Casa sem Teto

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"Quem Só Discursa e não realiza, envergonha a si e aos de Casa!"

"Derrotados em Eleições não conseguem justificar a opção deles, até mesmo em Casa, porque o que os move não é a Razão, mas o Odio e a Inveja!"
TextoMeu 1304 🤒

Imagino que escrever um livro, é como construir uma casa. Começa com o alicerce e lentamemte términa a obra.
Dio Morais

Vim de uma casa onde fui o último a sair, o último a fechar a porta sem olhar para trás.

"Nossa missão é voltar pra casa."

"⁠O Convidado convida 100 e o Dono da Casa coloca 101 para fora."

ISSO NÃO TEM PREÇO NÃO


Lembro da casa de taipa,
do terreiro e do fogão;
da fumaça da lenha acesa,
do café no bule, então.
Era pouco na despensa,
mas sobrava coração.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


O cuscuz com manteiguinha,
a tapioca no fogão,
o leite ainda morninho,
tirado da vaca à mão;
quem provou esses sabores
guarda eterna gratidão.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Banho de chuva na rua,
mergulho limpo no ribeirão;
cada gota era brinquedo,
cada riso uma canção.
A natureza era mestra
da mais bela educação.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Pipa riscando o infinito,
bola de meia no chão,
pião rodando na areia,
bila na palma da mão.
A infância era rainha
sem conhecer ambição.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


A bênção aos mais antigos
era gesto de afeição;
o respeito era riqueza,
não pesava obrigação.
Hoje ainda vale ouro
quem cultiva essa lição.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


O vizinho era da casa,
compadre era um irmão;
bastava um aperto de mão
para selar obrigação.
A palavra tinha força
mais que firma em cartório, então.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


As férias na casa do tio,
rede armada no alpendre, então;
manga madura no pé,
açude cheio no verão.
Cada lembrança dessas
vive firme no coração.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Hoje mudou muita coisa,
veio a modernização;
tem progresso e tecnologia,
facilitando a missão.
Mas o abraço continua
sendo a melhor conexão.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Ainda existe quem conserve
a fé na oração,
o café servido à visita,
o sorriso e a gratidão.
Enquanto houver gente assim,
há esperança na nação.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Não condeno o tempo novo,
nem rejeito a inovação;
só não deixo que o dinheiro
compre minha tradição.
Há riquezas que o mercado
nunca vende em promoção.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Quem mede tudo em moedas
desconhece a verdadeira razão;
há tesouros invisíveis
guardados no coração.
São lembranças, fé e amizade,
a mais valiosa coleção.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Se um dia eu partir da vida
com pequena condição,
levarei a maior fortuna:
amor, paz e gratidão.
Pois quem viveu essas riquezas
jamais conheceu pobreza, não.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.

CASA! ESCOLA DE CORAÇÕES

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

No princípio da caminhada,
Quando o mundo era ilusão,
Foi a casa o primeiro livro,
Da mais nobre educação.
Ali nasce a esperança,
E floresce a formação.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Tem chegada de um menino,
Tem partida de um ancião,
Tem abraço que conforta,
Tem silêncio e solidão.
Cada porta guarda um tempo,
Cada canto uma lição.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há encontros que eternizam,
Despedidas de doer,
Há promessas que florescem,
Outras param de viver.
Mas o tempo escreve histórias
Que ninguém pode esquecer.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Ali mora o grande amor,
Também mora a ingratidão;
Há carinho que aproxima,
Há intriga e divisão.
Cada gesto deixa marcas
No jardim do coração.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Perdas vêm como tempestes,
Ganhos brilham como o Sol;
Uns tropeçam na tristeza,
Outros seguem no arrebol.
Toda lágrima ensina
Mais que o ouro e o arrebol.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há alegrias em fartura,
Decepções pelo caminho,
Experiência faz o mestre,
Imaturidade é espinho.
Quem escuta os mais antigos
Nunca segue tão sozinho.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Resiliência é a coluna
Que sustenta a construção;
Coragem faz cada passo
Enfrentar a provação.
Quem não teme as tempestades
Vence a força do trovão.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Vitória bate à janela,
Derrota entra sem avisar;
Uma ensina a agradecer,
Outra obriga a levantar.
Quem aprende com as duas
Sempre volta a caminhar.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

União levanta pontes,
Desunião faz ruir.
Uma soma os sentimentos,
Outra faz o bem fugir.
Toda casa bem cuidada
Faz a esperança florir.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há caminhos luminosos,
Há desvios na estrada.
Quem cultiva bons exemplos
Tem a alma iluminada.
Quem abandona os valores
Vê a vida embaraçada.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Base firme é fundamento,
Teto abriga da aflição.
Paredes guardam memórias,
Grades pedem reflexão.
Pois a casa não aprisiona,
Quando reina o coração.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Amor vence o próprio ódio
Quando existe compaixão;
Vida nasce em cada berço,
Morte encerra a procissão.
Mas o bem que ali foi plantado
Nunca morre em vão.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Seja humilde ou majestosa,
De madeira ou de tijão,
Toda casa é professora
Da maior das lições:
Quem constrói um bom lar na Terra
Edifica gerações.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

"A nossa justiça é uma marmelada: o juiz que erra se aposenta em casa com belo salário; o inocente tem a aposentadoria bloqueada e vira refém da inércia de um advogado."

Sou oculto!!! E até quando o barqueiro vier me buscar de volta para minha casa, jamais me compreenderei⁠, por mais que tente incessantemente. Eis o dilema da humanidade.

Sinto saudade de um passado que já não consigo lembrar direito; é como sentir falta de uma casa que talvez nem exista mais, mas cuja ausência ainda mora em mim. Não lembro dos detalhes, das vozes ou dos dias que ficaram para trás, mas existe uma parte de mim que, mesmo sem saber exatamente para onde, ainda deseja voltar.

Sobre voltar pra casa


Parece que tudo é mais pesado aqui,
como se eu tivesse voltado ao lugar de onde um dia eu parti.


Por dois anos eu corri, tentando escapar,
mas voltei para o passado que eu tanto quis deixar.


Voltei pras lembranças que eu quis apagar,
pras dores da infância que eu não quis carregar,
pros abusos que eu nunca deveria enfrentar,
pra tudo que eu passei tentando esquecer e superar.


Voltei pra depressão que um dia me afundou,
pras noites em que ninguém viu quando meu coração gritou.
Pros momentos em que eu sofri calada,
mesmo cercada de gente, me sentindo abandonada.


Voltei pros monstros que me faziam tremer,
pros medos que cresceram sem me deixar viver.
Pros julgamentos de quem deveria me acolher,
pro ódio de quem deveria me proteger.


Voltei pra um lugar onde minha dor era frescura,
onde meu sofrimento virava drama e minha tristeza, loucura.
Onde aquilo que me feria era tratado como exagero,
e eu aprendi, pouco a pouco, a esconder o que eu sentia por inteiro.


Voltei pra um lugar onde eu não me sentia importante,
onde estar cercada nunca impediu que eu me sentisse distante.
Onde eu gritava por dentro sem ninguém perceber,
onde eu aprendi a sorrir quando tudo que queria era desaparecer.


Voltei pro meu desespero mais profundo,
pro lugar onde eu já não reconhecia meu próprio mundo.
Pro lugar de onde Ele um dia me tirou,
e que, mesmo sabendo de tudo, eu mesma escolhi voltar.


Eu queria enfrentar, queria finalmente vencer,
queria olhar pros meus monstros sem voltar a tremer.
Mas esqueci que eles ainda sabiam me encontrar,
conheciam minhas feridas e sabiam onde tocar.


Eu esqueci que monstros também sabem esperar,
que conhecem nossos medos e sabem como nos quebrar.
E agora eu lembro, com o coração cansado de lutar:
algumas batalhas não exigem coragem para voltar.


Talvez eu tenha confundido enfrentar com permanecer,
como se voltar para a dor fosse a única forma de vencer.
Mas hoje, entre lágrimas que eu não consigo esconder,
uma coisa eu consigo finalmente dizer:


Eu não deveria ter voltado...

Saí de casa sem destino,
sem saber onde chegar,
não porque houvesse um caminho,
mas porque eu precisava andar.

Sentei num bar, pedi um drink,
vi a noite acontecer,
e entre risos e conversas
não encontrei o que queria ver.

Não era falta de gente,
nem silêncio ao redor;
era a falta daquele encontro
que faz a noite ter sabor.

Há dias em que a vida passa
sem sequer nos tocar,
como uma rua conhecida
que já cansamos de atravessar.

E então a gente sai sozinho,
só para poder dizer:
“Hoje eu não fiquei fechado,
hoje eu tentei viver.”

Mas que estranho é estar no mundo
e não sentir o mundo entrar;
ter pessoas ao nosso lado
e ninguém nos despertar.

Talvez a vida seja mesmo
esse eterno procurar:
não necessariamente alguém,
mas um motivo para ficar.

Um olhar que nos surpreenda,
uma conversa sem final,
uma presença inesperada
que transforme o habitual.

Porque o que cansa não é a noite,
nem a solidão de um lugar;
é quando todos os caminhos
parecem sempre terminar no mesmo lugar.

Então volto para casa,
deixo o copo e deixo o bar,
guardo a noite na memória
e me preparo para sonhar.

Amanhã começa tudo de novo,
com seus horários e seus ais;
mas talvez, entre o mesmo de sempre,
a vida ainda guarde algo mais.

E se hoje nada aconteceu,
não significa que acabou.
Há noites que apenas passam…
e há noites em que alguma coisa começa sem que a gente saiba onde começou.

Sandro Paschoal Nogueira

Teus olhos


Olhei para um cristal muito raro e através de seus reflexos eu vi uma casa bem construída num lugar muito bonito arborizado e seguro,


Vi também, o tempo passar com pétalas de felicidades,


Através desse raro cristal, pude sentir as vibrações mais puras vindas do universo, vi como serão os dias e as noites, entendi o poder do calor e abracei as cobertas de lã no frio,


No reflexo dos teus olhos, consigo ver uma ponte entre os nossos mundos e nela eu estou caminhando firmemente até você.

Tudo neste mundo nos foi emprestado, a família que temos as roupas, a casa, o carro e até o corpo, em breve partiremos e tudo, digo tudo ficará por aqui para outros usarem.

Céu e inferno é um contraste impressionante, mas, ambos não foram preparados para o homem. A casa do homem era o Jardim. Mas, você quer morar onde?

"Cada pecado é como um rato em nossa casa, ele começa roendo e se reproduzindo, até se infestar e tomar conta de tudo. Com o passar do tempo, a casa está toda imunda".

Cada vez que eu vejo o planeta inteiro como minha casa, minha "casa" se torna pequena.

Sua casa é grande,
é o planeta todo.
Sua família é enorme,
é a humanidade inteira.

O planeta é minha casa, porque é nele que eu vivo, respiro e vivo tudo o que a vida oferece. Ele me abriga, me sustenta e tudo ao meu redor faz parte da minha vida.


Meu teto é o céu, porque ele está acima de mim e me mostra que faço parte de algo maior. O céu é o limite do que vejo, mas também mostra tudo o que ainda posso alcançar.


Minha família é toda a humanidade, porque todos nós estamos ligados. Não é só sobre parentes, mas sobre respeitar, ajudar e cuidar uns dos outros. Cada pessoa importa, e todos nós temos que cuidar uns dos outros e do mundo em que vivemos.