Casamento Mar de Rosas
Seremos eternos navegantes no mar que contagia e nos mostra o limiar da sanidade, com os altos e baixos da vida lutamos como ondas a descobrir a bússola da Verdade
A depressão é como uma grande embarcação singrando um mar de melancolia prestes a soçobrar e sem coletes salva-vidas para nos salvar
A verdadeira embarcação a singrar o mar da vida será sempre aquela que está a passar por inúmeras tormentas para finalmente atracar no porto da felicidade
Conchas são os beijos das sereias,
Beijos espalhados pelo mar,
Feitos para enfeitar as areias,
Nascidos para o coração amar.
Conchas nas areias da praia,
Conchas nas cinturas das moças,
Conchas em dias de Sol,
Conchas em noites de luar,
Beijos das sereias a cintilar.
Conchas são os beijos das sereias,
Beijando luminosamente as areias,
Feitas para o teu caminho iluminar,
E a tua vida dar brilho e enfeitar.
Conchas carregadas pelo mar,
Conchas nos pescoços das moças,
Conchas em dias de tempestade,
Conchas em noites de calmaria,
Beijos das sereias a te inundar.
Conchas são os beijos das sereias,
Enamorados das dunas e areias,
São como estrelas no chão,
Enfeitando o terreno com paixão.
Conchas repousadas e perfiladas,
Enfeitando os pulsos das moças,
Conchas em dias de inverno,
Conchas em noites de verão,
Beijos das sereias – uma constelação.
No firmamento e no chão,
O estalar dos beijos das sereias,
O trepidar das conchas,
Como o tilintar das estrelas,
Formam a canção da vida em renovação,
Que esplende de ternura, encanto e amor,
Um espetáculo celeste no mais alto fragor.
Não
chame
o
mar
de
ressacado,
Que
ele
fica
muito
mau humorado,
Hoje
posso
dizer
que
vi o
mar
emocionado,
E lembrei-me
do
teu
amor
enciumado.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Vivo numa casa que tem palmeiras,
E você ainda não se deu conta,
Que eu vivo à beira mar.
E que da vida só levarei as grandezas,
Para sempre esquecerei as pequenezas,
´- eu vivo para escrever e sonhar.
O Frei me disse que o escritor tem uma
sina: "- O escritor de tanto escrever acaba
deixando a vida levar...".
Ainda sou moça tenho muito o que viver,
escrever e te amar.
Hoje passei a minha tarde pensando
o nosso amor na beira da praia,
- eu estou a te esperar.
Vivo nessa roda viva escrevendo,
Doidamente cada perfume do meu
pensamento,
Nascido do sentimento,
E forte como filho do vento.
Ao cair desta tarde, apreciei você meditando
na areia da praia,
Deixei o mar tocar os meus pés,
O céu estava brilhante e remexido,
Fiquei de longe te olhando...,
A tua pele macia...,
A tua barba e o teu sorriso branco.
Sim, vi um pássaro voando desacompanhado
voando na imensidão;
Foi um sinal divino que você estará chegando
para me tirar de vez da solidão.
Ouço o gentil bramido do mar,
- você aqui comigo não está
Grande é o espaço para sonhar,
Um dia você chegará para ficar.
Dizem que o vento te levou,
Canto para você voltar,
Quem uma vez se apaixonou,
Não esquece uma noite de luar.
Andas buscando mil desculpas,
Só para não me enfrentar,
Porque tens medo de amar,
E a tua vida me devotar...
Sei que não acertei na rima,
Perdoa-me, ainda sou menina;
- fiquei perdida -
Talvez seja até a minha sina.
De viver em busca do amor,
Tentando entender o mapa,
Que me leva até a mina
Deste homem que fascina.
Talvez eu tenha uma chance,
De nascer de novo,
Para redescobrir esse ouro,
De renascer esse romance.
Como o teu beijo que me fala,
Aprecio o céu cor de opala,
Como a sutileza,
Nado nesse mar azul turquesa,
Carinhosa areia branca,
Cor de areia na ampulheta,
O amor está cheio de esperança...,
- todos misturados como letras;
Enchendo o coração de fé
e engrandecendo esse amor que não
cansa e nem se cansa... Vive e crê!
Eu sou a morena de Jarapatinga,
Você me olha, e eu faço graça,
Cheiro de mar e lábios de pinga,
A minha sempre cor convida,
Para a secreta e boa insídia,
Porque és caçador, e eu a caça,
Em si a regra a gente cria,
Quando o assunto é amor,
Não há caça e nem caçador.
Eu sou a tua Musa alagoana,
O teu coração bate por mim,
O amor jamais engana,
O meu vestido tem decote,
O vento o acaricia,
Ele é de chita,
E nem por isso é menos nobre.
Eu sou a tua morena cigana,
Que jamais reclama,
Só pede, e reza...,
Para um dia ser por ti amada,
E que só sabe dizer sim,
Quero você todo para mim;
Tenho cheiro de alfazema fresca,
Balanço como as ondas do mar,
Você nunca irá deixar de me amar...
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Eu sou a tua alegria que não se [disfarça,
- e o verão que te [abraça
A onda do mar que passa e volta
- e te [perpassa
Trago o carinho do vento e o perfume,
Que ele [espalha - e que você acha [graça...
A minha alegria menina caminhando
Na Praia de Salinas, escreve versos,
Faz artesanato e [reza,
Ama loucamente o nosso amor
Com os pés na [terra,
Ela tece a formosa [espera...
No bailado da areia, do mar e dos
ventos [sulinos,
Estou preparando o nosso [cantinho
Com um belo pomar e muito [carinho.
Não canso de te [esperar, e sequer
Desisto um só minuto de te [amar.
E em cada terço tenho rezado
Pedindo: que o meu sangue poético
Que é mais vinho do que [sangue penetre
Na tua [veia - e seja sempre uma chama
que te [incendeia...
Pedindo à Ele que um dia que você me [ame.
Não existe cortesia maior
Do que o sol
Cumprimentando o mar,
Assim é você perto ou longe,
Mas nunca deixando de me amar,
Não há o que explicar.
O amor é assim: ele surge como o
Amanhecer abrindo carinhosamente
O céu do coração - e a percepção.
A Paraíba e Santa Catarina formam
Rima para fazer letra de música para
Animar um forró de uma maneira que
Até o Bom Deus duvida... é a vida!...
A poesia é assim, ela capaz de chamar
Para brincar de roda o Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e o Paraná com
A pequena joia que se chama Paraíba.
Joia rara e pequenina capaz de seduzir
Arrebatadoramente o coração e fazer
O Brasil inteiro cantar a sua canção.
Por isso saúdo Luiz Gonzaga que a
Eternizou em versos e ritmo de paixão.
A Paraíba é uma joia que é para guardar,
Apreciar e poemizar para fazê-la notada
Porque ela tem mística - é terra encantada,
Quem sabe levarei o meu amor
Para a Praia de Tambaú?
Para todos apreciarem o mar
E uma das mais belas nuances da alvorada?
O azul do mar se confunde
com o do [firmamento,
- ambos esmaltados -
formam um grande [convite.
Existe uma história para ser
escrita com a leveza da
espuma do mar,
- a nossa história de amor.
Abençoada pelas águas da
Praia de Salinas a nossa
história está
escrita no Universo;
e ninguém há de apagar.
Não há mais como evitar,
E muito menos relutar:
aqui é o nosso lugar.
Balneário Barra do Sul
provoca um [sentimento
indescritível que pode
até ter gente que
não [explique.
Mas também quem chega
aqui não volta atrás,
Resolve se entregar,
E dar o grande salto
para o mergulho de amor.
Porque aqui se respira
uma liberdade que não
se questiona - e nenhum
século há de [ocultar.
O tempo por aqui passa
carinhoso como em
Saintes-Maries-de-la-Mer.
Existe até uma artista que
sempre faz a comparação
que Balneário Barra do Sul
traz a lembrança desse lugar
que fica na França.
Instigante delícia para o
homem convidar a mulher
para os dois caminharem
de mãos dadas sobre
as areias [monazíticas.
As noites estreladas por
aqui são um paraíso de [carícias,
porque temos maresia, conchas
e mil auras [místicas...
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Meu amor, onde quer
que você se encontre
te ofereço o azul
do mar e do horizonte.
Nos meus lábios
estão a paixão
o sabor cereja
da Lua de Sangue.
Meu amor, onde quer
que você esteja,
para te aquecer
é só pensar em nós:
não te esqueça.
No meu doce sentir
e fascinação
somos mais
do que um lance.
Meu amor, onde quer
que você encontre
te dou o inevitável
e sentimento sublime.
É pela minha pluma
que vem a poesia
que te pede todo o dia
para ser só toda tua
sob a luz da querida Lua.
A avenida
beira-mar
está vazia,
o coração
acelerado
mais que
um foguete
e você aí
sozinho
dirigindo
o seu carro.
A brisa
do verão
te energiza
e aumenta
ainda mais
o transe,...
A cabeça
vem dando
mil voltas,
o coração
cruzando
as horas
e oceanos
do teu eu
por causa
da paixão
que surgiu
do nada
e aconteceu.
A brisa
do verão
te hipnotiza
e alimenta
ainda mais
o lance,...
A tua vida
não será
nunca mais
a mesma
depois
desta noite
de luar
que te
fiz levitar
só com
um beijo meu.
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