Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo

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Procurei outros amores ...
E encontrei vários ....
Procurei Beleza ... e encontrei ...
Procurei um Sorriso .... e encontrei ...
Procurei um abraço e um carinho... e encontrei ...
Tudo que procurei em outros foi me possível encontrar ...
Mas havia um defeito em todos ... Eles não eram você ...

Um tiquinho assim

Eu queria que você me amasse só um pouquinho
Pra sentir o gosto do gosto do meu amor
Mas eu sei que você se lambuza nos lábios da boca de outro.
E não tenho você nem um tiquinho assim.

Eu queria que você me visse só um minutinho.
Na visão do coração e não do olhar.
Mas eu sei que você só vê e sente no olhar a imagem de outro.
E eu não sou visto por você nem um tiquinho assim.

Eu queria que você andasse do meu ladinho
Pra sentir o calor esbarrando no calor do meu lado.
Mas eu sei que seu lado caminha e esbarra no lado de outro.
E eu não sinto você nem um tiquinho assim.

Eu queria que você no cantinho do meu sonho
Se alojasse, aconchegasse, e se misturasse no meu sonhar.
Mas eu sei que você mistura seu sonho no sonho de outro.
E não sonha o meu sonho nem um tiquinho assim.

By 2018
Por Carlos Roberto Rocha Rodrigues

A autossuficiência que, em tese, seria capaz de gerar um estado de felicidade, não está na satisfação dos prazeres, nem no contentamento com pouco, mas tanto em saber desfrutar a abundancia, quanto superar as necessidades, na falta dela.

Nós podemos mudar a nossa realidade e contribuir para a mudança das outras pessoas, reconhecendo que o que pode ser mudado é a forma como encaramos os fatos, com encorajamento para enfrenta-los.

É preciso ver a vida com mais naturalidade, sem alterar a dimensão das coisas, reduzindo ou exagerando os problemas que enfrentamos.

Nós somos seres racionais e emocionais, por isso, o que realmente nos interessa é a valorização das relações humanas e o controle dos nossos próprios sentimentos e emoções.

De nada adianta força, inteligência, beleza e riqueza, se formos infelizes. É preciso encontrar a paz e o caminho da felicidade, na reflexão e independência absoluta de pensamento.

É preciso equilíbrio entre a razão e a emoção, porque o amor é fundamental para a existência humana, mas o que nos nutre não é o amor que recebemos das outras pessoas, mas o nosso.

É preciso encontrar a fonte da energia que transforma, valoriza, entusiasma e nos dá alegria de viver.

Nós somos responsáveis pela nossa própria vida, e temos que aprender a controlar os nossos sentimentos, e não o das outras pessoas.

Cante, ria, dance, divirta e desfrute a vida,
não dê tanta importância às questões sem respostas, se o sentido da existência está presente no amanhecer, na paisagem, na amizade e na sinceridade do olhar.

Temos que descobrir como lidar com nossos sentimentos, nossos desejos, prazeres, angustias e medos, para superarmos complexos, preconceitos e culpas, respeitando o universo alheio repleto destas mesmas coisas, porque somos todos seres livres e interdependentes.

A vida é despertada pelo desejo,
impulsionada pela vontade,
e realizada pela força.

A força é alimentada pela persistência,
mas é a resiliência que não nos deixa desistir,
e nos faz recomeçar,
quantas vezes for preciso.

Você será reconhecida
pelo seu nome e suas atitudes
e não pelas suas roupas
ou cor dos cabelos.

“O DNA da descendência indígena os credenciam como autênticos nativos. O DNA miscigenado com o colonizador nunca os tornará 100% Nativos, embora todos sejam brasileiros.”

Que as marcas de amor não estejam apenas na cama, mas no ar, no corpo e na alma.

A arte de ser feliz

Não é fácil ser feliz,
mas é preciso coragem
para não se entregar,
e caminhar na direção
dos nossos sonhos e objetivos,
no exercício da arte de ser feliz.

Eu não sou daqui,
não vim para ficar.
Tudo o que eu tenho,
tudo o eu posso levar,
está no meu barco.
Agora é hora de voltar para casa.

O homem é um rio poluído

O homem é um rio poluído,
pelas impurezas que encontra no seu percurso.
O pensamento que antes fluía intensamente,
agora se arrasta lentamente,
carregado dos males, inquietudes e incertezas,
que os esgotos e as águas de outros rios,
despejam na sua correnteza.
Nenhum homem é capaz de ser como o mar,
tão imenso e vasto, que nem se importa
com a sujeira que despejam nas suas águas.
Mas, se não se pode ser como o mar,
que tem a água salina pela indiferença,
também não se pode ser como a água doce,
e temos, como o rio,
o direito de mudarmos o curso do trajeto,
e se represados todos os males,
um dia transborda
e lança nas margens,
toda a sujeira,
com a maré da enchente.