Cartas de reflexão para um Amor

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Testemunho versal

dos amores dos outros,

A minha poesia é

refúgio indestrutível

Feita de talvez,

salto no abismo

De peito aberto,

sem asas,

Porque é humana.



Abrigo celestial

dos rumores da vida,

A minha utopia é

amor impossível

Cheio de esperança.



Sentimento invernal

das dores do mundo,

A minha nostalgia é

por ti desnorteada

Porque te perdi.



Motivo abissal

dos desejos profundos,

A minha magia é

de amor inesquecível,

Para vencer a distância,

causa por mim reconhecida:

Insegurança feminina,

voto de amor eterno,

Que por medo não vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Leia-me com poética,
e não literalmente...

Porque sem poética,

não haverá compreensão.



Versa-me nas letras,

e não espiritualmente...

Porque sem profética

não haverá reconciliação.



Desnude-se para me ler,

porque só assim captará

Que o amor dos outros

foi distração poética,

Para um amor desesperado

e quase sem salvação.



Porque o porquê destes versos,

na verdade sempre foram teus;

Na esperança de vivê-los

para brindar a vida com paixão.


AMOR: os versos que escrevi para nós, só você saberá identificar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

De que adianta ter olhos

E não ter coração?

Ter olhos e não ter coração

De nada adianta,

Porque sem coração

Não se enxerga nada.



Os versos que escrevi

E não te contei estão

- aqui -

Os poucos que escrevi

Me distraí com amores

Dos outros esperando

Tu chegares de longe.



De que adianta não ter

Os teus olhos e coração?

Não tê-los me reduziram

Ao grau máximo do nada.



Escritos com lágrimas,

Talvez não mais belos,

Versos de sangue,

Rimas com bravura

Quero viver mil vidas,

Para dizer ao mundo

Que sem o teu amor

Atinjo a [loucura].





Meus versos são tentativas,

Que talvez jamais serão

- lidas-

O nosso reencontro

Não tem previsão,

Poderá ocorrer daqui

Algum tempo ou nunca,

E não sei [onde].



Só digo mais uma coisa:

- A literatura salva da morte,

E a poesia salva da vida,

Só me resta saber se serei

Para os teus braços devolvida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu despencou,

O chão se abriu,

O peito sangrou

O ciúmes surgiu.



Cartas enviadas

Não esclarecidas,

Cartas malcriadas

Palavras engolidas.



O tempo passou,

O amor sobreviveu,

O tempo [surgiu,

O coração não esqueceu.



Cartas não respondidas,

Devolvidas e rasgadas;

Cartas persistentes

Palavras perdidas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Guarde contigo:

rima de sonhar,

verso peregrino,


canção de mimar.





Além continentes:


trilhas poéticas,

poemas amáveis,

rotas contentes.




Doces vertentes

sabem velejar

poesias silentes

sabem mapear.




Alma envolvente:

feita de [mar],

verso continente,

quero te beijar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Prometo escrever uma canção:

Feita de areias, mar e paixão.

Para ser cantada pela morena

Nascida para a tua rota acenar,

E tomar conta do teu coração.



O Farol em dias de Sol,

E em noites de luar e calma.


Ao som de uma boa prosa

E malemolentes sambas de roda,

O vigia será sempre o Farol.



Chamego os versos para você:

Versos que ainda não escrevi

Ainda na Bahia eu não vivi.


O cheiro, o cafuné e o beijo,

E o banzo para embalar a alma.




O Farol da Barra que vive brilhar,

Do Céu provém a inspiração,

Eu sinto a emoção marulhar

Na Bahia de Todos os Santos,

O encontro na beira do mar.



Esqueço e deixo tudo para trás,

Jogo firme a rede no mar,

Sou embarcação para navegar

Sou o vento a enfunar,

O Axé, a poesia e a paz...



Disseram muitas coisas...,

O Forte é de Santo Antônio.

Ainda vou até a Bahia,

Encontrar este meu sonho.



Dizem quem já foi à Bahia,

Não se esquece mais;

Se enamora para sempre,

E não volta atrás.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você sabe muito bem,

que eu não quis admitir:

- Que nós somos iguais!


Você me conhece bem,

por isso não preciso falar

que você mora em mim.


Eu sei que moro em ti,

fingi não [perceber]:

para não me entregar...



Você sabe que vou além,

que escrevo com o gentil

- arrimo -

Destes teus olhos celestiais,

e eles não se apagarão jamais!



Eu vivo uma inevitável

primavera que não passa,

a minha alma te abraça.



Eis o solstício irremediável

eterna chama que não abrasa

a vontade na imensidade.


A inspiração particular,

em tons solares e florais,

só para te embriagar demais.



Você me conhece muito bem,

- ilustre cidadão do meu peito -

e devastador como ninguém.

Você venceu o próprio tempo,

viraste paixão em poemas inteiros!



Sou senhora da minha liberdade,

- proprietária do meu nariz -

e boêmia das palavras.


Além das matizes mais florais

e de todos os bons 'setembros',

Eu reconheço que estou assim

- vivendo -

A mais colossal das estações:

- A Primavera do amor demais...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sou aquela que não quis ver:

o teu olhar como um oceano,

Louco para me [ter]

morando no teu castelo,

Cortejando o mais profano.



Ninguém pode me tirar o direito

de te amar em [silêncio],

Ninguém pode nos roubar de nós:

a jura, a ternura e o compromisso.

Entraste na minha vida como magia,

pleno com este doce [feitiço...



Sou a ilustre cidadã que vaga

[nua] no teu mundo:

- A aventura impensada,

o teu esquecer das horas,

e a tua Lua na madrugada.



Ninguém pode contra nós,

juntos somos imbatíveis!

Ninguém nos [conhece],

os nossos olhares se reconhecem,

Falamos de amor olhos nos olhos.



Sou a alma insubordinada,

que apeou no teu [forte],

E tocou no teu coração.

O teu querer virou atordoado,

o teu impulso será multiplicado!



Ninguém pode me tirar de você,

e nem mesmo o [tempo;

Ninguém pode me tirar você

de dentro de mim.

Brindamos com [convencimento]

a certeza do amor ter nos encontrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu e o mar no maior cortejo

Porque se possuem os amantes,

E mesmo estando (distantes):

Possuem o embalo e o aconchego

De dividirem os seus segredos

Mais íntimos e impressionantes.



O Sol e a Lua dançam no infinito,

Porque se fundiram num corpo só:

O masculino e o feminino;

Giram os astros de contentamento

Pela potência dos amantes

Com o vigor nas coreografias

Expandem desejos flamejantes.



O verso é a fruição deste mistério:

Repleto de Sol, Lua, Céu e Mar

Dois amantes e seu (Universo).



A poesia é flutuação e oráculo

Do hemisfério sensual;

É manifestação e espetáculo.



É a devoção masculina derramada

Ao infinito feminino...,

É cumplicidade (apaixonada)!



É o invadir potente o corpo

Da tua amante,

E conduzi-la ao sonho:

De ser gigante.



É o espargir do teu perfume

- marcante -

E convencê-la aos teus jeitos

De amar sem freios.



É escrever o soneto despreocupado

Do teu modo,

E temperá-lo apimentado.



E assim em versos livres de rigor

- reconhecer -

Que a potência e o vigor nascem

das graças e do porte da mulher

- amante -

Derretendo-a com carícias plenas,

Efusivas, magníficas e extasiantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Deixar-te livre para o descanso

Significa que te quero refeito

E não longe de meus afetos,

É imperativo que carrego

Porque te quero inteiro;

Para que você venha pleno

Do espírito de [recomeço].



Aceito os teus cansaços,

A necessidade de oxigênio,

E da tua respiração

Retiro versos inéditos

Como encontro de regaços.



Deixando-te livre para o voo,

Confiante no teu retorno:

Entregarei os versos retirados,

Para que os sinta aconchegados,

E em cada parte do teu corpo

Venha emitir arrepios requintados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Aguardo notícias suas

vindas do outro lado,

Talvez virão a nado

Cruzando o [oceano];

Espero com rimas nuas.



Porque o poeta nasceu

para não ter Pátria,

Ele possui a poesia

como o seu passaporte,

Para ele não tem altura

e fronteiras não existem;

Ele crê na beleza da jura.



Respiro ansiedades

vindas do meu peito,

Certas de que vivem

entre dois [mundos];

Desejam por liberdades.



Vendo os pescadores

caindo de mil amores

Nos encantos das sereias

todas livres e [solteiras:

decidi escrever

Com minh'alma morena,

E entreguei este poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Despejo a água do cântaro

Sem nenhum subterfúgio

Esfrego o sabor na face

Sem nenhum sacrifício

Assim como um láparo

Vou rumo ao destino

Nos teus braços vadios

Suspirar de regozijo.



Segredo que a nós derrete

Com o maior dos sigilos,

Segredo que a nós compete

Cheio de [desvios]...



Segredo que nos seduz

Com audácia e sedução,

Segredo pequeno e sujo:

- Ardente de paixão! -

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não importa o tamanho

da nossa [fantasia...,

Ela apenas nos compete;

e com ela a gente se refugia.



És tu a minha estrela

com a tua luz [invasora

da minha intimidade;

És tu deidade cósmica

de joelhos sou adoradora.



Não importa o tamanho

do nosso [desejo...,

Ele apenas é o tempero;

com ele a gente faz a receita

para embalar a sintonia.



És tu a minha embriaguez

com a tua tez [sedutora...,

Da minha infante lucidez:

és a parte mais promissora.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estes versos escritos

são feitos de suspiros,

Assim como as estrelas

que busco do olhar,

Doces beijos infinitos

não quero negar,

Ao belo monumento

que foi feito para uso,

fruir e não me saciar.



Tens tudo de sal,

És adorável;

Tens tudo de mar,

És admirável,

Tens tudo de amor

És agradável ao paladar.



Estes passos ousados

são feitos de desejos

Nascidos do primeiro olhar;

Estes poemas místicos

são feitos das ondas

Que irão trazer-te pelo mar.



Este poemas perfumados

são feitos de desejos

Servidos de um cobiçar:

- uma ousada escultura

Que está a me inspirar

Versos para te provocar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nada neste mundo tirará

o meu direito de ser poeta,

Nenhum infortúnio roubará

o teu direito de ver inteira:

- A poesia inabalável.

Nada neste lugar julgará

o nosso direito e leveza de ser

- unidos -

Pela poesia [inabalável;

Porque nada nos desamparará

do nosso dever romântico,

Que mesmo sem escrever

a inspiração não deixa abandonar,

O amor valente e [imensurável].





Os nossos olhares não se perderão,

Os dois estão presos pelo coração.



As nossas bocas sempre irão arder:

Os beijos jamais irão [esquecer].



Os nossos corpos não se desgrudarão,

Os dois jamais apagarão.



Os carinhos que ninguém há de negar,

As vontades jamais hão de [passar].



No fundo, sei que não se sente seguro,

porque confiava estando ao meu lado

Um protegia o outro do desdouro:

de todos, de tudo e do mundo.

No profundo de ti não sossegas,

sente muito a minha falta...,

Porque não sente sequer o teu sonho

velado com amor e toda a calma,

Sei também que estás sofrido,

carente, desprotegido e sem afago.

- Não te enganes mais! -

Sou o teu doido amor,

A chaga aberta e em chamas:

- Não cicatrizarei jamais!-

Inserida por anna_flavia_schmitt

Feito ave rara a me procurar

no final deste verão percebi:

o quão próximo está o final

dessa nossa íntima espera.

Tenho tanto a te confessar

no início deste lindo outono:

que nunca deixei de pensar

no futuro do nosso encontro.



Ledos toques e cetins enredos

no bater dos sutis peitos...,

Não há nenhum (engano)

desta preferência e plano.

Viris sinais e doces enleios

na crença que me faz bela,

Na espera que me faz tua,

no estímulo que me inspira.

Porque você tem (nome),

para mim és o meu enigma;

Dotado de especial talento

e da inesquecível promessa

De ouvir até o teu silêncio.



Sou a polaridade que mexe

contigo e te 'emociona'...,

És a imensidade que desconcerta;

Tu és alma livre que me cativa

fazendo de mim coração em prece.

Sou o poema a ser lido por ti

bem no remanso da noite, corra...

Não me perca nenhum segundo,

te apresse e me 'desconcerte'.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Olhaste para trás e percebeste que eu

fui a primavera em tua vida,

Lembraste que nunca deixei-te,

mas sempre fui a favorita;

Olhaste para frente sem me ver,

as tuas mãos nada podem,

e sequer um pouco tocar-me.



Relembraste que és verão,

e sentiu vontade de resgatar-me:

a primavera que não passa

Reclamaste no peito o amor

que nunca mais recebeste,

Relembraste que sou flor

digna de poesia, canção e louvor;

e ainda sente falta de embalar-me.



Estende os braços nas Alturas,

- sem a minha presença -

Mil inquietações viram loucuras,

- sem a minha foz -

A tua boca reclama as securas,

os teus lábios criam rachaduras,

Permaneço forte dentro de ti,

os meus ledos são teus segredos,

Sou o tempo rugindo no peito,

o amor vadio e imperfeito,

A primavera com todas as cores

trazendo novos tons ao outono,

O triunfo de um amor inteiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Bendigo os momentos de imensidade

perdidos nas vielas da intensidade,

entretidos nos mais tórridos momentos

varridos por nossos afastamentos;

Embora, o tempo é incapaz de afastar

o amor fixado como flecha no peito,

Demasiado é o amor que não tem jeito

vivendo no estreito [silêncio...,

Amor demais é assim mesmo:

- Não existe amor perfeito

Bendito é o meu direito de te amar!...



Nos meus versos de tanta adoração,

Vou aquietando a alma em chamas

Nos passos dados pelo [coração].



Nas minhas doces e gentis canções

Vou flutuando em glorificação

Nas intensas formas das emoções.



Nos meus pensamentos de amor

Vou escrevendo a memória

Os meus poemas virarão história.



Virando a página, seguindo em frente

abrindo o caminho para a felicidade:

- Abri as asas da liberdade em voo solo

rimando por toda a [eternidade],

Tenho flores nos braços, companhias boas

dos poetas e os meus versos de saudades.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Para romper fronteiras valentes:

se fazem necessários e precisos

inevitáveis beijos quentes...,

Fecha a porta delicadamente,

são com as quatro paredes

é que fazemos o paraíso...,

Se não estás preparado:

- É melhor que não me leia!...



Para possuir veredas tranquilas:

se fazem necessários mistérios,

e imprescindíveis corpos ferventes;

Ama o amor imensamente,

são com todos estes beijos

que aumentamos os desejos,

Se não podes assumir:

- É melhor que só me leia!...



Porque me lendo aumentarás:

a sua loucura por mim,

o seu desejo e a paixão;

Certamente, amarás a mim

mais do que se pode imaginar,

Amando-me ao ponto de me ter,

Tendo a segurança que jamais

- Irei de esquecer

Por causa deste amor não irás

jamais por outra se interessar,

O amor aconteceu sem a gente

imensamente perceber!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A lembrança chegou

com a chuvarada,

Abraçada ao oceano,

com a maré mexida,

com a areia molhada,

e com a alma lavada.



A tempestade bradou,

com os raios de metais,

Resoluta e decidida,

que não volta atrás,

que não pensa em você,

e que não te quer mais.



A lembrança surgiu

com os mil perfumes,

Acobertada pelas nuvens,

com o mistério da fé,

com um grande plano,

e derrubando totens.



A liberdade poética

com as suas asas,

Certa das tuas cismas,

que ignora detalhes,

que determina caminhos

e que aceita as tuas sinas.



A temperança não me deixa

com os seus perfumes,

Ainda destes versos morrerás

com todos os ciúmes,

Sentindo os lamentos,

Com o teu peito em mil rebentos.

Inserida por anna_flavia_schmitt