Carta dos Filhos ao os Pais
Quero.
Em minhas mãos quero
Guardar o calor do teu corpo.
Em cada pedacinho da minha boca
Quero guardar o gosto quente dos seus beijos.
Da sua respiração ofegante quero guardar
O momento exato do teu prazer.
E de cada palavra que foi dita
Quero fazer versos que falem de nós.
E quando tudo isso acabar
Quero descansar do meu cansaço
Em teu leito perfumado pelo cheiro do nosso amor
E me deixar vencer pelo sono da paz
Misturado à satisfação até que a paixão
Desperte-nos outra vez.
Coisinhas para cuidar
.
Junte
Sentimentos
Como se coubessem
Numa caixa...
Mexa bem!
Depois, separe um a um
O que for sonho
Deixe lá dentro...
Saudades
Deixe alguns
Pedaços
Faz bem!
Amor...
Guarde com cuidado
É essencial...
Tristeza
Ah! Enrole em um papel
Amarre com correntes
E jogue longe,
bem longe
Onde seus olhos
Jamais alcance...
Amizade?!
Nem se preocupe
Foi dada a todos os anjos
E você tem bastante
Pode presenteá-la
A todos que te adoram...
Verdadeiramente.
Eu estava lá, em tudo o que precisou.
Eu estava lá, nos momentos em que você chorou.
Eu estava lá, nas dificuldades que você enfrentou.
Eu estava lá, quando você quase perdeu tudo.
Eu estava lá, quando você precisou de proteção.
Eu estava lá, quando precisou que alguém mentisse por você.
Eu estava lá, quando você se sentia perdido.
Eu estava lá, nos momentos de alegria também.
Você se lembra disso?
Lembra-se mesmo?
Então por que parece que não tem mais importância?
Será que teve importancia só pra mim?
E mesmo que você um dia esqueça, eu posso garantir pra você. Eu sempre estarei lá.
Viagem de um vencido
Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!
O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!
Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.
Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.
Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!
Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.
Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!
Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!
Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!
Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!
A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!
Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!
Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!
Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!
No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!
Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!
Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!
Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.
Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:
"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!
Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!
Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!
É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!
A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!
Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"
Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!
Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!
Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!
Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!
Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!
Volúpia imortal
Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!
Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!
Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,
Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!
Vencido
No auge de atordoadora e ávida sanha
Leu tudo, desde o mais prístino mito,
Por exemplo: o do boi Ápis do Egito
Ao velho Niebelungen da Alemanha.
Acometido de uma febre estranha
Sem o escândalo fônico de um grito,
Mergulhou a cabeça no Infinito,
Arrancou os cabelos na montanha!
Desceu depois à gleba mais bastarda,
Pondo a áurea insígnia heráldica da farda
A vontade do vômito plebeu...
E ao vir-lhe o cuspo diário à boca fria
O vencido pensava que cuspia
Na célula infeliz de onde nasceu.
Versos a um cão
Que força pode, adstricta a ambriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!
Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.
Cão! — Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .
E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos seus pais!
Versos d’um exilado
Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.
Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!
Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia
E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!
Solilóquio de um visionário
Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!
A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncola etéreo!
Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais!
O deus-verme
Factor universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme — é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Debaixo do tamarindo
No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!
Hoje, esta árvore de amplos agasalhos
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da flora brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!
Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,
Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade,
A minha sombra há de ficar aqui!
Eu sou como o vento
Que uiva que ri
Fazes parte de mim
Eu não faço de ti
Sou sonho acabado
Que nem começou
Sou amor marcado
Mal nasceu e murchou
Sou alma penada
Vagueando na noite
O bem que queria
Só me deu açoite
Sou tinta de choco
Camuflo a razão
Manchando de preto
O meu coração
Sou leito de rio
Que não sai dali
Fazes parte de mim
Eu não faço de ti
Adoro minha nova liberdade, agora eu respiro e sinto meu coração em toques harmônicos...
Agora nesse meu momento sem NAMORIDO, SIM NAMORIDO serei muito mais feliz! Não quero dar satisfações e nem quero que me dêem!
Eu confio, até que me prove o contrário; sabe, presunção de inocência? Então! Não quero e nem preciso sofrer por coisa pequena!
A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinha.
Liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra enterra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos.
Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.
Por isso HOJE, amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.
Se elas voltarem é porque as conquistei.
Se não voltarem é porque nunca as possuí.
Cíntia Gonçalves dos Prazeres!
Poetas
Poetas são flores,
Que com o tempo começam a desbrotar,
As pétalas são o pensamento,
Que ao longo vai recitar.
Poetas são estrelas a Brilhar,
As suas luzes vêem do céu,
Que com um toque de magia,
Começam a se esnpirar.
Poetas são águas,
Que vão ao rio a descer,
Vão levando as tristezas,
Que deixaram de viver.
Meu desejo...
Meu dejeso é voce
meu desejo é seu amor
meu desejo e minha ilusao
sao dois sentimentos quem
mechem com meu coraçao.
Sao dois destinados sentimentos
a min entristecer
contemplando com a solidao do meu viver.
Meu desejo é ti amar
meu desejo é que ti mi ame
meu coraçao min diz uma coisa
e minha cabeça min diz outra.
Meu destino é viver
minha vida e sonhar
e o meu sonho é voce.
A duvida que resume tudo e o
porque gosto tando de voce.
Voce é uma ilusao tambem
é uma precauçao de ter
voce em minha vida e em meu coraçao
Meu desojo é encostar teus lábias
nos meus e sentir delicadamente
o começo de um amor sem fim...
A Primavera
Um dia a primavera não vai desabrochar,
Os ipês vão deixar de florir,
As violetas não vão se abrir,
O sol, os girassóis não vão seguir,
Mas enquanto uma única flor
Me fizer sorrir,
Eu sei que as borboletas estão por vir,
E com elas,
Todo o perfume e a cor de uma nova época,
A linda primavera!
Feliz Terça Feira!_____________________
Que possamos começar bem esse novo dia...___________
vestindo-nos de fé, enxergando a vida com amor e nossos sonhos com esperança, abraçando-nos de coragem e recebendo esta nova oportunidade com gratidão e alegria________________________________
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╔═.🌺🍃. Com alegria e otimismo comece o dia sorrindo para a vida e cheio de energia positiva diga a si mesmo:hoje será um dia feliz e maravilhoso._______________________ ´¨)
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🍃🍃🌺
Ela era timída,
daquelas que a bochecha fica rosa,
usava all star num pé,
salto no outro.
Ele também era timído,
daqueles que sorriem de canto,
para demonstrar seu interesse.
Sabia a hora de ser safado,
de ser o que quisesse.
Eles eram tão iguais,
tão diferentes ao mesmo tempo,
um queria, a outra não,
mas ele não desistia,
continuava de pé com as rasteiras da vida,
caminhava de queixo,
sorria de olhos arregalados.
O que ninguém sabia,
as paredes do quarto viam,
ele abaixava a cabeça
e chorava pedindo para Deus,
queria ele ter aquela garota,
de bochecha rosinha,
até o fim de seus dias.
É UMA NECESSIDADE
Se você não tem conhecimento de quem é e de onde está, você já voltou ao pó mesmo antes de morrer e pra uma pedra jogada na beira da estrada você não faz diferença, talvez faça porque será uma pedra que consegue se mover, mas não passará disso, não somos apenas montes de átomos, somos seres racionais e como tal precisamos saber primeiramente sobre nossa própria significância cósmica, pra depois encarar a vida, pois com esse conhecimento em mente você entenderá o sentido da própria realidade, das coisas e da vida, se enxergar nessa imensidão é a coisa mais incrível de todas, pois você é o único capaz de ter esse sentimento e essa noção, se não se interessa, então que diferença tens pra uma simples pedra?
10/03/18
É REAL
Ah, Deus é mais real do que a própria realidade, é mais fácil ele existir do que você, porque se há algo ao invés de nada é por causa dele, você não o entende, mas ele é em uma linha de existência superior e maior, em uma dimensão com forma de funcionamento tão complexas que colocariam paradoxos humanos debaixo do tapete, é maior do que tudo e qualquer raciocínio ou possibilidades, Ele é o eu sou, o próprio verbo, a própria existência na sua forma mais pura e consistente, não, não há equações ou qualquer outra explicação lógica que o define e não será um ser tridimensional que conseguirá o decifrar.
Por isso, apenas acredie, aliás, ele não deixará de existir se não acreditas, porque pra alguém que já é antes do próprio tempo a opinião de um pedaço de poeira cósmica biológica não fará nenhuma diferença.
12/03/18
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