Carta a um Amigo Especial
O Mendigo de Afeto
Era o mestre do pranto, o servo do medo,
Guardando no peito um triste segredo.
Expulso de casa, jogado ao relento,
Vivia o calvário de cada momento.
Ela gritava com voz de trovão,
Fazendo do homem o pó do seu chão.
Batia na porta de um velho parente,
Com o corpo cansado e o olhar de doente.
Pedia um canto, um prato, um favor,
Curando a ferida de um falso amor.
Mas ela chamava, querendo humilhar,
E ele, cativo, aceitava voltar.
Porém, o destino teceu nova trama,
Longe das cinzas daquela chama.
Um dia o silêncio foi sua resposta,
Ele virou de uma vez as costas.
Não houve conversa, nem houve partida,
Apenas o passo pra uma nova vida.
Agora o cenário mudou de lugar,
Não há mais ninguém para ela mandar.
O teto que sobra é o teto que isola,
A sua soberba agora é esmola.
Caiu em depressão, no fundo do poço,
Sentindo no peito um amargo nó na garganta, um esforço.
Perdeu quem servia, perdeu quem amava,
Aquele que ela sempre esmagava.
Ele está livre, em paz, no caminho,
Ela está presa no próprio espinho.
O tempo ensinou, com o seu rigor,
Que quem planta o ódio não colhe o amor.
No meio da bagunça,
alguém ri comigo
e o mundo fica menor.
Uma palavra boba,
um “idiota” dito com sorriso,
e tudo perde o peso.
Tem gente que não chega fazendo promessa,
chega ficando.
Que não cuida com discursos,
cuida com presença.
Com algumas risadas,
eu encontro abrigo.
Com algumas pessoas,
ser quem eu sou basta.
Se a vida às vezes cansa,
é porque esquece de avisar
que ainda existem encontros
que salvam o dia
sem fazer barulho.
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
Autossabotagem
Existe um tipo de queda que não acontece de repente.
Ela começa dentro da própria mente.
A pessoa duvida de si, cria fantasmas, alimenta inseguranças
e, pouco a pouco, começa a destruir aquilo que poderia ser bom.
Mas a autossabotagem mais triste não é cair sozinho.
É quando alguém, perdido dentro das próprias sombras,
tenta puxar outros para o mesmo abismo.
Nem todo conflito nasce da maldade.
Às vezes nasce do medo, do ciúme ou da incapacidade de lidar com o que sente.
Por isso, aprendi algo simples:
quando alguém escolhe se perder,
não posso permitir que leve minha paz junto.
— Sariel Oliveira
Por trás de um belo sorriso
existe, às vezes, um silêncio que grita.
Uma mente em abismo,
cheia de pensamentos que não encontram saída,
sentimentos que se acumulam
como ecos em um lugar sem luz.
O sorriso engana, protege, disfarça —
é a armadura leve de quem trava batalhas pesadas.
Porque nem toda dor faz barulho,
e nem todo caos pede socorro em voz alta.
Há quem sorria bonito
enquanto se despedaça por dentro.
E talvez, no fundo,
o que essa mente em abismo mais deseja
não é ser salva…
mas apenas ser compreendida.
— Sariel Oliveira
Muitas vezes passamos a vida acreditando que o equilíbrio é um ponto fixo, um lugar de chegada onde finalmente tudo vai parar e se estabilizar. Mas a verdade é que o equilíbrio não é estático. Ele não está no final do caminho.
O verdadeiro equilíbrio é o que acontece entre um passo e outro. É a força invisível que nos sustenta no momento em que tiramos o pé do chão para avançar, no breve espaço de tempo entre a jornada que termina e a que está prestes a começar.
Viver em equilíbrio é aprender a transitar.
Uma estrela no céu
Uma tia, uma amiga, um anjo,
Uma pessoa que foi e não volta.
Um anjo mandado por Deus,
Que ao céu voltou como uma estrela.
Daquela pequenina, cuidou com tanto amor,
Deu força, brincou e de maquiagem a sonhar.
Não está aqui para continuar a cuidar,
mas no coração, para sempre irá morar.
Aquela pequena cresceu,
Agora uma moça a viver,
mas sempre lembrará
De quem a cuidou com tanto prazer.
A triste lembrança de quem ela amava,
Agora são memórias tão boas.
E vivo lembrando do carinho
Do seu primeiro anjinho.
Isasherculano
Brasil
Um povo diferente
Que alegra tanta gente
trambiqueiro também tem,
mas tem muita gente de bem.
Com vitórias e conquistas,
Escravidão e solidão.
Um povo do bem,
Escravizaram uma nação
Um povo que não fala com a boca
e sim com o coração
Que realça nossa canção
Não é só samba e carnaval,
Eles se acham o tal.
Esquecem da beleza do Brasil,
E trocam por tanta coisa mal.
Brasil não é só Rio de Janeiro
e São Paulo.
É cultura e liberdade
É o amor de uma nação
Que pulsa o coração.
Isasherculano
O Despertar de um Dragão: Quando uma Aventura Real mais uma vez provocou O Meu Imaginário
No início de mais uma das minhas aventuras, eu encontrei uma formação rochosa bem diferente, uma que muito se destacava das outras e logo, o imaginário que habita a minha mente se sentiu fortemente provocado; então, comecei a imaginar que poderia ser um belo Dragão que há muitos anos havia sido petrificado.
A razão da sua petrificação obviamente para mim era desconhecida, talvez fosse fruto de alguma maldição, porém, naquele momento, eu não me preocupei com isso e nem com os riscos prováveis, eu só queria montar em suas costas para ter pelo menos aquela sensação de estar vivo, voando livremente graças a um ser lendário e inconfundível.
Se essa minha imaginação aprazível fosse estendida e se realizasse, tenho certeza que seria uma experiência inesquecível, sobrevoaríamos vários lugares a partir daquele lugar incrível e, aos poucos, chegaríamos em muitos cenários emocionantes e diversos detalhes; quem sabe isso aconteça em um dos meus sonhos peculiares.
A Paz Que o Poder Não Compra
Dinheiro, poder e política movem o mundo.
Eu os comparo a um campo de batalha, onde alguns são exaltados enquanto outros saem machucados.
No entanto, esses poderes também precisam de nós, meros mortais, para que o movimento continue deslizando neste grande palco. Afinal, somos a alavanca que move o país.
Existe uma realidade simples, e ela é um fato: só há paz quando todos têm o que querem e o que merecem.
Ainda assim, nem sempre possuir aquilo que se deseja — ou até mesmo aquilo que se merece — nos traz a paz esperada.
O Barulho do Silêncio
O barulho do silêncio em meus ouvidos é um cântico profundo de uma luta sem fim.
Ou talvez esse barulho seja tão alto, intenso e veloz que eu, em meus devaneios, ainda não tivesse percebido o quão forte me torno na presença do silêncio.
Meu silêncio sempre está comigo.
Meu silêncio fala, grita e chora.
Meu silêncio sussurra, acolhe e abraça.
Meu silêncio eu não divido, não compartilho com ninguém.
Meu silêncio é meu, somente meu.
Foi assim que decidi certo dia.
Mas nem tudo acontece conforme nossos pensamentos ou decisões tomadas nas horas mais nebulosas de nossas vidas.
E foi assim que comecei a abrir as janelas dos meus olhos e a porta do meu coração.
O silêncio não mata.
No entanto, pode presenciar a morte chegar.
O CARRETEIRO NOEL (Versão mais curta)
Dizem que na época de Natal, um caminhoneiro diferente viaja pela estrada, sua carreta toda vermelha com luzes brilhantes, deixa um rastro de magia pela madrugada.
Um carreteiro com barbas longas e esbranquiçadas, alguém que é esperado pela garotada.
Certo dia na estrada eu estava, era antevéspera de Natal, para casa com meu caminhão eu voltava.
Mas um imprevisto me deixou preocupado, um barulho, era o um pneu que acabava de ser estourado, em um lugar deserto e afastado, para trocar o pneu eu não estava preparado.
De repente uma carreta para, um senhor camarada, ele me ajudou com a troca do pneu como se fosse mágica, parecia ter vindo do céu, perguntei o seu nome e ele me disse, Noel.
Se despediu com um sorriso de graça, enquanto saia com sua carreta avermelhada, e no lameiro com as letras brilhantes a mensagem que eu esperava, “Feliz Natal Estradeiro da Madrugada”.
Com luzes brilhantes, sua carreta cortava o céu, ele transportava uma carga de alegrias e seu nome era Noel.
Jean Carlos de Andrade – (Autor do Livro “Vida de Caminhoneiro”)
Você não é melhor que ninguém, hoje está aqui, amanhã talvez não, em um segundo tudo pode mudar, seus bens materiais, aqui, vai tudo ficar, até a sua mulher, com outro, também pode se casar, após a sua partida, apenas uma foto restará, aquela selfie legal, em cima da cômoda, na sala de estar...
Depois de algum tempo, nem isso deve continuar, pois a vida segue, e se você não foi assim tão legal, desculpe a sinceridade, mas muitos dirão: "este já foi tarde..."
A vida é um sopro, aproveite a oportunidade, faça o bem, não faça maldade,ame seu pai e sua mãe, oriente os jovens, cuide das pessoas que tem maior idade, pois é isto que Deus espera de nós, que sejamos o seguimento do amor, da caridade, pois somente assim, poderemos melhorar um pouco mais a humanidade!
A POLÍTICA DE CADA UM...
Enquanto utilizarmos a política como desculpa para agredir e humilhar o nosso semelhante, infelizmente, da evolução intelectual, mais ausente e mais distante estaremos, pois a cada xingamento, a cada ataque vil, mostramos quem realmente somos, intolerantes, donos da verdade absoluta e senhores da razão bruta...
Nada demais, pois se de repente alguém notar que fomos brutos em exagero, nos juntaremos aos que comungam da mesma ideia e colocaremos a culpa no fascismo, no comunismo, na religião ou mesmo na ignorância de quem não compactua da mesma intelectualidade absurda.
Digo de forma geral, mas também me refiro ao cidadão da pequena cidade, onde somos vizinhos da mesma realidade, sendo amigos, mas que em tempos de política selvagem, agem como se nunca tiveram alguma amizade, é triste esta realidade, pois faz parte da falta de educação e da intelectualidade...
O que impulsiona uma boa pessoa, por razão política, resolver se mostrar e atacar o outro por pura crueldade?
É a política interior, algo que está dentro de cada um de nós, mas que poucos entendem a sua real finalidade!
A LENDA DO TOURO DIAMANTE
Na fazenda esperança havia algo interessante, entre as cercas de um pasto, um boi mestiço com olhar brilhante, por esta razão, deram a ele um nome empolgante, sim, diamante...
Um touro forte e importante, mas que continha um problema gritante, algo que não passava despercebido, pois, quem o olhava à distância, percebia o seu defeito, algo diferente, que impulsionava um sentimento de dó, vendo que aquele touro imponente, que assustava toda gente, possuía um chifre só.
Diamante era um touro muito bonito, com autoridade e força, porém havia algo esquisito, mesmo através de sua passada, que levantava uma nuvem de pó, quem o via, logo percebia, diamante possuía um chifre só.
Ele era o rei do pasto, o dono do curral, bravo e imponente, o destaque daquele gado leiteiro, Diamante, porém, guardava um segredo no olhar, pois mesmo sendo valente, rei de tudo naquele lugar, sentia no fundo do peito um desejo a lhe chamar: não era só ser temido, queria mesmo era voar.
Dizem que certa manhã, quando o sol mal despertou, viram o touro de um chifre só erguer a cabeça e num berro, ecoou.
O vento correu pelo campo, a terra inteira vibrou, e o gado em silêncio, assistia à lenda que ali se formou. A cerca, Diamante saltou, e quem esta cena presenciou, jura com verdade e fervor, que o touro de um chifre só, com coragem e esplendor, foi além da fazenda esperança, virou mito, virou valor.
E até hoje, quando o vento levanta o pó do terreiro,
dizem que é ele passando, forte, livre e verdadeiro, Diamante, a lenda do touro, rei do pasto e do mundo inteiro.
(Jean Carlos de Andrade)
Uma criança de 4 anos ainda é um bebê.
Às vezes esquecemos disso porque eles já falam como gente grande.
Mas 4 anos ainda é muito pequeno.
Aos 4 anos,
eles fazem mil perguntas, inventam histórias
e transformam qualquer coisa em brincadeira.
Mas também é a fase das emoções intensas.
Eles choram forte, se frustram rápido
e ainda estão aprendendo a lidar com o que sentem.
Quatro anos é a fase das gargalhadas sem motivo,
das perguntas inesperadas,
e dos abraços que chegam de surpresa.
Um dia eles não vão mais pedir abraço antes de dormir.
Um dia eles vão parar de subir no seu colo.
E você vai olhar para trás desejando
só mais um dia do seu filho de 4 anos.
Fui ali me encontrar
Olhei em volta
Encontrei um olhar
Andei dois passos
Tropecei na gentileza
Amparada pela solidariedade
Decidi avançar
Arrecadei sorrisos
E nesse mundo tão plural
Fui recebida com abraços
E sem perceber, de forma natural
Me vi envolvida docemente em laços
E foi então, sem qualquer embaraço
Que achei o que na verdade nunca perdi
Quando, eu, de novo, te vi...
Menininho do espaço sideral
(Poesia baseada no Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry)
Um pequeno astro no meio do universo!
Clama por atenção!
Pequenino! Miúdo!
E grande de coração!
A amizade é o bem mais precioso que podemos conquistar na vida!
No qual encontramos e levamos!
Somos responsáveis por nossos amigos!
O que ensinamos! O que aprendemos deles!
Cada um que passa por nossas vidas deixa um pouco de si!
E leva um pouco de nós!
Amigo é a nossa alma fora de nós! Tão importante e que devemos cuidar!
Assim como uma plantinha pequena que precisa de cuidados!
O tempo é o senhor dos laços! Da história que construimos!
E nossos amigos são os registros de tudo o que fazemos e vivemos!
Por isso a amizade é muito importante! Por que armazena nossa história!
Não importa o tamanho do lugar! Do planeta! das pessoas!
Não importa quantos e a quantidade de amigos que tenha!
Mesmo que seja uma rosinha no meio do espaço sideral!
O tamanho da honestidade e da amizade! Do coração é que importa!
Quantidade não é qualidade! E nós somos sempre responsáveis!
Por tudo que dizemos e fazemos com nossos amigos!
Um amigo é o cuidado que temos com nós mesmo! Ao outro!
E se tudo for um embaraço,
Um caso,
Descaso.
Não te deixo de lado.
Te faço de meu pedaço...
Inteiro e molhado.
Te encho e te quero,
Se você eu não nego...
Te tenho
eu não me contenho.
De você não desdenho.
Com isso finalizo.
Por isso eu digo.
Arrepio o ouvido
Te faço sentir.
Um Brilho que Nos Aquece
Chegou suavemente,
como luz que entra na janela,
e fez da nossa família um ninho
mais doce, mais forte, mais bela.
Minha cunhada, querida e amada,
é muito mais que um laço de união:
é presença, carinho, amizade,
raiz firme do nosso coração.
Sua beleza não está só no rosto,
não é brilho que o tempo desfaz —
vem de dentro, da alma nobre,
é luz que não se apaga jamais.
Tem no olhar a paz que acalma,
no sorriso, o calor de um abraço,
tudo o que ela é e o que faz
enche de alegria o nosso espaço.
Contagia com sua bondade,
faz bem a quem por ela passa,
é exemplo de vida e verdade,
estrela que o céu todo abraça.
Nós a admiramos com todo o ser,
por tudo que é e que nos traz:
você é presente, é alegria,
é o brilho que a gente quer mais.
Sempre será parte de nós,
amor que Deus nos deu —
minha cunhada, nossa alegria,
o nosso maior presente, o nosso céu.
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