Carta a um Amigo Especial

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A Lâmina da Luz que Revela Quem Somos.

Há momentos em que a existência se torna um espelho sem polimentos, é justamente aí que descobrimos que o amor e a rejeição não são opostos, mas respostas diferentes à mesma autenticidade. Quem te ama pelo que és encontra afinidade; quem te rejeita pela mesma razão revela apenas os limites da própria sombra.

A personalidade verdadeira essa que não se curva, não finge, não mendiga aceitação ilumina. E toda luz, inevitavelmente, cria contornos: alguns se aproximam para aquecer-se, outros se afastam para não serem vistos. Mas nada disso diminui a grandeza de permanecer inteiro.

A tua essência não foi talhada para caber em espaços estreitos. Ela foi moldada para mover ventos, despertar afetos e provocar mudanças. Ser quem és, sem reservas, é uma dádiva rara; e quando alguém não suporta tua verdade, é porque ainda não sabe o peso da própria máscara.

Conclusão.

Segue firme na tua identidade. A vida sempre coloca ao teu lado aqueles que reconhecem tua força, e afasta silenciosamente quem não tem maturidade para caminhar contigo. Nunca escondas tua luz por medo de incomodar; ela é precisamente o que te torna único, necessário e inesquecível.

“Sê inteiro, mesmo quando isso custar incompreensão. Quem precisa da tua verdade, encontra-te. Quem teme tua luz, apenas passa.”

“Muitos te amarão pelo que és; outros, pela mesma verdade, te rejeitarão. A luz que te revela também é a luz que incomoda. Sê quem és, mesmo quando isso desnuda o silêncio alheio.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

CAMILLE MONFORT — A LIBÉLULA QUE NASCEU DO BRILHO DE UM ÚNICO MUTISMO EM AFASIA.

Ela desceu como quem não pisa mas evapora em segredos em desígnios.
E, no instante em que o porão respirou para recebê-la, eu senti que não era uma mulher que se aproximava…
era um estado da alma.

Camille Monfort surgia sempre assim:
na fronteira onde o silêncio se torna obra,
onde o indizível se condensa em forma,
onde o olhar ainda não sabe que está olhando.

Era uma libélula.
Não dessas que tremulam ao sol, finas e triviais,
mas uma libélula surgida da própria sombra,
uma criatura que aprendeu a voar
do brilho de um único mutismo em afasia.

Porque Camille nunca precisou de palavras.
Ela carregava dentro de si um silêncio que não era ausência,
era presença demais.

E quando entrou no porão,
a escuridão, que até então parecia imóvel,
ergueu-se num sopro quase tímido,
como se reconhecesse nela
a única capaz de decifrá-la.

Ela caminhou até mim.
Não tocou nada.
Mas tudo ao redor se ofereceu como se fosse tocado.
Os objetos antigos, as sombras que eu temia,
aquela dor encostada no canto,
todos se voltaram na direção dela, como se aguardassem que fosse Camille a lhes conceder destino.

E então ela falou.
Mas não com voz.
Falou com o vazio entre seus lábios, com aquele intervalo que precede toda linguagem, com a pureza de uma afasia que não é falha, mas transbordamento.

Era como se dissesse:

"Tu não tens que temer o que é teu.
Toda dor que escondeste esperava por mim.
Vim para devolver-te ao que foste antes do medo."

Eu a vi se inclinar para o chão,
como quem escuta a memória de uma pedra.
E suas asas, ah, essas asas que não existem,
mas que todos sentem, se abriram na penumbra com a serenidade de um ser que conhece sua própria eternidade.

Camille não era mulher.
Era um sopro antigo,
uma lembrança viva de que o espírito tem profundidades que o corpo não alcança.
E ainda assim, ali, tão perto,
ela parecia feita de matéria sensível: pele alva, olhar de penumbra, murmúrio de eternidade no contorno da boca.

“Além da dor”, murmurou o silêncio dela,
“há sempre um lugar onde tu voltas a nascer.”

E nesse instante,
eu soube que Camille Monfort não tinha vindo me visitar.
Não. Ela tinha vindo me devolver.

Devolver-me à minha essência,
às minhas ruínas, à minha claridade esquecida, àquela parte de mim que só aparece quando uma libélula de luz pousa no subterrâneo da alma.

Camille,
a etérea,
a inaudível que tudo diz,
a que paira sobre o não dito,
a que veste a noite e abre a aurora, olhou-me pela última vez antes de falar aquilo que jamais ousarei esquecer:

"Eu sou a tua luz quando não acreditas mais na luz.
Sou a voz que nasce quando tu emudeces.
Sou o que resta quando tudo em ti se partiu."

E então…
ela se dissolveu devagar,
como quem regressa ao próprio mistério, deixando no ar
um pólen de eternidade
que ainda hoje respiro, triste,pesado e sem ar complexos.

Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Inserida por marcelo_monteiro_4

Fragmento Perdido de um Coração em Ruína.

“Se desejas matar-me, não poupes tua ansiedade.
Deixa que ela escorra, lancinante, como um punhal ansioso por minha alma.
Faze com que meu sonho escarlate percorra tua memória, tão santa quanto sepulcral, se nela eu houver de permanecer, mesmo que morto.

Pois te digo: melhor me é morrer em teu pensamento
do que viver sem o teu desejo.
E se meu sangue imaginado tingir a lembrança que guardas de mim,
que assim seja.
Nada mais terrível suporta meu espírito
do que desaparecer sem deixar em ti uma sombra,
um tremor, um eco,
um lampejo que seja de minha dor.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O Cativeiro da Agonia.

“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.

Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.

E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.

Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O Filho Pródigo é talvez a mais conhecida das parábolas de Jesus, apesar de aparecer apenas em um dos evangelhos canônicos. De acordo com Lucas 15:11–32, a um filho mais novo é dada a sua herança. Depois de perder sua fortuna (a palavra "pródigo" significa "desperdiçador", "extravagante"), o filho volta para casa e se arrepende. Esta parábola é a terceira e a última de uma trilogia sobre a redenção, vindo após a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola da Moeda Perdida.

Esta é a última das três parábolas sobre perda e redenção, na sequência da Parábola da Ovelha Perdida e da Parábola da Moeda Perdida, que Jesus conta após os fariseus e líderes religiosos o terem acusado de receber e compartilhar as suas refeições com "pecadores".[1] A alegria do pai descrita na parábola reflete o amor divino,[1] a "misericórdia infinita de Deus"[2] e "recusa de Deus em limitar a sua graça".[1]

O pedido do filho mais novo de sua parte da herança é "ousado e insolente"[3] e "equivale a querer que o pai estivesse morto".[3] Suas ações não levam ao sucesso e ele finalmente se torna um trabalhador por contrato, com a degradante tarefa (para um judeu) de cuidar de porcos, chegando ao ponto de invejá-los por comerem vagens de alfarroba.[3] Em seu retorno, o pai trata-o com uma generosidade muito maior do que ele teria o direito de esperar.[3]

O filho mais velho, ao contrário, parece pensar em termos de "direito, mérito e recompensa"[3] ao invés de "amor e benevolência".[3] Ele pode representar os fariseus que estavam criticando Jesus.

Inserida por marcelo_monteiro_4

NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.

Inserida por marcelo_monteiro_4

POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Relembrando
a amizade
com um filho
de Caxias,
Para acordar
que na Pátria
vizinha
tem gente
padecendo
a noite brumosa,
e a tropa
sofrendo
da mesma forma.

A devastação
do regime
do meu país
deixou mais
rastros nele
do que em
qualquer outro;
E se vivo aqui
ele estivesse
estaria em
desgosto só
de saber que
a história se
repete até
em outro país.

Desapareceram
com o General
e que estão
ocultando
isso há 73 dias,
e que todos
sabem que
ele foi preso
injustamente
e jamais fugiria;
A liberdade ainda
não chegou
para a juíza,
o jornalista,
os médicos
e tantos outros
que por motivos
diferentes
são vítimas
da mesma sina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um jovem perdeu
a visão por
perdigonazos,
Tu não sabe
o quanto a mim
me dói a notícia
de cada filho
ferido ou tombado.

Responder a um
cumprimento,
a um pedido
ou pergunta
é sinal de respeito:
Onde está o General?

Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
seguem longe
das vistas,
e em especial
para duas visitas
foram encerrados.

Por favor,
me responda
se o General
Rodríguez Torres
continua vivo!

Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
receberão
uma manifestação
de autoria
do autoproclamado,
Mais uma
trapalhada
para a coleção.

Não faz sentido
tanto silêncio
envolvido...,
Da mesma
forma tanta
austeridade
que chega
dar enjoo,
Há outros oficiais
forçosamente
desaparecidos,
E sobre o General
e todos eles
nenhum pio,
Tudo isso
só causa
mesmo é arrepios.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O filho de
um outro
General não
reconheceu
a voz do Pai
numa gravação,
Não entendo
como
conseguem
conviver
o tempo
todo com
a ideia
de conspiração.

Pais correndo
contra
o tempo
querendo
saber
do filho
há mais
de 8 semanas,
E eu escrevendo
e escrevendo...,
Ainda estou
tentando crer
que cada
palavra
minha cairá
no ouvido certo.

Do General
injustamente
aprisionado,
nada mais
sabemos
como tem sido
há mais de
dois meses;
E hoje pelo jeito
será um
dia a mais
que nada
saberemos mesmo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠América Latina
é um lugar onde
Pai e a sua filha
foram arrastados
pelas oligarquias
e afogados
pelas correntezas
do Río Bravo.

Todos nós não
passamos de
uns afogados
no oceânico ego,
E sem saber
que nele
já falecemos:
Viramos um
real cemitério
de gente viva.

Na Colômbia
virou corriqueiro
ter seus
líderes sociais
assassinados,
e ficar tudo
por isso mesmo.

Mais de um
imigrante haitiano
tem sido
assassinado,
Todo o dia
um venezuelano
se vê obrigado
a ir querendo
nunca ter ido,
e sem razão
nenhuma
sendo ofendido.

O General
que tanto falo,
Você sabe que
ele é inocente
e que já era
para ter
sido posto
em liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Falo de prisões
e de gentes
para pedir para
o além o auxílio
para que guarde
um General
que foi preso
de maneira
muito covarde,
E da mesma
maneira da tropa
e de outro
que dizem que
ele virou um
fantasma militar.
A nossa tragédia
imigratória
e as prisões
políticas não
nos comovem
como deveriam;
Vejo pessoas
em postos
importantes
em instituições
e que defendem
os DDHH de
forma seletiva.

E sempre fica
tudo por
isso mesmo,
Tudo vira safra
de sinais óbvios
que nós somos
o nosso próprio
perigo diários;
Cultivando
um novo tipo
de egoísmo
no cotidiano,
Optando por não
pensar como vício:
Chegaremos a um
ponto que seremos
desautorizados
a chorar as nossas
próprias misérias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.

A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?

O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.

O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sob a mirada
de um dos 7
infantes de Lara,
O Comissário
libertado,
e o advogado
foi aprisionado.

Na lembrança
(o calendário),
No coração
(há esperança).
Dizem que
desde o dia
28 de abril,
Sobre o General
que ninguém
mais sabe,
e nem mais viu.

Na cabeça (a dúvida),
No lábio (a pergunta).

O velho sargento
infartado,
Este giro tem
causado um
total enfado,
Excessos contra
a tropa tem
causado um
incalculável
e brutal estrago.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em reverência
ao legado dos
heróis da Batalha
de Carabobo,
É preciso dar
um basta de tanta
falta de respeito
com o povo;
É preciso recordar
as origens,
derrubar o bloqueio
e alçar a vitória.

Mística celebração
na madrugada em
busca de resgatar
a união cívico-militar,
É preciso a paz
e a justiça recuperar.

Como é terrível
não saber que
até agora não
há nenhuma
prova concreta
de vida do General,
que nem preso
deveria estar;
Se tiver sobrevivido
a todo o maltrato
e injustiça
dos calabouços.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Hoje não teve
desfile militar,
Um dia triste
como este
não há como
não lamentar.

Mesmo assim
poesia não
poderia faltar,
E doa a quem doer,
Não vou parar
de querer
saber como
está o General.

Não vou parar
de perguntar:
para onde é
que levaram
o General?
O grito do teu
silêncio infame
a mim soa
rude e gutural.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Faltando um dia
para completar
cinquenta dias,
Acompanhei
em mil orações
os passos
dos velhos pais
rumo ao quartel
em busca
do filho General
injustamente detido;
Sofro com eles
o silêncio
ensurdecedor
do inferno de cinco
e malditas letras,
para que
tu
não te esqueças: ...
a minha outra
parte também
é cigana e perdoa,
mas também pragueja,

Espero que ele
ainda esteja vivo; ...
da irmã ouvi
o desesperado grito,
O General para mim
continua desaparecido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Manhã cor de gris
e de Greve Geral
contra a Reforma
da Previdência,
Tempo estranho
de um General
não tão conhecido
sendo julgado por
um tribunal civil,
Estamos vivendo
uma Torre de Babel,
Ex-Presidentes
presos e em exílio,
Não sei por qual
caminho andará
o continente,
Não quero perder
o leme e a rima,
O La Patilla
indenização
haverá de pagar.

Mesmo que
o mundo vire
de pernas
para o ar,
Deixe a Aporrea
se expressar,
As pessoas
têm o direito
de se informar.

Vários oficiais
incomunicados,
Disseram que eles
foram torturados,
Mais uma obra
bizarra do Inferno
de cinco letras
Contra homens
e mulheres;
Faço vergonha
espalhada para
que o mundo
jamais esqueça.

Pelo General
preso inocente
em Fuerte Tiuna
não vou parar
de pedir para libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Discutem cifras
de quantos são
os meus irmãos
em imigração,
Não importa se
são um, dezenas
ou quatro milhões;
Quando um filho
deixa a sua Pátria
por qualquer que
seja a carência,
O problema é
de todos que não
estenderam a mão
para ajudar
com benevolência.

Se imigrante este
irmão de continente
em diáspora
aqui se encontrar,
Aqui ele será
bem recebido,
Neste mundo até
quem tem faz idéia
nasceu peregrino;
Por isso comento
e não esqueço
de nenhum povo
que de dor padece:
o egoísmo tornou
La Guajira um
lugar esquecido.

Perguntam onde
está o General,
Pois dele não se
sabe o paradeiro,
Se vivo está e se
encontra inteiro;
Ontem também
e segue sendo
o questionamento
dos membros
do movimento,
E a única coisa
que posso fazer
é rezar em silêncio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Descobrimento do Brasil
na verdade é um título
do encobrimento
de uma invasão colonial
que deixou a Pátria gentil
em encolhimento brutal.

O Descobrimento do Brasil
não é data para se comemorar
aqui os invasores só vieram
para destruir, matar e roubar,
e quem permaneceu aqui
deveria na vida acordar.

O Descobrimento do Brasil
manchou a Pindorama
com sangue, guerras e escravidão,
não posso jamais varrer
para debaixo do tapete a podridão
por amor próprio e a Nação.

O Descobrimento do Brasil
é data para se responsabilizar
para o quê há de pior não se repetir;
porque ainda há condições
da nossa Pátria a gente resgatar:
e fazer o Brasil Brasileiro ressurgir.

#DescobrimentodoBrasil

Inserida por anna_flavia_schmitt