Cartas de Deus
O deus soberano dos calvinistas nada mais é que uma espécie do semideus mitológico grego Hercules, com onisciência, onipotência e onipresença. Ele é um deus confuso, impessoal e esquizofrênico que, não se pode confiar, mas apenas desconfiar. Em diversas passagens das Escrituras esse deus calvinista diz que se é salvo pela fé..., que deseja salvar a todos..., que devemos nos arrepender..., mas na sua vontade secreta tudo isso não é bem assim, sendo a eleição um capricho divino. Assim, por mais que os “teólogos” calvinistas mais lúcidos dessa doutrina heterodoxa se esforcem por diminuir as implicações do horrível determinismo e fatalismo que essa doutrina desemboca, acabam se contradizendo no decorrer de suas falas e escritos.
No deísmo, Deus criou o mundo, mas Ele não se envolve mais com a criação. Assim, não há intervenção divina (milagres) no mundo criado. Os cessacionistas seguem esse mesmo pensamento deísta, portanto, cessacionistas não são teístas (cristãos), mas, uma hibridização de cristianismo com deísmo.
Evangelho de fariseus??? O Reino de Deus virou negócio??? Tem que ser muito alienado e raso biblicamente para engolir esse espantalho marxista. Os fariseus sempre foram e sempre serão inimigos do Evangelho de Jesus Cristo; e o Reino (βασιλεία-Governo) que é de Deus é inegociável! O que deve ser denunciado são os mercenários da fé que distorcem a mensagem do Evangelho como já prevista por Jesus e os Apóstolos.
Maria deu a luz ao filho, não ao Pai, não ao Espírito Santo. Maria é "mãe de Deus" em um sentido tão peculiar e inusitado quanto é complexa uma definição clara do que seja a Trindade. Tão peculiar e nunca mais repetido que confere a Maria um status especial entre os servos de Deus. Mas nada que lhe confira honras ou poderes semelhantes aos da divindade ou sequer o título de Mãe de Deus baseado em silogismos mecanicamente aplicados a entes e acontecimentos que, por definição, são incognoscíveis pela mente humana limitada e afetada pelo pecado original.
Quem foi que disse que Deus vai curar todos os doentes? O apóstolo Paulo ficou doente na Galácia e teve que ser amparado pelos irmãos dali (Gálatas 4:13-14). O profeta Eliseu morreu doente de uma enfermidade (2º Reis 13:14). Epafrodito, fiel testemunha de Jesus, adoeceu gravemente e quase morreu (Filipenses 2:25-30). Timóteo tinha frequentes problemas no estômago (1º Timóteo 5:23). Paulo partiu de Mileto deixando Trófimo doente naquela cidade (2º Timóteo 4:20). Os cristãos hebreus, quando se converteram, perderam os seus bens (Hebreus 10:34). Se Deus quer curar todo mundo e quer que todos sejam bem sucedidos na vida como muitos dizem, como explicar tudo isso? Assim, não ser curado não significa falta de fé da pessoa e nem que Deus não age mais.
No calvinismo, o ódio de Deus pelos homens e sua consequente condenação é maior do que Seu amor pelos homens e consequente salvação. Infere-se disso que, Deus tem maior prazer em odiar a humanidade do que amá-la; o que certamente O levou a criar a grande massa da humanidade para a perdição, demonstrando que esse sistema fatalista e determinista (Maniqueísmo) retrata Deus como grande vilão cósmico, onde Ele se compraz em condenar, mas do que em salvar.
Quando a Bíblia diz que somos servos de Deus (Atos 4.29; Rm 6.22; Ef 6.6; Fl 1.1), isto não implica em privação de liberdade, pois as Escrituras ensinam que somos LIVRES em Deus (João 8.36; Atos 28.31; Rm 8.21; 1° Co 8.9; 1° Co 10.29; 2° Co 3.17; Gl 5.1; Gl 5.13; 1° Pd 2.16). Assim, servos de Deus implica em dependência dEle, e não privação de liberdade; até porque, se o homem é escravo de Deus em sentido de privação, ele não cometeria pecado algum.
Muitos líderes de igrejas históricas desejam ter uma experiência genuína com Deus, mas temem a instituição. Outros preferem as certezas de um conjunto de doutrinas e confissões de fé, e por isso acabam trocando a experiência com Deus pela rasidade de uma religião estéril. Esqueceram de que os preceitos dos homens são prisões para aqueles que se agarram as certezas do conjunto de doutrinas e confissões de fé humanas.
Para os cristãos Bíblicos e Ortodoxos, o livre-arbítrio é uma capacidade dada por Deus para que o ser humano faça escolhas contrárias. Caso não houvesse livre-arbítrio, como tagarelam os deterministas, não haveria responsabilidade em nenhuma das ações humanas, pois tudo já estaria determinado, sem opção de escolha.
Decidi, pela Graça de Deus, ser totalmente devotado a Ele, dar-lhe toda minha alma, meu corpo e meus bens. Alguma pessoa sensata diria que isso é levar a questão longe demais? Ou que devemos Àquele que se entregou por nós algo menos do que nós dar por inteiro, tudo o que temos e tudo que somos?
Foram as autoridades religiosas, em primeiro lugar, que se opuseram ao Reino de Deus nos dias de Jesus e assim tem sido desde então. Quando uso o termo teólogo (...), estou me referindo à elite da academia e seus discípulos que se posicionam como os intérpretes oficiais das Escrituras. Minha crítica se dirige aos elitistas que reivindicam para si o direito de interpretar as Escrituras, ao passo que o negam aos outros. Volta-se também para os acadêmicos arrogantes e para as autoridades eclesiásticas que imaginam compreender melhor o Novo Testamento do que os cristãos que viveram perto da época dos apóstolos.
Muitos reformados têm convencido milhares de pessoas de que o mais importante para Deus são suas doutrinas heterodoxas e confissões de fé. Deixam inferido em suas falas que os frutos do Reino não são relevantes e não serão cobrados por Jesus no dia do juízo. Para eles, os frutos do Reino são irrelevantes, o essencial é tagarelar e promover as doutrinas reformadas.
No meio reformado, especialmente o calvinista, Deus está mais preocupado com as formulas teológicas e confissões de fé do que com os frutos exigidos pelo Evangelho do Reino. Assim, gerar os frutos de um relacionamento íntimo com Cristo não tem qualquer importância, desde o individuo aceite e defenda os dogmas formulados por eles.
Deus dotou soberanamente o homem de livre-arbítrio para que ele pudesse amar a Deus e a seus semelhantes de coração. A vontade do homem não é uma ameaça a soberania de Deus. Em vez disso, traz maior glória a Deus que, ganha o amor e o louvor daqueles que são livres para escolher o contrário.
Quando o calvinista insiste que Deus DECRETA E CAUSA TUDO, ele é mortalmente encurralado em uma armadilha feita por ele mesmo. Como ele poderá livrar Deus das tragédias, maldades, catástrofes, mortes e horrores que acontecem neste mundo caído todos os dias? E também da condenação eterna de bilhões de almas que o deus calvinista decretou para o inferno?
Diz o calvinista: “os réprobos são pecadores. Eles merecem o inferno. Deus os manda para o inferno para requerer e manifestar Sua justiça.” Ok calvinista, mas a Escritura diz que todos os homens são igualmente pecadores e merecedores da punição eterna! Assim, se a justiça de Deus O inclinou salvar os eleitos, porque isso O impediu de salvar o resto da humanidade (réprobos)? Porque Deus podendo não escolheu eleger toda humanidade e soberanamente regenerar e prover todos com a fé eficaz para crer? É mixtério...
Somente calvinistas acreditam na aberração que um Deus que é Amor, que não tem prazer na destruição do ímpio (Ez 33.11), mas quer que todos sejam salvos (1° Tm 2.4) e não querendo que alguns se percam (2° Pd 3.9), envia arbitrariamente suas criaturas para o inferno mesmo Ele podendo resgatá-las!
Para o calvinista, a fé salvífica é um dom de Deus dado somente aos eleitos após a sua regeneração. Sendo assim, nenhum calvinista precisa ter a menor preocupação em pregar o Evangelho para um ímpio; pois o ímpio (réprobo) não pode ser convencido pela verdade, enquanto que os eleitos não precisam de convencimento, pois eles são soberanamente, sem qualquer fé, regenerados, a fim de crer.
No calvinismo Deus convida a todos para a salvação — inclusive os réprobos por quem Cristo não morreu e que já foram predestinados ao inferno desde a eternidade passada. Não precisa ser muito inteligente para perceber que isso é uma contradição ridícula e uma desonestidade diabólica com o réprobo.
Qual a diferença entre um “hipercalvinista” e um calvinista “moderado” quanto ao amor de Deus por toda humanidade? O “hipercalvinista” é honesto quanto à doutrina calvinista; já o “moderado” é desonesto, pois cria um jogo de palavras para tentar esconder a aberração do amor limitado de Deus por todos e seu decreto que predestina multidões ao lago de fogo por toda a eternidade.
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