Carta de Deus
Para o calvinista, a fé salvífica é um dom de Deus dado somente aos eleitos após a sua regeneração. Sendo assim, nenhum calvinista precisa ter a menor preocupação em pregar o Evangelho para um ímpio; pois o ímpio (réprobo) não pode ser convencido pela verdade, enquanto que os eleitos não precisam de convencimento, pois eles são soberanamente, sem qualquer fé, regenerados, a fim de crer.
No calvinismo Deus convida a todos para a salvação — inclusive os réprobos por quem Cristo não morreu e que já foram predestinados ao inferno desde a eternidade passada. Não precisa ser muito inteligente para perceber que isso é uma contradição ridícula e uma desonestidade diabólica com o réprobo.
Qual a diferença entre um “hipercalvinista” e um calvinista “moderado” quanto ao amor de Deus por toda humanidade? O “hipercalvinista” é honesto quanto à doutrina calvinista; já o “moderado” é desonesto, pois cria um jogo de palavras para tentar esconder a aberração do amor limitado de Deus por todos e seu decreto que predestina multidões ao lago de fogo por toda a eternidade.
John MacArthur em seu livro The Love of God diz descaradamente que Deus ama a todos e tem um desejo sincero de que todos sejam salvos..., mas ainda assim defende a EXPIAÇÃO LIMITADA e a ELEIÇÃO INCONDICIONAL. Logo, uma contradição bizarra, pois como Deus teria um desejo sincero de salvar aqueles que Ele predestinou para o Lago de fogo na eternidade passada.
O deus criado por Calvino predestinou incondicionalmente bilhões ao tormento eterno na eternidade passada; pessoas, crianças, recém nascidos, fetos, a quem ele poderia, se tivesse amor, ter predestinado à eterna alegria em Sua presença, mas para seu soberano prazer, prefere atormentá-los eternamente.
Do Genesis ao Apocalipse vemos Deus apelando à consciência e à vontade humana para que se arrependa e creia, mas no calvinismo isso é impossível para aqueles que não foram eleitos incondicionalmente antes da fundação do mundo. Assim, segundo o calvinismo, os apelos de Deus do Gênesis ao Apocalipse são pura mentira, pois na verdade Deus não quer salvá-los.
A tentativa calvinista de encontrar explicações para o motivo de Deus predestinar incondicionalmente milhões ao inferno antes que tenha nascido, e não exercer o Seu controle absoluto sob cada pensamento, palavra e ato, para eliminar o pecado, a doença, o sofrimento e a morte, e eleger TODOS irresistivelmente ao céu, tem sido a mãe da invenção de uma série de tentativas de racionalizações, revisões bíblicas, narrativas falaciosas e malabarismos bíblicos por parte deles.
A parte da soberania de Deus que os calvinistas não entendem é que, em Sua soberania, Ele nos deu voluntariedade. Somos nós que usamos esse livre-arbítrio e decidimos cometer pecado. Caso contrário, Deus está de alguma forma vinculada a todas as atrocidades do mundo desde o início dos tempos e, em última instância, é responsável por elas. A ideia de que Deus ordenaria o mal é contrária a tudo o que a Bíblia ensina sobre Deus. Um calvinista seria forçado a concluir - se Deus é bom e é responsável por todo o mal - então o mal deve ser bom.
Uma comunidade de homens e mulheres está no propósito de Deus quando ela manifesta o fruto do Espírito descrito por Paulo em Gálatas 5.22. Esse é o modelo de Igreja Bíblica; onde são manifestadas internamente e externamente o fruto do Espírito. Se não há o fruto do Espírito nessa comunidade, ela ainda não entendeu o propósito de Deus para a Igreja nesse mundo caído!
Todo aquele se autodenomina cristão deve desenvolver uma mentalidade de Reino de Deus: não se esquecer da brevidade da vida; não se esquecer de que existem milhões de pessoas que estão entre o céu e o inferno todos os dias; não se esquecer de que o amor ao dinheiro desemboca em morte espiritual; não se esquecer de que a busca pelos tesouros da terra não podem preencher o vazio existencial que há em cada ser humano depois da queda; e por fim que, nossas obras serão provadas pelo fogo (1ª Co 3.13).
Falemos do Senhor Jesus, porque Ele é a sabedoria e a palavra, pois é o verbo de Deus. Dele Falemos sempre. Falamos sobre a sabedoria, é Ele! Falamos da virtude: é Ele! Falamos da justiça, ainda é ele! Falamos de paz, é Ele também! Falamos sobre a verdade, a vida, a redenção, sempre Ele! Ambrósio (Sec.IV) - Comentários sobre os Salmos.
Deus deixou Adão com autonomia, mas Adão ficou sem a assistência de Deus; pois Ele colocou diante de Adão algo como um triplo apoio, para que ele não pecasse e nem caísse. Ele lhe deu um preceito, para que Adão pudesse, com obediência, não escolher o pecado; Ele acrescentou uma advertência, para que Adão pudesse temer pecar, por causa da punição anexa e seguinte; Ele concedeu graça, para que Adão fosse capaz, realmente, de cumprir o preceito é evitar a punição advertida.
A casa de Potifar foi abençoada porque Deus estava com José. A prisão foi abençoada porque Deus estava com José. O Egito foi abençoado porque Deus estava com José. Os irmãos de José foram perdoados porque Deus estava com José. A bondade de Deus não está em homens, em lugares ou coisas, ela está em Deus; Mas um homem ou uma mulher com o coração voltado para Deus podem ser instrumentos da manifestação da Sua bondade. Se Deus estiver conosco, a Sua bondade também estará!
Uma pressuposição que devemos trazer para as Escrituras é que nosso Deus é bom e Ele não está de forma alguma implícito em causar o mal moral. Ele é um Deus amoroso que deseja genuinamente que todos se arrependam para serem salvos (2ª Pedro 3.9). Nenhum homem se apresentará diante do Pai e poderá dar a desculpa: “Eu nasci sem ser amado pelo meu Criador” (João 3.16). “Eu nasci não escolhido e sem esperança de salvação” (Tito 2.11). “Eu nasci incapaz de ver, ouvir ou entender a revelação de Deus sobre si mesmo” (Atos 28.27-28). Não! Eles permanecerão total e completamente “indesculpáveis” (Romanos 1.20), porque Deus os amou (João 3.16), chamou-os para salvação (2ª Coríntios 5.20), revelou-se a eles (Tito 2.11), e forneceu os meios pelos quais seus pecados seriam expiados (1º João 2.2). Nenhum homem tem desculpa para a incredulidade (Romanos 1.20).
Aquilo que Deus pré-conheceu não pode mudar, independente de todas as contingências possíveis. Deus não pré-conheceu a possibilidade de acontecer, nem a suposição de algo ocorrido; mas Ele pré-conheceu de fato o que ocorreu de maneira exata. Agora, esse pré-conhecer não obriga que Deus pré-determine, pois então Deus seria escravo de Seu pré-conhecimento que é um de Seus atributos.
Tudo que Moisés aprendeu no Palácio do Egito Deus matou no deserto de Midiã. A mentalidade do palácio não forma líderes e nem profetas qualificados para cumprir o propósito de Deus. É no deserto que Deus vai matar toda mentalidade do Egito e qualificar lideres e profetas alinhados com Seu propósito.
Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus.
Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos. Para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.
Se Deus se humanizou (Fp 2.5-11), por que então, para recebê-lo em nossas vidas, deveríamos nós desumanizar? A santificação não é um processo de mortificação do humano que há em nós, mas uma ressignificação da nossa humanidade. Em Jesus, eu não sou apenas um outro homem, mas sobretudo, um novo homem (2º Co 5.16-17).
Os termos predestinados e eleitos na bíblia são segundo a PRESCIÊNCIA de Deus, e jamais por algum decreto! “Eleitos, SEGUNDO A PRESCIÊNCIA de Deus Pai”... (1ª Pd 1.2); “Porquanto aos que de ANTEMÃO CONHECEU, também os predestinou”... (Romanos 8.29); “que para glória preparou de ANTEMÃO”... (Romanos 9.23).
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