Cartas de Declaração de Paixão
Se eu pudesse falar de paixão
Eu escreveria um livro
Mas não é um livro comum
Aquele que você lê e desbloqueia
Aquele que você desbrava
Aquele que te rodeia
Se eu não te conhecesse
Eu não teria me apaixonado
Eu não teria te emocionado
Eu não teria ter vivido
Eu não teria me alucinado
Cada capitulo tem uma história
Uma história boa ou ruim
Só resta saber o que vai acontecer
Se é pra ser feliz ou pra sobreviver
Porquê o que vale, é se emocionar e sentir
Sem rodeios e sem colidir
Que está paixão está dentro de mim, em ti
Levo na tez o aroma
exato de uvaias frescas,
o sintoma de paixão
capaz de causar anelação
a cada nova realização.
Com refinamento sáfaro
sou capaz de colocá-lo
em priapismo sicalíptico,
e fazer com que continue
todos os dias mais vivo.
Entre o quê há de mais
lúbrico e o mais lúdico
com arrebatamento ocupo
todos os espaços porque
sou o teu amor profundo.
Colher Morango-da-costa
acompanhada da sua companhia
é mais alta imagem de desejo
cheia paixão e poesias,
É por isso que por dois escrevo
os mais doces Versos Intimistas.
...
Para que nada distraia,
para o amor vou dar
é Morango-da-praia,
Para fazer se orgulhar
deste rabo-de-praia
e dos Versos Intimistas
escritos para quando
ele chegar se entregar
com todas as malícias
daqui para frente ser vividas.
...
A tua boca é endereço
para colocar Morango de praia
com todo o maior apreço,
Por isso em ti escrevo
os mais lindos Versos Intimistas
sem nenhum adereço.
O teu perfume alucinógeno
tem inteira me alcançado,
Causa trêmula e voluptuosa
desta paixão inescrupulosa
que em sossego não tem deixado.
Mergulho no segredo de verão
ardente que leva a marca
dos teus olhos preciosos,
Que são os meus sonhos
extravagantes e deliciosos.
Ondulante o apelo de prazer,
e a luxúria sussurra onírica
neste envolvente alvorecer
que saúda o Jequitibá-rosa,
Onde partilho as confissões
femininas de tanto te querer
ser a melhor notícia que está
no caminho para acontecer.
Tua aura silenciosa e magnética
pouco a pouco tem me colocado
na direção dos teus passos,
Do teu encanto todo sensual
não consigo prever o quê
não seja diferente do perenal.
Desconfio que estou em delírio
porque sussurros crepitantes
neste instante ouvi que parecia
a realidade de néctar consentido,
Que até parecia que tu estava
absolutamente atado comigo.
Tomada pelo calor abrasador
do desejo deste brilho sedutor
na chegada da noite de poemas,
este fascínio não tão oculto assim,
Que nas entrelinhas tenho evocado
que te quero inteiramente para mim.
Adstritos pela atração fatal latente,
pela paixão como idioma influente.
O coração nos põe em gravitação
evidente sem nenhuma explicação.
Envolvidos na mútua imantação,
crescente e imparável e a atração.
A geometria do contato no espaço
aproxima e o cria para ser destinado.
Para adjacentes assumir o domínio
a sedução, a proximidade e o destino.
Encontrar e nos confiar à concavidade
primaveral do jardim em plena liberdade.
Assim embalados pela reciprocidade
saborear os guabijus da sensualidade.
No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.
Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.
Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.
Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.
Voo imparável e com intenção.
Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.
Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.
Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.
Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.
Como sintoma de amor
e de paixão, contando
com a sombra da Caoba,
o meu coração canta
canções de Merengue
como o Rio Yaque del Norte
canta ao encontrar o mar.
É bem deste jeito intenso
que vamos nos enveredar.
Meu é todo o seu amor,
e assim sou o teu amor;
e é assim que, enamorados,
nós vamos nos encontrar.
Não há nada que distraia
quando há vontade de amar,
seja na República Dominicana
ou em qualquer outro lugar.
No teu ouvido tu haverá
de ouvir o meu chamado
de amor baixinho até vir
me encontrar e para mim se dar;
E deliciosamente vou retribuir,
e de nós orgulho vamos esbanjar.
Poesia profunda, atraente, venustidade que traz uma paixão fervorosa, que no seu coração acende como uma chama muito avassaladora, que justifica com eficácia a sua doce sedução imponente
A imponência grandiosa de um tom vermelho, que não passa despercebida, que desperta naturalmente uma intensidade à flor da pele, que motiva desejo, profundidade, uma dose certa de atrevimento, distinta oportunidade
Então, a sua companhia consegue deixar a realidade mais emocionante, uma noite com muitos sentimentos, as experiências significantes, fazer um instante parecer eterno por ser assim tão marcante
Obviamente, diante de tantos atributos, és fascinante, o tempo contigo deve ser bem aproveitado, pois tal privilégio rejuvenesce o espírito, permite um contentamento farto entre instintos, emoções e prazeres compartilhados.
Artista e a sua Arte numa conexão profunda, uma paixão avassaladora que vai aquecendo demasiadamente cada parte, um tipo envolvente de loucura artística que é tão prazerosa, que logo transcende a realidade, onde as fortes emoções são as cores e juntos pintarão sem pressa os seus corpos e no final serão um lindo quadro emocionante
O retrato exultante do desejo correspondido e do êxtase finalmente alcançado graças a um empenho recíproco dos seus universos apaixonados, coexistindo num mesmo espaço de um jeito harmonioso, um quarto iluminado suavemente por alguns raios de sol, tornando a racionalidade inconsciente e deixando a vida artisticamente com bastante sabor
Quente e saboroso como o fervor existente entre o Poeta e a sua Poesia, numa interação intensa, desprovida de qualquer pudor até chegar numa consumação poética, reunidos por uma inspiração atraente, liberta, inevitável, que fez com que a mente do autor ficasse ainda mais inquieta, sendo um estímulo abrasador, atingindo a mesma frequência.
Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.
Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.
Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.
Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.
Por muito tempo, confundi paixão com salvação. Descobri que, quando o nosso coração passa fome de cuidado e atenção, qualquer gesto genuíno de carinho vira um oásis.
Não me apaixono pela pessoa em si; apaixono-me pela sensação de, finalmente, ser tratada com a gentileza que sempre mereci. É dopamina, é carência de afeto guardado, é o eco de um vazio antigo. E quando alguém nos dá isso, a tendência é entregar o peito inteiro, com medo de que acabe
Mas o verdadeiro amor não deveria ser um resgate de emergência. Amar de verdade exige ver o outro por quem ele é, e não apenas pelo alívio que a sua presença traz para as nossas feridas.
A paixão não é escolha
Se instala assim, de surpresa
Assim também vai embora
Sem perguntar, com destreza
O amor não, ele é escolha
Opção feita com firmeza
Esse sim muito se demora
Doce, leve e cheio de beleza
Se a paixão for assim embora
Deixando o vazio no lugar
Feliz quem assim escolha
O amor ali possa habitar
A súbita e idealizada paixão política
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho
do debate público.
Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável.
Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa.
Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.
A idealização cumpre um papel ainda mais sutil.
Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes.
Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados.
Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro.
Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.
O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas.
Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos.
Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.
Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la.
Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração.
Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira.
Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.
A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.
Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.
Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.
O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.
O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.
Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.
Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…
Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.
Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.
Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.
Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.
E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.
O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.
Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.
O conteúdo que mais divide é o que mais circula.
Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.
E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.
Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.
Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.
O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…
E passa a ser perder o controle da narrativa.
Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.
Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.
E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.
Em você há uma áurea
de encanto e paixão,
ternura, inspiração,
desejo,atração, enfim...
Você é muito inteligente.
Eu, pobre poeta somente,
desejo seu abraço quente.
Mas você não é pra mim.
Você é linda e tem sonhos,
sonhos grandes, uma meta.
Você tem grandes ambições.
Eu quero apenas ser poeta.
Sou viajante na estrada da saudade,
sou um excluído do reino da paixão.
Plantei amor, mas colhi ingratidão.
Já não importa se chego cedo ou tarde.
Tento esquecer a minha realidade,
ouvindo aquelas baladas do passado.
Da multidão eu tenho me afastado.
Estou cansado até mesmo para falar.
Já não tenho interesse em agradar
e ignorando, pois fui ignorado...
Relações
Quando uma paixão termina,
Ou quando uma quer começar,
Voltamos a ser criança
Apoiando-nos apenas na esperança.
Esperamos mensagens que nunca vão enviar
Esperamos a pessoa que não vai chegar,
Choramos pela perda daquilo que nosso nunca foi,
Ficamos felizes com um simples “oi”.
Tudo isso por uma necessidade sem explicação
De achar alguém para lhe tirar o coração.
Ter alguém que a falta da nossa presença sinta
Que nos olhe com sinceridade e jamais minta.
Talvez a resposta esteja na palavra e seu sentimento,
Afinal, amar precisa de complemento.
AMOR SEM FRONTEIRAS
Uma noite de amor, um momento mágico
No encontro da paixão e do desejo, relaxo
Na entrega do meu corpo no teu corpo, me encaixo
No compasso do teu jeito, no abraço me enlaço
No toque de amor de cada gesto
O prazer no meu corpo manifesto
Te procuro e no teu beijo me acho
Ouço tua voz que murmura,
palavras de amor com ternura
Teu olhar me chama e diz que me ama
Envolve e me enrola na cama
De repente me vejo por cima
Sedução que anima e em mim descortina
O amor sem fronteiras, o amor sem barreiras
Nunca estou sozinho
Sempre busco comunhão
Lembranças dos que se foram
Histórias de amor, paixão...
Sonho com os que ainda virão
Planejo como sera a nova ilusão
Mesmo quando não estou perto
O que guardei desses momentos me serve de abrigo
Amores, família, amigos...
Todos deixam comigo
Alguma recordação
As lembranças me fazem companhia
Uma vida vivida dia pós dia
Assim é! e não ha nada a fazer
Só podemos tornar este ciclo
O mais puro querer
Viver, sentir, retribuir...
Tirar de tudo: PRAZER!
Saber que nada é de graça
Aprender e agradecer
Me torno companheiro de mim mesmo
Porque aprendi a guardar de cada sentimento um pouco
Para nunca esquecer
O que guardo serve pra mim
Mas sobra aos que buscam abrigo
Um ombro de um amigo
Ou alguém pra se querer.
