Carta a um Amigo Especial
Não é com areia que se constrói um castelo,
mas com sentimentos verdadeiros!
Quando o sentimento é verdadeiro,
as paredes são fortes e o teto inabalável
Não há escassez provocada pelo tempo de convivência
e não há mal que possa a estrutura abalar
A felicidade não tem prazo de validade, é 4r
Quando duas pessoas verdadeiramente se amam
não se completam, transbordam
a gente sente que é a pessoa certa quando ela enfrenta nossas tempestades e abre um guarda-chuva no meio de todo o caos
a gente sabe que é de verdade quando a pessoa empresta o ombro
senta para escutar e faz cafuné
a gente sente que é pra valer quando a pessoa desorganiza a cama
e se encaixa na nossa desordem
Se você cobra atenção, carinho e reciprocidade dentro de um relacionamento aprenda que o seu lugar não é ali.
Te peço para que não se acostume a ser uma pessoa que dá amor e não recebe. Não se acostume a ter mensagens não respondidas.
Essas coisas vêm no modo "automático" sabe?
Quando gostam da gente de verdade a gente sente, percebe, nota... A gente vê acontecer.
Acho super válido você esperar aparecer um cara legal na sua vida. Alguém que faça você ficar acordada conversando depois que ele chegar do trabalho. Alguém que tenha gostos musicais parecidos com o seu e que ame cada detalhe seu.
Acho super válido esperar para namorar alguém sério, sem medos e insegurança. Ter alguém para dividir cama e o edredom. Alguém para você preparar a comida ou a bebida preferida, tomar banho juntos e planejar o final de semana.
Isso vale muito mais do que se relacionar com alguém que dá sinais de que só vai passar um tempo na sua vida.
Chega um momento na vida da gente que não queremos mais perder tempo com o cara errado... Eu resolvi esperar.
CONSCIÊNCIA
No contexto da vida cotidiana, a consciência deve ocupar um lugar de destaque para enfrentarmos os desafios do dia a dia com maior discernimento. O fortalecimento dela ocorre através do aperfeiçoamento da compreensão, da percepção, do bom senso e da reflexão sobre os valores que norteiam a existência do homem. Assim, compreender a importância da consciência é fundamental para o bem-estar mental e físico, pois ela influencia diretamente na tomada de decisão.
A compreensão é a base para a convivência harmoniosa. Indivíduos que desenvolvem essa habilidade conseguem interpretar informações com profundidade, evitando julgamentos precipitados. Além disso, a compreensão promove a empatia, permitindo que as pessoas se coloquem no lugar do outro e respeitem diferentes perspectivas.
A percepção, por sua vez, é o processo pelo qual os indivíduos absorvem e interpretam estímulos do ambiente. Uma percepção aguçada possibilita que se reconheçam padrões, emoções e intenções ocultas em interações sociais, contribuindo para a tomada de decisões mais conscientes. No ambiente profissional, a capacidade de perceber nuances nas relações interpessoais pode ser um diferencial, pois permite uma maior adaptação diante dos desafios.
O bom senso é um dos pilares fundamentais para uma conduta equilibrada. Ele orienta as ações humanas ao estabelecer limites coerentes entre o que é correto e o que é inadequado, evitando excessos e imprudências. Indivíduos que exercem o bom senso conseguem avaliar circunstâncias de maneira atemporal, levando em consideração o impacto de suas escolhas no contexto em que estão inseridos. Dessa forma, o bom senso desempenha um papel essencial na promoção da harmonia social.
O juízo é a capacidade de analisar situações com lógica e discernimento, tomando decisões fundamentadas em princípios sólidos. O exercício do juízo crítico permite que os indivíduos diferenciem informações relevantes de superficiais, contribuindo para posicionamentos mais bem embasados. No campo ético, um juízo bem desenvolvido auxilia na distinção entre valores essenciais e influências externas que podem desviar a conduta pessoal.
Diante do exposto, entendo que essas qualidades são indispensáveis para o fortalecimento de nossa consciência. Quando as pessoas desenvolvem essas habilidades, elas se tornam mais aptas a enfrentar desafios com maturidade e a tomar decisões mais assertivas. Acredito também que identificar os elementos que se contrastam a essas camadas é importante para evitar o atraso das nossas faculdades e não pecarmos por conveniência. Afinal, quanto mais desenvolvemos nosso entendimento sobre o mundo e sobre nós mesmos, mais preparados estamos para contribuir positivamente para a sociedade.
Goiânia,2025 - @R_Drigos
Problemas não são invisíveis
A desigualdade social é um dos problemas mais desafiadores a serem enfrentados pelo Brasil. Segundo dados do IBGE de 2024, quando excluídos os programas sociais do governo, 32,4% da população brasileira vivem em condições de extrema pobreza. Enquanto isso, 1% dos mais ricos ganham 39 vezes mais que os paupérrimos. Essa discrepância acentuada é um reflexo das questões culturais e políticas públicas ineficazes que perpetuam a desigualdade social brasileira.
Inicialmente, é necessário desafiar a percepção de que o mal é originário da população pobre. Esse estereótipo, amplamente disseminado pelos meios de comunicação, prejudicou a distribuição equitativa de oportunidades. Historicamente, a geração atual foi influenciada por canais de comunicação que retratavam as dificuldades da sociedade associadas às pessoas pobres, enquanto os ricos eram frequentemente isentos dessa caracterização.
Em 1872, o censo realizado por D. Pedro II revelou que a população escrava representava 15,24% do total de habitantes no Brasil. Embora o país tenha possuído milhões de escravos, foi o último na América Latina a abolir a escravidão. Com a promulgação da Lei Áurea, essas pessoas recém-libertas não tiveram acesso a meios para reiniciar suas vidas; em vez disso, as vagas de empregos remunerados foram ocupadas por imigrantes brancos de ascendência europeia. Esta herança negativa da escravidão perpetua-se até os dias atuais, com as melhores oportunidades sendo distribuídas de maneira elitista e desigual.
Ademais, as políticas públicas implementadas ao longo dos anos têm se mostrado insuficientes para combater de forma eficaz a desigualdade. Programas sociais, embora relevantes, não conseguem reverter o problema da pobreza extrema. É imprescindível dar uma atenção especial à educação, com ênfase na valorização do professor e na oferta de ensino de excelente qualidade para todos.
Diante desse cenário, é imperativo que a questão da desigualdade social seja mais debatida e que a educação seja uma prioridade dos políticos. A combinação de mudanças culturais e a adoção de políticas públicas mais inclusivas e equitativas são essenciais para diminuir a disparidade entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil. Somente assim será possível construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Autor: @R_Drigos
Referências: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2024). Dados de Pobreza e Desigualdade Social no Brasil.
O respeito aos idosos é um tema de grande relevância em âmbito mundial, uma vez que o envelhecimento é inerente à condição humana. Contudo, observa-se que, em muitas sociedades, essa parcela da população é frequentemente negligenciada, em decorrência de estereótipos negativos associados à velhice. Tal situação gera impactos negativos não apenas para os idosos, mas também para a coletividade como um todo. Nesse contexto, medidas como o incentivo ao envelhecimento ativo e a valorização da sabedoria acumulada mostram-se fundamentais para reverter esse cenário.
Em primeiro lugar, o incentivo ao envelhecimento ativo constitui uma estratégia eficaz para combater a desvalorização dos idosos. O conceito de envelhecimento ativo refere-se à continuidade da participação dos idosos na vida social e cultural. Nesse sentido, programas que promovam atividades intergeracionais, como oficinas, palestras e eventos culturais, são capazes de fortalecer os laços entre as gerações e de preservar os valores culturais. Além disso, tais iniciativas contribuem diretamente para a melhoria da saúde física e mental dos idosos, favorecendo o bem-estar dessa população.
Em segundo lugar, a valorização da sabedoria acumulada pelos idosos é essencial para o fortalecimento da sociedade. As experiências vividas por essa parcela da população proporcionam conhecimentos únicos, como habilidades na resolução de conflitos e na preservação de tradições culturais. A dedicação de tempo para ouvir os idosos e demonstrar gestos de respeito no cotidiano são formas simples, mas significativas, de valorizar essa experiência. Ademais, ao reconhecer a importância dos idosos, cria-se um ambiente social mais empático, que beneficia indivíduos de todas as idades.
Dessa forma, ao promover o envelhecimento ativo e valorizar a sabedoria acumulada dos idosos, a sociedade não apenas melhora a qualidade de vida dessa população, mas também enriquece seu próprio tecido social. Respeitar e dignificar os idosos é uma responsabilidade coletiva que transcende fronteiras e culturas, sobretudo porque todos, em algum momento, farão parte dessa etapa da vida.
No mundo de hoje, a amizade tem se tornado líquida. Esse tipo de relação é definido por um baixo nível de compromisso. Evidenciando a dificuldade das pessoas abordarem temas profundos, restringindo-se a conversas do dia-a-dia. Conversar e ampliar o conhecimento podem auxiliar no desenvolvimento de uma relação afetiva mais sólida. Dessa forma, é possível cultivar amizades com raízes profundas.
Primeiramente, o fato da facilidade com que se estabelecem e se desfazem amizades, muitas vezes mediadas pelas redes sociais, contribui para a sensação de falta de apoio. A priorização da qualidade sobre a quantidade nas relações interpessoais se mostra crucial, ao invés de buscar uma vasta rede de contato superficial. Essa abordagem permite a transformação de meros conhecidos em amigos íntimos, capazes de oferecer apoio emocional e crescimento mútuo.
A quebra de preconceitos, sejam eles sociais, culturais ou pessoais, é fundamental para a cultivação de uma amizade autêntica. O julgamento com base nessas características impedem a construção de laços genuínos, por causa de ideias de superioridade. A superação desses paradigmas, cada vez mais presente na sociedade moderna, é imprescindível para o florescimento de amizades verdadeiras.
Portanto, para termos amizades com raízes profundas, é necessário romper preconceitos e investir tempo em uma comunicação aberta e honesta. Ao permitir a expressão de sentimentos e vulnerabilidades, criamos um ambiente de confiança mútua capaz de sustentar uma amizade verdadeira, transformando amizades líquidas em conexões sólidas que podem ser um porto seguro em meio às turbulências da vida moderna.
A arrogância e suas consequências na sociedade
A arrogância é um traço humano que se expressa através de comportamentos de superioridade e desprezo pelos demais. Ela pode acontecer em uma variedade de ambientes. Esse problema tem se tornado cada vez mais comum devido à necessidade de aprovação pelos outros e o extremo individualismo. Portanto, esse assunto exige uma observação cuidadosa dos seus sinais e sintomas.
Sob esse ponto de vista, a necessidade de aprovação alheia faz com que a pessoa não desenvolva uma autoestima sólida e independente, tornando-se um indivíduo vulnerável à insegurança e à dependência emocional. Em suma, esse medo de isolamento pode ser superado quando a pessoa aprende a valorizar suas próprias qualidades, visto que o reconhecimento externo é supérfluo.
Outrossim, o individualismo em detrimento do “nós” reforça atitudes, inadequadas, de superioridade. Esse comportamento causa barreiras à comunicação, impedem a formação de relacionamentos saudáveis e provocam prejuízos tanto para quem o pratica quanto para as pessoas próximas. Por causa disso, é importante ter humildade e buscar a construção de laços baseados na reciprocidade e no respeito mútuo para combater o individualismo exacerbado.
Diante desse cenário, torna-se essencial para o egocêntrico buscar promover valores de empatia e autoconhecimento. É fundamental também, que as pessoas ao seu redor saibam quais são os limites importantes, comunicando-se de forma assertiva e não permitindo que seu bem-estar seja prejudicado por atitudes arrogantes.
Ultimamente, tenho vivido no modo automático. Respiro, mas não sinto. Caminho com um vazio no peito que ninguém enxerga. É como se minha alma estivesse exausta de mim mesmo.
O silêncio da noite me envolve, mas não me acalma. Estou aqui, mas ao mesmo tempo, tão distante. É uma presença ausente, carregando um fardo que os olhos não alcançam.
Resta o vazio... quando tudo o que um dia fez sentido desaparece e só a solidão permanece.
E no final, me pergunto: quem sou agora? Porque aquele que eu era... já não existe mais.
Luiza tem o cheiro de poema e daquele mar azul em tarde ensolarada
Ao lado dela eu me sinto em um lugar feito de risos e sorrisos.
Ela é forte, decidida, sabe exatamente o que quer e o que não quer ! Ela é mulher de fé, mulher Deus como ela mesmo diz que é.
Ela é intensa, ama, sente, abraça e é verdadeira! Ela sabe se expressar e simplifica a vida.
Ela é prática. É livre de agradar aos outros. Diz aquele NÃO, puro, simples e sorrindo.
Ela tem raciocínio rápido. É inteligente. Criativa. Amável. Amorosa. Carinhosa e
Corajosa. Muito corajosa.
Ela é e sabe ser é graciosa, plena.
Me diz que quer ser bailarina, quer amar e se casar. Ela quer ser MÃE !
Eu a admiro.
SIM. Minha doce LUÍZA GARCIA SODRÉ.
A minha garota de faculdade que me foi apresentada pela Tia Grazy em pleno Maternal.
Desde tenra idade que o som de um piano me encanta, seduz e acalma.
Há dias, num sonho, tive a revelação de tão gozosa predileção:
- Noutra vida, eu fui um homem de forja que batia ferozmente no ferro quente com o martelo em ritmo compassado na bigorna feita instrumento, como se estivesse a matraquear com os dedos calosos e inchados no suave teclado de um piano desafinado.
SAUDAÇÃO DE UM BICHO
Nunca eu vos enganei
Ó gentes do meu amar
Porque haveria eu de vos lograr
Se não sei o que sequer serei?
Tal e sempre por bem vos amarei
Com raízes espetadas no coração
Que alimentam como se fosse o pão
Vivo de esperança, ai, eu o hei!
Trago-vos vivos no meu olhar
Aqueço-vos na minha fogueira
Mesmo que ela apague a noite inteira.
É este o bicho homem a saudar
Outros da mesma massa de amassar
O pão da vida ainda por levedar...
Carlos De Castro
Finisterra, 26-05-2022.
LETRAS POR ESCREVER
Serão escritas um dia, da serra
Rumo ao mar
Outras letras minhas
Sereninhas,
Inocentinhas
Que enviarei desta terra
Ao vento do meu gritar
Para poisarem no telhado
Da casa da escuridão
Em que escrevo versos
Controversos
Sem me deixarem comer
Desta fome de paixão!
Que ilusão
Que bendito chão
Da pocilga em que nasci...
Pelo menos aí
E ai,
Eu era carne de minha mãe,
Que Deus tem,
Sangue dela
E a dor sentida
Repartida
A acender a primeira luz da vida
Na vela
Pelas mãos nervosas de meu pai.
O CÃO QUE CANTAVA ÓPERA
Eu já tive um cão
Baixinho como eu que o sou
No destino e na pernada,
Que cantava ópera farsada
Sempre que eu dizia ao serão
Versos de dor a uma fada.
A ópera do meu cão, uivava
Numa voz tão pura de fina
Como alguma jamais encontrada
Em cantares de gente canina.
Tinha um não sei quê de magia
Saída pelos foles da garganta,
Sim, porque um cão triste canta
E encanta
No silêncio da noite vazia.
Um dia de sábado pela manhã fria
O meu cão de ópera já não operou...
Estava rígido, teso, na alcofa
Que ele tinha, meu Deus, tão fofa!...
Nem se despediu de mim
O companheiro amado...
Ele acabou o seu fado
E eu, sozinho assim
Não voltarei a dizer poemas
Porque dão azar e penas!
(Carlos De Castro, in Igreja de Argoncilhe, 22-06-2022)
O VAGABUNDO DAS FOLHAS CAÍDAS
Ando perdido há tanto tempo
Na noite de um amarelo profundo,
Quase cego
Sem meu ego,
Que fará o do mundo.
Sou no tempo, um vagabundo
De olhar iracundo,
E de sonhos quase igual
Vestindo roupa de gente
Mas sempre nu,
Tão diferente
No ser e na mente
Infelizmente desigual.
Mundo, não leves a mal
A distorção dos sentidos
Porque há acessos proibidos
Nesta vida de mortal.
Desejo tanto ser esquecido
Por mim,
Mesmo sem ter ainda vivido
O meio do princípio do fim.
(Carlos De Castro, in Porto, 25-06-2022)
A MENINA E O PATINHO
Um dia, um poeta foi pai
De uma menina pequenina
Engraçadinha e redondinha
Que era o seu ai, ai.
Dava-lhe tudo o que ela pedia
Mesmo quando a menina cresceu
Em idade e sabedoria
Pela graça que Deus lhe deu.
E a menina cresceu, cresceu
E ficou sempre pequenina
E redondinha
Mas não de fala mansinha.
E o poeta lembrou-se do antanho
Quando lhe comprou um patinho
Pequenino, amarelinho
E fez-lhe um pequeno laguinho
Onde ela e o pato tomavam banho.
Um dia, o patinho morreu.
A menina, graças, ainda é viva
Mas muito cruel e altiva.
Então esse poeta como eu
Resolveu
Não querer comprar mais patinhos
Amarelinhos
Nem fazer mais laguinhos.
(Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 29-06-2022)
POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE
Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.
(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)
ALMA PERDIDA
Caiu-me a alma.
Não sei se dentro de um rio,
Ou na turbulência do mar.
Talvez na montanha
Tamanha de frio,
No calor do estio,
Quente de enregelar.
Será que ela fugiu de mim
E se esconde na cidade imensa
À espera da recompensa,
Numa espécie de arlequim
De rir pelas ruas
Sujas e nuas.
O que é que minha alma pensa?
Fartei-me dela, tão tensa
E cada vez mais pretensa
Gozando comigo sem par,
Que não perco mais um minuto
Em absoluto,
Para a encontrar!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-09-2022)
P A R E I
Precisava do ar das serras.
De tantas terras.
Faltava-me o iodo do mar.
Nem um ou outro eu pude aspirar,
Porque me prenderam no mesmo lugar.
Diz-me, então, porque paraste
Porque de ser tu, deixaste?
- Sei lá!...
Só sei
Que quando parei,
A minha vida ganhou outra luz
Como candeia que reluz
No quarto da solidão
E transforma a minha cruz
Num madeiro de expiação.
Afinal,
Até ao juízo final...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2022)
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