Carta a um Amigo Detento
Um dia me perguntaram:
- se em Deus eu acreditava?
Eu então lhes respondi, da maneira que eu pensava:
Entre a lua e as estrelas, num galope num troféu,
pisando nas nuvens brancas, eu vi Deus passar no céu.
Todo dia existe Deus, num sorriso de criança,
no canto dos passarinhos, num olhar, numa esperança...
Na harmonia das cores, na natureza esquecida,
na fresca aragem da brisa, na própria essência da vida...
No regato cristalino, pequeno servo do mar,
nas ondas lavando as praias, na clara luz do luar...
Na escuridão do infinito, todo ponteado de estrelas, na amplidão do universo, no simples prazer de vê-las...
Nos segredos desta vida, no germinar da semente, nos movimentos da terra, que giram incessantemente...
No orvalho sobre a relva, na passarada que encanta, no cheiro que vem da terra, e no Sol que se levanta....
Nas flores que desabrocham, perfumando a atmosfera, nas folhas novas que brotam, anunciando a primavera...
Deus é a Paz, a Esperança, é o alento do aflito,
é o criador do Universo, da luz, do ar, do infinito...
Deus é a Justiça perfeita, que emana do coração:
Ao perdoar quem o ofende, Ele é o próprio perdão
Será que você não viu, o rosto calmo de Deus,
no colorido mais belo, dos olhos dos filhos seus ?
Eu sei que não me enganei, em tudo que lhes dizia:
Deus é paz, é o amor, Deus é a eterna poesia....
Deus é constante é perene, É divino de tal sorte,
que sendo a essência da vida, é o descanso da morte....
Não há ida sem volta, e nem há volta sem ida,
A morte não é a morte, é só a porta da vida...
No ciclo da natureza, nesse ir e vir constante,
no broto que se renova, na vida que segue adiante...
Em quem semeia a bondade, em quem ajuda o irmão, colhendo a felicidade, cumprindo a sua missão...
No suor de quem trabalha, no calo duro da mão,
no homem que planta o trigo, no trigo que faz o pão...
Você pode sentir Deus ...
pulsar em seu coração...
Resolvi te escrever essa mensagem
Para te lembrar que talvez um dia
Eu não esteja mais aqui...
Mas quero que saiba que a imagem
Que encantou estas pupilas, foi a da alegria
No envolver carinhoso que me vestiu de ti.
Quero que saiba, ser maravilhoso
Que em meu coração serás eterna
Quem sabe um dia tornemos a nos ver...
Quem sabe um dia esse coração ansioso
Possa eu afagar de um jeito mais terno
Se essas almas acharem de renascer.
Te ver feliz é o que mais quero
Onde quer que vás tens o meu desejo
O meu pensamento, 'Deus te proteja'...
E nesse momento o que mais espero
É que sinta que o vento no rosto lhe beija
Farei-me na brisa que te acarinha e corteja.
O mundo te merece mais agora, do que eu
Singrando os mares com sua barca de luz
O seu encouraçado de emoções e amor...
Navegando no bem como a si resolveu
Permitindo ancorar, sua estrela conduz
No cais apaixonado da paz interior.
Flavius Versadus
Sempre há em um grupo ou em uma família um excluído.
Ninguém sabe quem será, mas sempre existe pelo menos um.
Depois que ele é revelado, geralmente os presentes vão culpar somente o excluído pela ausência.
Ninguém nunca pergunta por que esse está ausente, ninguém nunca pergunta como ele se sente.
A tendência é se afastar mais e mais.
Pelas costas chamam esse de louco ou bipolar, mas o que os "amigos" e "familiares" fizeram para ele ficar?
Se for culpar alguém, que se culpe a todos: o excluído por não falar o que o incomodava e os presentes por não terem feito nada para o ausente ficar por perto.
"O tempo foi diluindo a tua presença na minha vida.
Quem sabe um dia também dissolva a tua imagem na minha memória e eu consiga finalmente esquecer-me de ti. Não é o que quero; porém, era o que deveria fazer. Nunca somos os donos do nosso coração. O meu não é meu, porque quando amo profundamente estou a dá-lo a outra pessoa."
Doce vingança, dizem que vingança é um prato que se come frio, mais eu falo vingança é o sentimento de culpa que te faz pensa que tá certo, e que o outro (a) tá errado.
E cai na real, a vingança só é fria porque você não soube faze ela pega fogo, e vamos concorda se é pra fazer uma coisa bem feita faça você mesma!
Síndrome do Pânico?...
Às vezes me dá um medo...
Tá tudo bem, e de repente
O mundo parece desabar...
Um peso, amargo na boca.
Estranho, fica difícil explicar...
E quando ocorre, me escondo.
Corro pra cama, pro cobertor.
E vira pra lá e pra cá, ânsia...
Então, acabo adormecendo.
Sonho muito, pesadelos até.
Horas passam e desperto...
E, olhos abertos, novo mundo.
Mais calmo, suave, tranquilo...
Pânico? Passou... Ora, reviver.
Mulher
faz de tua vida um poema!
Contemple teu viver,
Apure a curiosidade nata.
Cale, silencie em ti,
Aguente e resista às imposições
de um tempo...
faça o seu tempo...
Dialogue com tua alma corajosa,
no canto do quarto,
na mesa do bar,
ou em frases soltas na parede.
Mas, aconteça,
te fortaleça.
Da dor ao amor,
amor próprio,
essência do Criador.
O bela criatura,
abrace no colo,
embale as palavras
até virarem
poesia.
Paciência – um presente do tempo ou o pesadelo das horas?
“Um momento de paciência pode evitar um grande desastre; um momento de impaciência pode arruinar toda uma vida.” (Provérbio chinês)
Que virtudes há em se ter paciência?
Estávamos dentro de um universo só nosso, a barriga de uma mãe, onde imperávamos e éramos satisfeitos de imediato a cada sinal de necessidade. Nascemos como criaturas egoístas nomeadas homem e mulher. Queríamos mais, por isso rompemos a placenta no caminho da luz, para possuir a luz, o ar e o mundo, passamos a vida inteira a buscar mais e mais. Passamos então a descobrir – com muitas lágrimas e quedas, arranhões e surras, mas também com prazeres, sorrisos e delírios – que o mundo não gira ao nosso redor, nós é que precisamos para este mundo girar. Forçados a aprender que nem todas as nossas necessidades são satisfeitas da forma ou no momento exato que queremos, aprendemos que não adianta espernear, gritar, brigar ou chorar, mas sim exercitar a paciência. Na medida em que vamos crescendo e convivendo com outras pessoas, tão egoístas e idênticas a nós mesmos, percebemos que é preciso ser paciente para poder conviver bem na famosa sociedade. E enamorar-se, casar-se, reproduzir-se, ser feliz.
Paciência pode ser definida como o grande bem de nutrir o controle emocional, nunca perder a calma ao longo do tempo, por mais que esse demore a chegar. Versa basicamente sobre a tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade ímpar de suportar os mais sortidos incômodos e dificuldades de toda ordem a toda e qualquer hora e/ou em todo e qualquer lugar. É a capacidade de persistir, perseverar, permanecer em uma atividade abstrusa, tendo ação tranqüila, uma maneira equilibrada de se encarar a vida, acreditando que se alcançará o que se quer. É também esperar o momento certo para certas atitudes, é o aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha alcançado. É a aptidão de ouvir alguém com tranqüilidade, com atenção, sem ter a pressa que destrói o zelo. É a disposição de se deixar libertar da ansiedade. Ser paciente é ser afável, ser humanizado e saber agir com sabedoria e com educação. A paciência é a caridade quando praticada em verdade e em sua essência.
Penso que todas as virtudes pertencentes à paciência estão no aprender a ser alguém melhor quando se precisa esperar pelo tão famoso tempo, pelos dias passarem e pelas soluções da vida que simplesmente acontecerão diante da nossa existência. Mas nem sempre essa espera é tão simples ou doce. Só quem já esperou (ou espera) sabe o quanto é cruel tecer minutos cultivando paciência. Quem tem pressa para acontecer, muitas vezes não se importa em atropelar as grandes lições e causar acidentes quase mortais. Quem espera pelo futuro mergulhado na ansiedade do querer agir antes de poder agir, segue pelo caminho quase sempre mais extenso. Quem não conhece paciência de forma íntima, tende a encontrá-la das formas mais dolorosas e inesperadas. O fato diário é que a vida não pára e nem sempre se aprende paciência quando você olha no espelho e tem um reflexo envelhecido do que você deseja ainda ser. Aonde se quer chegar? Corre-se tanto para que? Por quem? O corpo, a alma, o coração vai agüentar? O mundo está apenas na sua primeira volta quando o sol bate a janela do seu quarto e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol. Com ou sem a paciência! Teilhard de Chardin me fez pensar essa tarde neste aprender amargo de se conquistar paciência enquanto o sol se põe diante dos meus olhos, percebi que minhas respostas a essas perguntas também estão vagas demais por esses dias que deixo passar com tanta ansiedade, e que para colher doces frutos, melhor é cultivar paciência.
”… E ele fechou os olhos e me deixou, partiu sem dizer ao menos um adeus”
E eu fiquei, vendo o amor da minha vida me deixar, depois de tudo o que passamos, depois de todos os momentos que ficamos juntos, Planos, Histórias,
Sonhos para serem realizados, mas perdidos ao vento, pois não existe ninguém
no mundo capaz de chegar onde ele chegou, tudo o que eu faça me fará lembrar
dele, o que fazer, como viver no mundo onde me sinto incompleto, sozinho, porque a única pessoa que estava do meu lado se foi, me vejo como se estivesse a beira do abismo, não sei viver num lugar onde você não está !!
Amo-te em todos os seus detalhes
Teu gosto ocupa um espaço em mim que nunca soube existir
Minhas esquinas, meus cantos, minhas vagas, minhas varias faces, meu cais que antes era a solidão... Não existe mais distancia entre o que sou e o que sinto
Qualquer vulto de felicidade tem agora os traços de seu jeito certeiro
E assim, fatalmente amo-te em todo o meu futuro pois serei sempre a conseqüência da perfeição de sua aparência na minha presença
Difícil existir sem a frequência do seu quadril trombando com o meu.
Mesmo que a ausência hoje seja sangue do nosso sangue dormirei grande por saber que a distancia de nossos corpos tem companhia de nossos toques infinitos
Queria ter a sorte que só você tem de ter você tão perto si durante todos os segundos
Sou como um espelho inseguro diante de ti: vejo você em todo o meu ser mas te tenho apenas no reflexo do que sonho
Nada me molha, mata, esfria, queima mais do que cair em seu desuso
Afogo-me mais nessa falta de uma única gota sua que num gole do oceano de qualquer outra mulher
E agora, nessa brincadeira de mau gosto do destino, minha vida sem tuas linhas na palma das minhas mãos aos poucos acostuma-se a ser menos vida.
O que a gente tem, meu bem, não precisa de títulos nem nome, simplesmente é.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.
"Dentro de nós mesmos existem lugares nunca explorados.
Um universo novo... de novas possibilidades.
Navegue para dentro de si mesmo e descubra a sua verdadeira essência que transcende o seu ego.
Simplismente pare, sente,feche os olhos, respire, medite.
Passe mais tempo com o seu eu interior.
Pode ser que suas respostas estejam ai dentro de você mesmo."
A borboleta quando está saindo do casulo ela passa por um momento doloroso o qual faz sangrar para sair sua asas, se alguém tentar ajuda-la a sair acabará com o processo que ela tem que passar para poder obter suas asas, com a ajuda de alguém ela jamais poderá voar.
É preciso passar por momento de dor para alçar voo.
Depois de tanta dor e sofrimento não vai ser agora que posso voar que deixarei alguem cortar minhas asas.
LUZES D`ALMA
(Ademir Ladislau)
Quando o amor nasce da alma;
Trás em seu esboço, um sonho lindo;
Que num foco de luz, vai construindo;
Uma fonte de prazer, que nos acalma!
Acelera o coração e nos embala;
Numa viagem de paz, doce e divina;
Onde o aprendizado, nos ensina;
Que o amor... é a voz que não se cala!
E só produz amor, quem sente amor;
Com toda intensidade e fulgor;
Na concepção mais ampla da verdade!
Não há um sentimento mais profundo;
Capaz de encantar e elevar o mundo;
Gerando em cada ser... felicidade!
"A Vida de um Livro:
Acredito que a vida de um livro enquanto está nas mãos do autor não é mais importante do que quando está nas mãos do leitor. O leitor é quase sempre um autor ele próprio. É ele que dá significado às palavras e por isso até acho muito interessante quando as pessoas me vêm apontar coisas que não eram minha intenção, mas que de fato estão lá. E há muitas outras coisas que foram minhas intenções e que nunca ninguém me referiu, e no entanto também estão lá. Se calhar alguém reparou nelas ou ainda vai reparar. Tudo o que um leitor leia num livro é legítimo porque nessa fase o leitor é tudo, é ele que faz o livro.
Tudo muda...
Chega um dia que vc percebe que tudo na vida muda: você muda, sua família muda, seus amigos mudam.
Você conquista coisas, se decepciona, perde e ganha!
Conhece pessoas novas, se diverte e ao poucos vai percebendo que a vida é feita de mudanças. Já pensou se tudo fosse bom??
O que aprenderíamos? Como iríamos saber a hora de parar e agir?
Qual seria o incentivo que teríamos para continuar lutando por algo que desejamos?
Pensou? Então reflita: Nossas dúvidas, nossos desejos e conquistas nos preparam cada vez mais para uma vida digna e justa. Onde uns dependem dos outros e assim a vida continua sua caminhada...
Origami
Quadradinho de papel
Suporte para recados
Um pedaço de vazio
Com muitos significados
Aberto é matéria-prima
Enrolado serve de embrulho
Uma dobra é guardanapo
Escrito pode ser reciclado
Com cor, incolor ou rabiscado
Pedaço de papel dobrado
Cada dobra mostra um pedacinho
das asas do tsuru
um origami de passarinho.
Tornou-se estranho para mim
poder caminhar sozinho na rua,
sem destino e sem pressa.
Pensar um pouco em nada,
perceber que já não carrego
em mim um grande amor,
mas que também não trago
comigo nem ódio ou rancor.
E eu queria te dizer que estou bem,
que é bom para mim me sentir assim
meio vivo, meio vazio, meio em paz.
Poder sentar na guia da calçada
em uma tarde tranquila e ensolarada,
ouvir uma música calma,
olhar para o mar que reflete o Sol em mim
e envia essa brisa fria que não é mais capaz
de congelar o meu coração, que anda quente,
buscando a harmonia que eu achei que um dia senti.
Os carros, as motos, as bicicletas,
os ônibus, os caminhões cruzam as ruas
sem nem notar as lombadas que
os pedia para frear um pouco,
fazem barulho e o caos do cruzamento,
e parecem não saber que é preciso frear,
andar devagar, às vezes parar, para depois continuar.
Queria poder ficar mais assim,
andar em marcha reduzida,
desligado e distante de tudo que me esconde
e causa um pouco desse tormento nos dias comuns.
Ok, vou ser sincero como não se deve ser: achei o Vestibular e tudo que ele envolve um saco! Na melhor das hipóteses, uma peça surrealista fora de hora e sem graça.
A escolha apressada e superficial da profissão... A gritaria dos professores de cursinho... o cheiro de vela da promessa que alguém da família fez... As questões de múltipla escolha tentando resumir todo o conhecimento ocidental pós-iluminismo: Nonsense! As fórmulas e resumos escritos nas paredes do quarto onde deveriam estar as bandas de rock, o time do coração e mulheres maravilhosas... o portão das escolas fechando inapelavelmente e as reportagens no dia seguinte com alunos que não conseguiram entrar... A espera dos resultados... As contas do que precisa na prova seguinte: Nonsense!
Absurdo como decidir um campeonato nos pênaltis. Todas as potencialidades resumidas numa única habilidade: marcar o “xis” no lugar certo.
Numa cena sintomática deste filminho de terror, o rádio me avisou da estúpida morte de John Lennon. Assassinado numa tarde em que eu estudava biologia, preservação da vida.
Para o bem da humanidade e do alto dos meus 43 mil anos de idade, é meu dever transformar este limão em limonada, passando minhas experiências para as novas gerações numa lista do que eu fiz e deve ser evitado:
1- Não mate aula para ficar namorando guitarras que não sairão da vitrine da loja para tuas mãos.
2- Não tente suicídio quando aquela menina abandonar o cursinho e for morar em Floripa.
3- Meia xícara e café preto não vai segurar sozinha tua onda alimentar no dia da prova.
4- Não faça a prova correndo, em 10 minutos, por medo de que algo horrível aconteça: um tsunami... Uma crise de catalepsia... A invasão do Brasil por forças conjuntas de W. Bush e Hugo Chavez. Relaxe! Respire generosamente.
Lembre-se: Passando ou não no Vestibular a vida volta a sua normal anormalidade no dia seguinte.
Conheci pessoas que passaram pelo funil para a Escola de Arquitetura onde encontraram amigos espertos, engraçados e sensíveis. Acabaram montando uma banda cujo nome brincava com de engenharia que pegavam onda: Engenheiros do Hawaii. Finalmente, por vias tortas, encontraram o bom combate.
Em casa, além de ser Pedro ou Janete, temos também um caráter geral; marido ou esposa, irmão ou irmã, chefe, colega ou subordinado. Mas não entre nossos amigos. Trata-se de uma relação de mentes desembaraçadas ou despidas. Eros quer corpos nus, a Amizade personalidades nuas.
(Os quatro amores)
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