Carta para um Futuro Namorado

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Prova Viva.

Cresci onde o asfalto era quente e o futuro era escuro
Várias pedras no caminho e o peito batendo no muro
Minha coroa dobrava os joelhos pra eu não quebrar na esquina
Aprendi que a dor ensina mais que qualquer doutrina
Peguei meu peso, olhei no espelho e encarei a verdade
O mundo lá fora cobrando o preço da vaidade
Mas tinha uma brasa guardada no fundo do peito
Que nenhuma tempestade apagava do meu jeito

Eles tentaram me deixar pra trás na escuridão
Mas o silêncio me deu asas pra sair do chão
Eu ardi no fogo, mas ele não me consumiu
Sou o que restou de tudo que o inverno frio não destruiu
Não nasci pra aceitar aplauso que é vazio e some
Eu prefiro a minha raiz cuidando do meu nome

Sou feito de cinza, sou feito de fé!
De toda queda que tive, eu voltei de pé!
De tudo que doeu e a alma não quebrou
Do orgulho que foi e do amor que ficou
Cada cicatriz ainda tem meu endereço antigo
Mas o fogo que queima é o que caminha comigo!

Queriam me dar o ouro falso que pesa na mente
Queriam o meu palco, mas não a história da gente
Fiz pacto com a verdade e não mudo o meu rumo
Se o preço do sucesso é mentir, eu não consumo
Vitória de verdade acontece no quarto trancado
De joelhos, no silêncio, com o peito blindado
Só eu e Deus sabemos o que eu passei na estrada
Pra hoje estar de pé sem dever nada pra canzoada

Sou feito de cinza, sou feito de fé!
De toda queda que tive, eu voltei de pé!
De tudo que doeu e a alma não quebrou
Do orgulho que foi e do amor que ficou
Cada cicatriz ainda tem meu endereço antigo
Mas o fogo que queima é o que caminha comigo!

O fogo que me destruiu...
Foi o mesmo que me refez.
Não sou mais quem eu era.
Sou o que a cinza moldou.

As coisas vão melhorar...
A idéia do futuro melhor acaba iludindo a maioria das pessoas, que acabam por ficar presas num eterno presente medíocre. Só existe uma forma das coisas melhorarem, em primeiro lugar definindo com exatidão aonde quero estar no futuro (objetivo), em segundo quais as ações que devo fazer agora pra chegar neste objetivo futuro.
Lembre-se que tudo deve ser planejado para o futuro, no entanto o futuro só se realizará positivo a partir dos atos do hoje...

Vivemos apenas no presente, no agora. O futuro é uma ilusão, e o presente é a transformação contínua. Os dias se transformam dentro do agora. O amanhã não existe, porque o amanhã é, na verdade, o agora. Criamos datas para nos organizar, mas isso não reflete a realidade, porque o tempo, como o entendemos, não existe. O que existe é a transformação constante – do recém nascido ao idoso, passamos por mudanças contínuas. Nascemos depois da morte, e nascemos para morrer. A vida está sempre no presente, no agora. Por isso, só podemos viver o presente, pois o antes e o depois são apenas interpretações do que está acontecendo agora.


A maior prova de que o ontem e o amanhã não existem é o simples fato de que estamos aqui hoje.

No tempo, temos o passado, o presente e o futuro. O passado, por definição, é imutável; o futuro, imaginável, e o presente, realizável.

Como o passado é imutável, tudo o que aconteceu não poderá ser alterado.

Como o futuro ainda está por vir, ele somente é imaginável.

O presente, em especial, é o momento em que vivemos.

Como o pessimismo e o otimismo causam o realismo, como poderia o futuro e o passado causar o presente? Simples!

Tendo como base os erros do passado, toda a nossa história e feitos, fortificamos a nossa base no solo. Mas para construirmos o nosso prédio, precisamos da imaginação. E é aí que entra o futuro; onde tudo é possível.

Usamos as possibilidades, as inovações que terão no futuro para imaginarmos, criamos o nosso prédio. Para fazermos o nosso presente.

Se você não entendeu, leia abaixo:

Otimismo = Futuro

Realismo = Presente

Passado = Pessimismo

Como o realismo é nada mais que a união do pessimismo com o otimismo, basta juntarmos os feitos, a história, a imaginação do passado e do futuro para fazermos o que chamamos de Presente.

A Omissão dos Bons e o Futuro do Mundo


Muitas vezes nos perguntamos com indignação onde o mundo vai parar e como será o futuro das próximas gerações diante do avanço do mal. No entanto, esquecemos de nos fazer a pergunta mais dolorosa: por que aqueles que se dizem bons permitem que o erro reine e nada fazem a respeito? O mal não escolhe hora, não adia seus planos e age com determinação nas ruas. Enquanto isso, a verdadeira bondade muitas vezes se recolhe no conforto de casa, cuidando apenas da própria vida e deixando a caridade para depois. Ser uma pessoa de bem exige muito mais do que ler livros sagrados ou proteger a própria família; exige a coragem de agir. A omissão também é uma escolha e carrega suas consequências espirituais. O futuro do mundo não depende da extinção daqueles que fazem o mal, mas sim do despertar e da movimentação daqueles que guardam a luz no coração. A bondade que não sai do papel ou das paredes do lar é apenas um adorno. Para transformar o amanhã, precisamos transformar a nossa indignação em atitude hoje.

Às vezes, penso tanto no futuro que esqueço de viver o presente. Imagino como será minha vida daqui a alguns anos, quem ainda estará ao meu lado, quem vai permanecer e quem, aos poucos, vai se tornar apenas uma lembrança. E, no meio de tantos pensamentos, acabo me perguntando se as pessoas com quem tanto me importo também imaginam um futuro onde eu ainda esteja presente.
É estranho se preocupar tanto com alguém e perceber que essa preocupação talvez não seja recíproca. Penso se estão bem, se precisam de alguma coisa, se lembraram de mim durante o dia, enquanto muitas dessas pessoas sequer parecem sentir minha falta. Às vezes tenho vontade de mandar uma mensagem, perguntar como estão e tentar me aproximar, mas me cansa sentir que, quando eu paro de procurar, o silêncio simplesmente permanece.
Talvez o mais doloroso seja aceitar que algumas pessoas podem significar muito para nós sem que sejamos igualmente importantes para elas. Mesmo assim, continuo desejando que estejam bem, mesmo quando não perguntam se eu estou. E talvez eu precise aprender a parar de esperar por quem nunca percebeu que eu estava esperando, porque não quero passar o meu presente inteiro pensando em pessoas que talvez nem façam questão de estar no meu futuro.

Amores que Ficam


O amor, quando não tem futuro, quando não se transforma em dois caminhando como um só, quando não leva dois na mesma direção, acaba sendo apenas uma forma bonita de partir o coração.


E eu me recuso a partir o meu com amores de verão, de momentos, de ocasiões.


Não quero o que chega para aquecer a pele e depois desaparece com a estação.
Não quero presenças que só existem quando é conveniente, nem sentimentos que cabem apenas no intervalo entre uma vontade e outra.


Se for para amar, que seja inteiro.
Que tenha caminho, escolha, coragem e destino.


Porque o meu coração não procura um amor que aconteça.


Procura um amor que permaneça.

Num futuro muito próximo,
viveremos das memórias de um passado
em que as pessoas lutavam por aquilo
em que acreditavam, criavam
e acreditavam naquilo que criavam
e pelo que lutavam.


No presente,
a banalização, a futilidade
e a emulação reinam.
A escassez de conhecimento
e de consciência histórica,
de talento, sacrifício, estudo,
leitura construtiva, criatividade,
originalidade e idealismo
faz com que essas palavras
já pertençam ao passado.
✍©️@MiriamDaCosta

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

No futuro, o tempo deixará de ser o carrasco do homem. Você não precisará assistir aos seus entes queridos envelhecerem e morrerem, nem viver sob o peso constante das doenças ou da escassez. A tecnologia deixará de ser uma ferramenta e se tornará uma extensão do próprio receptáculo humano. As distâncias desaparecerão, e transações financeiras ocorrerão na velocidade de um pensamento.


Mas toda conquista cobra um preço. Quando o homem vencer o tempo, restará apenas uma pergunta: o que dará sentido à eternidade ?


— Relato de um Viajante do Tempo
12/04/2565

Quer ter um futuro surpreendente? Comece fazendo com que o dia de hoje seja extraordinário. Faça as melhores escolhas que puder, dê o seu melhor sorriso, empenhe-se com muita garra, entregue-se ao seu sonho de maneira que a realização dele seja apenas uma questão tempo. No fim das contas, é a soma da sua dedicação diária que faz com que os resultados almejados se tornem realidade.
E, lembre-se, "os outros" podem até desejar que você tenha um bom dia, uma boa semana, uma boa vida, mas SOMENTE VOCÊ é capaz de fazer com que a realização de todas as coisas cheguem até você.
De minha parte, te desejo um excelente dia, agora, vai lá e faça acontecer!

Os pais que mais poupam os filhos costumam ser os mesmos que mais empobrecem o futuro deles. Poupam do esforço e colhem a preguiça. Poupam da disciplina e colhem a indisciplina. Poupam das consequências e colhem a irresponsabilidade. Poupam da frustração e colhem a revolta. Poupam da realidade e colhem adultos que vivem em guerra contra ela.

Toda vez que um pai faz pelo filho aquilo que o filho já deveria fazer por si mesmo, não demonstra amor; decreta uma pequena falência da educação. E falências morais não aparecem no extrato bancário, aparecem no caráter.

Há pais obcecados em deixar herança, mas completamente desinteressados em deixar herdeiros. Acumulam patrimônio enquanto desperdiçam princípios. Financiam confortos enquanto hipotecam consciências. Protegem o corpo dos filhos e abandonam a formação da alma.

No tribunal da vida, a sentença é implacável: a conta que os pais poupam na infância é a conta que os filhos pagarão na maturidade. Porque toda proteção que substitui a educação deixa de ser amor e passa a ser uma dívida. E dívidas educacionais não vencem no banco; vencem na consciência, na dignidade e na incapacidade de caminhar sem alguém empurrando por trás.

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O ser humano vive prisioneiro de dois fantasmas: o passado que não pode mudar e o futuro que ainda não existe. Esquece que a única morada real da vida é o instante presente. Quem não aprende a viver o agora passa a vida inteira esperando começar a viver.”

Você está aqui. Não como ideia, não como promessa, não como plano futuro. Você está aqui como presença viva. Respirando agora. Lendo agora. Existindo neste exato ponto do tempo que não pode ser repetido nem arquivado. Tudo começa aqui, porque tudo o que realmente importa só acontece no agora. A consciência não vive em ontem nem em amanhã. Ela só se manifesta no instante em que você percebe que está vivo.
A consciência é o único movimento real que existe. Todo o resto é consequência dela. Pensamentos, escolhas, construções, erros, acertos, vínculos, rupturas, medos e coragem. Nada disso se move sem consciência. Mesmo quando você age no automático, ainda assim existe uma consciência mínima sustentando o corpo, o gesto, o impulso. O que muda não é a existência da consciência, mas o grau de presença que você tem nela.
Você aprendeu, ao longo da vida, a se deslocar para fora de si. Foi treinado e treinada a viver no passado ou a se projetar no futuro. O passado como culpa, nostalgia, arrependimento ou orgulho excessivo. O futuro como ansiedade, expectativa, medo ou idealização. Pouco se falou sobre o único território onde a vida realmente acontece: o presente consciente.
O passado não é um erro. Ele nunca foi. Tudo o que você viveu, inclusive aquilo que gostaria de apagar, foi necessário para formar a percepção que você tem hoje. Não existe consciência madura sem vivência. Não existe clareza sem erro. Não existe profundidade sem queda. O problema não está no passado em si, mas na forma como você o carrega.
Quando você tenta apagar o passado, você se fragmenta. Quando você vive preso ou presa a ele, você se paralisa. O movimento correto não é negar nem idolatrar o que já foi, mas lapidar. O passado serve como matéria-prima. Ele não é casa, não é prisão, não é identidade fixa. Ele é ferramenta.
Cada erro aponta um limite que você desconhecia. Cada falha revela uma expectativa irreal. Cada acerto mostra um caminho possível. Se você não extrai consciência dessas experiências, elas se tornam peso. Se você extrai, elas viram sabedoria silenciosa. Não aquela que se ostenta, mas a que organiza decisões sem alarde.
O passado só tem valor quando é transformado em lucidez. Caso contrário, ele vira ruído mental. Vira narrativa repetida. Vira justificativa para continuar vivendo no automático. Você não precisa esquecer o que viveu. Você precisa compreender. E compreensão não exige sofrimento constante. Exige honestidade.
O futuro, por sua vez, é uma hipótese. Apenas isso. Uma possibilidade que ainda não existe. Ele não precisa ser negado, mas também não precisa ser o centro da sua atenção. O futuro não pede controle. Ele pede abertura. Quando você tenta controlar o que ainda não existe, você se afasta do único ponto onde pode agir de verdade.
Você foi ensinado e ensinada a viver em função do depois. Depois que eu conseguir. Depois que eu mudar. Depois que eu tiver. Depois que eu for reconhecido ou reconhecida. Essa lógica cria uma vida suspensa. Uma vida que nunca começa, porque está sempre esperando algo que não chegou.
O futuro pode nem existir. Não como você imagina. Não como você planeja. Não como você deseja. Isso não é pessimismo. É realidade. E a realidade, quando encarada de frente, devolve liberdade. Se o futuro não é garantido, o agora se torna sagrado. Não no sentido místico, mas no sentido prático. É aqui que você escolhe. É aqui que você age. É aqui que você vive.
A consciência não corre atrás do futuro. Ela se manifesta no presente. Quanto mais você tenta antecipar, menos percebe. Quanto mais você tenta garantir, menos sente. A consciência não responde à pressa. Ela responde à presença.
Quando você se ancora no agora, algo muda de forma quase imperceptível. O corpo relaxa. A mente desacelera. As decisões se tornam mais simples. Não mais fáceis, mas mais claras. Você começa a perceber padrões que antes passavam despercebidos. Padrões de repetição, de fuga, de autossabotagem, de condicionamento social.
Você começa a enxergar que grande parte do sofrimento humano não vem dos fatos, mas da relação inconsciente com o tempo. Sofre-se pelo que já passou ou pelo que ainda não veio. Raramente se sofre pelo que está acontecendo agora, quando se está plenamente consciente dele.
A consciência é um movimento silencioso. Ela não grita. Ela não exige palco. Ela apenas observa. Quando você observa sem fugir, sem julgar, sem tentar corrigir imediatamente, algo se reorganiza dentro de você. Não porque alguém ensinou, mas porque você percebeu.
Esse é o ponto que muitos evitam. Perceber exige responsabilidade. Quando você percebe, não pode mais fingir que não sabe. A consciência tira desculpas. Ela desmonta narrativas frágeis. Ela mostra onde você está repetindo padrões que já não fazem sentido.
O eu interior não é um conceito abstrato. Ele é o espaço onde essas percepções acontecem. Não é uma entidade separada. É a parte de você que observa enquanto tudo acontece. Quando você se afasta desse espaço, você vive reativo ou reativa. Quando você se aproxima, você vive responsivo ou responsiva.
O mundo externo continua caótico. As estruturas continuam falhas. As injustiças continuam existindo. A consciência não promete um mundo ideal. Ela oferece lucidez dentro do mundo real. E isso muda tudo. Porque uma pessoa consciente não é facilmente manipulada. Não se perde em ruídos constantes. Não vive apenas para consumir, competir ou sobreviver.
A humanidade desenvolveu tecnologia, sistemas, discursos e ideologias, mas ainda engatinha na consciência individual. E não é por falta de informação. É por falta de presença. Informação sem consciência vira excesso. Vira confusão. Vira ansiedade coletiva.
Quando você se torna consciente, não se torna superior. Se torna mais responsável. Mais atento ou atenta ao impacto das suas escolhas. Mais cuidadoso ou cuidadosa com o que consome, com o que fala, com o que alimenta dentro de si. A consciência não cria perfeição. Cria coerência.
O legado, tão falado e tão romantizado, não será deixado por todos. E não precisa ser. Nem toda vida precisa ser lembrada em livros, nomes de ruas ou grandes feitos. Isso é uma ilusão social que gera mais frustração do que sentido.
O verdadeiro legado é o efeito que a sua presença gera enquanto você está aqui. Como você trata. Como você escuta. Como você escolhe. Como você age quando ninguém está olhando. Isso não deixa monumentos, mas deixa marcas reais em consciências alheias.
Viver é a única coisa que importa. Não no sentido hedonista, mas no sentido essencial. Estar vivo é uma condição temporária. Você não controla quando começou. Não controla quando termina. O que está sob seu alcance é como você atravessa esse intervalo.
A consciência é o fio que costura tudo isso. Sem ela, você apenas passa. Com ela, você atravessa. E atravessar não é fácil. Exige presença constante. Exige abrir mão de distrações que anestesiam. Exige encarar vazios internos sem preenchê-los imediatamente.
Depois daqui, talvez a consciência não exista mais da forma que conhecemos. Talvez ela se dissolva. Talvez se transforme. Talvez retorne à origem. Não há como afirmar com certeza. A única honestidade possível é admitir o mistério.
Mas se existe um Criador, um arquiteto do universo, uma inteligência que organiza tudo isso, é possível que a consciência não seja descartável. Talvez ela seja guardada. Integrada. Reabsorvida. Não como memória individual, mas como experiência vivida.
Essa ideia não precisa ser crença. Pode ser apenas contemplação. O importante não é o que acontece depois, mas o que você faz enquanto está aqui. Se existe algo além, que encontre você presente. Se não existe, que você tenha vivido de forma consciente o suficiente para não sentir que desperdiçou o único movimento que importava.
Você não está aqui para correr atrás do tempo. Está aqui para habitá-lo. Não para se perder em narrativas, mas para perceber padrões. Não para salvar o mundo, mas para não se abandonar.
A consciência não pede espetáculo. Ela pede atenção. E atenção é uma escolha diária. Não perfeita. Não contínua. Mas possível.
Quando você entende isso, algo se acalma. Você não precisa provar nada o tempo todo. Não precisa chegar a lugar nenhum para começar a viver. Não precisa esperar a versão ideal de si para estar presente.
Você já está aqui. Isso basta para começar.
E talvez seja isso que o arquiteto do universo esperava. Não que você entendesse tudo, mas que estivesse consciente enquanto vive.




Se esta leitura ressoou em você, há outras que aprofundam esses temas sob diferentes ângulos. Você pode conhecê-los e acompanhar reflexões publicadas diariamente no Pinterest, seguindo o perfil Alinny de Mello. Obrigada, de forma sincera, por dedicar sua atenção e sua consciência a esta leitura.

Se qualquer jovem pode hoje lutar para conquistar um futuro promissor no Brasil, deve se isso a base, estrutura ou condições conquistadas pelos que hoje são idosos e que contribuiram com seus conhecimentos e serviços prestados
e diferente de alguns hipócritas e pseudo salvadores da Pátria, Pagando seus impostos em dia
Idosos não são opção de escolha, Idosos são ainda mais importantes por tudo o que significam

Se um dia você me perguntar qual é a minha maior meta para o futuro, eu não vou falar de carros, dinheiro ou status. Vou falar sobre construir um lar onde nós possamos dobrar os joelhos juntas antes de dormir, agradecendo a Deus por mais um dia. Um lar onde o amor não seja sustentado por cobranças, mas por paciência, respeito, diálogo e pela certeza de que Deus nos uniu para somar, e não para competir.

Eu não sou perfeita, mas por você, por nossa família e, principalmente, por mim, faço questão de me tornar uma pessoa melhor a cada dia. Porque acredito que o amor verdadeiro não nasce da perfeição, mas da decisão diária de crescer, cuidar, perdoar e escolher permanecer.

O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
Helaine machado

Tempos de Chumbo

Demétrio Sena - Magé

As meninas diziam: não temos futuro;
nosso amor é incerto e não vai dar em nada;
não há como seguir sem um porto seguro
que meus olhos percebam lá no fim da estrada...

Poetizo essas falas quase rebuscadas;
eram quase jargões de registrar nos muros;
ilusões produzidas em contos de fadas
aos cuidados do medo, em tempos obscuros...

Fui poeta vadio; menino de rua;
tinha como riqueza o meu mundo da lua
construído com sonhos; profunda utopia...

Eram tempos de chumbo e conceitos brutais,
de meninas guardadas pra maridos-pais
e meninos blindados contra poesia...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Só tenho o presente,
o pretérito já está ausente,
no futuro... nem sei se estarei presente.

Viver só se conjuga no presente,
eu vivo, no presente, ou já estou ausente...
eu vivo, ou pra mim não há mais presente.

Só tenho o agora,
o passado já foi embora,
o futuro, por mais que eu tente
eu nunca chego lá, nunca estou lá...
eu só consigo mesmo é estar no presente.

Tenho de me lembrar mais disto: estar bem presente no meu presente.

Não existe passado. Se eu penso no passado, na verdade, estou pensando agora.

Não existe futuro. Se eu penso no futuro, estou, de fato, pensando agora.

O que eu penso agora, é o que realmente existe neste exato momento.

O que foi ontem, se ontem também foi hoje?
O que é amanhã, se amanhã se tornará hoje?
E o que é hoje, senão apenas agora?