Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo

Cerca de 233558 frases e pensamentos: Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo

Pensei que eu tinha dominado ela, mas
ela tinha me dominado faz tempo.

Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.

João Calvino
Commentaires de Jean Calvin sur la Concordance qu'on appelle Harmonie

Nota: Evang. 20

...Mais

Amizade

Com o tempo a gente aprende que é exatamente assim: cada um tem de mim o que cativou.
O nosso coração só sabe dar sinceramente o que com sinceridade ele recebe, e cada um recebe aquilo que merece. Tudo na vida é conquista e permanecer é uma arte. Arte para os sábios que sabem cativar, preservar, nutrir, respeitar, amar, ceder, perdoar, sorrir e chorar junto. Para aqueles que nunca esquecem, aqueles que são gratos não da boca pra fora e sim com atitudes sinceras.
E quem cativa, sempre tem a amizade.

⁠Olhar Que Recua no Tempo

O olhar é uma janela para o passado, um portal silencioso que nos permite voltar, ainda que por um instante, ao que já foi. Cada fotografia é um elo com o tempo, uma chance de recuar para uma memória distante, mas vívida, que se mantém viva dentro de nós. As imagens não são apenas representações do que vimos, mas sim fragmentos do que sentimos, capturados para resistir ao esquecimento.

Ao olhar para uma fotografia, não estamos apenas observando o que foi; estamos revivendo. O lugar, as pessoas, a atmosfera, tudo aquilo que estava presente naquele instante, ressurge no olhar que agora se aprofunda. O recuar no tempo é mais do que uma simples lembrança, é a reconstrução emocional de um momento que nos marcou, que ficou registrado não apenas na imagem, mas na alma.

As memórias, por sua natureza, são feitas para isso: para que possamos retorná-las quando desejamos, para que possamos reviver as experiências que nos moldaram. A fotografia nos dá a oportunidade de revisitá-las, de voltar a sentir o que sentimos, a ver o que vimos e a reviver o que nos tocou. Ela não apenas preserva o passado, mas nos dá o poder de retornar a ele sempre que necessário.

Imortalizados pela imagem, aqueles que foram capturados naquela fração de tempo permanecem conosco. E, por meio do olhar, nós também, como testemunhas e fotógrafos, nos tornamos parte dessa eternidade, imortalizando não só o momento, mas a essência que ele carrega. O olhar que recua no tempo não busca apenas o que foi, mas o que permanece, o que nunca se apaga, e nos lembra que a memória é, de fato, o que nos faz reviver.

Se você representa um papel muito tempo, comprometer-se, ele se torna real?

Tempo, o grande ladrão da memória.

E se um dia você perceber que eu não falo com você há um tempo, lembre-se: foi você que me afastou.

Cecília:
És a estrela de um novo tempo que se inicia
Não é por acaso, que seu nome, rima com alegria.

Melhor esperar o tempo certo do que se enganar com as pessoas incertas.

Relaxe e viva a vida pois o tempo não espera você pra poder passar 1 segundo mas o tempo pode fazer com que 1 segundo seja toda a vida que lhe resta

Ficar sozinho nem sempre e solidão,e só um tempo de pensar na vida e nas amizades e na falsidade e em tudo que deu errado ou certo.

Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma

O tempo é a forma graças à qual a vanidade das coisas aparece como a sua instabilidade, que reduz a nada todas as nossas satisfações e todas as nossas alegrias, enquanto nos perguntamos com surpresa para onde foram. Esse próprio nada é portanto o único elemento objectivo do tempo, ou seja, o que lhe responde na essência íntima das coisas, e assim a substância da qual ele é a expressão.

Arthur Schopenhauer
SCHOPENHAEUR, A., O Mundo como Vontade e Representação, 1819

"É preciso dez vezes mais tempo para se colocar novamente em ordem do que é preciso para desmoronar."

Preservar memórias é um gesto de amor com o tempo.
É recusar que os dias importantes se dissolvam no esquecimento apressado da rotina.


A fotografia revelada carrega um peso diferente. Ela atravessa o toque, o olhar demorado, o silêncio que se cria diante de uma imagem que permanece. Não depende de bateria, de senha, de um arquivo perdido entre tantos outros. Ela existe. Está ali. Respira junto com a casa.


Os passeios registrados não são apenas lugares visitados — são estados de espírito vividos. O riso que escapou sem aviso, o vento no rosto, a mão que segurou outra com força. Quando essas imagens ganham moldura, deixam de ser apenas lembranças pessoais e passam a fazer parte do ambiente, da história cotidiana, da identidade de quem habita aquele espaço.


Uma fotografia emoldurada não é decoração.
É presença.
É memória que se recusa a ser esquecida no fundo de um celular.
É o passado caminhando suavemente ao lado do presente.


Há algo profundamente humano em passar por uma parede e ser atravessado por uma lembrança. Em parar por alguns segundos diante de uma imagem e sentir o coração reconhecer aquele instante. Como se a vida dissesse: isso foi real, isso foi seu, isso valeu a pena.


Emoldurar fotografias é escolher o que merece permanecer visível.
É dar honra aos dias que nos moldaram.
É permitir que as memórias nos acompanhem, não como nostalgia, mas como raiz.


Porque algumas lembranças não nasceram para ficar guardadas.
Elas nasceram para serem vistas, sentidas e revisitadas — todos os dias.


Por Jorgeane borges 8 de Janeiro 2026

Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.


Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.


Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?


Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.


Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.

A ignorância protege de algumas verdades, a alienação poupa por um tempo e as defesas apenas adiam as dores. Só a verdade revela, esclarece, cura e salva.

Além da Imagem: O Olhar que Transcende

A fotografia não é apenas uma imagem congelada no tempo. Não se trata apenas de uma foto; é a tradução visual de um sentimento, uma história que vai além do que o olho pode ver. É um olhar profundo sobre o mundo, uma forma de revelar aquilo que muitas vezes escapa à percepção cotidiana. Cada fotografia carrega uma parte da minha alma, uma expressão única de como vejo e sinto o mundo ao meu redor.

Olhar que recua no tempo — Saudando a Festa dos Pescadores de Indiaroba


A cada dezembro, as águas calmas do porto de Indiaroba se enchem de vida, vozes e risos, o rio torna-se palco de uma celebração que ultrapassa gerações e devolve à comunidade seu próprio reflexo. A Festa dos Pescadores de Indiaroba não é apenas um evento: é um abraço coletivo, um reconhecimento daquelas mãos que lançam redes, enfrentam maré, colhem o sustento do rio, e seguem firmes na arte de viver com simplicidade e identidade.


Fundada em 1979 por pescadores da terra, a festa nasceu da vontade de celebrar o ofício, a união e a fé, e desde então, cresceu. Hoje, ao completar quase meio século de tradição, ela se tornou sinônimo de pertencimento e orgulho.


Nos dias 24 e 25 de dezembro, o porto vira palco de corridas de barcos a remo, regatas à vela, a corrida do bolachão e cavalhadas de riso e suor. A festa também celebra o alimento da mesa e da alma, o festival da moqueca, variada e generosa, convida a saborear o fruto do mar e compartilhar histórias.


E a música — ah, a música — embala vozes conhecidas, vozes da terra, que cantam, dançam, celebram: as vozes de quem ama seu chão, sua gente, sua história.


Mas, sobretudo, a Festa dos Pescadores é sobre reencontros: entre gerações, entre histórias, entre o rio e o homem, entre passado e presente. É um tempo, fragmentado talvez, sim — mas que pulsa, ecoa e resiste como memória viva.


Que cada remada ecoe gratidão, que cada canção carregue saudade boa, que cada prato reúna família e amizade. Que a festa reafirme que viver de pesca é mais do que profissão: é cultura, é identidade, é pertença.


E que, ao olhar para o horizonte sobre as águas do Rio Real, se lembre: cada rede lançada guarda a esperança, cada peixinho traz o sustento, cada abraço ao final do dia traz a certeza de que estamos juntos.


Porque celebrar a Festa dos Pescadores de Indiaroba é celebrar alma, raiz e pertença, e fazer da memória um porto seguro.

Meu estado emocional se iguala a previsão do tempo... Às vezes nublado, às vezes chuvoso, frentes frias e pancadas... na expectativa de dias de sol.