Carta a um Amigo Especial

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Num pôr-do-sol
Um olhar
Um sorriso
Uma palavra
Uma gostosa sensação
Um sentimento brotado
Como uma semente
De flor ao chão lançada.

Um beijo
Um intenso desejo
Dois corpos ardentes
E o amor se fez.

A química do amor
Que surge no olhar
Sem hora marcada
Em qualquer lugar
Enlaça o coração
E desfaz a razão.

Eu hoje fiz um pedido pra Deus!
Senhor, cuida de mim, da minha família, de todos que eu amo, cuida também, Senhor, dessa pessoa que está lendo essa mensagem, sim, de você mesmo que parou para ler essa mensagem, assim como eu sei que você está passando por lutas, por provas e por muitas tribulações!
Então, Deus manda eu te dizer:
Vai passar! Eu tenho visto suas lutas e eis que vou secar todas as suas lágrimas, porque filho meu não fica desamparado e no tempo certo eu vou agir! Vou abrir todas as portas, restituir tudo o que te roubaram, vou fazer uma reviravolta tão grande na sua vida que ninguém irá entender, mas você, filho(a) meu, vai ser honrado(a), você não será mais envergonhado porque eu te mostrarei toda a minha Glória e te darei a Vitória! Então, tome posse dessa palavra e creia, porque Deus vai entrar com providência na minha e na sua vida. Amém.

O que mais se preocupava.

O autor Leo Buscaglia foi certa vez convidado a ser jurado de um concurso numa escola, cujo tema era: "a criança que mais se preocupa com os outros".
O vencedor foi um menino cujo vizinho - um senhor de mais de oitenta anos - acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
- Nada - disse o menino. - Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a Chorar.
(Livro Histórias para pais filhos e netos)

Os meus sapatos de cristal, têm um lacinho de ouro. Mas mesmo assim prefiro...aqueles de couro. O meu sentir é um pássaro engaiolado. Mas quando escrevo voo, para todo e qualquer lado. A minha boca sorri sempre quando preciso, e a minha cabeça, avisa...Juízo!

Podia ser uma princesa, mas prefiro ser uma camponesa. E se me disseres, que de bom senso não tenho nenhum.
Pois eu te direi, que assim ficarei. Porque mais que os dons da realeza, amo a natureza!
E sou assim...comum.

Um Dia Você Aprende

Um dia a gente aprende, aprende que, por mais que tentemos não errar, algum dia em algum momento não iremos conseguir. Aprendemos que, por mais que tentemos ser bons para com os outros, um dia eles não serão bons para com a gente, e teremos que perdoá-los por isso.

Aprende que, com conversas, quase tudo se resolve, ou quase nada. Aprende que tem gente que não sabe conversar e que, nessas conversas, as palavras podem funcionar como armas, isso quando não são usadas para ofender e humilhar.

Você aprende que a vida é só uma e que deve aproveitá-la. Você aprende que deve-se pensar duas vezes antes de tomar qualquer atitude, pois pode-se pagar muito caro se mal tomada. Você aprende que relacionamentos levam muito tempo para serem construídos e muito pouco para serem destruídos.

Você aprende que deve aprender com seus erros e aprende que raramente aprende com seus erros. Aprende que deve lutar pelos seus ideais. Aprende que deve sonhar e que deve ter os pés no chão. Aprende que às vezes não se é necessário muito para se fazer grandes coisas, e que às vezes o muito não basta para se resolver algumas coisas.

Um dia você aprende que os outros te julgam e que você não deve julgar ninguém. Que deve-se olhar além das aparências. Mesmo sabendo que continuaram te julgando pelo que você aparenta ser e não pelo que você verdadeiramente é.

Um dia a gente aprende que dinheiro importa, mas não compra tudo. Que o amor existe, mas não dura se não for cuidado. Aprende que, quanto mais você se esforça, mais insuficiente parece ser. Aprende que, por mais que você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.

Um dia você aprende que não se deve desistir dos sonhos. Mas que também se deve desistir de coisas que não se consegue depois de tentar muito. Aprende que a vida é curta. Aprende que você ainda tem a vida toda pela frente.

Um dia você aprende que não se deve julgar as pessoas como se elas fossem todas iguais. Aprende que algumas vezes as pessoas são, sim, iguais. Aprende que preconceito e racismo são burrices, e que algumas burrices são apenas falta de sensibilidade. Aprende que quando deixamos de ser sensíveis deixamos de ser iguais, deixamos de ser humanos. Aprende que quando deixamos de ser humanos, deixamos de ter um valor e passamos a ser uma pessoa sem valor.

Aprendemos que devemos deixar as pessoas que mais amamos sempre com um sorriso e com uma palavra de amor, pois pode ser a última vez que a vemos.

No fim, você aprende que tudo o que você aprende chega a um belo resultado: de que sempre é preciso aprender mais um pouco.

Desconhecido

Nota: O pensamento faz alusão a alguns trechos do poema de Veronica Shoffstall, que costuma ser erroneamente atribuído a William Shakespeare.

...Mais

Feliz por um dia
Vou andando do meu jeito, visto que viver é emergente, eu quero mais é quebrar tabus, arregaçar as mangas, abrir as portas e soltar todos os meus vocábulos junto com o meu coração. Quero é dizer do que gosto, de quem gosto. Repetir a dose, exagerar no gole, não fazer corpo mole e assumir meus sentimentos.
Quero que se dane a formalidade que me exige andar de salto alto, corpo ereto, copos, talheres e pratos no mesmo alinhamento. Quero mesmo é dar adeus à frescura que me deixa entalada na roupa de festa e me faz beber vinho em pequenos goles, para não entornar. Que me exige dar risadinhas no canto da boca e fazer poses para ficar bem na foto.
Quero sai por ai. Andar descalça. Cumprimentar os passarinhos. Sorri para as flores e gargalhar com as crianças. Quero falar de amor para que todos possam ouvir. Ter liberdade de ficar em silêncio. Falar quando for necessário. Aconselhar meu coração. Sonhar com dias melhores. Cantar sem rima. Escrever sem motivos. Chorar sem razão. Amar sem restrição.
Romper o óbvio. Sair do prumo. Soltar o remo e navegar. Colher flores para dar de presentes. Tricotar verdades. Descartar as mentiras. Dizer bye bye para a tristeza. Não ser levada a sério. Não servir de exemplo. Não dar conselhos. Quero acordar na lua. Tocar o céu. Passear pelas nuvens, pelo menos nos sonhos.
Quero um dia maior para viver com vontade. Um coração mais largo para caber tanto amor. Por favor, não me fale de regras, técnicas, normas. Perdi essa aula por pura teimosia.
Quero viver, aventurando-me na ousadia de fazer um belíssimo espetáculo, sem nenhum script. Sem nenhum diretor que me exija tanta disciplina. Quero é suportar minhas loucuras e me completar com o resto de alegria possível.

Precocemente um homem se formou e as maldades do mundo
Hoje lhe tocou fazendo a família sofrer agindo sem
Pensar, é lamentável e a tendência é piorar. Largando
Os estudos e o futebol, não quer saber de nada acorda
No final do sol enquanto um garoto pacato vende num
Farol, só pensa nele não faz nada em prol. Esse
Moleque que fugiu da escola, se tornou um dependente
Ele é mais um nas drogas, de baixo de um viaduto
Termina essa história sem amor, sem carinho. E agora?

Pareci bobagem mas quanto vale um incentivo? Quanto vale um, "Eu acredito em você"? Talvez não necessariamente o peso das palavras por que já dizia a banda Extreme, "more than words", palavras são só palavras, muitas vezes são ditas facilmente da boca pra fora. Mas quanto vale ter alguém que realmente acredite que seus sonhos por mais loucos que pareçam pode sim se tornar realidade.

Acredite nas pessoas, incentive, as motive, tenha paciência e dedicação, um "Eu acredito"ou "Você vai longe" tem uma força e um poder inimaginável, isso faz a diferença na vida de qualquer um.
O que é impossível quando existe alguém do seu lado dizendo, "Vai lá você consegue"? Nada.

...MAS MESMO QUE TODOS DIGAM QUE VOCÊ É UM LOUCO, QUE ANDA SONHANDO ACORDADO, NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS POR ISSO. LOUCURA MAIOR É VIVER SEM SONHAR...

E tudo na vida chega ao fim. Um filme acaba, uma música, um cigarro, tudo. Já parou para pensar quantas pessoas passaram em sua vida até o momento? Pessoas com as quais você teve um imenso contato, e outras que pelo menos uma palavra você já trocou. É impossível contar quantas vezes conhecemos alguém, e esse mesmo alguém vai embora e você nem se lembra, meses ou anos depois da existência. Despedir-se é doloroso, e não é uma dor física, é emocional. Não aprendi dizer Adeus, talvez nunca fosse preciso. Despedir de alguém que fez parte de sua história, é despedir-se de si mesmo. É uma parte sua que vai embora, e uma parte do outro que fica. Não é fácil. Mas quem disse que seria? Nada é fácil. Nem mesmo a chegada de algo ou alguém. Sempre tem aquele frio na barriga, e aquela ansiedade fora do comum. Mas tudo isso é preciso. É preciso limpar a poeria dos sapatos e seguir em frente. Mas em frente a que? A quem? (...)
- Não se ouvia mais nada, silêncio, e ele disse por nós dois. Depois sorrimos, como se nada estivesse acontecido. Não foi dito um adeus. Ficou subentendido um até breve. Até!

Sincronicidade

Deserto absoluto, nossas necessidades.
Consciência de um acaso no momento exato.
Lei de um universo que nos une sem direções na mesma lógica que nos coloca frente a frente
Sentimento de alivio e de grande satisfação
Encontra-se com uma energia inesperada no momento certo da coincidência.
Passamos anos de nossas vidas caminhando, ou melhor, vagando entre palavras, desejos e escolha.
Mas a nossa escolha nem sempre se mostra real diante da verdade que julgamos.
Precisamos da certeza fria na hora certa.
Isso mesmo o tempo nos coloca diante da realidade que um dia foi sonhada.
Viver cada sonho, imaginar toda historia, criar fantasias até que no momento exato nos deparamos eu e você.
Sincronicidade ou coincidência?
Eu vivo o tempo e a mesma energia que buscamos anos diante de tudo que sonhamos.
Quando você se deparar com algo que não imaginava, não duvide da física nem da lógica.
Não subestime seu pensamento mais antigo.
Pois foi dele que fez a realidade de hoje chamada sincronicidade.

A Filosofia é uma atividade permanente de esclarecimento. Não se pode reduzi-la a um esclarecimento da linguagem, como pretendeu a escola analítica. Porque, por trás da linguagem, existem questões reais substantivas, pessoas de carne e osso, e assim por diante. Tratar tudo isto apenas como análise da linguagem é o mesmo que confundir a comida de um restaurante com o cardápio. Quando o dono do restaurante fala para o seu cozinheiro "Nós temos que modificar o nosso cardápio", o cozinheiro faz novas comidas reais. Não simplesmente pega o cardápio e decide escrever tudo diferente.
Quando o dono fala em modificar o cardápio, está raciocinando metonimicamente. Não é modificar o cardápio em si, mas as comidas que estão referidas no cardápio. O que os filósofos fazem é isto. Não estão reformulando somente o cardápio, mas estão colocando dentro da lista novos elementos que não existiam ou não tinham sido percebidos antes.
Esta é a finalidade da Filosofia, o esclarecimento permanente das questões tal como se apresentam concretamente na cultura e na vida humana, e não somente na linguagem. Obviamente, a análise da linguagem faz parte disto, mas como um instrumento auxiliar cuja importância não deve ser muito enfatizada ou exagerada. Porque a maior parte dos elementos que você lida são elementos que ainda não têm uma formulação linguística, são elementos de experiência interior e exterior que às vezes escapam da expressão linguística. Por exemplo, quando apareceram os fenômenos das duas guerras mundiais e das tiranias totalitárias, impondo aos seres humanos uma quantidade de sofrimento e de situações absurdas que elas não conseguiam expressar verbalmente. Se você ler hoje a obra de Alexander Zinoviev, professor de Lógica Matemática, perceberá que ele usa o seu instrumental lógico para criar uma nova linguagem capaz de descrever o que a situação real vivida pelos cidadãos do Império Soviético. Experiência que, portanto, transcendia os meios linguísticos de expressão dos próprios personagens que estavam vivendo. Como poderia ser isto uma mera análise da linguagem se a linguagem para expressar aquilo não existia no momento? Tratava-se, sobretudo de sentimentos e vivências mudas do coração humano que Zinoviev puxará de dentro da alma humana para uma expressão linguística finalmente. E é evidente que a análise da linguagem de Zinoviev não é a mesma que o próprio Zinoviev está fazendo dos acontecimentos e das experiências reais.
A filosofia analítica é uma filosofia de brinquedo, que transforma as questões mais temíveis da existência humana em meros jogos de linguagem. Isto é bom para quem quer ficar se divertindo em casa, mas não para quem quer meter a mão na massa. É um divertimento acadêmico apenas. Às vezes, produz algo de real utilidade, não se pode negar. Quando eu digo que a função da filosofia é lançar luz sobre estas questões reais, então não estou me referindo a meras questões de linguagem ou de lógica. A própria lógica como disciplina científica é um dos dados da situação social e existencial que estamos vivendo. Ela tem uma função dentro, entre outros, do universo da ciência e da tecnologia, e é, por assim dizer, uma força social. Então tem que ser analisada também como força social e não somente dentro dos detalhes formais da própria lógica.

⁠Contemplação

Não é só pele.
Não é só toque.
Não é só desejo.

É um lugar onde duas almas se permitem habitar o mesmo templo.
E o corpo… é apenas a porta.

Quando eu me entrego, não ofereço só curvas e suspiros.
Ofereço um mundo inteiro por trás dos olhos fechados.
Aceito que você me invada — não como quem invade, mas como quem é convidado a entrar.

Permitir que alguém me toque…
É como entregar uma chave e confiar que, do outro lado, não haja pressa.
Só presença.

Porque pra mim, fazer amor —
é como saborear a sobremesa favorita com os olhos fechados.
Com calma. Com vontade. Com gratidão.
Sentir o gosto até o fim, e mesmo assim desejar mais.

É contemplar cada segundo,
cada estremecer da pele,
cada silêncio entre os beijos,
cada arrepio que começa antes do toque.

É pertencer.
É permitir ser morada, enquanto também se habita.

É uma dança onde ninguém lidera,
mas ambos conduzem — com os olhos, com os gestos, com os instintos.

Eu não me entrego por carência.
Me entrego por transbordo.
Porque quero que você sinta o quanto posso ser casa,
mesmo enquanto sou puro incêndio.

A principal mensagem de Natal é a de um Deus Humano que passou por aqui e nos ensinou com os seus exemplos de vida o significado das palavras perdão, justiça, amizade, renovação, força, coragem, partilha, consciência, entre outras que deveriam compor o significado da palavra humanidade. É um legado que renova os nossos corações todos os anos nesta data especial.
Que neste Natal, os nossos corações se renovem no amor de Deus, que tenhamos novas chances de viver de forma intensa o amor em todas as suas manifestações.
Que Deus nos presenteie com o discernimento pra que possamos deixar na história deste ano que passou o que deve ficar, e levar pra o próximo ano que deve continuar a escrever as nossas linhas.
"Que DEUS, o intenso verbo SER, seja conjugado em cada respiração, em cada pensamento, em cada ato, em cada palavra de cada UM de nós, agora, no próximo ano, e para todo o sempre!"

A sensatez de poucas leis e decretos

Penso que um excesso de decretos e de interditos prejudica a autoridade da lei. Podemos observá-lo: onde existem poucas proibições, estas são obedecidas; onde a cada passo se tropeça em coisas proibidas, sente-se rapidamente a tentação de infringi-las. Além disso, não é preciso ser-se anarquista para se ver que as leis e os decretos, do ponto de vista da sua origem, não gozam de qualquer caráter sagrado ou invulnerável. Por vezes são pobres de conteúdo, insuficientes, ofensivas do nosso sentido de justiça, ou nisso se tornam com o tempo, e então, dada a inércia geral dos dirigentes, não resta outro meio de corrigir essas leis caducas senão infringi-las de boa vontade! Para mais, é prudente, quando se pretende manter o respeito por leis e decretos, não promulgar senão aqueles cuja observação ou infração possam ser facilmente controladas.

Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.

"O ADEUS"

Me aproximo
Te abraço
Busco um carinho
Um afago, um olhar apaixonado...

Você,
Tão distante, tão frio, tão calado
Eu só queria,
Sentir teus braços
Presos em meus abraços
O teu cheiro, perfumando meu espaço...

E você
Frio, retraído, impenetrável
Não quer, meus carinhos, meus beijos
Nem mesmo meu afago...

Então busco,
Tuas mãos em minhas mãos

E voce
Discretamente foge do meu contato
Eu doída, cansada,infeliz e arrasada,

Vejo-te...
Saindo devagarinho
Fugindo do meu contato
Para os braços de outra amada.

Jesus é o que Dele se diz que é, e Jesus fará o que Ele disse que fará, portanto, cada um de nós tem que confiar nEle, dizendo: “Ele será para mim o que disse ser, e Ele fará por mim o que prometeu fazer, eu me ponho nas mãos
de Quem foi escolhido para salvar, para ser salvo. Eu confio em sua promessa que fará o que há dito que fará”. Esta é uma fé salvadora, e quem a têm possui a vida eterna. Sem importar quais são seus perigos e dificuldades, sem importar quais são suas trevas e depressão, sem importar quais são suas debilidades e pecados, o que assim crê em Cristo Jesus, não é condenado, e nunca verá condenação.

Coisas do coração ?
Um coração partido dura anos, um coração roubado dura outros tantos ...um coração fechado tem dias, um coração " de pé atrás" também pode durar muito , um coração que não bate por amor ou por paixão pode durar ainda mais...
Corações…Tenho um bocado de medo dessa figura. Desse desenho. Tenho quase sempre medo de ver o meu. Nunca sei ao certo o estado dele. Já o tive despedaçado, perdido, apertado, e até esborrachado...
Não te sei dizer qual a pior sensação. Talvez a ...de não o ter, ou de o sentir espatifado contra uma parede que eu própria não soube derrubar.
Coisas do coração? Queria eu saber cura-las...ou ameniza-las...ou fazer de conta que elas não estão em mim. Mas não. Eu não sei. É tudo em vão. Ele mostra-me sempre onde está...mesmo que...reticente...mesmo que viva na pele de outra pessoa.

Cada um tem o que planta, cada um tem exatamente o que merece de mim...
E vou te falar, tem gente que não tá merecendo NADA, hein!
O mundo gira, coisas melhores sempre aparecem! Acredite, brother, independente da tua crença, tem uma força maior que nós que rege o mundo, e os planos Dele pra vc e pra sua vida, com toda certeza são os melhores! Apenas abra os olhos e veja! Foco, força e fé sempre!
A caminhada é longa, muitas vezes desanimadora e difícil, mais lembre-se, tudo que vem fácil, vai fácil! Então foco na tua missão, porque no final vai ver os frutos do teu esforço e com certeza valerá a pena cada gota de suor, cada lágrima e cada sorriso!
Boa sorte! ;)

A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.

Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.

Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.

As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.

A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.

O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.

Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.

No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.

Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!

Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!

Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.