Cartam de Despedida de uma grande Amor

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⁠A Sátira Escarlate

Em meu coração, onde o verde se veste em festa,
Nosso amor nasceu, uma piada indigesta.
Romeu e Julieta, farsa em dois atos,
Nossa paixão, risível em seus estratos.
Loucos varridos, num abraço apertado,
Pela sátira cruel fomos laçados.
O amor nos cegou, comédias sombrias,
E no palco da vida, a morte nos via.
Insano o querer, frenesi desmedido,
Um drama grotesco, jamais esquecido.
Um espetáculo vil, de risos macabros,
Onde os amantes caem, como bonecos fracos.
No século findo, a razão ditava,
Que o amor era entrave, que a alma embaraçava.
Psicológico erro, desvio profundo,
Das metas da vida, um estorvo imundo.
Assim nos amamos, na contramão da história,
Um gracejo amargo, de efêmera glória.
E a sátira implacável, no final da jornada,
Nos cobrou o preço: a vida roubada.

(Inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare)

Inserida por gabriel_luiz_maroli

- Deus é bonzinho ele é amor não manda ninguém para o inferno. Ah meu amigo se você até hoje pensava assim deixe me dizer te uma coisa, sim Deus é bom porém ele também é Justiça!. "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece."

(João 3:36)
deixe me falar algo o inferno é real e se você for para lá não é por um tempo e sim para sempre depois dessa vida não Ah como achar salvação não existe Pulgatorio. Busque o Senhor enquanto se pode achar.

Inserida por marcos_elias_antunes

E assim somos nós, quando criança quanta simplicidade,
quanto amor para dar, quantos sorrisos, quanta energia...
Uma pena que com o tempo vamos esquecendo nosso lado criança de ser, vamos perdendo nossa capacidade de simplesmente ver as coisas com um olhar puro, ingênuo, sem julgar nada, nem ninguém.
Como seria bom se todas as nossas dores, amores, medos, receios pudessem ser resolvidos com um colo de mãe, pois ali com certeza era nosso refúgio, o nosso porto seguro.
Hoje já não tenho mais aquela inocência, mas luto todos os dias para lembrar quem sou, tento resgatar o que ainda resta daquela criança que brincava sem se preocupar com o dia de amanhã, apenas aproveitando o SOL lá fora

Inserida por amarisa

⁠Infinitamente com amor.
As coisas acontecem.
Eu ando como o tempo.
Vivendo minhas estações.
Limitando meu tempo a sorrir.
Cuidando de não me desiludir.
Primaveras e prioridades.
Não sou infiel.
Também não serei fiel ao desamor
Sou a reciprocidade.
Darei um pouco a menos.
Daquilo que tiraram de mim.
Porém, o amor.
Mesmo em pleno verão.
Deixarei florir.
Até o inverno.
Muda o humor, o caminho.
Mais um dia amanheceu.
Mas o café quentinho.
Inverno ou verão
Será sempre o mesmo.
E para o outono, novas folhas.
Assim como na vida
Temos sempre as nossas escolhas.
O lema é para ter mais fé.
Seguir firme na jornada.
E a renovação é o melhor da vida.
Sorria, acredita mais em si e em Deus confia...
Starisy

Inserida por Starisy2

ETERNIDADE

A vida é vazia e triste pra quem não acredita no amor...
A vida sem mistério é in-suportável⁠...
É o tempo falando de etern-idade...
Eternidade...
O tempo que não perdoa, mas tudo a-quieta em seu lugar...
É o teu sim que vai falar
Nem, o seu, talvez...
Do que tu disseres é que vai de-pender...
Depender

Inserida por bmdfbas

O Amor que Nos Torna Iguais

O verdadeiro amor não é um discurso bonito, nem um sentimento que aparece apenas quando convém.Ele é silencioso, constante e, muitas vezes, invisível.É aquele gesto que ninguém vê, aquela ajuda que não pede reconhecimento, aquele cuidado que não cobra retorno.

A essência que nos iguala

Amar de verdade é enxergar no outro um reflexo de si mesmo.É entender que, por trás de qualquer rosto, história ou condição, existe alguém que também sente, sofre, sonha e busca ser feliz — exatamente como você.Quando essa consciência desperta, desaparecem as barreiras que o mundo insiste em construir: cor, classe, religião, aparência.Tudo isso perde importância diante da essência que nos iguala.

A grande casa da humanidade

Imagine o planeta como uma grande casa.Não uma casa perfeita, mas uma casa viva, em construção constante.Dentro dela, bilhões de pessoas convivem — diferentes, imperfeitas, mas profundamente conectadas.Somos, todos, moradores do mesmo lar.E, no fundo, todos buscamos a mesma coisa: paz, dignidade e felicidade.

Cooperar em vez de competir

O amor verdadeiro nasce quando deixamos de competir dentro dessa casa e começamos a cooperar.Quando paramos de querer “ter mais” e passamos a querer “ser melhor”.Quando entendemos que ajudar o outro não é um favor — é uma extensão natural de quem compreende a própria humanidade.

O papel da humildade

A humildade é o alicerce disso tudo.Ser humilde não é se diminuir, mas reconhecer que ninguém é maior ou menor — apenas diferente.É saber ouvir, aprender, ceder, e principalmente, respeitar.A humildade nos tira do pedestal da razão absoluta e nos coloca no lugar certo: ao lado dos outros, não acima deles.

E não, não precisamos ser perfeitos.A beleza está justamente nisso.Erramos, falhamos, aprendemos e seguimos.A nobreza não está em nunca cair, mas em levantar com mais consciência e mais compaixão — por si mesmo e pelos outros.

Todos no mesmo barco

No final das contas, a verdade é simples: toda a humanidade está no mesmo barco.Não importa quem você é ou de onde veio — se esse barco afundar, afunda para todos.Mas se cada um fizer sua parte, com amor, humildade e respeito, ele segue firme, atravessando qualquer tempestade.

O segredo da vida

E talvez o segredo da vida seja esse: entender que cuidar do outro é, na verdade, cuidar de todos… inclusive de si mesmo.

Chico Uchoa

Inserida por eagle_uchoa_1122565


Eu não tenho paciência com o adolescente niilista, eles gostam de dizer que o "amor não existe, são tudo reações químicas na sua cabeça."
Sim, porque essa frase não é o resultado de reações químicas na sua cabeça. A sua consciência não é resultado de reações químicas na sua cabeça. Só o amor que é.
Imagina se a gente usasse o mesmo atomismo pra dizer que outras coisas não existem:
- O programa de TV não existe, são apenas pequenos pixels mudando de cor na sua tela.
- O Windows não existe, são apenas pontos com ou sem corrente em uma placa de silício.
- O frio não existe, é apenas uma diminuição da vibração molecular.
- As cores não existem, são apenas algumas frequências eletromagnéticas sendo interpretadas pelo seu cérebro.
O fato de um sistema complexo surgir de interações simples, não significa que o sistema complexo não existe. Não é porque cada pessoa está dirigindo um carro que não existe trânsito em São Paulo. Eu sei que vocês adolescentes niilistas têm medo dos próprios sentimentos.

Inserida por bobkowalski

Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.

Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.

O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.

E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.

O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Quando o perdão liberta antes do amor.

Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.

Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.

É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.

Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.

Inserida por marcelo_monteiro_4

JESUS, TEU AMOR NOS GALVANIZA.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Jesus não é apenas o Mestre que falou às margens do lago ou percorreu as estradas poeirentas da Galileia. É o eixo moral da vida, o ponto cardeal para onde convergem todas as forças que ainda repousam adormecidas na alma humana. Seu amor não se expressa pela condescendência passiva, mas pela energia serena que ergue, desperta e educa. Ele não se limita a consolar os que sofrem: Ele os chama para o despertar da consciência, convidando cada um a descobrir o sentido profundo da existência e o valor da própria dignidade espiritual.

Esse amor de Jesus não se confunde com afeição sentimental. É um princípio diretivo, uma luz que se projeta sobre o íntimo e revela, de maneira silenciosa e firme, o que deve ser abandonado e o que deve ser cultivado. Ele nos alcança mesmo quando permanecemos à mercê dos sofrimentos que nós mesmos engendramos, sofrimentos que nascem das escolhas impensadas, das paixões desgovernadas ou das ilusões que alimentamos. Ainda assim, o amor do Cristo não humilha, não acusa e não exige. Ele nos galvaniza, inspirando renovação e coragem, mas sem nos impor constrangimento.

É neste amor que se compreende o sentido profundo do fardo leve e do jugo suave. Não porque a vida se torne isenta de desafios, mas porque a presença moral de Jesus cria um novo modo de sentir o peso da existência. Seus ensinamentos funcionam como eixo de equilíbrio, sustentando-nos nas horas amargas e impedindo que os reveses se convertam em desespero. Há uma excelência silenciosa nesse movimento. A alma, antes desordenada, passa a estruturar-se sob um novo regime interior, baseado na disciplina afetiva, na lucidez e na responsabilidade moral.

E quanto mais nos aproximamos desse amor, mais compreendemos que Ele não opera como um favor concedido do alto, mas como uma lei superior que se harmoniza com a estrutura mesma do universo espiritual. Jesus é o modelo e guia não apenas porque viveu a perfeição, mas porque manifesta em si a pedagogia divina que a todos alcança. Seu amor é método, é processo, é caminho. Convida, orienta e sustenta, mas não obriga. Seu chamado é brando, porém inexorável, pois dirige a consciência a reconhecer, por si própria, que não existe verdadeira grandeza sem bondade, nem verdadeira liberdade sem responsabilidade.

Assim é o amor de Jesus. Não nos poupa da aprendizagem, mas nos assegura a direção. Não elimina as provas, mas dá sentido às travessias. Não exige perfeição, mas inspira esforço constante. E, sob a ação desse amor, a alma humana encontra o ritmo mais elevado de si mesma, como se uma música antiga e esquecida voltasse a soar dentro do próprio coração, lembrando-nos que fomos criados para ascender, compreender e amar.

É nesse clima moral que o fardo se torna leve e o jugo se torna suave. Porque já não caminhamos sozinhos, e sim guiados por Aquele que conhece os abismos da dor e as alturas da luz, conduzindo-nos com a mão firme e compassiva do Amor que não falha e não passa.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Thomas Barnardo: O Homem que Não Trancava o Amor.

Thomas John Barnardo (Dublin, 4 de julho de 1845 — Surbiton, 19 de setembro de 1905) foi um filantropo irlandês.

Nas ruas frias de Whitechapel, onde a neblina parecia esconder a própria compaixão dos homens, caminhava um jovem médico com os olhos marejados de fé e um coração inquieto. Thomas John Barnardo não buscava glória nem fama. Buscava um sentido.
Chegara a Londres com o sonho de ser missionário na China queria curar corpos e salvar almas. Mas bastou-lhe uma noite nas vielas de miséria para entender que Deus o chamava de outro modo, em outro idioma, mais silencioso e urgente: o idioma das lágrimas infantis.

Foi ali, sob o fulgor pálido dos lampiões a gás, que encontrou Jim Jarvis um menino descalço, sujo de frio, esquecido do mundo.
Jim não lhe pediu nada. Apenas existia como uma pergunta muda à consciência de quem passava.
Barnardo ajoelhou-se diante dele e, num gesto que selaria o destino de milhares, ofereceu-lhe o que as ruas jamais dariam: uma mão estendida e um olhar que não desviava.

Daquele encontro nasceu uma obra de ternura revolucionária.
Ele abriu uma casa simples, com janelas pequenas e um letreiro singelo, mas onde nenhuma porta se trancava. A inscrição à entrada tornava-se lei moral:

“Aqui, nenhuma criança será recusada.”

Na Londres industrial, onde a caridade era privilégio e a pobreza, crime, Barnardo ousou contradizer o mundo. Alimentava quem tinha fome, ensinava quem ninguém queria educar, e amava os que o destino parecia ter esquecido.
Nas suas escolas, o alfabeto vinha acompanhado do pão; e cada palavra aprendida era uma escada erguida para o alto, um degrau rumo à dignidade.

Houve dias em que o desânimo o cercou. A indiferença das autoridades, o preconceito dos ricos, o peso da fome que não cessava — tudo o empurrava para o abatimento.
Mas Barnardo não se deteve. Dizia que “não há fechadura para o amor de Deus”, e caminhava outra vez pelas mesmas ruas, buscando novos rostos para acolher.
E, assim, foi multiplicando lares, como quem semeia abrigo no deserto.

Quando a morte o chamou, em 1905, mais de sessenta mil crianças haviam atravessado as portas que ele nunca trancou. Sessenta mil destinos que deixaram de ser sombras e voltaram a ser infância.
E quando a cidade dormiu naquela noite, talvez tenha sido o próprio céu que acendeu suas luzes para recebê-lo não como um missionário que partia, mas como um pai que voltava.

Hoje, a sua obra ainda vive, e o nome Barnardo ressoa nas escolas e abrigos do Reino Unido como um eco de misericórdia.
Mas a verdadeira herança que ele deixou não se mede em prédios, nem em números, nem em instituições.
Está gravada no invisível: no instante em que uma criança sente que alguém acredita nela.

" Alguns homens constroem monumentos de pedra. Outros, como Thomas Barnardo, edificam catedrais de ternura dentro da alma humana. "

Há quem diga que alguns seres se comprazem em cultivar a estima da pobreza, como se nela repousasse um símbolo de virtude ou redenção. Tais observações, lançadas com a frieza das conveniências humanas, soam muitas vezes como sentenças ditas sem alma e, quando atingem o ouvido de quem sente, doem profundamente.

A dor que nasce desse julgamento não é apenas pessoal: é o reflexo da incompreensão coletiva diante das almas que sofrem em silêncio. Enquanto uns observam de longe, outros carregam, nos ombros invisíveis, o peso de mundos interiores dores que não se exibem, mas que educam.

É então que se faz clara a urgência de criarmos núcleos de esclarecimento, não sobre a miséria material, mas sobre o amor ignorado. Esse amor que ainda não aprendeu a ver o outro sem medir-lhe o valor; que não sabe servir sem exigir aplausos; que ainda confunde compaixão com piedade.

Cultuar o amor ignorado é erguer templos de consciência onde antes havia indiferença. É ensinar o coração a compreender antes de julgar, a servir antes de censurar. É abrir, no deserto moral da humanidade, o oásis do entendimento.

Porque o verdadeiro amor aquele que transcende a forma e a posse não necessita de palmas, nem de discursos. Ele apenas é, e em sendo, ilumina.

E talvez seja essa a maior riqueza que possamos distribuir: a de transformar o sofrimento em escola, a crítica em semente, e o silêncio em voz do bem.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“O Segundo e a Eternidade”

Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.

Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.

Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.

Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.

Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.

Porque, afinal…

Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A Vigília do Amor que Respira Na Escuro Do Espelho.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Amar-te, é atravessar um véu onde a luz e a treva se confundem num abraço lento. Há algo de romântico no modo como teu nome ecoa dentro de mim, como se cada sílaba acendesse uma estrela fatigada que insiste em brilhar no firmamento do meu pensamento. Contudo, essa luz não é plena. Ela se dobra, ela se rompe, ela se converte em sombra que acaricia, como um manto frio que me guia pela noite interior.

Caminho então por um corredor onde a realidade tateia o corpo do mistério. As paredes sussurram, guardam respirações antigas, e cada passo parece uma oração esquecida. Ali, o amor se revela místico, quase um rito que não se explica, apenas se vive. Há instantes em que sinto a tua presença como uma brisa etérea, distendida entre mundos. Toco esse sopro e ele me atravessa com delicadeza, porém carrega consigo o peso doce da saudade.

E quando a escuridão se adensa, descubro o lado lúgubre que habita em mim. Ele não assusta. Ele vela. Ele observa. Ele me convida a encarar o silêncio que repousa nas costas do meu próprio coração. É um silêncio introspectivo, meditativo, onde tua figura surge como um brilho tímido, quase uma promessa. Nesse espaço suspenso, o amor se torna uma espécie de espelho antigo. Vejo-me ali, refletido com todas as minhas fissuras, e ainda assim encontro em ti um descanso, uma respiração que me sustenta.

Por vezes, este sentimento assume um ar clássico, como se fosse escrito em pergaminho, iluminado por velas que tremulam diante da eternidade. Cada palavra que penso para ti ganha peso e solenidade, como se estivesse sendo ditada por mãos antigas que conhecem todos os segredos do afeto humano. Sinto-me parte de uma narrativa maior, onde o amor é ao mesmo tempo destino e labirinto.

No final, amar-te é abraçar o vazio repleto de dores, mas são essas dores que me aliviam, que me erguem, que me entregam à beleza do abismo que se abre quando escrevo para ti. É um abismo lindo, não porque seja seguro, mas porque me exige coragem, entrega, verdade. E é nesse risco, nessa vertigem luminosa, que te encontro. Sempre te encontro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Viver um amor ebuliente em um mundo cético,
E correr contra forças opostas e correntezas ferozes.
A era dos centimentos ecléticos.
Talvez pensamentos entresilhado?
Pessoas com crises existencialistas, adeptas de um universo sem bases concretas com rompimentos do bom senso e agarrados em suas próprias teorias.

aertonl@yahoo.com.br

Inserida por AertonL

⁠O amor, para alguns, é um passatempo fugaz,
Para outros, um prazer passageiro a desfrutar,
Mas para mim, o amor é algo inefável,
Uma experiência única, impossível de apagar.

É como uma chama ardente e eterna,
Que consome todo o meu ser,
Um sentimento que transcende as palavras,
E faz o coração florescer.

O amor é o toque suave de uma brisa,
Que acaricia a alma e a faz suspirar,
É a sinfonia mais bela já composta,
Que embala os sonhos e nos faz flutuar.

É uma jornada mágica e inesquecível,
Repleta de momentos doces e intensos,
Um encontro divino, um presente do universo,
Que nos envolve em seus braços imensos.

Portanto, para mim o amor, é impossível de esquecer,
Pois ele transcende o tempo e o espaço,
É eterno e profundo, para sempre presente,
Um tesouro precioso que nunca se desfaz.

Inserida por AertonL

⁠O amor começa em mim e irradia para o mundo,
É uma fonte inesgotável de bondade e compaixão.
Amar não é um suplício, mas sim uma escolha,
Uma oportunidade de crescimento e evolução.

Algumas pessoas possuem limitações exacerbadas para amar,
Oferecem apenas um óbolo, uma parcela diminuta.
Mas o verdadeiro amor não conhece restrições,
Ele é generoso, abundante e pleno de ternura.

Então, que eu possa amar sem medidas,
Sem medo de me entregar por completo.
Que eu possa oferecer amor de forma ampla,
Enriquecendo a vida daqueles ao meu redor.

Que o amor seja a minha essência,
Uma força que transforma e ilumina.
E que eu possa inspirar outros a amarem também,
Criando um mundo repleto de amor e harmonia.

Inserida por AertonL

É Hora De Mudar

Quando se apaixona,
Sonha com o melhor,
Faz planos,
Acha que encontrou o amor ideal.
Tudo é perfeito.

O tempo passa,
E a realidade bate à porta.
Percebe que estava enganado,
Perde a confiança,
O chão parece que se esvai.

É hora de se levantar,
De se recompor,
De se amar,
De se valorizar.

É hora de seguir em frente,
De abrir o coração para novas experiências,
De investir em si mesmo,
De ser feliz.

Reescrito:

É Hora De Mudar

O amor é um sentimento forte,
Que nos faz sonhar,
Fazer planos,
Acreditar no melhor.

Mas nem sempre o amor é correspondido,
E o fim de um relacionamento pode ser doloroso.
É normal sentir tristeza,
Decepção, Perda.

É importante lembrar que não estamos sozinhos,
Que todos passamos por isso em algum momento da vida.

É hora de se levantar,
De se recompor,
De seguir em frente.

É hora de se amar,
De se valorizar,
De investir em si mesmo.

É hora de abrir o coração para novas experiências,
De encontrar um novo amor,
De ser feliz.

Inserida por AertonL

Devemos com o passar dos anos recomeçar o amor,
Deixarmos de lado as intrigas.
Todo meu amor, eu não devo me apaixonar.
Eu tenho que te dizer o que estou sentindo.
Mas o medo toma conta de mim.

Não posso negar meu amor por você.
Eu vivi acreditando que todo amor é cego.
Nunca pensei que colocaria meu coração em uma ilha.
Vivi em um deserto, porém ele tem flores.

Eu amo alto de mais, até as estrelas me temem.
Levanta você não precisa ter medo.
Abaixe-se o amor é como uma nascente.
Agite amor, não vou te dizer o que estou sentindo.

Inserida por DijalmaMoura

Porque para você eu guardei o amor?
Guardei uma parte de mim para te dar!
Somente não posso ficar na ilusão.
E pensar, será que isso mesmo que eu quero?

Ficar se lamentando pra que...
Eu sou assim, eu gosto de deitar com você.
Sentir o seu cheiro, cheiro de amor.
Um sonho pra mim.

Porque para você eu guardei o amor?
Da vontade de ficar... Ao mesmo tempo ir.
Sabe quando quero alimentar de você.
Esse lugar que sopra vento, sair não tem jeito.

Inserida por DijalmaMoura

LITURGIA DO AMOR QUE NÃO VOLTA.
Capítulo V - LIVRO: DOR DA MINHA DOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 1995.
Em minhas mãos há muitas mãos.
Nenhuma é inteira.
Todas tremem.
Escrevo como quem toca uma ferida antiga que jamais cicatrizou.
O amor não partiu.
Ele permaneceu distante.
E a distância é mais cruel que a morte.
Há um amor que não passa porque nunca se foi.
Ele apenas se deslocou para um lugar onde a memória não alcança e o corpo não suporta.
Desde então carrego no estômago um vazio que dói como fome etérea.
Não é ausência de pão.
É ausência de alma.
A noite entra pelos olhos, é linda.
Não pede licença.
Ela se senta ao meu lado e sussurra o que perdi, não, não foi um assassinato foi um suicídio.
Cada lembrança é um sino fúnebre tocando dentro do peito.
Cada silêncio é uma pergunta sem resposta, corta o segredo do nosso silêncio.
A tristeza aqui não grita, não é preciso é existência.
Ela se ajoelha.
Ela reza com palavras quebradas.
E eu me ajoelho com ela porque amar assim exige humildade diante do irreparável realizado por nós.
Meu amor não foi um erro.
Foi um excesso.
Amei com tamanha profundidade que o fôlego do mundo se tornou insuficiente para contê-lo.
Quando partiste algo em mim continuou indo ao teu encontro todos os dias,todos os dias...
Há dores que não querem cura.
Querem testemunho.
Esta é uma delas.
Carrego o amor como quem carrega um cadáver querido nos braços como judeu errante da profecia.
Não o enterro.
Não o abandono.
Aprendo a conviver com o leve peso.
O coração já não bate.
Ele ecoa.
Cada pulsar é um chamado que ninguém responde.
Sei que este amor não terá redenção no tempo e nem no vago.
Ele pertence ao domínio das coisas que só existem para doer com beleza.
E é por isso que volto a estas palavras.
E voltarei aqui quantas vezes me doer e me querer esse amor. Suas veias finas, lindas nessa pele translúcida, é nelas! É nelas que eu leio-as outra vez uma impossível esperança.
E outra vez.
E outra vez me perco de mim em teu roubo fácil de mim mesmo.
Não paramos esquecer, estranho, o nada não tem vez aqui.
Mas para manter viva a única forma de eternidade que me resta.
É admitir-me imortal em humilde homenagem a dor fiel que me ama mais, e sempre mais além de mim.

Inserida por marcelo_monteiro_4