Carne

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— Mas, olha, um banco ou uma companhia não pode viver assim, porque estas criaturas não respiram ar, nem comem carne. Elas respiram lucros e alimentam-se de juros. Se não conseguirem estas coisas, elas morrem, como vocês morreriam sem ar e sem carne. É triste mas é assim. É assim, simplesmente.
(de As vinhas da Ira)

Inserida por Filigranas

Falamos muito de Deus, dizemos crer... Mas quando chega o fim de semana, na maioria das vezes, buscamos alimentar a carne e não o espírito. Na verdade, só estamos reproduzindo o que somos durante toda a semana.

Inserida por LucianoSobral

Em meio às crises que enfrento, quais frutos da carne têm se manifestado em mim, impedindo-me de refletir o caráter de Cristo?

Inserida por AngelaCaldas

⁠Na verdade, viver como Amélie não é fugir da realidade;
É resistir a ela com beleza.
É dizer, com o coração em carne viva:
“–eu não vou deixar de ver beleza, mesmo que ninguém mais veja”.

Inserida por eujanesants

A música cristã não é para divertir a carne, mas para a alegria e a edificação do espírito.

Inserida por MisaelKamper

O que acontece na vida escreve uma história, e deixa marcas profundas em nossa carne.

Inserida por buenofortes

⁠#GERALDO

Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...

Não tinha jeito...
Era pra ser feito...

Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...

Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...

Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...

"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...

As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...

Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...

"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."

Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...

No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...

Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...

Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...

Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...

Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...

Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...

As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...

Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...

Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...

Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...

Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...

Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...

Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...

Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..

Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...

E para a história terminar...
Só teve uma alegria...

Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#O #FAUNO

Sonhei...
Na borra da noite fluindo em ilusão...
Na taça do vinho...
Em trêmula mão...

Floresta de gente...
Em fonte de prantos e risos...
Olhares dissimulados...
Desejos...
Na multidão...
Me desconheço...

Flui a flauta...
Dispersando a névoa densa...
Sentimentos dúbios...
Muito me interessa...
De onde virá?

Sem uma ruga a perturbar...
Sob os olhos de deboche...
Flertando com a sensibilidade...
Tanto faz...quem me veja...
Não há quem me importe...

Em prelúdio lento porém intenso...
Minha vontade arde...
De latente desejo...

De pé e sob a luz...
Em inércia fingida eis que ali está...
Embriagado pelas uvas...
Sorriso maroto...
Tenho sob seu olhar meu corpo desnudo...

Olhando através da noite...
Na fumaça do tabaco que sobe...
Mente embaralhada...
Prova de que...
Sozinho eu já me ofertava...

Qual será a minha sorte?
Para esse embate, igual a madrugada que me consome...
A pureza já me abandona...
A dúvida, por ventura, se acaba...

De beijos, pelos deuses tão bem guarnecido...
Sem pena de mim sou seu cativo.
Escorregando em beco lamacento...
No redemoinhos dos ventos...
Entrego-me...

Sob os auspícios dos bagos de uvas...
Tenho minhas loucuras...
Ardem em noites escuras...

Em sua boca sobre a minha, ao meio...
Nossas línguas se buscam desvairadas...
Deixo a vida exprimir-se sem disfarces...
Não pensando em mais nada...

Meu crime foi o de ter...
Por ele ter me deixado vencer...
No rodopio da carne...
Arrastando-me ao prazer...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

#Dizem #que #burro #velho #prefere #capim #fresco...


Esse é o meu dilema...

Prefiro tudo mais arcaico...

Museu...Teatro...

A coroa do que o cetro...

As rugas com histórias...

O cabelo branco...

Barriguinha é um luxo...

Topete acho feio...

Prefiro aprender...

Não recuso ensinar...

Mas acho muito mais bonito...

Quem tem história para contar...

Um rosto marcado me fascina...

Também tem seu brilho...

Dele não me esquivo...

Lânguido me entrego...

Da carne firme passo batido...

Nela não escorrego...

Acho tão tola essa juventude...

Pouca paciência tenho...

Tudo tão repetitivo...

Enfadonha...

Pode ser que algum dia...

Espero que demore bem...

Deixe de gostar da sombra e da água fresca...

Que só a maturidade tem...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Pizzaria Romanella.

⁠Animal não é comida!

Inserida por HeriBiondo

A língua é uma espada afiada,
e minha alma está mutilada.

Inserida por raone_fonseca

Viva!
É sexta feira santa.
Esse é o dia de não comer carne vermelha.
_Mas pera ai?
_para mim, todo dia é sexta feira santa...
Já viu quanto está custando o preço da carne?

Inserida por Renato01976

⁠Ah! Minha doce e bela amada! Como quero ser dela! Não apenas com a carne, pois esse é perene! E sim com a alma, que é eterna! Quero ser dela, com ela, pra ela! Ser tudo que ela sonhou em uma companhia de vida, não apenas de uma noite! Imagino como seria poder dormir e acordar ao teu lado, todos os dias de minha vida!Sentir a textura de seu corpo e a energia intensa e apaixonante de sua alma! Oh! Minha doce e bela amada!

@JaneFernandaN

Inserida por JaneFernandaN

⁠Deus fez o homem á sua imagem e semelhança, o verbo se fez carne e habitou entre nós. Jesus nasceu humilhado em um curral e morreu humilhado na cruz, mas nós estamos abandonado Deus nas calçadas e procurando Deus nos palácios.

Inserida por heliomachado

Alma tocada, carne conquistada!

Inserida por Tisantana

É através de sovas que se faz um pão ao alimentar a carne, mas é pela ⁠delicadeza dos nossos atos que se faz o cotidiano ao inebriar o espírito

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Quando estou a plantar bondade espalhada pela carne, um espírito de amor sempre será capaz de germinar em mim

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Alimentar os desejos da carne é renunciar aos anseios do espírito

Inserida por RandersonFigueiredo

Todos temos algo de especial que transcende a carne, o amor, que eleva ⁠o espírito

Inserida por RandersonFigueiredo

A carne há de ter fôlego enquanto o espírito respirar⁠

Inserida por RandersonFigueiredo