Cartas de Amor para Amigo
Que triste vê-lo dizer que nunca conheceu alguém que fez seu coração bater mais forte,e já te digo que a gente sente um grande frenesi na alma,suas pernas ficam bambas, acaba falando aquilo que nao quer falar,fica meio abobalhada,parece que o coração vai sair do peito...que pena Wesley, é um sentimento maravilhoso. É tão intenso quanto a dor de perdê-lo, mas vale a pena, pior seria não ter amado.
Acho que o sofrimento do amor não correspondido vale para os dois ,caro Wesley.
Espero que ainda encontre esse amor mesmo que por breves momentos, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
(assim disse Fernando Pessoa ).
Boa noite, durma bem.
Marilene lira
Como se vai apagando
Uma hora se vai algo pequeno e o pequeno não aparece mais, outra hora, outras coisas que o tamanho já não importa, pois a porta apesar de aberta não vê mais passar por ela coisa alguma que a atravessou um dia, uma hora, um momento. E assim um pontinho vai virando algo irreconhecível, uma nova figura, um novo desenho do lado de fora perdido na imensidão e do lado de dentro vazio. Palavras são ditas, atitudes são tomadas, consequências inesperadas por mentes pequenas que só conhecem e reconhecem a si mesmas.
Assim a chuva chega e lava e apaga os traços pelo caminho e depois de muito caminho andado não se tem como voltar, pois as migalhas demarcadoras já não estão lá. É como uma ideia que parecia incrível, fantástica, de tirar o folego que rapidamente se expressa com o grafite roçando o papel e neste roçar para lá e para cá. Freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados e vivências são sentidas.
A pequenez de um ouvido que só ouve a se próprio vai corrompendo os atos, arrancando a empolgação, desmanchando as emoções, desmontando a sensação do que poderia ter sido, mas não foi. Perdido em meio a simulados, desatenções, descuidados, elucubrações irreais da falta da justa medida da igualdade da vida. Sentimentos escondidos nos ocos das árvores, mentiras expostas em vitrines coloridas, verdades protegidas por emaranhados espinheiros.
O grafite quebra, a folha rasga, o folego sustenta a corrida para longe, a linha se vai com a borracha, o vislumbre encara frente a frente a realidade e tudo vai se apagando. E tudo vai se transformando, a árvore podre cai, o espinheiro sede, e como no fim do carnaval as mascarás caem.
Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o velho se transforma em húmus para alimentar de experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos.
Como se vai acendendo (adaptado de como se vai apagando)
Uma figura cheia de contornos e desenhos, alinhava a feição ocupando um espaço repentino na sua frente.
Prazer sou eu, prazer é meu.
Algumas palavras de sons agradáveis e os olhos brilham no cruzar do contato rápido. Pele agradável aveluda o toque. Algumas palavras de conteúdo interessante aguçam a curiosidade. O cheiro chega por meio de partículas carregadas pelo ar e alerta os sentidos. Uma atitude sobre algo pequeno se destaca, outro momento, outras coisas imperceptíveis já importam. Cria-se a vontade que leva a encontros quaisquer, encontros significativos.
A trilha percorrida impõe suas dificuldades, mesmo que pequenas, e o que se espera não acontece.
Surpresa interessante desperta.
Na escuridão repentina uma mão está lá reconhecida e pronta para confiar e percorrer. Um ouvido a escutar, interesse genuíno, uma vontade de construir juntos. A atenção aprofunda o conhecimento do outro, suas virtudes e forças, desilusões e ilusões, felicidades e tristezas, desnudam-se sentimentos.
Vamos parece algo surreal e vamos.
A trilha não é fácil e mesmo nas lágrimas sorrisos são arrancados. Sorrisos aparecem estimulados pela simples vontade do cuidado.
A porta apesar de fechada vê passar por ela um filete de luz, num dia, numa hora, num momento. E assim um pontinho vai virando algo que se passa a prestar atenção. Uma nova figura, um novo desenho à frente, atrás, ao lado e o vazio começa a se preencher. Palavras são ditas, palavras seguidas de atitudes coerentes, consequências refletidas na mente e no coração que se reconhecem tomando o mesmo caminho. Um cuidado, um respeito, um admirar, uma inteligência peculiar.
Tudo verdadeiro, honesto e transparente.
Assim, a chuva chega e lava e deixa virgem o chão para novas trilhas serem traçadas, novas montanhas e novos caminhos. É como uma ideia que nasce e vai crescendo, até tirar o folego que rapidamente se expressa com o lápis roçando o papel e neste roçar para lá e para cá, freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e o coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados, gozos sentidos, corpos contorcidos no prazer de se misturarem.
Vivências são sentidas.
A altivez de um ouvido que ouve o outro vai rompendo barreiras e afastando pedras e acalmando rios. Atos impulsionam a empolgação, intensificando emoções, criando a sensação do que poderá ser. E de repente encontra desavisado objetividades, atenções, cuidados, viagens da justa medida de dois, da vida.
Sentimentos não mais escondidos e enraízam como árvores amazônicas.
Verdades expostas em qualquer cenário, verdades expostas como um soco na cara e um afago no coração.
O lápis colore, a folha se remenda, o folego sustenta o junto, a linha se refaz, o vislumbre encara frente a frente a realidade.
E tudo vai se acendendo.
E tudo vai se transformando. A árvore cresce, as frutas nascem, e como no início com o big bang cria-se tudo e tudo se ordena na sua mais perfeita imperfeição.
Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o novo vem transformar e alimentar de amor e experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos que se esperam nunca terminar ou terminar juntos.
Fique na companhia de alguém que desperte o melhor em você e não o contrário...
Espírito Peregrino
Do próprio e do alheio
Não se fixe demais ou apenas no que se é dito. Procure observar como caminha, come, trata, ri, chora, troca, senti frio ou calor, carrega suas pedras e as deixa pelo caminho, como os animais te vêem, como silencia (sim, como silencia) ... Esqueça as palavras no começo, elas serão importantes em outros momentos. Quando fizerem sentido não pelo que dizem, mas pelo que explicam sobre o que observou.
No caminho aprende a olhar nós próprios olhos e saber o que diz sem precisar perguntar o que foi. Assim, também, o faça quando outros olhos cruzarem os teus. É no silêncio que se aprende, que se encontra e que se aprofunda. Não importa se você verbaliza suas coisas olhando no espelho, pois elas estão lá e tu conheces todas.
Assim saberá o que é bom e o que não é. Caminhe com alguém que desperte em você o melhor enquanto em silêncio, enquanto palavras que (mesmo que poucas) reforçam as posturas silenciosas.
Ao colidir com um olhar a te olhar já há algum tempo e se apenas sabes que neste olhar não cabe perguntar o que, pois já se sabe o que ele diz, mesmo que este não esteja ali, tente caminhar a seu lado sem se importar se este olhar é seu ou do alheio.
Caminhar em companhia de alguém é sempre bom, mesmo que este alguém seja você e quem sabe na mesma sintonia apareça o alheio.
Ser
Sou apenas o reflexo do que voce é para mim. A sintonia das ondas que recebo de ti. A energia de que voce me alimenta. O calor que voce me entrega. Sou assim como um bumerangue que retorna para ti como voce o lanÇou. Um Ogro no Pantano com um casebre onde a magia esta em refletir o que voce me entrega e desperta em mim.
Estou começando a ficar bêbado e isto não é bom
Me faz lembrar
Me faz sofrer
Me faz chorar
Estou começando a perder os sentidos
Sentido do que me fez
Sentido do que escolhi
Sentido do que sangra
Estou começando a deixar
Deixar vazar, escorrer, me perder
Eu disse vou me embora
Me fui
Me perdi
Me encontrei
Estou aqui bebendo e invejando casais
Vendo o amor escorrer
Vendo o amor esconder
Vendo o amor não responder
Por que, por que, por que
Que não pode ser como o que começou a ser
Deixou de ser
Deixou-me ser
Ser não sou mais
Estou aqui a entregar
A ser livre e deixar livre
A mudança não é em mim
Mudou-se e não sei pra onde
Pra onde as escolhas
Escolhas nós levam
E eu no espaço a cultivar estou
Nada faz sentido
Tudo sentido faz
Amor estou, estava
Amor se foi
Amar não soube
Só soube padrões repetir
E agora pergunta porque fui me embora
Faltou-me amor
Amor verdadeiro
Adaptado de
Paisagem da Janela
Beto Guedes
Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo a natureza um sinal de glória Vejo muitas árvores e no vôo um pássaro
Vejo um agrado e um velho sinal Mensageiro natural, de coisas naturais
Quando eu falava dessas flores belas
Quando eu falava desse arrepio
Quando eu falava desta chuva linda Você não escutou
Você não quer acreditar, mas isto é tão normal
Você não quer acreditar, e eu apenas era ... Cavaleiro marginal, lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios Cavaleiro branco e senhor de árvores
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal banhado em ribeirão Conheci as serras e os morros intrépidos
Conheci as águas e suas cachoeiras
Quando olhava da janela lateral Do Quarto de Dormir
Em tempos do Câncer do politicamente correto, de máscaras, falsidades e hordas estúpidas gritando pela travestida diversidade com todo seu radicalismo vazio e autoritário, onde as pessoas tentam seguir seus grupos e unanimidades burras, me parece que o melhor seria simplesmente deixar o outro ser o que ele quiser. Ninguém muda ninguém e se o que o outro é não te atende, desrespeita e/ou te faz mal afaste-se. Siga seu caminho sozinho ou no grupo que melhor lhe aprouver. Aceite que existem outros diferentes e que estes tem o direito de existir.
Neste movimento procure não se enrijecer (ou se quiser se torne pedra e se lance aos outros) e busque escutar o outro nas suas “verdades”, posicionamentos e atitudes, palavras, sentimentos e o carvalho a quatro...
Pessoas são diferentes, pensam diferente, sentem diferente, se comportam de forma diferente, tem atitudes diferentes, falam diferente, se relacionam de forma diferente, gostam de forma diferente, gostam de coisas diferentes.
Opinar é essencial, escutar é fundamental, concordar não é necessário, nem mesmo entender, mas se posicionar é crucial e significa apenas que você pensa e é alguém único. E mais, não concordar ou ter uma opinião diferente é o que faz com que cresçamos como seres humanos diversos e falar ou expressar estas diferenças não significa que estamos julgando ninguém. Apenas que temos opiniões diferentes. Aqui a forma como nos posicionamos, na educação que nosso pai e mãe nos deu, é o que importa.
“Ouvir” o outro não significa necessariamente “concordar” com ele. O fato de eu discordar de alguém não quer dizer que eu me recusei a escutá-lo. Eu ouvi, escutei, refleti e não concordei, discordei.
Nos relacionamentos, de qualquer tipo, o que a mim parece dar certo é estar aberto a escutar e disposto a falar em um caminho de mão dupla. Ser honesto consigo mesmo e com a outra parte tentando ser o mais próximo possível de quem se é de verdade ou seja, você mesmo sem máscaras ou personagens criados.
E se a diferença e a diversidade são o contexto, busque seguir seu caminho com aqueles cujas diferenças sejam parecidas com as suas. Parece contraditório, mas aceitar as diferenças não significa ter de praticá-las ou de se envolver com o que ou quem você não concorda e que não te faz bem. Aqui tudo se resolve com a velha e boa educação.
Ter opinião própria e expressa-la é essencial. Se adaptar sem perder ou “vender” seus valores e princípios faz parte da evolução.
Liberte o outro para ser ele mesmo. Se não lhe faz bem, afasta e segue com o que te faz feliz.
A viagem
A viagem transpassa
Passa pelo palpável
Apalpa o intocável
Toca o tangível
Tange o imponderável
A viagem é física
É mental
Sentimental
A viagem é movimento
Se move estanque
Voa na imaginação
Contorce e alivia no coração
A viagem experimenta sentidos
Toques externos
Percursos internos
É tudo a um só tempo
Percebido ou não
Viagem profunda
Aprofunda
Esbarra no raso
É movimento mesmo parado
A viagem haje em
Ir ou ficar
Se tiver que ir e ficar
Que vá ficar
Lá, acolá
Aqui ou lá
Ficar estando lá
Ir estando cá
Não vá querendo ficar
Nem fique estando lá
Se ficar é o que pretendes
Pretenda então não lá ficar
Se ir é o que definirá
Então vá para lá ficar
Ficar para quem vai
É ir sem ficar
Ir para quem fica
É ficar sem ir
Ficar ou ir não é ir e ficar
A menina
Tornou-se pedra
Pedra e rocha
Vou lá agarras instalar
E escalar esta menina
Que rocha se tornou
Para o prazer do escalador
Vou guiando a cada movimento
Fazer um boulder
E um ataque aos lábios dela
Top rope e bivaque
Me arriscar no crux
Encadenar este corpo
Conquistar a rocha
E por fim portaledge para nós dois
Amar
Adaptado de Francisco el hombre - Triste, louca ou mà
Triste, louco ou mau
será qualificado
ele quem recusar
seguir receita tal
a receita cultural
do marido, da família.
cuida, cuida, financia
só mesmo rejeita
bem conhecida receita
quem não sem dores
aceita que tudo deve mudar
que uma mulher não te define
sua casa não te define
sua carne não te define
você é seu próprio lar
que uma mulher não te define
sua casa não te define
sua carne não te define
ele desatinou
desatou nós
vai viver só
eu não vejo a palavra
Fêmea
conformada vítima
Prefiro queimar o mapa
traçar de novo a estrada
Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar.
e uma mulher não me define
minha casa não me define
minha carne não me define
eu sou meu próprio lar
ele desatinou
desatou nós
vai viver só"
A arte de disistir
A estória da vida envolve
Abraça e embala enredos
Tudo espera e supera
Insiste, persiste e prende
Fantasia, romantiza e motiva
Cria perspectiva
Engana, maqueia e espera
No ilusório se realiza e si alimenta
Na dor gera esperança
No ciclo auto flagela
Na fuga engana sentimentos
No fim do dia sofrimento
Na madrugada lágrimas
Na ilusão dorme, sonha e reforça
Envolve, abraça e embala enredos
O tempo anda, corre
No fim do dia, na madruga a história
Na manhã acorda a história
No banheiro o espelho, a história
De safanão da lugar para a estória
O relógio anda, o ciclo gira, o tempo passa
Na história feridas, dores Desamores, desencontros
Tristezas, abandonos
A vida crua, fria, arrastada
Migalhas e nadas
Desprazeres, rudezas
Limitações nas visões e vislumbres
No fim do dia sofrimento
Na madrugada lágrimas
A estória vem e acalma
Envolve, abraça e embala enredos...
Na manhã acorda a história
A estória de safanão na história assume para maquiar as feridas
Neste dia um ato reflexo coloca a história de pé
De safanão uma revira volta
Uma luz conduz a mão e esfola a estória que estrebucha
A estória colopsa, morre
A história vive, triunfa
Rasga o peito numa dor lascinante
Dor viva, tamanha dor, olhar
Olhar para si mesmo
Reconhecer, aceitar
Perceber, entender
Chorar, chorar, chorar
Aprender, reconhecer
As últimas lágrimas já não são só dor
O tempo anda, corre
As feridas começam a fechar
Ardem e doem menos
A história mostra seu novo momento
Descobre outro insistir e persistir
Insistir e persistir em não desistir
Desistir
Desistir do que toda a força não foi capaz de transformar
Disistir de toda a dor maquiada
Acorda, levanta, olha no espelho d'água do lago
Lá esta!
É hora de insistir e persistir
Insistir e persistir em não desistir
Insistir e persistir em não desistir de si mesmo
E já desistir do que não mais faz parte da sua história
Desistir do passado que já é
Insistir e persistir em não desistir de si mesmo
Uma trilha à direita se ilumina e seu nome esta nela, a lua
Desistir do despenhadeiro
Insistir no nascer do sol
Nas emoções da lua
Cresceu, amadureceu, aprendeu
Desistir não é fracassar
Desistir depois de tentar
É não desistir de si mesmo
É não desistir de ser feliz
A história agora sorrisos
História de novas felicidades
De inteireza de si mesmo
Daquela estória também desistiu
Mas algumas estórias seguem
Seguem por que não desistiu dos sonhos
Sonhos bons
Mas agora a história comanda a trilha
O lobo segue firme, feridas curadas, lambidas, tratadas
Mais forte abraçado com a história
De olho nas estórias no fim do caminho que a história leva.
Mistura de letras
Longe de casa a mais de uma semana o vento, ventania me leva sem destino como suspeito de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.
Desculpe o auê, eu não queria magoar você, mas é preciso amor para poder pulsar.
Nesta metamorfose ambulante sigo sempre em frente, não tenho tempo a perder. Sei que faço isso para esquecer que estranho seria se eu não me apaixonasse por você.
Quando não tiver mais nada, nem chão, nem escada, escudo ou espada, seu coração acordará enquanto lá fora a lua erradia a glória e eu só pesso quem sabe vida não sonhar.
E sobre aquela conversa que não terminamos ontem, agora não adianta espalhar wanted dead or alive.
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz e estranho, mas me sinto como um velho amigo seu e agora o mundo esta ao contrário e você nem percebeu.
But lovers always come and lovers always go.
Um Presente Foto Tijuco Preto
Como eu queria está agora ao seu lado abraçando o seu corpo. Acariciando o seu rosto e olhando nos seus olhos. Queria deitar no seu peito, e ficar com meu corpo colado ao seu.
E esquecer q o tempo irá passar.
Na verdade queria q o tempo parasse, só pra eu não ter que ir embora.
E ficar para sempre ao seu lado, aí mesmo onde você está deitado olhando para o céu.
Daqui eu posso ver o seu rosto lindo e feliz.
E fico só te imaginando. Porque isso não preciso pagar pra ver.
A minha mente cria imaginações que eu sei que são reais, assim como o seu sorriso encantador.
Um dia, num incauto, num piscar, ela apareceu . Um pequeno disco no canto da tela a avisar que ali havia uma mensagem.
Num momento o dedo deslizou com o disco para guarda-lo, mas por desavisado escorregou e voltou ao canto da tela. Lá ficou aguardando que momentos mais importantes se acabassem.
Uma segunda mensagem gritou no fim do dia. Precisava de atenção.
Então aquele dedo ingênuo passou por lá e abriu um portal.
Lidas as palavras que la estavam, produziu-se uma resposta.
E naquele momento ele caiu na armadilha.
Um diálogo logo se manifestou.
E arredio acabou sem pensar por passear e gostar daquele caminho de letras que ia se formando entre os dois.
Quando percebeu estava a convidar para um vinho com música e o aceite selou o destino.
No dia seguinte nova mensagem alteraria o plano inicial e a felicidade dela atropelou qualquer possibilidade diferente. Combinado, recombinado, tudo para apenas satisfazer Ela
No fim do dia partiu com toda a determinação que lhe é peculiar.
Lá chegando, Ela na escadaria do outro lado esperava.
Que linda estava!
Quando o viu sorriu e dele arrancou um sorriso.
A chegada com cumprimento de beijo mineiro no rosto.
Que cheiro gostoso e pele macia, disse perto do ouvido: esta linda!
Se dirigiram logo para dentro onde um senhor logo explicou como e onde seria o show que traria felicidade a ela.
Para lá se deslocaram e ela nervosa, com vergonha tentava parecer tranquila e deixar para ele a decisão de encarar a fila abandonando o vinho. E nos olhos dela o medo do Ogro não topar a mudança de planos.
E aí, planos mudados, a alegria volta ao sorriso dela.
Ele, de olhos grandes, atraído foi pelos olhos dela. Ela falava e ele olhava, ela desviava e ele olhava, ela contava histórias e ele ria e olhava.
Que olhos lindos! Que boca linda!
E a falação continuava e o olhar também.
Ela um pouco agitada e o ele pega suas mãos para acalma-la. Ela fica mais nervosa, mas ele esquenta suas mãos e ela não tem como escapar.
A fila anda e pequenos bancos são encontrados para o aguardo na porta do teatro.
Um carinho nas mãos, no rosto e ele a beija. A mágica se faz. Que Linda, que olhos lindos e marcantes, que pele macia e que boca gostosa.
O teatro abre as portas, encontrar lugares e lá parecem enamorados. Acabaram de se conhecer e tudo conspirou para que cada detalhe fosse especial.
O show, as músicas, o lugar, os abraços, os beijos e o aconchego dela no peito. O pular e dançar e cantar, as fotos e filmagens, o olhar alheio para a felicidade dele e dela.
A noite passou, as horas passaram, o tempo não foi justo e a noite chegou ao fim.
As mãos se deram e entrelaçaram os dedos.
Mas ainda reservava surpresas e o plano inicial voltou à tona e foram se sentar e tomar vinho de mãos dadas, carinhos, conversas.
Deu-se a hora e lá se foi ele a levar a linda em casa. Lá ele a deixou e se foi depois de mais um beijo.
Olhou-a entrar.
Tudo ali, naquela noite, longe do Pântano, fez o Ogro mudar. E indo embora ele já sabia que a Linda seria sua. Mais ainda e estranho, ele queria ser dela. Voltou com seu cheiro, seu gosto, seus olhos e sorriso a lhe acompanhar.
Assim por arredio estava e por saudade voltou. Saudade do que passaram, do que viveram naqueles instantes e a magia se fez para novos encontros.
Como não me apaixonar por ela!
Beijos com Amor
Há pouco tempo descobri o prazer de plantar uma árvore e cultiva-la todo dia. Fui aprendendo aos poucos, acertando, errando e cuidando. Algumas conversas, alguns toques, uma mistura ao transplanta-la de um vaso para outro que fosse melhor para ela. Todo dia um presente ela me deixa. Um galho novo, uma folha, uma flor. Às vezes me preocupo, pois ela murcha um pouco e caem folhas. Descobri que tem haver com a estação do ano. Troco ela de lugar, passeamos pela casa em busca do melhor sol, da melhor lua. Durmo com ela e acordo com ela. Jogo água, olho e olho e olho mais. Mexo na terra, coloco borra de café para alimenta-la e protege-la. Cada dia vou gostando mais dela e ela me fazendo Feliz. Contei para ela que conheci uma menina mulher e que ela todo dia fazia como eu com minha pitangueira. Fez tanto que sai da caverna no pântano para vê-la melhor e assim em cada dia deste pouco tempo ela foi me cativando e eu mudando. Mudando tanto que o coração voltou a bater. Aí pensei que que ela de tão especial que é devia ser cuidada e q[guardada no meu coração. Que eu devia cuidar do nosso amor e dela como cuido da minha pitangueira. Foi então que o desejo que lá estava de plantar uma nova árvore, uma Scaltata, surgiu e começou mesmo sem eu saber. Desde o primeiro dia que a conheci!
Quero cultivar esse amor quando ele aparecer!
Namora comigo!
Em meio ao caos, barulhos e desatenções o caminho foi sendo percorrido. Despercebidamente uma parte importante foi deixada ao léu, largada, abandonada...
Na chegada, todos lá estavam, mas um vazio se prenunciava e então lembrada e buscada não estava lá.
Naquele momento um aperto pela lembrança do momento em que fora esquecida. Em seguida o retorno na busca por encontra-la pelos caminhos percorridos. Pelo óbvio estaria perto de onde fora negligenciada, mas nada dela naquele lugar.
A chuva veio para tornar tudo mais nebuloso, mas mesmo assim seguiu os caminhos já desesperançoso.
Ela por sua vez agarrou-se ao que pode se recusando a ser esquecida, mas as forças lhe faltaram longe de onde partirá e caiu pelo caminho no meio da chuva fria.
Em triste sentimento pelo desfecho ambos estavam, mas ele seguia a procura-la e pelas inexplicáveis forças do céu avistou ao longe o que parecia ser ela triste, maltratada pelo frio e a chuva.
Foi até o lugar a ali se deu o resgate e naquele instante apenas o sorriso e abraço quente pelo reencontro na certeza de que não foi abandonada fez-se a providência de algo maior que o protege.
Trivialidades ou não
Queijo minas curado com goiabada cascão. Um delicado outro troglodita. Às vezes é difícil saber quem é quem. Na mistura sabor incomparável. Isolados, são bons. Juntos são fantásticos. Na mistura uma “cola” que recusa com todas as forças deixar que se separem. Ao se juntarem estão fadados a viverem juntos e que fardo maravilhoso este. Ao grudarem compartilham tudo. O todo pode parecer exagerado, mas só pensa isto quem não sabe o que é ser goiabada com queijo. Nada pode-se esperar menos que a mistura perfeita.
Me desculpem os outros doces, me desculpem os salgados, me desculpem os especialistas, me desculpem os pobres de alma, me desculpem aqueles que se esqueceram como é o sabor e o brilho..., mas prefiro queijo com goiabada. Dizem que ninguém é perfeito olhado de perto, mas se for para olhar de longe tem-se fotos no google. Juntos, pertos, escancarados, misturados, me parecem melhores...
Dormindo ou acordados...
Se banhando ou se lambuzando...
Cama pequena, cama menor...
Treinando ou correndo...
Queijo com goiabada sempre será melhor...
Beijos daqui, mas depois bem perto, pois queijo com goiabada só é bom junto
MÃE, até o próximo DiA das Mães!
Antes de partires e levares esse abraço anímico que se plasma na junção que transcende nesse anoitecer, leve minhas lágrimas de saudades e borrifique no orvalho o perfume de tua essência ao amanhecer, e terei a certeza que estaremos unidas para a eternidade mãe e filha num só ser. E em decreto é firmado que todos os dias das mães eu te chamarei lá do céu pra descer e me aninhar como um embrião novamente dentro de você...
