Cartas de Amor para a Pessoa Amada
Persiste o rastro deste amor sofrido,
A tua voz pairando na memória
Sempre me tranquiliza;
Mesmo no meio da noite surgida,
Ela vem me cobrir de todo o (frio).
A lembrança das horas é o destino
A reavivar o tempo que nos amamos;
A minha fé sempre me reanima,
A ternura redesenha o novo caminho.
O brilho trêmulo das estrelas sinalizam,
Para que tu nunca emudeças de mim,
Que ainda há o vestígios desse amor
Fulgurante, cálido e perfumado;
Como o aroma das rosas que plantamos,
Neste nosso canteiro cultivado por anos.
A intensidade deste beijo jerez,
A bondade que me conquistou,
A carícia que você me fez,
A tua loucura você me entregou.
O infinito sempre nos consola,
Somos artesãos da nossa vida,
Médicos especialistas para curar
Toda e qualquer indiferença;
Escolhemos nos (amar)...
Tece quem se entrega,
Cura todo aquele que ama,
O amor cura com o tempo,
Quem ama não engana,
E jamais se engana;
O amor é puro
Poema aberto a todo momento.
Esconde o teu olhar cor de mel
Tímido no meio da neblina,
Sabe, meu amor, a vida ensina.
Esconde o teu olhar cor de mel
Lindo no auto da compadecida,
Sabe, Ariano sempre é poesia...
Esconde, mas não me falte
Este olhar infinito;
Carregue-me para o jardim protegido.
Onde eu possa olhar para nós
No espelho do riacho,
Bem mais do que íntimos...
O teu olhar castanho cheio da cor
Do tronco da [araucária,
É digno de todo o meu amor,
Estou em tua companhia sempre,
É assim que me sinto,
Até quando elogio o teu sorriso,
- mesmo estando a [distância
Por mim você jamais será esquecido.
A tua vontade talvez tenha me esquecido,
Ou talvez tenha passado,
Não tem problema, tudo passa,
Só eu é que não desisto de estar ao teu lado.
Porque me inspiro num poeta,
Que não me repara,
E talvez nunca tenha me lido;
Sim, eu me inspiro em você,
E também sobre o nosso encantamento
Que Carpinejar adoçou bem
Com a doce palavra pertencimento.
Claríssima luz de Nosso Senhor,
Carinhosa Mãe do meu amor.
Carrego-te com todo candor,
Clariana oferenda assim eu sou.
Jardineira da devoção,
Cada vez que oro o ofício,
Bate forte o meu coração,
Numa clariana forte canção.
Carrego-te com doce louvor,
Carinhosa Filha do Senhor,
Claríssima luz em esplendor,
Clariana nasci, eu sou o que sou.
Orando no paraíso terrestre,
Persisto num mundo celeste,
Não desisto, persisto e insisto
Na oração eu encontro o sentido.
Caminhando pelo mundo sou peregrina,
Nada me prende, tenho o Deus da vida.
Caminhando pelo mundo sigo infinita
- semeando
A Palavra, a Verdade e a Vida.
Revelo-me em rebento de amor,
Em convergência ao que sente,
- estou aqui presente
Outonal de tanto amor...
Dobro-me em doce louvor,
Em inefável contentamento,
- estou aqui tremendo de amor
Inefável é o teu esplendor...
Anseio por cada minuto seu,
Amor inefável amor meu,
- o meu coração -
É todo teu!
Tudo vivo em você,
Na mais serena das noites,
E nos mais altivo amanhecer.
Sopra o vento, ondula o mar,
A onda se dissipa, e se renova,
Eu jamais deixarei de te amar.
Amor: escuta!
As montanhas aos falam,
Não calam, eternizam...,
- pacificam
Elas nos ensinam:
olhar de cima,
e para cima.
Cada montanha é um poema,
- é celebração de vida
Que traz o carinho que serena.
Amor: entenda!
As montanhas aos olhos brilham,
Escrevem, são histórias...,
- registros
Dos triunfos e glórias,
- da nossa existência
Elas nos concedem:
o olhar sublime,
a visão do limite.
Cada montanha é oração,
Que eleva o coração.
Amor: reflita!
As montanhas nos aproximam.
Nos elevam, conduzem
Para mais perto do universo,
- reafirmam a coerência
Da paciência, da fé,
Que o ser humano tanto precisa
Para ficar em pé...,
Diante das auroras e dos poentes,
Assim devemos ser como elas:
Pujantes e persistentes.
Porque quando lhe chamo amor:
eu chamo por mim mesma.
Chamo pela fé ao teu esplendor,
Que me levará aos pés de León,
De joelhos e com as mãos em prece,
O meu coração é um carmelo,
A minh'alma não se prosta,
- não esmorece
Pelo bem do ser humano,
Trabalhar por Ele é o meu plano;
Virar o jogo, mudar o rumo,
Plantar mil primaveras,
Semear vitórias,
Aprendendo com a tua beleza,
- e a tua firmeza
Ir além do Mosteiro de São Marcos,
Transformar todos os desafios,
em obstáculos superados.
Respirando a brisa noturna,
E a leveza de todo o amor;
Olhei para o universo,
Procurando pelo meu amor.
Ainda vive no peito,
Nem o tempo acabou,
Com esse grande amor,
Que um dia ainda toma jeito.
O verbo se fez presente,
Emanado pelo coração,
Pedindo o teu amor ausente,
A tua volta através da oração.
As estrelas são letras do céu
Como as tuas letras feitas de mel,
Você é a calma que me falta
Sem você perco até a alma.
Ainda vive aqui dentro
Como rosas de todas as cores,
A lembrança e o soneto.
Por ti ainda morro de amores,
Mas sempre em poesia,
Nascendo, morrendo e ressuscitando
Em letras e com todas a letras,
Para que me guardes e nunca me esqueças.
O tempo nunca será maior,
Do que o amor,
O tempo é senhor,
Mas tem princípio, meio e fim;
O amor é a eternidade dizendo
Que tu nasceste para mim.
Dizem que o tempo corrói o amor,
Contesto o que dizem sobre o tempo!
O tempo é o tempero do amor,
Ele é aliado – inefável – e o faz superior;
Não vire as costas para o tempo,
Ele é quem ressuscita o amor.
O tempo é senhor de sabedoria,
Ele tem didática própria,
Para nos ensinar a escrever,
- a nossa história;
Nos tira a retórica,
E faz de nós amantes da vitória.
Amor, escuta o barulhinho:
é o vento anunciando...
Que estou voltando...,
Para ter o teu carinho,
Estou novamente no caminho,
Que eu estava quase deixando,
Pensei que havia esquecido,
Dos nossos planos constituídos,
Dos sonhos e dos corais,
Do nosso profundo oceano,
E dos beijos mais fatais...
Trago este rimário,
Meu relicário,
Abrigado no tempo,
-de volta-
Ao berço do amor,
O nosso templo
Com cheiro de flor
- por nós protegido-
Feito um sacrário.
Amor, escuta o barulhinho:
sou eu que acabei de chegar!
Eu nunca deveria ter ido,
Por isso resolvi voltar...,
Para nunca mais ir embora,
Para amá-lo com gala e glória,
Eternizar a nossa história,
Em linhas intimistas,
De épica em épica,
A batalha poética,
Que a minha ousadia penou,
Só para docemente te conquistar.
Dulcíssimo sonho de amor,
Sigo contigo com louvor,
O meu coração ainda estremece,
- Por ti, só por ti!-
Fui que eu te escolhi,
Entreguei o melhor de mim,
Para você eu só digo sim,
Meu doce serafim,
Quero você inteiro para mim.
Ainda há de pousares como
ave gentil em minha mão,
Quero o teu coração!...
Ainda hei de ser tua
com sutil destreza,
E com toda a grandeza...
Temos todas as potências,
Recebemos todas as clemências,
Deus sempre perdoa um amor,
Trago em mim a tua cor morena,
Divina miragem que não dissipa
- e ninguém apaga
Loucura serena que me excita,
- e me deixa suplicante
Vou fugir contigo para uma terra distante...
Diante de ti nada se desmantela,
O teu amor é a minha segurança;
Você coloca os meus pés na terra.
A tua voz, oceano tranquilo,
O meu ciúmes um desatino,
És feito todo de carinho.
Diante de nós, o mundo se curva,
No coração carregamos brandura;
A nossa fé esbanja grande bravura.
Efígie e santidade,
Mar do Tahiti,
Nunca te esqueci.
Presença que não dissipa,
E nem faz a alma aflita,
É na eternidade do peito que tu habita.
É impossível conter a emoção
Diante dessa indomável paixão
Que fez o Sol do amor nascer
Resolvi me entregar
Deixar o amor levar
E o coração entregar
É incrível o arrepio na pele
Diante da tua presença
O teu sorriso é a minha crença
Escolhi te amar
Para sempre me dedicar
E o teu corpo louvar
O amor não oferece escolha
É amar você ou amar você
Quando o coração ama, não tem escolha.
É no olhar que conhecemos o destino
E também o desatino
Porque o amor tem o seu próprio curso
Eu confio
É no aroma que conhecemos o íntimo
Destarte o melhor motivo
Para muitos revelar o amor
Requer coragem ante o desafio
Eu aprecio
É no sorriso que conhecemos a intenção
E também o coração
Porque o amor tem o seu próprio riso
Eu acredito
Assim é o amor:
- corais entrelaçados enfeitando a cintura
[da nereida
Assim é o amor:
- enfeitiçando os ouvidos
[do pescador
Assim é o amor:
- um santuário
[de esplendor
Assim é o amor, ele me faz capaz de seguir
para onde você for.
Aceita, meu amor, meu anjo, minha vida;
Cada letra de paixão para ti despida.
Parece que até que foi ontem,
Ao paladar da nossa boa prosa,
Que perfumados por nossos sorrisos,
- juntos fazíamos planos
Parece até que foi ontem,
- que perdi as rédeas
Mas continuei o amor semeando,
- o amor em todas a cores e tons
Ainda lembro dos nossos bons momentos,
- apreciando juntos os mesmos sons
Semeando o amor em canteiros de flores,
E vendo o luar à beira do chafariz acontecendo,
Vivendo o nosso amor cor-de-rosa,
parece que foi ontem...
Ainda creio que retornarás por onde
- paramos;
Chegarás em pleno verão para esquentar
os nossos planos.
Porque juntos somos a fome com a vontade
de comer,
Temos o sabor, o aroma e o sangue tinto
repletos de revolução,
Tanto um para o outro não consegue dizer
não.
Sempre soubemos de nós dois,
nunca deixamos nada para depois...
Parece que foi ontem,
Esse momento que ficou longe,
Você me chamando ao pé da escada:
- Não te atrase, venha logo minha amada!
Aqui quem te espera é a
tua alma apaixonada e um ramalhete de
rosas brancas com a tua pureza de eterna namorada.
Lua e estrela,
Estrela e Lua,
O teu beijo como um cometa,
O teu amor é o meu planeta.
Um toque de fantasia,
Para quebrar a rotina,
E alegrar a retina
Para enfeitar a vista.
Estrela e lua,
Lua e estrela,
O teu corpo me esquenta,
O teu amor é o meu planeta.
Um toque de carinho,
Para enfeitar o ninho,
E alegrar o coração,
Para viver a vida com paixão.
Ante o amor,
Louvo cada minuto.
Porque escolhi o infinito,
Viverei cada segundo.
Diante de ti,
Darei o meu melhor.
Estou bem aqui,
Esperando o teu amor maior.
Ante o infinito,
O nosso amor é o mais bonito.
Porque escolhi o desafio,
Viverei te seguindo.
Diante de ti,
E mesmo longe, serei tua.
Só planejando doçuras,
Para receber o seu colo e a tua ternura.
Ante cada espaço teu,
Ante cada poente,
Estando você presente ou ausente,
Serás inteiramente meu,
Porque você é um presente
Que Deus me deu,
O meu coração te escolheu,
Como o sol um dia resolveu
Entardecer diante do mar,
Escolhi o teu corpo para deslizar,
E o teu coração para bem cuidar.
Dizem que a cama é o paraíso,
Concluo que, o amor é o céu.
E as nuvens são os lençóis,
Protetoras de duas constelações.
Doces são as nossas intenções
Deitadas em prosas num imenso
Jardim celeste cor-de-rosa;
És a minha primavera eterna,
Declaradamente amorosa.
Dizem que o amor não engana,
Escolhi você para ser meu,
Um presente dado por Deus,
Uma canção que amaina,
O meu coração carente é teu,
O teu coração carente é meu.
Encontramos esse amor lindo,
Que dizem ser um vero desatino,
Acreditamos na força do destino,
Que trouxe esse amor com odor de
lavanda e um canteiro de carinhos.
Dizem que o amor é uma primavera
Que não passa - é verdade!...
Quem ama abandona a vaidade,
Vive de fé e encontra significado
- na simplicidade.
Eu aguardo por você porque o amor
Que nasceu, chegou em pleno fulgor,
E por nós celebrarei como se deve
A gala exigida pelo nosso amor;
Desprovidos de timidez seremos um só
- esplendor.
Anjos perfilados celebrando...,
O amor o céu iluminando,
Eu vou te buscar sorrindo...,
O Paraná está brindando,
Eu sei que estás me amando...,
O amor está se abrindo,
Você em breve estará chegando...
O coral de anjos o amor anunciando,
Capturados no amor em fotografia,
Fotografia também é poesia...,
Alguém eternizou o Parque do Lago,
Em fotografia, verso, prosa e poesia,
Numa ousadia que nunca antes alguém
ousaria - ou eternizaria...
Anjos perfilados celebrando...,
Suavemente eles estão cantando,
E os corações tomando rumo,
Eles irão tomar prumo,
E outros amores irão inspirando,
O anjos sabem flechar da forma certa,
E o amor seguirá semeando...
E nessa anunciação do coral de anjos,
Desses tons que nasceram como beijos,
Nos amamos com jeitos e trejeitos,
A vida está tomando rumo e forma,
Ela tem trote, ginga e galope,
Ela nos surpreende intermitentemente,
Guiada sempre pelo coral de anjos...
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
