Carta a um Amigo Especial
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
Eu só queria um punhado de felicidade,
Um átomo de luz nesta treva imunda.
Mas a alma, ferida, clama em vão por paz,
Em meio a este caos, a dor me consome.
A vida, um labirinto sem saída,
Um abismo negro, onde a esperança se afoga.
A carne, prisão da alma atormentada,
Em decomposição lenta, feito folha seca.
O cosmos, indiferente, gira em seu eixo,
Enquanto a Terra geme, em sofrimento eterno.
A ciência, impotente, não cura a dor,
E a fé, um véu frágil, que se desfaz ao vento.
A morte, alívio cruel, me chama a si,
Um sono profundo, sem pesadelos e aflições.
Mas a vida insiste, em sua crueldade,
E eu sigo, arrastando meus passos, em direção ao fim.
Um punhado de cinzas, tudo que restará,
Quando a alma se libertar desta prisão carnal.
E no silêncio do nada, encontrarei a paz,
Que em vida, me foi negada.
Sob um céu onde o tempo se desfaz,
Duas almas encontram o eterno compasso.
Na dança macabra entre a vida e a morte,
Se entrelaçam, desafiando o corte.
Os ecos de um juramento sagrado,
Ressoam nas criptas onde o silêncio é guardado.
Nem o frio do mármore, nem o peso do chão,
Pode deter a ardente união.
Eles caminham entre o limiar sombrio,
Sombras e luz fundem seu brilho.
E em cada suspiro, em cada tormento,
Renascem, imortais, em doce sofrimento.
Quando o véu da mortalha cobre seus olhos,
Ainda assim, suas almas, eternos escolhos,
Se encontram, se tocam, se tornam um só,
Num amor que o cosmos nunca destrói.
As estrelas podem cair e o mundo ruir,
Mas na vastidão do além irão insistir,
Porque mesmo diante do abismo e seu poder,
Essas almas juraram nunca se perder.
Na cripta poeirenta, onde a luz hesita,
Sob arcos quebrados que o tempo medita,
Um homem aguarda, de alma trespassada,
A dama da noite, a espectral amada.
Não carne mortal, mas sombra e desejo,
Com asas de couro e um frio cortejo
De sussurros lascivos que o vento conduz,
Ela emerge das trevas, banhada em não-luz.
Seus olhos são poços de estrelas extintas,
Promessas de gozos e dores infindas.
A pele é alabastro tocado por gelo,
Mas queima o mortal num profano apelo.
Ele busca o toque que a vida abomina,
A garra suave que a carne combina
Com a dor extasiante, o arrepio letal,
Um beijo que rouba a centelha vital.
Entrelaçam-se os corpos em dança sombria,
O mármore frio, a febre que arrepia.
Seu hálito é enxofre e jasmim decadente,
Um vinho amargo que o embriaga e mente.
Mordidas que marcam, não só pele, mas ser,
Um pacto selado no impuro prazer.
O sangue que escorre, um rubro detalhe,
Na tela macabra onde o amor não falhe.
É um amor de abismo, de fim iminente,
Nutrido na ânsia do que é diferente.
Ele, prisioneiro do encanto infernal,
Ela, demônia achando um gozo mortal.
E quando a penumbra reclama seu vulto,
Deixando-o vazio, sozinho, inulto,
Resta a marca na alma, o frio do além,
Do amor proibido com quem não convém.
brasil, 8 de fevereiro de 2025.
a um morto qualquer a quem se aplique,
você foi incrível, blá, blá e blá.
sua trajetória de vida foi linda, blá, blá e blá.
faz falta, blá, blá e blá.
quantos sonhos que nunca serão realizados, blá, blá e blá.
blá, blá, blá e etcetera.
mas a quem temos, a partir de agora, são os outros: flores aos vivos!
ao morto: meus sentimentos!
com afeto,
A ARTE DO ACASO
Outrora, avesso ódio sentia,
Só podes Odiar o que amastes um dia,
Expressarei amargo em um papel,
Que amassarei e remessarei ao léu,
Do que vale lágrimas incompreendidas?
Borrando a imagem do que sonhei um dia.
Outrora, avesso amor sentia,
Não podes amar o que não se conhecia,
Expressa e amarga poesia,
Que foi lida sem nenhuma alegria,
Do que vale pessoas incompreendidas?
Borrando o desenho de nossas vidas.
Eu sei que há um lugar onde você pode ouvir ruídos de folhas suave
e o silêncio do mar
eu sei que há um lugar onde a bondade será costumeira e mútua
Encontrar a fé verdadeira que encha nossos corações e que conforte- nos
E enquanto nossos corações estiver unidos ,nosso mundo sempre estará sorrindo.
Um papo com a lua
O amor, um sentimento capaz de fazer você ir de 0 100 numa velocidade absurdamente rápida.
Te ludibria, fazendo aquele homem frio imaginar sua amada o enchendo de carinho, faz o coitado ter memórias de algo que nunca viveu. Faz você se sentir idiota, porque você é idiota, porque você amou, eu odeio amar.
Não é o fato de amar que faz você idiota, é o fato de você amar quem não devia, quem não fez questão do seu "amar".
Pessoas que amam demais sempre se machucam, são incapazes de machucar alguém, eu sou a machucada.
Pode parecer um discurso de ódio, mas juro que não é, não é ódio que sinto a escrever o que penso do amor, é pena, pena do que eu poderia ter evitado de sentir, pena de lágrimas que eu poderia ter poupado, se não tivesse amado demais, quem deveria ser amado de menos.
Uma das coisas mais confortantes que um ser humano pode receber é a solidariedade.
Aquela espontânea desprovida de interesse que brota de coração para coração.
Aquela como uma mão que te segura no exato momento de uma iminente queda.
Aquela que vem como uma simples palavra mas a palavra chave, salvadora e divina, a solução ou amparo que tanto procurava mas não sabia da sua existência.
Aquela que vem com amor.
Hoje fui feliz.
Hoje fui contemplado.
Hoje me sinto um privilegiando;mas
Hoje fiz uma introspecção e não me lembrei quando fui solidário;
Hoje firmei compromisso comigo que também irei me doar, portanto,
Pergunto: quando efetivamente foi solidário, você lembra????????
Um pouco de poesia...
O encontro...
Penetro no oceano intempestuoso de te tua alma
Naufrago nos profundos sonhos do teu ser
Estendo as mãos à menina de teus olhos
E me resgato em você...
Vejo e sinto o universo da vida
Envolto na inconstância do querer
Espero as ondas me conduzirem
Ao terreno sólido da praia...
Penetro na areia de que foi feito
Sinto que o barro perfeito
Hoje feito e modelado segue em sopro e vida...
Espero como barco não naufragado
Feito ancorado
No mais profundo do teu barro
Ser teu porto a luz do sol e na obscuridade da tempestade...
Sonhos Traídos
Um sonho quando traído,
Transforma-se em pesadelo,
Fica a vagar em um mundo imperfeito,
Aquele que um dia sonhou,
Todos os planos abandonou,
Deseja então, tornar-se um sonho novamente,
Um sonho bonito, um alto ideal,
Tem sua morada no plano astral,
Depois de traído, ele cai para o plano astral inferior,
Onde passa a viver com mentiras e más intenções,
Ai deste sonho, ai de seu sonhador,
Estão sempre ligados,
Tendo esta relação marcada pelo ódio,
Causando dor devido ao enorme rancor,
Por mais que tentemos os sonhos não podem ser destruídos,
Ao se sentirem esquecidos,
Se tornam algo horrível,
Estes são os sonhos traídos.
( Este poema foi inspirado pelo livro de "Contos de Horror e Mistério" do meu professor " Orestes Jayme Mega")
Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.
ALGO ALÉM DA VISÃO
Este bloco de gelo acoberta uma chama;
meu olhar de Saara tem um lago oculto;
algo bom me reside, apesar da má fama,
sou alguém nas entranhas da faixa e do vulto...
Levo muitos pecados, mas mereço indulto;
tenho vida real escondida na trama
do boato e do vero; da ira e do culto;
acharás a minh´alma, revirando a lama...
Quem me quer venha fundo, mergulhe sem cisma;
queira mesmo a verdade, menospreze o prisma,
pra julgar meu melado considere a cana...
Tudo tem fundamento, sentido e razão;
cada cena e cenário algo além da visão;
minha capa de andróide uma máquina humana...
É um equívoco atribuir a este ou aquele indivíduo total ausência de vaidade. O ser humano é vaidoso por natureza, embora nem sempre possa dar vazão, por motivos que incluem condições socioeconômicas, a todos os pormenores de sua vaidade.
Quem usa roupas rasgadas mesmo podendo vestir-se com apuro ou luxo, é porque vê nisso algum charme. Portanto, é vaidoso. Aliás, faz pouco tempo que a última moda eram as roupas deliberadamente rasgadas. Ainda há, com menos frequência, pessoas que usam essas roupas, bastante caras, com rasgões estilizados produzidos nas confecções. Quem não pode comprá-las, mas aprecia essa moda, produz o efeito em casa e certamente alcança o objetivo de estar em sintonia com o mundo moderno.
A vaidade está refletida nas roupas, nos carros, nas bicicletas, nos aparelhos de celular, nas casas e muito mais. Ela se configura quando aquilo que usamos ou obtemos não tem a única intenção de nos satisfazer, mas também de mostrar aos outros, de alguma forma clara ou velada, o que nos pertence. Não fosse assim, só teríamos telefone para fazer e receber chamadas. Carros e outros veículos, motorizados ou não, somente para nos locomover, sem importar os modelos. Verificaríamos quesitos como conforto, economia e desenvoltura, dentro das nossas possibilidades, mas abriríamos mão daqueles que visam muito mais impressionar o outro.
Pode-se afirmar o mesmo da ambição. Ninguém é verdadeiro quando se diz não ambicioso. Tal pessoa terá, no mínimo, a ambição de não ter ambição, com o objetivo específico (e ambicioso) de alcançar a paz espiritual, por exemplo. Há quem abra mão de qualquer conforto material, para se dedicar ao acúmulo de conhecimentos. Outros querem fazer contatos com alienígenas e tantos não querem nada, mas ainda assim, com vistas à libertação total do ser, para fugir do peso e do cansaço de uma vida vertiginosa.
Jamais afirme para si mesmo que uma pessoa é modesta e absolutamente sem apego. Trabalhar menos para dar aos filhos mais atenção e presença, já não podendo lhes dar tantos presentes, é um belo exemplo de ambição humana.
INSPIRAÇÃO E POETA
Sendo poeta
(um sonhador),
não choro versos
sem conhecer
tristeza e dor...
Também decanto
em riso farto,
se for de parto
bem natural;
só se meu canto
não for postiço...
Para ter carro,
tenha-se casa;
quero ter asas,
mas antes vou
compor meu céu...
Sentir se a poça
é funda ou rasa
dirá, com calma,
se vale a pena
pescar a lua;
lançar minh´alma...
A INSPIRAÇÃO E O POETA
Sendo poeta
(um sonhador),
não choro versos
sem conhecer
tristeza e dor...
Também decanto
em riso farto,
se for de parto
bem natural;
só se meu canto
não for postiço...
Para ter carro,
tenha-se casa;
quero ter asas,
mas antes vou
compor meu céu...
Sentir se a poça
é funda ou rasa
dirá, com calma,
se vale a pena
pescar a lua;
lançar minh´alma...
DESESCATOLOGIA
Faz tempo, deixei de ser levado pela tua ótica infeliz de um mundo inteiramente mau. Descobri que a vida é bonita e tem mais espinhas na face - o que tem solução - do que propriamente os espinhos atribuídos ao seu todo.
Conhecer um pouco mais a humanidade - ao mesmo tempo me distanciar de seus olhos - fez ver que as pessoas não são más. Existem sim, pessoas más, nem sempre há como identificá-las, porém essas pessoas não são o mundo... Estão nele, mas não são.
Agora chega dos teus muros, lamentações e tua eterna escatologia... Percas toda esperança de me converter pelo assombro... Faz tempo que já não cedo aos teus desencantos.
DEPOIS DO DEPOIS
Cada um tem verdades próprias e as defende com vigor. No entanto, as minhas verdades podem não ser verdades aos teus olhos; aos teus conceitos. À tua maneira de observar a vida; o entorno.
Somos todos iguais, nessa total diferença que harmoniza o mundo. São exatamente as nossas desigualdades que nos tornam completos. Um corpo se faz de membros e órgãos, cada um tem funções definidas, mas todos se apresentam no mesmo invólucro... São o corpo, tanto quanto somos o mundo. Se já tivéssemos entendido este lugar-comum, que tantos dirão do que digo, a humanidade já seria bem melhor.
As disfunções deste corpo insistem, porque muitos não entendem que formamos um quebra-cabeça cujas peças resistem ao encaixe. Pessoas arrogantes, mas que se julgam sábias, enfaixam seus prismas, ditam seus padrões e querem que todos as obedeçam incondicionalmente, para que o planeta seja o que apenas elas querem. São os ditos poderosos, mas que não poderiam nada contra o todo, se o todo - que somos nós - reagisse contra o domínio; a supremacia de alguns.
Precisamos enxergar que as nossas vidas desaguam na mesma existência. Nossos passos nos levam ao mesmo desconhecido e ninguém - exatamente ninguém - sabe o que mora depois do depois. Além das nossas razões, existem aquelas que nos rodeiam. De pessoas que seguem ao nosso lado e também enxergam por esses olhos de ler a realidade; o significado provável de cada momento vivenciado.
Um recado aos arrogantes: Pode ser que no tal desconhecido esteja exatamente a promissória que lhes cobrará o preço extorsivo das razões e dos direitos alheios que os senhores usurpam.
Até lá!
DEUS EXTRAQUADRO
Há um deus complicado, metódico e burocrático apresentado por greis. Parece uma estrela de cinema: Quem quiser que o busque nas alturas. Galgue os degraus da prece, do elogio e do louvor. Fure o cerco dos assessores ou santos, para suplicar bênçãos que uma boa mãe, um pai, um grande amigo terreno dão de bom grado, sem nenhum ritual ou convenção. Nenhuma exigência de quesitos como fé, lealdade cega, sacrifício e crença dogmática.
Mas há um Deus que me atrai nos seres humanos que amam sem ter que amar. Fazem o bem sem mandamento. Religiosos ou não, crentes ou ateus, refiro-me aos homens e as mulheres de boa vontade ou índole, que são e seriam dessa forma conhecendo ou não as escrituras sacras. Pessoas capazes de promover a paz e prestar solidariedade sem qualquer interesse no paraíso e nenhum temor de fazerem jus ao inferno, se forem diferentes.
Eis o Deus em que acredito. Esse que alcanço fisicamente ao tocar a face de uma criança e sentir as mãos de um velho... Ao abraçar um amigo e ter prazer com a mulher que amo. Um Deus extraquadro, que as paredes dos templos não garantem. Podem tê-lo, mas não detê-lo, pois Ele pertence a corações de bem; mentes livres; espíritos desarmados... É nessa criatura, o próximo, e não no criador incógnito, abstrato e distante, que acredito.
CARÊNCIA DE PAI
Quando saio de nós não vejo vida;
sou a duna que o vento varre ao léu;
é um tombo do céu, do sonho bom
que me abriga dos velhos temporais...
Há um caos que me aguarda feito bonde
para onde não sei nem faço caso,
toda vez que as desato e me desprendo
rumo ao nada, no rastro da saudade...
Reconheço a carência deste afeto;
muitas vezes deploro a transparência
que lhes cobra respostas viscerais...
A minh´alma desaba, tem vertigens,
falta fundo, esta queda não tem fim;
quando volto pra mim acaba o mundo...
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