Carta a um Amigo Detento

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⁠Sentiria um deleite notável
se pudesse estar ao teu lado
num lugar divino contemplando
a tua graciosidade excitante,
teu jeito selvagem, transparente
e irresistível, cuja fogosidade
é abundante
que alimenta ricamente o fulgor ardente do meu espírito
e revigora toda a estrutura do meu ser.
Lá, não seríamos incomodados,
daríamos mais sentido ao nosso viver,
seria o nosso momento mágico,
cercados por uma natureza incrível,
iluminados pelo sol e pelo brilho
das estrelas.
Entre as paisagens mais belas,
tu serias a mais atraente como
um oásis no meu deserto,
assim, ficaríamos envolvidos
numa reciprocidade de risos, olhares
e sentimentos.
Minha querida, este meu desejo
é ousado
e de muita grandiosidade,
pois quando penso em ti,
sonho acordado.
Quem dera que fosse realidade.

⁠Um rico encanto para os olhos
na sobriedade de uma bela rosa
que mesmo na penumbra da noite, tem um primor que é notório e profusamente cativante.

Admiro suas pétalas de curvas graciosas,
a vivacidade que traz na sua essência,
atributos delicados e muito preciosos como um afago
da natureza.

Sendo assim, um tom de romantismo
que esbanja naturalidade
que gera um pouco de equilíbrio
diante de tanta instabilidade,
logo, saber contemplar é preciso
pra fazer a si, um ato de bondade.

⁠Devo dizer que estás ⁠usando
um lindo vestido preto,
assim, a tua beleza fica
ainda mais resplandecente
como se a luz do amor estivesse
sob o manto da noite,
certamente, uma junção de muito primor, cujos elementos convergem intensamente.

Tendo dito isso, é evidente que tem uma mulher profundamente amável bem diante dos meus olhos
que estão claramente fascinados,
então, meu respeito por ti é notório
tanto que me deixas inspirado
de um jeito bastante satisfatório.

É muito interessante um momento simples ser tão revigorante,
mas este efeito não acontece
sem nenhum motivo, do nada,
depende dos protagonistas envolvidos, da atenção que é dada
aos detalhes belos e vívidos.

Solidão ou Solitude?

Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.

E tudo é um enorme clichê, nascer, crescer, envelhecer e morrer
Tudo é tão rotineiro e fácil de se prever, manhã ficar atoa, na tarde colégio e saída no anoitecer
Já se perguntou como pode tudo ser tão repetido ?
Digo, como pode um ser, existir e passar a existência procurando sentido
Tudo é tão cotidiano, não que o dia a dia me incomode, mas é incomodo perceber que já se passou mais um ano
Era janeiro, pisquei já se foi metade de junho, respirei fundo e de novo dezembro, ei feliz Natal !!! Feliz ano novo !!
Tudo de novo.....
O calendário tem sido meu inimigo, suas folhas se rasgam como as folhas no outono
Alguns insistem em dizer que tenho praticamente dezessete, mas juro que ainda tenho oito
Ano passado o nono foi meu ano, poucas preocupações, muitas faltas, pouca conversa
Essa vida de estudante é um tédio, primeiro, segundo e terceiro trimestre e mais uma primavera
Horas se esvaem junto do verão e lá se vão outros 3 cadernos cheios de lição
Indivíduos num cubículo fechado, todos fedendo a rancor e pretensão
Meu doce e amado inverno, frio intenso, tardes em baixo das cobertas e idealizações fabulosas
Inúmeros sonhos cheios de imaginação de criança, anestesiado pelas fronhas, vivendo num mundo repleto de mentiras
Tudo é tão clichê..........

⁠ Realidades

Em um mundo desilusório
o vento se desespera
a lua canta ao anoitecer
enquanto o sol lhe espera.

No mundo das ilusões
os pássaros cantarolam no jardim
e todas as aves vão voando
pra bem longe de mim.

Enquanto leio camões
vejo toda a soberania
de muitas decepções
e de muitas fantasias.

Eu ainda temo muito
e temo enquanto viver
mesmo com a realidade
ainda ponho-me a sofrer.

Em um mundo de historietas
e de crianças desobedientes
eu aprendo a dor mundana,
calada e inconsciente.

Vejo beleza no mundo
mas temo muito a sagacidade.
Preciso parar de pensar
e dar um fim na realidade.

O que será que falta em mim?


Será que não sou tão bonita
ou não tenho um corpo tão belo?
Será que tenho espinhas demais?
Será que sou fedida?
Será que não sou tão magra como as outras garotas?
Será que falo demais ou sou muito chatinha às vezes?
Talvez o problema não esteja na minha aparência, talvez esteja na minha alma.

Eu não gosto de patos


Vi um pato
bem próximo de mim
fiquei com ele
porque ele não parecia tão ruim.


Eu andava por ai
com meu patinho tão contente
mas com o passar do tempo
tudo foi ficando diferente...


O patinho se apegou a mim
e não saia mais de perto
então fui me afastando dele
pois achei que era o certo.


O pato ficou tão triste
mas nada eu podia fazer

Setembro Vermelho


Tantas pessoas em um mesmo lugar
Ouvindo dos outros o porquê de não se matar
E mesmo que todos estejam aqui
Ninguém está dando a mínima para o que eles dizem.


Não porque não querem
Mas porque é irrelevante
Falar para aqueles que já morreram
Que o suicídio é fatal.


Eu sei que eles querem nos prevenir de tudo
Mas vocês acham mesmo
Que palavras funcionam?
Que gestos importam?
Se no final todos morremos da mesma maneira.


Eu estou cansada
Cansada de ver palestras entediantes
Quero dormir e eles não deixam,
As pessoas que temo, e o ambiente que vejo
Me incomodam.


Não quero mais ficar aqui ouvindo poemas sobre suicídio
Ouvindo tristezas mundanas de outras pessoas que um dia sofreram tanto quanto
E estou fazendo este poema
Porque ouvir mágoas é muito entediante
Como vamos nós livrar do suicídio
Se somos obrigados a ouvir os que não nos conhecem dizendo para não fazer
Não temer.


Não quero que você me fale
Da sua "dor existencial"
Não quero que você me diga
Que eu sou importante.
Porque se pararmos para pensar
Enquanto você fala palavras bonitas
Coloca belas canções
Pessoas estão se matando ao lado
E perdendo seus corações.


Então não gaste seu tempo
Falando o que nao podemos fazer
Porque todos nós já pintamos o amarelo de vermelho
Com o sangue dos nossos corpos mortos.

"Se tivesse o poder de voltar no tempo,
Queria só um instante, eu pararia naquele instante que te vi,
Naquele momento que te olhei pela primeira vez.
Só pra te admirar, este momento se tornaria uma eternidade,
Uma eternidade pra te amar.
Onde o amor ficaria congelado no tempo e jamais, jamais passaria.
Neste momento o amor seria o olhar
Onde pela primeira vez que te vi me apaixonei.


Se pudesse voltar no tempo naquele momento que te vi pela primeira vez,
Eu pararia o tempo naquele instante com o beijo que desejei te dar.
O tempo se ficaria por toda eternidade no nosso beijo.
Eu te vi pela primeira vez e me apaixonei.
Naquele momento o tempo nunca mais passou pra mim,
Ali naquele momento o tempo parou.


Eu te vi."


Por Marcio Melo

"Durante muito tempo eu busquei um amor,
Eu escrevi meus melhores poemas
E joguei ao vento, mas eles sumiram no horizonte levados.
Eu sonhei estando pronto pro amor, eu quis me apaixonar.
Mas o tempo só me lançou pedras
Que empilhei pelo caminho, pavimentando meus sentimentos.
E o tempo passa como se tivesse pressa.
Eu me sentei, maduro, vivido, castigado pelo tempo,
E minha esperança era o que me restou
Em um coração desiludido do amor
Que nunca recebeu meus poemas que o vento levou.


Então olho fito para o horizonte
E sabem que eu nunca nasci pra amar,
Tal qual poeta solitário.
Me despeço do tempo que repousa lá longe no horizonte
Por onde meus poemas sumiram pra nunca mais voltar..."


Versos de um poeta
Por Marcio Melo

Riama, tinha um namorado de coração endurecido que não queria aceitar o fato de ela ter se convertido e mudado o seu comportamento e suas atitudes em tudo o que ela fazia.

A medida que ela evoluiu espiritualmente ela foi deixando por vontade própria de frenquentar alguns lugares, de sair com algumas amizades que agora não estavam mais em conexão com os planos que Deus tinha para ela.

Quando ela não conhecia Cristo, ela pensava que o livre arbítrio existia para servir a vida e as coisas que ela acreditava que davam prazer. Com o tempo dedicado a fé Cristã ela percebeu que tudo o que fazemos no mundo está relacionado com a necessidade que nós temos de agradar alguém, da necessidade de aprovação, por mais que desconheçamos ou negamos essa realidade.
Ela conseguiu entender que lá no fundo da alma os nossos maiores sofrimentos vem dessa necessidade de agradar e de ser aceita. Dai ela percebeu que seu namorado estava sendo egoísta e agressivo quando se revoltou com o fato dela ter escolhido seguir a Cristo. E...diante disso ela percebeu que ele precisava de ajuda e ofereceu a ele a oportunidade de ir com ela na igreja e por diversas vezes ela o convidou e ele se recusou dizendo que não queria mudar o seu comportamento só para ficar com ela. Então ela o deixou sem arrependimentos, pois descobriu que é muito mais fácil agradar a Jesus Cristo do que agradar um namorado, uma amiga ou amigo, ou qualquer outro ser humano, e se sentiu feliz por estar vivendo a melhor fase da sua vida e usando o seu livre arbítrio para servir a Deus.

O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.

É cedo pra dizer que amo você,
mas eu andei fascinado
como um turista perdido
por esse mundo encantado

só conhecendo lugares
de boa com as pessoas

É cedo pra dizer,
mas eu preciso saber
se você veio para me ajudar
a te amar ou te esquecer

É cedo pra dizer... é cedo pra dizer
que eu estou gelado
precisando me aquecer

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer
que estou preso no gelo
desfazendo o cubo mágico
dirigindo o meu carro
rolando na mesa dois dados

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer,
mas tenho um bom pressentimento
e se você achar estranho,
eu sei que vou entender, afinal eu te amo e sei que ainda é cedo pra dizer,

Os sons percorrem longos caminhos antes de transpassarem os ouvidos daquele sapinho. Um sapinho mochileiro, chamado Gabiróba que pulava um pulo simples sem manobras e todos os dias assim que o sol brilhava bem cedinho e a paisagem ia se descobrinho e se levantava, e voltava feliz a pular seu caminho pois sabia que estava indo de volta para casa.
Hoje ele ouve o bater dos cascos de cavalos, latidos de cachorros de caças e o som de vozes humanas. Ele sabe que caminha sozinho mas não isolado, o perigo espreita por todos os lados e sempre tem alguém que precisa ser ajudado. Não existe no mundo lugar onde só vivem cabras e seus pastores, existem beleza e horrores em todo lugar e belas aves a cantar e alguns poucos humanos mulheres e homens felizes a dançar, mas sapos tem que se cuidar. Por isso nessa manhã barulhenta, Gabiroba sentindo o perigo no ar, voltou-se lentamente o seu pular, e retornou ao seu castelo dos passos lentos, que é o lugar mais protegido onde ele poderia estar.

Um Antigo Piano Novo


Era uma vez um piano. Um erudito piano
Que adorava espalhar seus sons e alegrar o povo cantando
Suas antigas teclas. De marfim amareladas
Já conhecia os tons. Das mãos que as dedilhava


E da cartola do tempo. As melodias tirava
De belíssimas ladainhas. Que o povo todo cantava
Mas lentamente como a brisa viaja o oceano
O tempo corroía as cordas e emudecia o piano


No domo azul do mundo. Nuvens não ficam paradas
E a voz do piano velho. Logo seria trocada
Por outro piano novinho. De teclas brancas resinadas
Que tocava canções de amor. E o povo compartilhava


Porém não foi esquecido o piano antigo de teclas amareladas
Ele vinha na frente todo orgulhoso. Bem vestido e imponente
Abrindo o caminho para o novo. Que timidamente iniciava
Essa linda jornada sagrada. Que é a vida da gente

Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Fogo Morto


Eu comecei a estudar para em um concurso passar
Objetivo era aprender. Literatura e matemática
Eu estava indo até muito bem
Velocidade Média eu aprendi também
Até que um dia do meu lado se sentou alguém


A timidez me dominou
Eu só pensava em me mudar de lugar
Até que ela me cutucou
Pedindo um lápis se eu pudesse emprestar


Foi nessa hora que eu fiz besteira
Disse não tenho lápis. Uso lapiseira
Infelizmente não posso emprestar


Então entrou o professor
E foi chamando pelo bombeirinho
E perguntou se ele estudou
Ou se o Fogo Morto se apagou


Rapidamente eu me levantei e disse sim senhor
Claro que eu estudei. Fogo Morto não é história de amor


Fogo Morto! Fogo Morto! É a paixão que se acabou
Fogo Morto! Fogo Morto! É o amor que se apagou

A Rosa do Deserto




Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado


Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia


O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água


Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada

Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado

Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia

O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água

Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada

E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado

me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago