Carta a um Amigo Detento

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Amor que grita!




Conheci um amor que criou asas e voou em silêncio pousando como uma borboleta num infinito pulsante de cor vermelha,


No rótulo, vinha escrito sensação de vitória,


Na entrega, o diagnóstico foi de fidelidade,


Já na ciência das entrelinhas, identificaram através de uma lupa o símbolo crescente da felicidade.

Só cansado...




Já fui louco, até descobrir que foi um engano,


Já estive triste, até entender que era somente uma passagem,


Já fiquei preso, até entender que as chaves estavam nas minhas mãos,


Já corri muito olhando para o espelho sem entender que era o sentido contrário o verdadeiro caminho, então parei e entendi que eu estava simplesmente cansado.

É um privilégio!




Sem o amor nada me resta,


Venha ele cedo ou tarde, com passagem de repouso demorado ou na velocidade da luz , mas venha e pelo menos deixe suas sobras quando passar,


As rachaduras, as vulnerabilidades, os destemperos, até mesmo no adeus finito o amor é prestativo, ele agi no seu real valor,


Gosto de brigadeiro, cheiro de pizza napolitana, perfume das rosas, sabor de pão de queijo com café da manhã, sim o amor tem cheiro e gosto de tudo que é bom,


O maior privilégio do tempo, das almas e dos corações é viver um amor é saber amar como se não houvesse o amanhã.

Um banco




Dois adolescentes e uma pracinha,


A timidez de um lado e os sorrisos confiantesdo outro,


O mundo girando frenético em volta, mas no bando sentados o tempo havia parado,


Um sorvete para dividir, falas ao pé do ouvido e o som de dois corações agitados,


A hora não perdoou seguiu seu rumo, já é tarde da noite, o banco está vazio, mas valeu a pena.

Atos


Apenas um vagalume pode iluminar o brejo em meio a sua densa escuridão,


Muitos vagalumes podem mudar o cenário do brejo transformando sua imagem no espelho do céu noturno com todas as suas estrelas iluminando a paisagem,


Os atos de uma pessoa podem mudar o ambiente, os atos de muitas pessoas na direção certa podem mudar o mundo.

Anelante.

Não quero apenas um abraço!
Não quero apenas um sim!
Não quero apenas um "te amo"!
Não quero apenas um "gosto de você"!

Quero atenção, com reação.
Quero um abraço demorado.
Carinho sem proibição.
Quero amar e ser amado.
Quero...

Quero você em meus braços.
Quero longas viagens no espaço.

Quero... quero acordar e te ver!
Quero... quero tudo e mais um pouco!
Quero, no mundo, o olhar de menina me querendo em seus braços.

Eu quero!! E você?

Numa manhã comum


Numa manhã
que parecia comum,
vislumbrou-me
um raio de sol,
igual a um pé de ipê
no meio do verde da mata.


Diante de mim,
a personificação da feminilidade,
de simplicidade e beleza.


Cabelos lisos, sob sua cabeça um boné;
alta, de saia com um tom azulado e blusa clara,
olhos escuros, tal como jaboticabas.


De onde é? Para onde vai?
Já não importa.
Somente ficar fitado, passou a fazer sentido.


E numa manhã em que tudo parecia igual,
tudo mudou.


Um misto de emoções,
certezas nas incertezas.
E, através de minha janela,
a personificação de um sonho.

Dias de sol no inverno são um gatilho

Um fenomeno anti natural

Um ciclo dentro de outro ciclo

Que anunciam que a minha primavera chegou, bem no meio do inverno

As borboletas voltam para o meu jardim

E eu sinto que posso ser feliz de novo

São meus dias preferidos

Os dias que me lembram que eu posso suportar tudo, pq sempre vão haver dias de sol no inverno

E nesses dias nem o sol e nem o vento gelado me machucam

Ser sincera é um dom, não um defeito. Quem não gosta da sua verdade, não merece a sua presença. É como se você fosse um espelho claro: Alguns fogem do reflexo, outros se aproximam justamente porque precisam enxergar.


A sinceridade pode afastar os fracos, mas atrai os fortes, os que querem caminhar na mesma luz que você. 🌹

CONFIANÇA e FIDELIDADE


Confiar em alguém é sempre um risco, mas também é um ato de coragem. A confiança não é cega, ela se constrói nos pequenos gestos, na constância, na coerência entre o que a pessoa fala e o que ela faz.
Quando ela se perde… é como se um cristal tivesse se quebrado: até pode ser colado, mas nunca volta a ser o mesmo. Nessa hora, cada um decide em que “prateleira” da estante da vida, pode colocar essa pessoa:
Alguns escolhem a da distância.. Deixa ali, guardado, mas sem acesso ao coração;
outros deixam na prateleira da desconfiança.. Ainda perto, mas nunca mais com os mesmos privilégios;
e há quem simplesmente tira da estante, porque não quer o peso de olhar sempre para a ferida.




Sobre fidelidade… ninguém pode garantir. Tem gente que é fiel ao sentimento, mesmo quando o mundo inteiro chama do outro lado. Tem gente que se perde fácil, buscando onde há aplausos e quantidade, não qualidade.
No fundo, a pergunta que fica é: Essa pessoa escolhe você mesmo quando o caminho é estreito, ou só enquanto é fácil e cheio de gente?

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Lucci e Fabi saíram um dia,
com café frio e pouca energia.
“Precisamos de sala, palco e plateia!”
“E que não caia a internet véia!”
No Discord acharam só gato e cachorro,
um bot bugado gritando socorro.
Criaram canal, mas na hora do teste,
foi só silêncio… ninguém aparece.
Na Twitch pensaram: “Agora vai!”
Mas o chat xingava: “Cadê o Wi-Fi?”
Um cara entrou só pra pedir pão,
outro jurou que viu alien na transmissão.
No YouTube enfim tentaram pousar,
mas esqueceram de apertar “publicar”.
Gravaram três horas de puro talento,
sem áudio, só vento e um barulhinho de vento.
E assim na aventura, com riso e tropeço,
Lucci e Fabi seguem o progresso.
Porque no fim, não importa o bug do sistema,
a graça tá sempre em rir do problema.😂😂

Cada Olhar


Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.

Minha caixa torácica é um livro aberto,
capítulos de suspiros, capítulos de gritos silenciosos,
que ninguém lê completamente,
mas que diz tudo,
cada vez que eu respiro,
cada batida do coração
é uma frase que escapa,
uma verdade que insiste em se mostrar,
mesmo quando eu tento calá-la.

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

Um perfume invadiu a sala e, num segundo, ela estava ali. Não em carne, mas em memória.. no ar, no canto do tempo, no friozinho que arrepia.
Era o mesmo cheiro, e com ele vieram os risos, os silêncios, o jeito de existir dela. Fechei os olhos e sorri, mesmo que a saudade apertasse. Porque às vezes o passado chega perfumado, só pra nos lembrar que certas pessoas nunca nos deixam de verdade.

Três anos de fidelidade e eles nem te ofereceram um limite simbólico pra um café parcelado em três vezes. É quase romântico o quanto os bancos são frios. Você movimenta dinheiro, eles movimentam desculpas.


Aí um pelo menos finge menos. É aquele tipo de banco que te trata como adulto: tudo digital, sem drama, sem gerente te ligando pra “conversar sobre oportunidades”. E se quiser sair, eles nem choram, só fecham o app e seguem a vida. Quase civilizado.


E o outro é tipo aquele tio formal que ainda usa gravata pra ir ao mercado. Tem estrutura, tradição, um pé no século passado… mas funciona. Só que cada clique no app parece um ritual burocrático. Se você tem paciência pra lidar com ele, até dá pra viver bem.. Mas não espere agilidade, eles gostam de carimbo emocional.
Confiável é. Engessado, mas confiável. Não vai sumir com seu dinheiro do nada.. só vai demorar três telas, duas senhas e um juramento de fidelidade pra te deixar movimentar. Eles são o tipo de instituição que prefere morrer de tédio a cometer um erro contábil.

Cometa


Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.

Quando tudo caiu, algo ficou


Houve um tempo em que tudo me foi tirado.
Dinheiro, chão, confiança, abrigo.
Caí no corpo, caí na fé, caí no silêncio das pessoas.
Mesmo assim, algo ficou.
Um fio invisível que não arrebentou.
Aprendi que nem toda perda é castigo
e que Deus nem sempre salva do tombo,
às vezes salva no tombo.
Fui boa demais onde o mundo era duro.
Fui inteira onde o outro era raso.
Isso me feriu, mas não me corrompeu.
Hoje recolho o que restou de mim
como quem junta cinzas ainda quentes
sabendo que ali há vida.
Não peço devoluções.
Não imploro justiça.
Confio no tempo, que vê o que ninguém viu.
Se tudo caiu, foi para que eu ficasse.
Mais quieta.
Mais lúcida.
Mais minha.
E isso, ninguém levou.

Despertar


Hoje eu acordo sem certezas,
mas acordo.
E isso já é um ato de coragem
que ninguém vê.
O que me feriu não levou tudo.
Levou ilusões, promessas, futuros ensaiados.
Mas ficou algo em pé
no meio dos escombros:
eu.
Descobri que o amor também ensina
quando falha.
Ele mostra onde eu me abandonei
tentando ficar.
Mostra que não era excesso sentir,
era falta de cuidado do outro.
Não sou a mesma de antes.
Sou mais lenta,
mais desconfiada,
mais profunda.
Aprendi que despertar dói
porque os olhos ardem
quando a verdade entra.
Hoje eu não floresço.
Hoje eu crio raiz.
E raiz não aparece,
mas sustenta tudo.
Se for para seguir,
que seja com menos ruído
e mais verdade.
Mesmo que doa.
Mesmo que demore.
Eu continuo.
Não por força.
Por consciência.