Carta a um Amigo Detento

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A música é vital, e tem um poder absoluto em nossas vidas, principalmente para quem compõe com a alma. Ela tem um jeito único de nos fazer, em momentos decisivos, naqueles mais difíceis, onde estamos mais bagunçados emocionalmente, de nos impedir de afundar em nosso próprio abismo. De naufragar em nossos oceanos internos. De sufocar com as palavras não ditas.
E mais do que isso, a música, muitas vezes, nos mostra o que nem mesmo nós sabíamos haver no nosso peito. Nos revela a nós mesmos. É a ferramenta mais poderosa de autoconhecimento quando você se permite desnudar através dela, sem censura, apenas deixando fluir. Ela escancara o que machuca, o que dói, o que não superamos, não suportamos, as mentiras que nos contamos, o que mais nos importa, e até o que mais amamos. Tira a nossa máscara e fotografa sem que nenhum filtro possa esconder as marcas, cicatrizes e feridas abertas ainda sangrando. Ela nos leva em uma viagem interna, ao centro do nosso coração. Nos vemos no espelho em carne viva, e descobrimos tudo o que somos e sentimos quando ninguém pode nos ver ou ouvir. Nesse momento, gritamos ao universo, e nesse grito mudo, até as estrelas tremem.
O artista não pode fugir de si mesmo, pois vive a beira do abismo, nos raros momentos onde não está imerso nele. Há sempre um lembrete para nós, de que jamais seremos iguais. Jamais seremos de plástico. Jamais nos encaixaremos! Jamais viveremos a mentira, pois a nossa arte sempre jogará em nossas caras a verdade nua e crua, sem dó nem piedade. Isso é ser um artista de alma. O preço é a nossa alma. A recompensa é a mais pura e cruel realidade, escondida em uma pedra que lapidamos sangrando até se tornar um diamante, sem pintar, esconder ou enfeitar o que foi antes, assim como o nosso sangue, se fundindo ao brilho transparente da matéria prima. O tesouro escondido na escuridão da noite mais escura.
- Marcela Lobato

A única vantagem de ter um corpo físico é a capacidade de sentir prazer. Nós vivemos para isso. Espíritos não sentem os prazeres que a carne proporciona, então já que é pra estar nesse inferno que chamamos de mundo, universo, existência, que gozemos de todas as formas possíveis! Inclusive, cozinha e saúde não se misturam!
Aproveite, porque depois acaba, e aí já era, independentemente de se houver ou não vida após a morte. Então, faça o que deseja e não perca tempo! Seja você, deixe a sua marca nesse mundo, ainda que seja e deseje ser uma pessoa anônima. Faça a diferença apenas por existir em sua mais deslumbrante autenticidade. Seja uma pessoa única, não por querer ser, mas por ser. Não perca o que é bom e não aceite o que não quer. Transforme este inferno no seu paraíso.
- Marcela Lobato

Eu não sei se talvez.
Se um dia haverá compromisso
ou se tudo vai continuar exatamente como está:
no meio do caminho, sem nome, sem promessa.
Não vou oferecer o meu ombro
nem pedir que me ajude a dividir o peso.
Cada um carrega o que escolhe carregar.
Silêncio também é escolha.
Não te cobro presença,
mas também não aceito ausência disfarçada de liberdade.
Sentimento não é rascunho
pra ser deixado na gaveta quando aperta.
Se for pra ficar, que seja verdadeiro.
Se for pra ir, que seja honesto.
O que cansa não é a dúvida —
é permanecer onde nunca se decide.

Faz de mim o teu abrigo de confiança,
onde o medo descansa e a paz alcança.
Um porto seguro em noites de tempestade,
braços que acolhem com ternura e lealdade.
Em mim não há pressa, nem promessa vazia,
há cuidado simples, silêncio que guia.
Quando o mundo pesar sobre o teu coração,
que em mim encontres calma e proteção.
Te ofereço presença, não correntes,
um amor que sustenta, firme e consciente.
Que o riso seja casa, o afeto, direção,
e a confiança, nossa mais doce canção.
Faz de mim o teu refúgio único,
faz de mim, faz de mim.
A tua lembrança confortável,
onde o amor sempre diz “sim”.
Que a felicidade seja morada constante,
um gesto sincero, um hoje vibrante.
Se for pra ficar, que seja assim:
leve, seguro… faz de mim.

Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.

O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.

Era você
Um dia achei
que não era você.
Depois vi.
E, aos poucos,
comecei a entender.
Você é isso mesmo:
louca nas palavras,
intensa no sentir,
inteira nesse jeito
quase indomável de viver.
Carrega decepções
como quem já caiu muito,
mas não deixou
o coração endurecer.
Mesmo ferida,
sorri.
Mesmo cansada,
oferece bondade.
Há uma força silenciosa
no seu riso,
uma coragem mansa
em continuar.
E foi assim,
sem alarde,
que percebi:
era você o tempo todo
Que a minha vida precisava.

A Era da Verdade Conveniente
Vivemos um tempo em que a mentira aprendeu a falar com a entonação da verdade,enquanto a verdade, fragmentada e subjetivada, perdeu contorno, identidade e coragem.Já não importa o que algo é, mas o quanto serve.
As palavras deixaram de ser compromisso.O que se diz hoje não se escreve, porque amanhã será negado.O discurso tornou-se volátil: ocupa o espaço do debate, mas não sustenta o peso da responsabilidade.
Tudo foi arrancado de seu contexto.Os sentidos foram diluídos, os critérios relativizados,e aquilo que antes era princípio transformou-se em argumento de ocasião.A coerência cedeu lugar à conveniência.
No fundo, quase nada é neutro.Ideias, causas e discursos orbitam interesses — individuais ou coletivos —sempre justificados como necessidade, moral ou urgência social.O bem comum tornou-se linguagem;o benefício próprio, método.
Os que detêm o poder já não governam apenas estruturas,mas percepções.Não impõem verdades: administram narrativas.Decidem o que será aceito hojee o que será esquecido amanhã.
Talvez a maior crise do nosso temponão seja a escassez de informação,mas a ausência de compromisso com a verdade.Porque quando tudo pode ser ditoe tudo pode ser negado,não habitamos mais a realidade —habitamos a conveniência.

CONSEGUE PARAR DE PENSAR?

‎1. Consegue parar um pouco de Pensar?
‎Parar de Pensar é entrar no estado de Atenção.

‎2. Conhece os benefícios fundamentais da Atenção?
‎A Atenção:
‎Reduz a Ansiedade;
‎Reduz a Hipertensão Arterial;
‎Melhora o Sono;
‎Melhora o Humor;
‎Melhora a Criatividade.

‎3. Então, como parar um pouco de Pensar ou o que podemos fazer para entrar no estado de Atenção?
‎Existem várias formas de entrar no estado de Atenção.
‎Por exemplo, podemos:
‎a) Sintonizar-se com o Som dos Pássaros.
‎b) Sintonizar-se com o Som das folhas das Plantas causado pelo Vento.
‎c) Visualizar Objeto Abaixo dos Pés.

‎VAMOS PRATICAR DIARIAMENTE A ATENÇÃO!

A Mente Divina é assim:
Se você desejar um osso mole para roer, Ele nunca vai te dar um osso duro, mas, você repudiar de forma veemente um osso duro, Ele vai te dar o osso mais duro, não como castigo ou punição, mas, sim, para você perder o medo de roer um osso duro....


Não é sobre osso, que estamos falando e muito menos do Deus que você acredita.

Depois de naufragar em um momento muito desagradável, imprevisto, inevitável, solitário numa grande ilha de incertezas, sem nenhuma ajuda alheia à vista, estava muito desanimado, mas, Graças a Deus, a minha esperança se mantinha viva,

E felizmente fui fartamente compensado ao avistar uma espécie linda de sereia, sorridente, que estava sobre a areia usufruindo de uma paz incomparável, beijada pelas águas de um lindo mar imenso que estava diante dela como se fosse um belo quadro em movimento

A bênção de algo simples e de forte impacto que pude desfrutar no meu imaginário ativo, cena sublime, naquele lugar ensolarado, que antes representava a minha fraqueza, porém foi transformado em um paraíso, quando pude perceber aquela presença amável, de fato, imprescindível

O cansaço físico e principalmente o da mente fazem parte da nossa vida, entretanto, a ludicidade também pode estar presente e fazer uma diferença bastante encorajadora, ótica lúdica que torna uma ilha deserta, aprazível, mais esperançosa, um canto paradisíaco, onde a fé se renova.

O espaço que parece vazio

Quando um vínculo termina, quando um ciclo se rompe ou quando uma estrutura que nos acompanhou por anos se desfaz, a primeira sensação que surge quase sempre é a de ausência.
Um silêncio estranho.
Um espaço que antes estava ocupado e agora parece vazio.

Chamamos isso de solidão.
Mas, na maioria das vezes, não é.

Durante muito tempo, esse espaço não era ocupado por amor, paz ou leveza. Ele era ocupado por conflito, por inconformidade, por tensões silenciosas que exigiam energia constante para serem sustentadas.
Mesmo quando tudo parecia “funcionar”, havia um custo interno. Um esforço invisível para se adaptar, tolerar, justificar, suportar.

O ser humano se acostuma até ao que dói.
O corpo, a mente e o sistema emocional aprendem a conviver com o desconforto como se ele fosse parte da paisagem. Com o tempo, o conflito deixa de ser percebido como algo estranho e passa a ser apenas “o normal”.

Quando esse conflito é retirado — quando há um rompimento, uma decisão firme, um limite respeitado — o espaço que ele ocupava se esvazia de repente.
E esse vazio assusta.

Não porque algo bom foi perdido, mas porque algo pesado foi retirado.

A mente, ainda habituada ao ruído, interpreta o silêncio como falta.
O corpo, acostumado à tensão, estranha a ausência dela.
E o coração, desacostumado à calma, pergunta: “o que está faltando?”

Na verdade, nada está faltando.
O que está acontecendo é uma reorganização interna.

Esse espaço aberto não é um buraco.
É um território em limpeza.

É o novo eu se acomodando, recalibrando, reaprendendo a existir sem precisar se defender o tempo todo. É o sistema emocional entendendo que já não precisa permanecer em alerta. É a vida interna se ajustando a um estado mais coerente com quem a pessoa se tornou.

Por isso, esse momento não pede pressa.
Não pede substituições rápidas.
Não pede preenchimentos artificiais.

Ele pede presença.

Com o tempo, aquilo que parecia vazio começa a revelar sua verdadeira natureza: espaço fértil.
Espaço para vínculos mais saudáveis.
Para experiências mais alinhadas.
Para uma paz que não depende de comparação, validação ou resistência.

O silêncio deixa de incomodar.
A ausência deixa de doer.
E o espaço passa a ser percebido como aquilo que sempre foi:
um lugar limpo, pronto para receber apenas o que soma.

Não é solidão.
É libertação em fase de acomodação.

E isso, embora desconcerte no início, é um dos sinais mais claros de crescimento emocional real.

Quase amor


Algo em mim não está certo,
Um vazio onde havia amor,
Silêncio onde havia riso,
Uma sombra cobrindo o sol.


Te amei como um tesouro raro,
Mas recebi apenas migalhas,
Ou será que fui precipitado,
Em esperar mais dessa batalha.


Você me pede um tempo, um respiro,
Promete amar-me como mereço,
Mas perdi para sua própria guerra,
Estranho agora quem conheço.


O amor já não está à vista,
Você deixou-o escapar, perdido,
Hoje, desisto desta luta,
Esta é, então, a nossa despedida.

Quando acordo de manhã, vejo o sol, e eu preciso de um tempo para pensar quem sou eu, na luz!
A diferença entre dormir e tremer até o amanhecer, está com os embates do pensamento com as fazeduras para o novo dia... em vez de tentar suprimir as causas que às torna mais fortes, deixe-as passar com pensamentos positivos!
Nada é por acaso com causa e consequência, e se a ruminação se tornar paralisante e sem paz, preencha o pensamento com outra movimentação com um propósito maior... como amar!
Um sentido na vida não precisa estar atrelado a matéria, mas em qualquer ambiente que traga sensação de preenchimento, de felicidade, e aliança com quem verdadeiramente é!

⁠A vida é um ciclo eterno de finais e recomeços, como uma dança harmoniosa em que tudo está interligado. Cada fase que se encerra nos proporciona aprendizados e crescimento, e cada recomeço nos oferece a chance de nos reinventarmos e evoluirmos.

Quando o sol se põe, não devemos temer a escuridão que se segue, mas sim acolher a chegada da lua com a esperança de um novo amanhecer. Acreditemos que cada porta que se fecha apresenta oportunidades de crescimento e que cada pessoa que vai embora abre espaço para novos encontros.

A vida é feita de ciclos, e o segredo está em saber apreciar e aproveitar cada um deles, entendendo que, mesmo num fim aparente, está a semente de um recomeço...

- Edna Andrade

Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.


Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.


O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.


E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:


“olha, isso ainda mora em você.”


Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.


Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:


“a gente ainda pode.”


Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.


Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.

"Para uns o o amor é..
Onde o coração descansa
e vive em paz
Um lugar onde a tempestade não alcança
Um sentimento delicado
Para outros o amor é saudade!
Um sonho, um espaço solitário
Para alguns é algo leve, alegre,
cheio de esperança e muita brincadeira
Já para outros é utopia, sofrimento, devaneio, dor
e medo de sofrer
Para mim o amor é ser o oceano, é sentir, é crescer, é o céu....
É viver junto do meu par...."

☆Haredita Angel

-Quando eu te vi pela primeira vez...
É bem certo que eu duvidei.
Na verdade você parecia um sonho!
E eu tão indecisa e imatura,
que me surpreenderia se aquele nosso lance durasse.
Mas, naquele instante eu te amei...
Então, você chegou outra vez..
e eu te olhei, e de novo te amei...
Pelas minhas incertezas e tuas inconstâncias...
será que não dá prá você fazer-me possuir
a certeza de que você possa amar-me novamente e constantemente?

☆Haredita Angel

Ainda sou a menina flor!
Aquela por quem um dia você se apaixonou.
Em teus braços me fiz mulher.
Entre os lençóis do amor me fiz mãe.
Entre passos no tempo me fiz vó.
Fostes o homem que me viu crescer.
És o homem que eu sonhava ter.
Desde que a flor era menina...

Flor menina.
☆Haredita Angel

Combinando comigo.

Assumo ou deixo ir?
Assumindo: evito a falência de um amor
Deixando ir: evito a falência de mim mesma.
Mas, o que é o falir de um amor, diante da minha insolvência?
O que é o falir de um amor se eu tenho um universo de possibilidades e recomeços e alinhamentos de propósitos?
- Menina, crescer é preciso...
- Mulher, aprender se faz necessário!
☆Haredita Angel