Cartas de Despedida da Namorada
Matemática e a estatística (ciência de dados)
Um olhar desprevenido para a simplicidade do saber
A matemática e a estatística são como mapas bem desenhados: quando temos as direções corretas, o caminho se torna claro e intuitivo. O que muitas vezes assusta não está na complexidade dos números, mas na falta de quem os apresente com a devida clareza. O medo nasce da cegueira de quem ensina sem preparar o olhar do aluno para enxergar os padrões, a lógica e a beleza que permeiam cada fórmula e cada dado. Com explicações bem construídas e exemplos próximos da realidade, a matemática e a estatística se revelam tão naturais quanto a própria vida, porque, no fundo, elas nada mais são do que a tradução dos fenômenos que nos cercam.
Os ecos da traição
Regaste a amizade, fizeste florir,
Com gestos suaves, soubeste fingir.
Falaste em respeito, plantaste a união,
Mas sob as pétalas, crescia a traição.
Não foi por engano que me afastaste,
Foi porque eu via o que tu ocultaste.
Sabia demais, e isso te doía,
Pois toda mentira teme a luz do dia.
Colheste botões que nunca vingaram,
Diplomas vazios que nada ensinaram.
Lançaste ao mundo sem raiz, sem saber,
Quem planta o engano, não pode colher.
O tempo é espelho, reflete e condena,
A farsa definha, a verdade envena.
Quem vende a ilusão por medo ou por pão,
Perde o próprio chão, já não é mais razão.
E quando as folhas caírem ao fim,
E a névoa esconder o que resta de ti,
Não adianta rezar, teu medo é prisão,
Tua queda se encerra abaixo do chão.
Os desígnios de Deus, embora muitas vezes nos pareçam estranhos e incompreensíveis, são traçados com um propósito divino e perfeito. Há um filme que assisto de tempos em tempos chamado *Os Pássaros Feridos*. É uma história única, uma saga que atravessa mais de 60 anos, narrando o romance proibido entre um padre e uma jovem comum.
A trama se inspira na lenda de um pássaro espinheiro, que passa a vida buscando o espinho mais afiado para empalar-se. E, ao fazer isso, entoa um canto incomparável, mais belo que o da cotovia e do rouxinol. É um canto sublime, cuja perfeição só é alcançada ao custo da própria vida.
Quantos de nós, ao longo da vida, não nos ferimos em espinhos dolorosos, conscientes de que, apesar da dor, esses momentos podem extrair o melhor de nós? Esse filme fala sobre renúncia, não sobre religião, e carrega uma mensagem profunda e universal. Recomendo com entusiasmo, pois é uma obra que nos faz refletir. Espero que, um dia, você tenha a oportunidade de assisti-lo.
Toda história que não é vivida em sua plenitude — seja interrompida por um acontecimento inesperado ou uma revelação marcante — carrega em si a essência de algo extraordinário. No íntimo de nossas emoções, temos a tendência de eternizar aquilo que, por não se concretizar, permanece envolto em mistério e beleza.
É como o exemplo atemporal de um amor não correspondido ou nunca vivido em toda a sua intensidade. O desconhecido, o inalcançável, ganha um brilho especial justamente por nunca ter sido desvendado. Há algo poeticamente sublime no que fica suspenso no tempo, naquilo que apenas o coração ousa imaginar e que jamais será ofuscado pela realidade.
Estou sentindo uma saudade tão intensa de você que chega a doer fisicamente. Aqueles amores que julgamos perfeitos, na verdade, são vestígios de experiências que não foram plenamente vividas, fragmentos de histórias que ficaram inacabadas.
São situações que experimentamos pela metade, deixando em nós um vazio que clama por completude.
O tempo
Silenciosamente, desliza através dos ponteiros dos relógios dos Homens; que, desapercebidos de sua passagem, o ignoram para seguir em sua lidas diárias, contidas dentro do próprio (tempo), que flui...
Busco avidamente entender esta passagem, que desbota as cores e enruga nossos semblantes, lentamente ...
Não percebemos seu fluir, até que tenha chegado a derradeira hora da despedida, certa e devida a todos os Homens.
Ignoramos em nossa aflita e contida passagem, a percepção do existir, a importância do entender a preciosidade das horas contidas em nossos dias, nos meses, nos anos de nossas vidas...
Provedor de todos os acontecimentos da História desde os primórdios, nele estamos contidos inexoravelmente para uma jornada finita.
Tempo, nele contido estamos, por determinado maior ou menor traçado, a depender dos caminhos escolhidos ou determinados (?) para nossas existências.
Sigo buscando entender sua passagem...
Tempo, tempo, deslizas entre os minutos de nossas horas, vagarosamente...
Minando nossas energias vitais, embranquecendo nossos cabelos, dita-nos que o amadurecimento vem com o fenecer da matéria...finita matéria!
Enfim! És o pino da balança! Terminantemente provas, que todos os homens são iguais, em sua existência, fragilidade e finitude diante de teu passar...
Enfim, és o dono de toda existência contida em tua passagem!
Sigo buscando te entender...
Tempo, tempo, deslizas silenciosa e vagarosamente, ausente de fim!
Amor
sentimento engraçado esse!
Chega sem pedir licença e nem dar aviso prévio.
Se aloja em nosso coração e já sai dando ordens
para o que fazemos e o que pensamos.
E pior ainda!
A vezes o amor alojado no outro coração
não tem os mesmos planos que o nosso e daí
arma-se aquela confusão, pregações de peças
de ambos lados e acaba sobrando para nós,
meros hospedeiros.
Mas é claro, não posso apenas falar mal
desse folgado, estaria sendo injusto.
Também posso dizer que ele é como uma
criança que sonha sempre com o amanhã a dois,
nunca vem com intenção de sair,
nunca pensa em nos trair, muito menos em
nos fazer cair.
E o melhor de tudo, é quando o outro amor
gosta do seu, ai sim, como uma criança
quando ganha um presente, ele te faz sentir como
se estivesse no paraíso.
Torna todas as coisas belas, por mais horríveis
que elas sejam.
Depois de tudo isso até esquecemos que ele
invadiu o nosso coração sem o nosso consentimento.
E cá entre nós, existe coisa melhor que amar e ser amado?
Imperdoável Ser
Abandonado pelo pai eu fui,
Primogênito de Deus...
Porque? Óh pai!
Porque me jogaste na Terra?
Só porque quis ser como você?
Assim como qualquer filho deseja ser como o pai?
Porque me chama de inimigo? Sou apenas
a sua criação, assim como o homem também é...
Tudo o que sou veio de ti, nada mais, nada menos.
Sabia meu futuro mas me deixaste cair mesmo assim,
e ainda me condenaste a morte eterna no fogo do inferno.
Tudo o que eu quero é justiça!
Óh pai!
Perdoaste o homem, mesmo após tê-lo expulso do Éden.
Mas e a mim? Fui expulso do céu, mas não me deste
uma segunda chance, diferente das inúmeras que já
deu para seus bichinhos de estimação...
E tudo o que eu queria era ser como o pai...
Sombras
Antiga brasa...
Socorro estou congelando!
Antes uma brasa incandescente,
Agora um cristal de gelo.
Estou indo para o outro lado,
E lá, já não há volta...
Temo ser frio, mas já não sou mais
como antes, quente.
Ontem eu disse que te amava,
Hoje já não sei mais,
Amanhã provavelmente te odiarei.
Não me conheço mais, ou talvez agora
eu esteja realmente me conhecendo.
Em todos os casos as sombras são tentadoras
e agradáveis, para quem realmente as conhece...
Jovem borboleta negra
Jovem borboleta negra,
Agradeça por poder voar,
Agradeça por ser simples,
Agradeça por não ser humana
Jovem borboleta negra,
Voe alto, faça o que eu
como homem não posso fazer
Sinta o que não posso sentir.
Tenha a liberdade de uma forma
que eu como homem não posso ter.
Jovem borboleta,
Viva pouco para não
chegar a ver o homem destruir
seus semelhantes e agradeça
por isso.
Agradeça sempre por ser o que é
e não precisar mudar para se salvar.
Jovem borboleta negra...
Estranha noite esta...
Não a sinto...
Não a vejo...
Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?
Permita-me lhe contemplar
Não creio que abandonaste teu filho aqui,
em meio a tolos que pregam a luz
como se fosse algo bom...
Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?
O vento frio já bate em minha pele,
e não é o vento da noite, mas sim o da morte
Se conseguisse lhe ver ao menos mais uma vez...
Simplicidade
Enquanto você tenta ser o que essa sociedade doente exige,
Eu apenas tento ser eu...
Enquanto você tenta ser o melhor naquilo que te disseram
para se fazer,
Eu apenas tento fazer o que gosto...
Enquanto você quer viver o máximo de tempo possível,
Eu apenas vivo o hoje por saber que a morte logo virá...
Enquanto tu sonhas com vários amores,
Eu vivo com o meu único amor...
Enquanto queres agradar todas as pessoas,
Eu apenas odeio todos os homens...
E ainda assim me atacas?
Não sou teu inimigo, não mais que seu próprio ser...
Saudade da minha frieza, da indiferença.
Saudade de um tempo que um sentimento vazio
predominava e o calculismo era uma irônica coincidência.
Saudade do tempo que não volta, mas o mesmo não passa de uma
ilusão insensível e inalterável, que nos engana tornando
os momentos bons curtos e os piores momentos eternos.
O tempo passa e não notamos
O vento sopra e não sentimos
Suave sensação de angústia misturada ao
desespero de não querer ser apenas mais um.
Mais um boneco de pano, sem os sentidos, inerte
aos traços que a natureza faz.
Quem sou eu senão um insensível ser perdido
em meio ao caos, o caos de uma sociedade cega
ofuscada por uma luz sintética, por prazeres fúteis
e sorrisos falsos.
Após um choque, abri os olhos e me vi acorrentado.
Acorrentado ao passado, com belas lembranças, momentos únicos...dias lindos e agradáveis.
Olhei para o outro lado e vi o tempo passando, gritei para ele esperar, mas indiferente continuou seguindo
sem responder, de forma estranhamente elegante e devagar.
O ambiente ficava mais cinza a cada passo que o tempo dava... e eu ali, acorrentado, preso ao passado.
As correntes me ligavam em um foco de luz, mas era uma luz isolada, o contorno todo negro e o interior formado por imagens estáticas, não se moviam.
Olhei novamente para o tempo e ele com um sorriso no canto da boca disse: "Graças a mim, teve aqueles momentos,
mas foi graças a ti que eles se tornaram eternos."
Eu retruquei: "Porque você não pára? Eu QUERO viver aquilo mais uma vez!!"
Ele finalizando disse: "Eu sou constante, mas você não, não podes viver o passado e o presente ao mesmo tempo, quem dirá o presente e o futuro, venha comigo ou morrerá no passado."
Imediatamente as correntes sumiram, fraco me levantei, pernas trêmulas vi o tempo, já de costas, indo em frente e deixando um caminho para eu seguir...
Não busque a perfeição, pois ela não pode ser tomada a força, tampouco por esforço e repetição.
A perfeição se encontra quando olha para os lados e observa todas as coisas, boas e ruins em perfeito equilíbrio, a perfeição não pode ser domada por meros humanos ou qualquer espécie de indivíduo, você apenas pode fazer parte dela, integrando O Todo.
Não tente ser perfeito, tente fazer parte do equilíbrio de todas as coisas.
Há pessoas que se preocupam extremamente com a parte física do corpo.
Há pessoas que se concentram demasiadamente em acumular conhecimento.
Há pessoas que se dedicam efetivamente em ajudar os necessitados.
Há pessoas que seguem, cotidianamente, estudando ou trabalhando, para garantir suas necessidades básicas.
Há pessoas confusas, que não sabem exatamente o que querem fazer na vida.
E acreditem, há pessoas que apenas se empenham, desesperadamente, em ter algo para comer, porque a fome dói.
De algum desses grupos certamente fazemos parte. Qual é o nosso papel diante de tantas diversidades?
NAMORAR é bom, pois o namoro é o exercício para o casamento. Se você desenvolve bem o exercício, estará preparado para a prova, que é o CASAMENTO. Se foi bem na prova, não decorou e sim, entendeu, compreendeu e assimilou, mesmo que não tire a melhor nota, ficará satisfeito com o resultado. É a CONVIVÊNCIA CONJUGAL SAUDÁVEL.
De repente, QUARENTA!
Aí se COMENTA: Já?
Sim! Alguém também fala: Não INVENTA!!!
É sério, quero chegar aos NOVENTA!!!!
Então a vida diz: ARREBENTA!!!!
E você EXPERIMENTA.
Com cuidado, não OSTENTA!
Mas não se CONTENTA.
E vai, se REIVENTA.
Aos poucos INCREMENTA.
A alegria, ALIMENTA.
Os sonhos, SUSTENTA.
Ah, é apenas QUARENTA!
Quero chegar aos NOVENTA!
Quando completei 40 anos (2017).
Pela janela do meu carro - 3
Eu seguia atrás de dois carros e observei que eles desaceleravam muito rápido, então percebi que era por causa de um ciclista que ía cambaleando logo à frente.
Pensei: "Será que ele está bêbado?"
Quando o ultrapassei, confirmei o que havia deduzido. Só que tinha mais um detalhe: Ele não só estava bêbado como continuava segurando uma latinha de cerveja com a mão direita, enquanto conduzia a bicicleta com a mão esquerda.
Então concluí: "O cara é de fato um ótimo ciclista."
Texto de 30/01/2023
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