Carta para a Pessoa Amada
I say to you: do good. Why? What do you gain by it? Nothing, you gain nothing. Neither money, nor love, nor respect, nor perhaps peace of mind. Perhaps thou gainest none of these. Why then do I say: do good? Because you gain nothing by it. It is worth doing for this.
Digo-vos: praticai o bem. Porquê? O que ganhais com isso? Nada, não ganhais nada. Nem dinheiro, nem amor, nem respeito, nem talvez paz de espírito. Talvez não ganheis nada disso. Então por que
vos digo: Praticai o bem? Porque não ganhais nada com isso. Vale a pena praticá-lo por isto mesmo.
Eu Sinto Muito!
Deixe-me aqui, eu não quero ir há lugar algum! Não me digam o que fazer. Estou farto de tanta grandeza alheia! Daqueles que julgam estarem menos loucos que eu. Eu também não suporto a loucura de todos vocês que tentam me convencer de que tudo aquilo que sinto, um dia irá passar.
Vocês não sentem nada!
Eu Sinto Muito!
Óutrem Pessoa
17 de Dezembro de 2015
O Homem é um Animal Irracional
1. O homem é um animal irracional, exatamente como os outros. A única diferença é que os outros são animais irracionais simples, o homem é um animal irracional complexo. É esta a conclusão que nos leva a psicologia científica, no seu estado atual de desenvolvimento. O subconsciente, inconsciente, é que dirige e impera, no homem como no animal. A consciência, a razão, o raciocínio são meros espelhos. O homem tem apenas um espelho mais polido que os animais que lhe são inferiores.
2. Sendo assim, toda a vida social procede de irracionalismos vários, sendo absolutamente impossível (excepto no cérebro dos loucos e dos idiotas) a ideia de uma sociedade racionalmente organizada, ou justiceiramente organizada, ou, até, bem organizada.
3. A única coisa superior que o homem pode conseguir é um disfarce do instinto, ou seja o domínio do instinto por meio de instinto reputado superior. Esse instinto é o instinto estético. Toda a verdadeira política e toda a verdadeira vida social superior é uma simples questão de senso estético, ou de bom gosto.
4. A humanidade, ou qualquer nação, divide-se em três classes sociais verdadeiras: os criadores de arte; os apreciadores de arte; e a plebe. As épocas maiores da humanidade são aquelas em que sobressaem os criadores de arte, mas não se sabe como se realizam essas épocas, porque ninguém sabe como se produzem homens de gênio.
5. Toda a vida e história da humanidade é uma coisa, no fundo, inteiramente fútil, não se percebe para que há, e só se percebe que tem que haver.
6. A plebe só pode compreender a civilização material. Julgar que ter automóvel é ser feliz é o sinal distintivo do plebeu.
O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos. Eles sabem o que precisam saber. Nós não.
Loucura de sonho naquele silêncio alheio!...
A nossa vida era toda a vida... O nosso amor era o perfume
do amor. . . Vivíamos horas impossíveis, cheias de sermos
nós. . . E isto porque sabíamos, com toda a carne da nossa
carne, que não éramos uma realidade. . .
Éramos impessoais, ocos de nós, outra coisa qualquer. . . Éramos
aquela paisagem esfumada em consciência de si própria. . .
E assim como ela era duas — de realidade que era, e ilusão
— assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo
bem se o outro não era ele-próprio, se o incerto outro vivera.
. .
Quando emergimos de repente ante o estagnar dos lagos sentíamo-
nos a querer soluçar. . . Ali aquela paisagem tinha os
olhos rasos de água, olhos parados cheios de tédio inúmero de
ser. . . Cheios, sim, do tédio de ser qualquer coisa, realidade ou
ilusão — e esse tédio tinha a sua pátria e a sua voz na mudez e
no exílio dos lagos... E nós, caminhando sempre e sem o
saber ou querer, parecia ainda assim que nos demorávamos à
beira daqueles lagos, tanto de nós com eles ficava e morava, simbolizado
e absorto. . .
Obrigado a todos os que, para se sentirem melhor, precisavam pisar em cima de mim.
Pois me ensinaram a nunca querer ser os "tais". Obrigado a todas aquelas garotas que pegaram na minha mão e me ensinaram a me divertir, a olhar para o lado bom das coisas, a sorrir. Obrigado aquelas pessoas que me aceitam como eu sou, que fizeram uma bagunça na minha vida, que ensinaram o que o amor. Hoje eu sou grato por tudo, pois tudo o que aconteceu comigo me tornou a pessoa que sou hoje. Nada é em vão, tudo tem um motivo, tudo tem uma linha de conexão.
Há dias de tanta angústia
Que não sei do que ela é.
Não sei se me sobra o sonho.
Não sei se me falta a Fé.
É uma angústia que nasce,
Como de um solo, de mim,
Que parece ser eu todo
Com razão de ser assim.
E esmaga-me toda a alma,
Confunde todo o meu ser
E tudo gira em meu torno
Sem eu o compreender.
Mágoa como um portão velho,
Ferrugem da quinta em fim,
É uma angústia que cai,
Como num solo, por mim…
As pessoas nascem querendo pertencimento
Querem ter amigos, querem ser amadas, querem ser aceitas
Levam a vida querendo encontrar alguém que a ame que a respeite, que faca o sorriso acontecer
E no meio desse trajeto encontram pessoas que entregam tudo que ela não deseja
E quando isso ocorre a pessoa pode perder o ânimo pode perder o brilho nos olhos, perder o entusiasmo
Pois cada pessoa que passa por sua vida só confirma que o mundo tem mais podridão pra dar e oferecer
Do que aquela felicidade de uma criança pura e ingênua e assim o mundo vai se tornando cada vez mais distante da pureza de um olhar de uma criança
Hora absurda
O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...
Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte...
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido, a um canto...
Minha ideia de ti é um cadáver que o mar traz à praia..., e entanto
Tu és a tela irreal em que erro em cor a minha arte...
Abre todas as portas e que o vento varra a ideia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões...
Minha alma é uma caverna enchida pela maré cheia,
E a minha ideia de te sonhar uma caravana de histriões...
Chove ouro baço, mas não no lá-fora... É em mim... Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e toda ela escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única estrela...
Hoje o céu é pesado como a ideia de nunca chegar a um porto...
A chuva miúda é vazia... a Hora sabe a ter sido...
Não haver qualquer coisa como leitos para as naus!... Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido...
Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...
Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços daninhos...
Ah, como esta hora é velha!... E todas as naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam
De Longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até para si calam...
O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudades de si ante aquele lugar-Outono...
Esta paisagem é um manuscrito com a frase mais bela cortada...
A doida partiu todos os candelabros glabros,
Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas...
E a minha alma é aquela luz que não mais haverá nos candelabros...
E que querem ao lado aziago minhas ânsias, brisas fortuitas?...
Porque me aflijo e me enfermo?... Deitam-se nuas ao luar
Todas as ninfas... Veio o sol e já tinham partido...
O teu silêncio que me embala é a ideia de naufragar,
E a ideia de a tua voz soar a lira dum Apolo fingido...
Já não há caudas de pavões todas olhos nos jardins de outrora...
As próprias sombras estão mais tristes... Ainda
Há rastos de vestes de aias (parece) no chão, e ainda chora
Um como que eco de passos pela alameda que eis finda...
Todos os ocasos fundiram-se na minha alma...
As relvas de todos os prados foram frescas sob meus pés frios...
Secou em teu olhar a ideia de te julgares calma,
E eu ver isso em ti é um porto sem navios...
Ergueram-se a um tempo todos os remos... Pelo ouro das searas
Passou uma saudade de não serem o mar... Em frente
Ao meu trono de alheamento há gestos com pedras raras...
Minha alma é uma lâmpada que se apagou e ainda está quente...
Ah, e o teu silêncio é um perfil de píncaro ao sol!
Todas as princesas sentiram o seio oprimido...
Da última janela do castelo só um girassol
Se vê, e o sonhar que há outros põe brumas no nosso sentido...
Sermos, e não sermos mais!... Ó leões nascidos na jaula!...
Repique de sinos para além, no Outro Vale... Perto?...
Arde o colégio e uma criança ficou fechada na aula...
Porque não há-de ser o Norte o Sul?... O que está descoberto?...
E eu deliro... De repente pauso no que penso... Fito-te
E o teu silêncio é uma cegueira minha... Fito-te e sonho...
Há coisas rubras e cobras no modo como medito-te,
E a tua ideia sabe à lembrança de um sabor de medonho...
Para que não ter por ti desprezo? Porque não perdê-lo?...
Ah, deixa que eu te ignore... O teu silêncio é um leque —
Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque...
Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos os peitos...
Murcharam mais flores do que as que havia no jardim...
O meu amar-te é uma catedral de silêncios eleitos,
E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim...
Alguém vai entrar pela porta... Sente-se o ar sorrir...
Tecedeiras viúvas gozam as mortalhas de virgens que tecem...
Ah, o teu tédio é uma estátua de uma mulher que há-de vir,
O perfume que os crisântemos teriam, se o tivessem...
É preciso destruir o propósito de todas as pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,
Endireitar à força a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...
Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!...
Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã — como nos desalegra!...
Que o meu ouvir o teu silêncio não seja nuvens que atristem
O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola negra...
Suave. como ter mãe e irmãs, a tarde rica desce...
Não chove já, e o vasto céu é um grande sorriso imperfeito...
A minha consciência de ter consciência de ti é uma prece,
E o meu saber-te a sorrir uma flor murcha a meu peito...
Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo vitral!...
Ah, se fôssemos as duas cores de uma bandeira de glória!...
Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta pia baptismal,
Pendão de vencidos tendo escrito ao centro este lema — Vitória!
O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...
E de repente alguém consegue te arrancar um sorriso.Não um sorriso qualquer,aquele sorriso único e verdadeiro,sabe?
Mas aí você começa a desconfiar de tudo.E já nem quer mais acreditar nesse clichê.Será Que depois de tantas tempestades,vem mesmo irradiavelmente o sol? ou vai ficar
chuviscando?
E apesar de todos os prejuízos sentimentais,eu tenho que admitir
que estou sim,contente,radiante,feliz,enfim.Sorrindo à toa.Mas uma vez.
O plano dela era bem simples: “Não se apegar a
mais ninguém”, daí vem você e estraga tudo! No
início, ela sentia medo, aliás muito medo. Ela
estava decidida que não iria querer mais, não
queria sentir mais aquele “friozinho na barriga”
ou passar noites pensando em como seria bom
estar nos braços de alguém. Mas agora, ela quer
continuar sentindo essa doideira que é estar
“afim” de alguém. E talvez, finalmente, deixar o
passado lá pra trás, esquecer dele e nunca mais
lembrar. Mas ela ainda sente meio que um medo,
mas não medo de gostar, mas de nada acontecer,
de estar colocando o coração nesse sentimento e
acabar tão rápido quanto começou. Ela é uma
pessoa complicada, muda de humor de uma hora
pra outra. E as vezes, se coloca tanto no lugar do
outro, que sofre até mais do que deveria. A
chatice dela parece não ter fim, e ela tem uma
mania de achar que tudo vai dar errado uma hora
ou outra, por isso tudo em relação a você, é tão
confuso pra ela. Bom, se você conseguir entender
isso, se conseguir entender esse jeito dela, então
as outras coisas vão sempre fazer sentido, mesmo
que ela não faça nenhum. E cara, não se assuste
com o jeito dela. O problema dela é ser intensa
demais, sentir demais. Mas apesar do que vai
acontecer ou não, pra ela, já valeu muito em ter
te conhecido. E sobre o futuro...Deus vai cuidar
de tudo!
"ela decidiu não te procurar mais. Tomou essa
decisão porque não se sentia mais importante pra
você, sabe?! Pois é horrível você estar com uma
pessoa que não está nem aí pra nada. E claro, está
sendo difícil pra ela se afastar de você assim. Mas
agora ela caiu na real e viu que não pode mais
voltar atrás, iguais das outras vezes. Não dá pra ela
ficar se iludindo de que isso seria, de alguma
forma, importante pra você ou mudaria sua vida te
fazendo um pouco mais feliz. Ela foi se afastando
aos poucos e você nem sequer notou, e nem se
importou com isso. Com certeza ela tomou a decisão
certa. E mesmo sendo um pouco difícil, ela vai viver
assim, vai se acostumar assim, com a nova rotina. O
problema foi que ela se importou demais; e mesmo e
que ainda se importa um pouco, isso não é e nunca
será suficiente pra você. Toda a preocupação e todo
esforço que ela sempre fez pra te ver, não bastou
pra você. Ela só queria atenção e carinho sem ter
que ficar implorando. Por isso que agora ela segue
em frente com a vida dela. Porquê pra ela, você
era único. Mas agiu igual a todos."
De todas as meninas, a que mais vai marcar sua vida
é aquela que você diz que é ciumenta demais,
dramática, bipolar ao extremo, a que você sempre
chamou de louca, que te liga de madrugada, que
briga contigo, que faz um drama, faz bico, bate
boca sem pensar nas consequências... mas aí que tá.
Quem é que não gosta de se sentir desejado? Ela
pode até te incomodar um pouco sim, mas ela
sempre está ali do seu lado em qualquer situação.
Ela pode ter seus defeitos exagerados, mas faz de
tudo para ser perfeita pra você. Vai por mim,
valorize essa menina que bate o pé, que xinga, que
teima, que é dramática, bipolar e ciumenta. Porque
ela sim, está dando valor para o que você realmente
é. Então, cuida e preste bem atenção, enquanto ela
estiver brigando, fazendo drama e tendo ataques
de ciúmes bobos, ela ainda se importa e se preocupa
muito com você. Agora quando ela simplesmente
parar, você passou a não significar mais nada para
ela. E é aí que ela vai passar a fazer falta pra
você.
Zé… Como uma simples pessoa tem a incrível capacidade de mudar toda uma vida,de cozinhar nossos sentimentos e fazer deles o que bem entende.Como alguém tem o dom de conseguir entrar em nossas mais profundas raízes e a elas se agarrar,como faz os dias ficarem tão ensolarados,e vida tão cheia de brilho.Mas acima de tudo me diga Zé, como tem a capacidade de ir embora e nem ao menos deixar algumas cores,como tem atitude de simplesmente de ir nos deixar assim sem eira nem beira.Mesmo sabendo que isso seria uma insanidade,e sabendo que a ela dei toda a minha alma e o que nela de mais precioso continha,como ela pode me ter levado com ela ? Só permaneço aqui em corpo,mas minha essência[…]
A Zé,essa já não vejo há anos.
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
"Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos.
Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos." "Eu não sou pessimista, sou triste.
Sinto saudade de minha cidadezinha, tão pequenininha, porém bonitinha.
Levantou-se à beira de um rio de muitas lendas que deveria ser um ponto turístico.
Sinto saudades da pracinha com água iluminada que ia alto e encantava as crianças que ali ficavam a andar de bicicleta, saudades, somente saudades.
Saudades do parquinho. Ah! Quem me dera voltar aos meus dez anos, brinquedos, castelinho. Hmmm! Como era bom tomar sorvete aos domingos. Meu pai tinha prazer em levar seus filhos.
Lembro – me como se fosse hoje da grama verdinha onde muitos brincavam, hoje sequer olham pra lá.
E as festas de setembro, escolas reunidas na praça para os desfiles estudantis “Ô tempinho bom, que não volta mais!”.
Como me sinto triste quando passo pelas ruas da minha cidadezinha, tão pequenininha que foi esquecida parece mais faroeste, só faltam os desafios no centro da cidade.
Ceres cidadezinha das flores, minha Deusa, ainda tenho esperanças em meu coração, que volte a ser minha cidadezinha tão bonitinha, aquela, que ainda está em minha memória.
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estacões
A seguir e a olhar.
(...)Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
MEA-CULPA
{Responsabilidade pelas próprias falhas)
Aprendi que não deveria nunca ter trocado o que mais queria na vida pelo que desejei em um momento de paixão.
Me afastei de pessoas que me pareciam ser para sempre, e me aproximei de outras que nunca jamais imaginei conhecer.
Acredito, hoje, que fiz muitas coisas no cotidiano, do jeito melhor que sabia, meio torto, talvez, mas do jeito mais bonito que sei...
As vezes tenho medo de mim mesma, mas também de algumas pessoas, e corro para um único refúgio: a solidão. Com ela não perturbo ninguém -além de mim mesma- ficar comigo e com minha melancolia, com meus risos ou lágrimas, que não podem ser incômodo a ninguém.
Quando Eu Não Te Tinha
Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor –
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
O agnosticismo puro é impossível. O único agnosticismo verdadeiro é a ignorância. Porque para nos radicarmos no agnosticismo é-nos preciso um argumento para nos persuadir que a razão tem certos limites. — Ora quem observa pode parar; quem raciocina não pode parar. Portanto quando pelo raciocínio havemos provado a limitação ou a não-limitação destas e daquelas faculdades, não podemos dizer: «paremos aqui» mas devemos seguir no raciocínio e tirar dessa limitação ou não-limitação as consequências deduzíveis. Assim fazem todos os «agnósticos» consciente ou inconscientemente.
(Aforismos e Afins)
