você quer algum, sua chance de não conseguir aumenta muito se ficar reclamando ao invés de jogar o anzol
Um dia,
um dia acordei,
sem saber o que fazer,
caminhar sem destino,
ver simplesmente o mar;
mar de eterno amor,
amor de eterno prazer,
viver sem saber, o amanhã,
ver o dia nascer, um novo
amanhecer, viver em ti,
meu coração a ti,
esperar os dias passar,
e um dia nos encontrar,
do primeiro beijo eu roubar,
um belo jardim te encontrar,
para então aos seus braços,
deitar e com um simples olhar te amar..
Se eu pudesse eu moraria no mar,ah se eu pudesse respirar,eu moraria no mar,nas aguas profundas a se respeitar,ainda assim eu moraria no mar...
Muitos Seres Humanos são como o pescador que tem como missão pescar em alto mar, para ganhar o sustento para si e para a sua família, e ainda, dar o seu contributo para a comunidade onde pertence. Mas quando chega a alto mar, olha para o Sol, para as nuvens, brinca com a água,
diverte-se com os peixes que vêm à superfície… Distrai-se e procura divertir-se. Mas esqueceu o fundamental: da sua missão, o que realmente foi fazer em alto-mar e da confiança depositada em si.
Fugi pro mar. Sai dessa correria amarrotada que insistem em chamar de sucesso. Sou a brisa que te escova as madeixas e te escreve dedilhando-te cada detalhe sussurrando-te : mergulha em mim. Nada eu, beba eu, seja eu. Mergulha em mim. O mais fundo profundo. Pro fundo, Tem um mar dentro de mim transbordando toda e qualquer forma de mesmice e caretice que um dia existiu e persistiu. Tem um mar assim de ressaca. Um tanto assim pode ser a gota d´agua.
O vento há de levar e o mar há de trazer de volta o que se trás e a onda quer devolver...
Não podia se enganar, Dan não era aquela lagoa tranquila que estava à sua frente, e sim um mar revolto, pronto a passar por cima de quem quer que entrasse em seu caminho.
Palavras são como balas, da vida
ou da morte
Expressão importante
Um mar de opções
Se abre o leque de informações
De grande saber
Se souber ler e escrever
Sem se perder
Os teus olhos são um mar,
De profunda beleza e
Expressivo amor;
Mar,
Onde as ondas são o brilho inevitável,
Que até mesmo
quando tristes
Os teus olhos têm.
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