Cartas de Amor para Noivo

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A Luz que Pregam


Pregam a luz,
mas vivem na escuridão.
Falam de amor,
mas carregam julgamento no coração.


Pronunciam o nome de Deus
como quem conhece a verdade,
mas esquecem que nenhuma fé
deveria caminhar ao lado da crueldade.


Estendem a mão em público,
sorriem como se fossem abrigo,
mas, quando encontram alguém diferente,
transformam o abraço em perigo.


Pregam aceitação,
mas escolhem quem merece pertencer.
Falam sobre perdão,
mas não sabem perdoar o que não conseguem entender.


E talvez a maior ironia
seja chamarem de escuridão
aquilo que simplesmente não se parece
com a luz que aprenderam a imitar.


Porque há quem acenda velas,
faça orações e fale de salvação,
mas seja incapaz de oferecer
um pouco de compaixão.


Eu não preciso apontar dedos.
A consciência sabe quem é quem.
Afinal, quem realmente vive na luz
não precisa provar que é luz para ninguém.


Há quem pregue a luz em nome de Deus,
enquanto escolhe viver na escuridão
quando ninguém está olhando.

Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.

Eu já te falei que você é o amor da minha vida?
Já te falei que a cada segundo tenho você em minha mente?
Te falei que eu quero passar o resto da minha vida com você ao meu lado , por mais que seja difícil?
Te falei que por mais que eu tente te esquecer é quando mais te lembro ?
Te falei que sou completamente louca por ti?
Que eu sou capaz de qualquer coisa por nós?
Que eu te amo mais que tudo, eu te falei?
K.B

A Despedida desse Amor

Eu sempre fui sincera com você e com o que sinto, por mais que eu não fale, eu sempre fui.
Eu fico me perguntando todos os dias por que nunca fui suficiente para que você não pensasse em me "deixar".
Você sempre foi minha prioridade e todos enxergaram isso, até mesmo você!

Eu já senti atração por outras pessoas, mas jamais imaginei te traindo, porque eu sabia o que era importante na minha vida, no que podíamos construir, por mais dificuldades que passamos e passaríamos.
Eu jamais me imaginei beijando ou me deitando com outra pessoa enquanto estava com você.

Você me disse algumas vezes que o amor não era o suficiente e eu persistia em acreditar que você estava errada, porque o meu amor era, e me fazia acreditar que um dia eu faria você mudar de ideia.
Queria que você me enxergasse da maneira que eu te enxergava, ou pelo menos um pouco!

Duas vezes… duas vezes você se perdeu de mim ou, pelo menos, quis fugir do que tínhamos.
Não sei por qual razão, mas você escapou.
Eu me culpei por diversas vezes, até entender que não era comigo.
Você vive dizendo que não gosta de mudanças, mas as procura.

Parece que o que está ao seu redor, por um tempo, não te satisfaz — e então vem a tal da mudança.
Não te culpo por tentar suprir o que nem você sabe o que é.

Quero poder sentir isso novamente com outra pessoa.
O amor é suficiente.
Pois com ele vêm o respeito, o carinho e a superação.
Mas, infelizmente, não será com você.

Eu sempre superei tudo com amor, mesmo quando me faltava alguém que o retribuísse.
Mas jamais desistiria do que me mantém viva: amar.
Desde pequena aprendi a me agarrar ao que tinha por perto, por mais curto que fosse.
Por tudo que passei, eu não ousaria perder o único sentimento que me mantém aqui.

Espero que um dia você encontre esse sentimento.
Ele é magnífico.
Traz paz e te dá coragem para enfrentar o que for.

Espero que você seja feliz, assim como um dia eu irei ser.

K.B.

Dor

Às vezes, a dor consegue ser maior que o amor.
Falamos tanto sobre o sentimento de amar… mas e a dor?

A dor física, aprendemos a amenizar.
Mas e a dor que fica dentro?
A dor de perder alguém que nunca mais iremos ver, nem sentir?

Como se ameniza uma dor dessas?
Com ela se vão os sorrisos, os abraços, os melhores conselhos.

Que remédio existe para tanta dor?
Qual é a cura de deixar alguém partir
sem ao menos ter vivido o que foi sonhado?

Como seguimos, convivendo só com a dor e as lágrimas?
Os abraços não terão mais calor.
Os conselhos perderão o sentido.
As gargalhadas já não terão mais graça.

Como me despeço de quem me ensinou tanto?
Como direi “adeus” sem saber se você está ouvindo?

Me perdoe por não ter aproveitado mais a sua presença…
Por não ter dito mais vezes o quanto eu te amo.

Dói dizer adeus.
E dói ainda mais saber que agora você vive apenas dentro de mim.

K.B.

O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.

K.B

O amor não é apenas encontro, é também espera. Ele ensina a ter paciência, a respeitar o tempo do outro e a compreender que a intensidade não está na pressa, mas na verdade dos gestos.

O amor não é perfeito, mas é sincero. Ele não elimina as diferenças, mas as transforma em pontes. Não exige que o outro mude, apenas que seja.

O amor não é prisão, é liberdade. Quem ama de verdade não sufoca, mas impulsiona; não retém, mas fortalece; não pesa, mas acrescenta.

O amor é coragem. É arriscar-se a sentir, mesmo sabendo que pode doer. É abrir o coração sem garantias, acreditando que compartilhar vale mais do que se proteger.

E acima de tudo, o amor é presença: está no toque, no olhar, na palavra, mas também no silêncio que acolhe e no espaço que respeita.

K.B

Amor, substantivo masculino, forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.
Aristóteles dizia, que o amor é formado por uma única alma, habitando em dois corpos, que é um sentimento de seres imperfeitos, posto que a função do amor, é levar o ser humano a perfeição, uma alegria que nos fazer querer que um breve momento, se torne magicamente eterno.
Nietzsche dizia que o amor é um derramamento, uma espécie de luxo e de dádiva daquilo que cada um conquistou por, e para si mesmo, e quer partilhar alegremente com outra pessoa.
E completo com Sócrates, que dizia que o amor é um processo de busca pela beleza, sabedoria e virtude. Ele acreditava que o amor era uma forma de ascender a um estado mais elevado de conhecimento e compreensão, e que a partir desse processo, poderíamos alcançar a verdadeira felicidade e realização.
Diante de definições diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidas, eu acredito que não seja possível dar uma definição exata ao amor, depende muito da individualidade de cada pessoa. É algo que só é possível sentir, cada um sente o amor do seu jeito, alguns sentem o amor em um abraço apertado, naquele cafuné depois de um dia cansativo, naquele sorriso durante o beijo, naquela troca de olhares, onde você só consegue pensar o quanto é grato por estar vivendo aquilo. O amor pode, e deve ser sentido de muitas formas, e quem tem um amor correspondido, cuide, proteja, porque você pode ter encontrado, o que muitas pessoas buscam a vida toda, e não encontram. Pois quem tem um amor, tem tudo.

Amor...


Pois por que? seu amor pode chegar tão perto,mais se afastou pois aquele que te cuidas afasta-te de mim, meu coração por ti sai brasas, nossos corpos poderia se encostar e se entrelaçar, sobre a grande flor do nosso amor um pelo outro, a gaiola que me soltou prende-te, e o seus suspiros que antes era oxigênio agora é um milagre, sobre beijos que poderia te dar seu coração foi puxado para longe, saudades dos abraços e dos beijos imaginários e caricias que já foi minha,talvez em um futuro perto ou longe poderei te ver em meus braços, te beijarei e cuidarei pois você é o meu amor e disso tenho certeza, enquanto a flor da tristeza e da saudades cresce eu vou continuar te esperando á voltar pros meus braços.

Quem está na sua vida, é porque ainda precisa de você, seja por amizade, apoio, amor ou alguma outra razão.


Quem se afasta da sua vida, é porque, por algum motivo, não precisa mais de você da mesma forma, ou talvez tenha encontrado o seu caminho sem a sua presença.


Quem permanece ao seu lado, sem pedir nada em troca, sem interesse, sem necessidade, é porque realmente ama estar com você, independente das circunstâncias. Isso é uma escolha verdadeira, que vai além de qualquer obrigação ou necessidade.

No fundo, as pessoas querem o mesmo objetivo:


Afeto, companhia, amor, carinho, abraço, toque, sentimento, sensações, palavras positivas, estímulos, harmonia social, paz.


E ao mesmo tempo, é o que elas mais evitam;


Evita por medo, orgulho, insegurança, vingança, ego, arrogância, vaidade, ganância, egoísmo e ódio.

Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.


Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

O amor eterno entre a existência e a inexistência

Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.

Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.

Fácil querer amor, difícil amar.
Fácil falar, difícil agir.
Fácil pedir, difícil oferecer.
Fácil julgar, difícil se colocar no lugar.
Fácil ser indiferente, difícil fazer a diferença.
Fácil ouvir, difícil compreender.
Fácil tolerar, difícil transformar.
Fácil derrubar, difícil construir.
Fácil guardar, difícil compartilhar.
Fácil ter, difícil ser.
Fácil estranhar, difícil aceitar.
Fácil imaginar, difícil viver.

Fácil passar pela vida, difícil viver de verdade.

Mais amor, menos ódio.
Mais alegrias, menos tristezas.
Mais amizades, menos conflitos.
Mais paz, menos preocupações.
Mais pessoas, menos papéis.
Mais viagens, menos rotinas.
Mais montanhas, menos prédios.
Mais natureza, menos cidades.
Mais diferenças, menos uniformidade.
Mais detalhes, menos indiferenças.
Mais horizontes, menos bolhas.
Mais céu, menos teto.
Mais lua, menos lâmpada.
Mais folhas, menos paredes.
Mais pássaros, menos discursos vazios.
Mais leveza, menos cobranças.
Mais lembranças, menos rancor.
Mais sentimento, menos razão.
Mais vida, menos mortes.


Que em cada escolha, possamos dar mais espaço ao que realmente importa: ao que nos aproxima da essência do ser, da beleza do momento e da verdade do que somos.

As relações entre as pessoas podem acontecer de três formas:

1 - Amor é cuidado, respeito, carinho, ajuda e companhia. No amor, as duas pessoas se sentem bem juntas, se ajudam e podem ser elas mesmas sem medo.

2 - Posse é querer mandar, controlar, cobrar e prender a outra pessoa. Quem age assim quer que o outro faça tudo do seu jeito. Isso faz mal e acaba com a liberdade da pessoa.

3 - Frieza é falta de cuidado, falta de atenção e falta de interesse. Quando existe frieza, a pessoa já não se importa mais com a outra e a relação fica vazia.

Você precisa entender a diferença entre essas três formas e escolher qual quer ter na sua vida.

Amor é dar, não receber;

Quem quer receber tem interesse em receber;
Quem quer dar não tem interesse em dar.

Que interesse haveria em dar algo sem exigir nada em troca?

Exigir receber é interesse;
Dar é amor.

A maior prova de que amor é dar está na morte...

Quando morremos, não levamos nada do que recebemos, apenas deixamos o amor no coração das pessoas que conhecemos, com quem compartilhamos e que amamos.

GOTINHAS DE AMOR 🌈
por Rosana Figueira


Gotinhas de amor caem devagar,
tocam o peito, fazem cuidar.
No olhar da criança, um mundo a brilhar,
e cada gesto simples ensina a amar.


Na escola, no abraço, no jeito de ouvir,
é que a infância aprende e começa a florir.
Porque amor pequenininho, quando cai no coração,
vira rio de ternura…
e acolhe qualquer mão. 💛