Cartas de Declaração de Paixão
Foi Só Tensão
Helaine Machado
Foi só tensão…
ou foi paixão escondida
entre lençóis desfeitos?
O quarto em silêncio,
mas os corpos falando,
em cada aproximação
que já dizia tudo.
Teu olhar queimava,
deslizava sem tocar,
como se já conhecesse
cada curva do meu respirar.
Foi só tensão…
ou foi esse calor
que subiu sem pedir licença,
tomando conta da pele
e roubando a consciência?
Entre suspiros contidos
e vontades mal ditas,
havia mais que silêncio…
havia chama acesa.
Teus olhos nos meus,
minha pele arrepiada,
e o tempo…
parado na beira do pecado.
Foi só tensão?
Então por que ainda sinto
teu toque que nem veio,
teu desejo preso
no contorno do meu peito?
Por que os lençóis guardaram
o que a gente não teve coragem
de viver por inteiro?
Talvez tenha sido nada…
ou talvez tenha sido
o começo de algo
que a gente fingiu não sentir.
Mas que ainda arde…
como se tivesse acontecido.
Helaine Machado
Não procure em um Ice Lady ,que o coração ja se tornou gelo, o fogo de um amor, ou uma paixão, pq o gelo que a em mim ate derrete, mas nao totalmente, derrete no calor do momento,mas nao se engane, nunca derretera da forma q espera.
E nunca se esqueça quanto mas gelada me encontro, chego a queimar, a pele de quem me toca, e assim deixo minha marca !
100% ice heart
Seus olhos me convidam a uma doce singela paixão e me entrego de corpo inteiro a teus desejos.
Quero ultrapassar fronteiras e perambular sorrateiramente em seu coração.
Faço-me obediente a seu querer de uma forma doce e brejeira com uma emoção pioneira.
Sou teu e você é minha, pois me dá a credibilidade de manter-me seguro com meus sentimentos.
Não busco um amor sádico que maltrate o meu coração
Mas um sincero que acalente a minha paixão inquietante
Acalente... Desatinando sem sentido ou pudores
Alguém que entenda a minha loucura;
Quero um amor ensandecido... Cúmplices das minhas atitudes
Que não se importe com bens materiais somente com os naturais
Me ame desenfreadamente descobrindo o infinito dentro de nós;
Que acredite nas minhas palavras
Mesmo quando elas não parecerem verdadeiras
Mas saiba diferenciar palavras verdadeiras das sinceras;
Que tanto me esforço para empregá-las
E te fazer feliz com tanto carinho
Saiba das minhas tristezas...
E por fim saiba me embalar
Com as atenções que todo ser vivo
Mereça para se tornar humano;
Ainda não aprendi a me entregar
à força da paixão... Por que se
eu tivesse, não teria medo
de errar, nos caminhos do coração!
Ai! Hei de pensar que um dia
irei me apaixonar... Apaixonar-me
pela beleza que me levará à frustrar...
E me levará a inventar e então
a me reinventar à maneira
que me faça verdadeiramente
te amar!
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
O AMOR NAS VEIAS
Quem disse que o amor acaba nunca amou;
Barafundou-se na paixão;
Pois, o amor é uma essência,
e impregna na alma dos amantes;
Viaja como o sangue nas veias até o coração.
Pelas feridas de sua alma,
o amante obstinado evita externar
seus verdadeiros sentimentos;
Quando não é correspondido no amor,
se sufoca conveniente a voz no coração
que o nome do amado parece gritar.
São algemas do amor as frustrações sofridas;
São grades as decepções nas tentativas da conquista;
São águas que afogam os desejos não realizados;
E se transformam em muralhas
os desencantos, nos encontros negados.
O amor fica ali no coração, em algum lugar,
pronto para renascer, e disponível a despertar;
Um amor que renasce ao ouvir a voz do amado no pedido de perdão;
No abrir dos braços, projetando o afago.
Renasce no sussurrar de novas promessas
E na renovação de alianças;
No silêncio, onde se ver no olhar a esperança.
Esse amor renasce como lágrima que é traiçoeira;
Que do nada, e às vezes, por nada mareja;
Um amor verdadeiro não morre e nunca acaba.
Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?
*Carta de uma paixão limerente*
Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços.
Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas.
Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca.
Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida.
Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho.
Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer.
Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar.
Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar.
Nostalgicamente,
De: Ananda C.
Para: minha musa
Um presente para a vida
Você foi, sem dúvidas, a minha maior paixão. Foi um sentimento tão forte que até hoje não sei explicar o quanto gostei de você. Você foi uma dessas pessoas que a vida coloca em nosso caminho como um presente — alguém que vem para mudar completamente nosso percurso. E foi exatamente isso que você fez, com um sorriso fácil e encantador, me fazendo voltar a ser feliz. Sou grato a cada momento que tivemos juntos.
POESIA É
Poesia é a voz do coração calado,
É paixão perigosa que queima e arde no fogo das palavras.
Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.
Poesia é jogar o medo pela janela.
É enfrentar opiniões opostas e entendê-las de forma sensata!
É tirar a máscara que cobre os rostos.
Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.
Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.
Poesia é
Dizer para a alma o que o coração cala!
-Kaiane Macedo
O Amor aquele que nos matam,faz nos sofrer,aquele que nos maltratam.
Eis a paixão, aquela que nos confundimos com amor.
Enfim a paixão nis machuca,nos destroi,ja o amor é libertador,amor não é amor só por amar alguem.
Mas amor esta ligado, a fidelidade,honestidade,simplicidade,sinceridade,lealdade.
Amor sem essas qualidades é só fantasia.
Recado dado
Foram tantos dias de apego, de paixão forte,
foram tantos dias de esforço e luta pelo que naquele momento fazia todo o sentido,
depois do adeus, o que era prioridade foi dissolvido através do sopro de uma flauta e ganhou o vazio das multidões,
agora, a felicidade escolheu me reencontrar e por intermédio do canto dos pássaros do amanhecer veio me avisar sobre o verdadeiro amor pelo qual eu deveria me entregar.
o recado foi dado e a promessa foi oferecida.
Sobras da paixão
Quadros são pintados em telas de vidro, de poeira e de algodão,
No detalhe do pincel cores vibrantes e ricas são expostas no quadro de algodão, na estação de verão e da primavera,
No reflexo integro e saudoso dos momentos singulares a exposição de outono foi pincelada e muito aplaudida no quadro de vidro, porém no final faltou brilho,
Então, chegou o inverno, e o que parecia gritar sem vida na tela foi ganhando forma, as gotas de lágrimas que caiam do pincel pousavam como neve densa tomando conta da imagem,
Nas sobras da paixão, o pincel foi se desfazendo aos poucos transformando o quadro na poeira do esquecimento.
Paixão!!!
Sentimento arrebatador,destruidor das emoções física ou espiritual.
Ela tem como característica a sensação de entrega com muita intensidade.
Tem rótulo de desejo pelo interesse e possessividade do objeto amado.
Paixao não é amor,
quem ama não sufoca ,
liberta e cuida do objeto amado
Conectado ao seu coração
( Me Paxainei )
Estou conectado ao seu coração
Essa paixão que cresce a cada dia
Minha inspiração em cada semana
Te olhar todos os dias
Te amar cada vez mais
Estou conectado ao seu coração
Arde uma louca paixão
E a cada dia vou me entregar
Todos os dias vou te admirar
Estou conectado ao seu coração
Vou levar café da manhã na cama
Com um buquê de flores que comprei
Pra menina amada
Pra jovem admirada
E agora a mulher por quem
Me apaixonei
Me apaixonei
Sinfonia do amor desmedido de verão
Ó paixão, incêndio vasto, desatino!
Tremor da alma, furor do coração,
Ibaiti celeste, azul divino,
polo do mundo, trono da emoção.
Em ti, luz nua, pura, incorpórea,
traço do eterno, mão do arquiteto,
ó sol radioso, lira ilusória,
inebriando o meu ser inquieto.
Este amor — desmedido, infinito,
ergue-se além do tempo e da razão;
ao vento entrega-se, feito mito,
transforma rascunho em oração.
Cada verso meu, destino selado,
procura-te, sombra em claridade;
em tua ausência, o peito dilacerado,
em tua presença, nasce eternidade.
Folia que invade, poesia que inflama,
saudade que é bênção, dor que consola;
melhor que a solidão fria, sem chama,
é ser refém da estrela que me acolha.
Tu, sorriso que carrega o verão,
quente alvorada de melodia;
teu rosto é flor, perfume, oração,
na natureza, és pura harmonia.
Eis que pergunto: existe o amor?
Ou é quimera, sopro, relâmpago vão?
Mas no teu lume, ó doce esplendor,
reconheci da vida a perfeição.
Porém, faltou-nos coragem sincera:
eu temi o abismo, tu o mundo;
justiça não houve, só a espera
deste silêncio profundo, profundo.
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
A súbita e idealizada paixão política
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho
do debate público.
Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável.
Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa.
Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.
A idealização cumpre um papel ainda mais sutil.
Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes.
Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados.
Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro.
Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.
O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas.
Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos.
Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.
Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la.
Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração.
Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira.
Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.
A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.
Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.
Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.
O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.
O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.
Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.
Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…
Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.
Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.
Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.
Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.
E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.
O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.
Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.
O conteúdo que mais divide é o que mais circula.
Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.
E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.
Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.
Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.
O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…
E passa a ser perder o controle da narrativa.
Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.
Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.
E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.
