Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
Mulheres, um poema.
Mulher, tua essência é divina,
teu sorriso é a luz que ilumina,
a tua força é admirável,
e a tua coragem inegável.
Com teu jeito delicado,
sabes ser forte quando necessário,
lutas pelos teus direitos,
e jamais desiste dos teus feitos.
És mãe, filha, amiga, companheira,
és a flor que encanta a vida inteira,
és o amor que aquece o coração,
e a esperança que traz a renovação.
Mulher, és obra-prima da natureza,
fonte de amor, carinho e beleza,
mereces todo o respeito e admiração,
por seres exemplo de superação.
Que a tua luz continue a brilhar,
e que a tua voz seja sempre a falar,
em defesa da igualdade e da paz,
porque és um ser humano capaz.
Mulher, tu és uma dádiva divina,
uma inspiração que ilumina,
o mundo inteiro a te reverenciar,
pela tua força e capacidade de amar.
Poema sobre a morte
A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.
A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.
E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.
Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.
Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.
"Neste mundo de vitrines reluzentes, muitas vezes o valor oculto é ofuscado pelas aparências que brilham aos olhos."
A Árvore Invisível
No meio da floresta, onde o verde se espalha em incontáveis tons de vida, há uma árvore morta. Seu tronco retorcido e seco ergue-se como um esqueleto, desprovido de folhas, de seiva, de movimento. Os pássaros não pousam em seus galhos; os insetos não a rodeiam; até o vento parece desviar-se dela, como se sua presença fosse um incômodo.
Ela já foi grande, já sustentou ninhos, já balançou sob o peso de frutos. Agora, é apenas um vulto silencioso, uma sombra esquecida no meio do esplendor alheio. Os olhos dos passantes deslizam sobre ela, sem fixar-se, sem reconhecer sua existência. Afinal, quem se importa com o que já não floresce?
Assim também é a velhice humana. Há um momento em que as folhas caem — a vitalidade, o vigor, a utilidade aparente — e, de repente, o mundo parece desviar o olhar. O idoso, outrora centro de histórias e sustento, torna-se uma figura quieta nos cantos da casa, nos bancos das praças, nos quartos de asilos. Suas rugas são como as rachaduras no tronco da árvore seca: marcas de tempestades sobrevividas, de anos que não foram gentis, mas que ninguém mais se dá ao trabalho de ler.
A floresta segue verde, impiedosamente bela. A vida dos outros segue, impiedosamente alegre. E a árvore morta permanece, invisível, até o dia em que o vento mais forte a derrubar, e então, talvez, alguém note sua ausência — mas não sua existência.
Assim como tantos velhos, que só são lembrados quando já se foram.
*"O paralítico foi curado porque tinha amigos que o levaram a Jesus. E seus amigos, estão levando você pra onde? Não se engane, Seu círculo de amizade realmente importa!"*
🙏🏻🛐✝️
A Paz é opção. Brutalidade é protocolo de emergência. A mente preparada não busca guerra, mas sorri quando ela chega.
A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.
Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.
A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.
Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.
“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”
Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!
"Cada pessoa é, na realidade, três: aquela que ela acredita ser, aquela que os outros acreditam que ela seja e aquela que ela realmente é.
Esteja ao lado de pessoas que tenha algo de BOAS referência EM (INFLUÊNCIAS QUE EDIFICA) caso ao contrário entregá-las nas mãos de DEUS. um abismo leva a outro [ABISMO MAIOR].
✍🏻Depois de QUATRO ANOS você percebe que... Quem era esquerdista continua, quem era da direita, pobres que pensam que são ricos, continuam direitistas e os pobres que ficavam em cima do muro, o cachorro latiu e eles caíram no lado ESQUERDO.
👌🏻🤏🏻🫵🏻🥴💋
Remorso e Renascimento.
Por: Rafaela A. Dalle.
Remorso:
Inquietação, abatimento da consciência que percebe ter cometido uma falta, um erro; arrependimento, remordimento.
Renascimento:
Ação de renascer, de nascer novamente, de dar nova vida, existência ou vigor a; renascença: o renascimento do romantismo.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Nasceram gêmeos, fruto da mesma árvore, hospedeiro da mesma mãe, divisores da mesma casa e subsequentemente donos da mesma cova.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Pelos vizinho e pessoas das ruas, benção infinita. Para a família, maldição eterna.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
O favoritismo veio do berço e era inegável. Suas certidões denunciavam de quem gostavam mais. A propósito, eles dividiram o mesmo berço.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso gostou de uma garota, Renascimento a conquistou primeiro. Remorso começou a desenhar, Renascimento já finalizava pinturas. Remorso escrevia ensaios e poemas, Renascimento completava seu terceiro livro. Remorso tirava uns acordes no violão, Renascimento acabara sua primeira música.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Festa de aniversário, data importante. Banquete, jantar, jogos e muitos convidados, presentes bem embrulhados, caros com laços vermelhos num nó perfeitamente impossível de se desamarrar.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Ao assoprar as velas, dividiram as fatias de bolo para os convidados e Renascimento foi-se paparicado por todos os presentes, já Remorso quase foi barrado na entrada.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Todos os presentes foram para Renascimento. Foi entregue a Remorso tudo o que Renascimento não quis ou julgou ser apropriado para o gêmeo de mesma face.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Formatura. Se Remorso tinha média nove, Renascimento dava um jeito de arranjar média onze. Se Remorso se mostrava habilidoso com uma matéria em especifico, Renascimento aprimorava-se o suficiente para superar o irmão. E se Remorso se formou e começaria uma faculdade de medicina, Renascimento faria igual.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Dito e feito. Gêmeos na mesma turma, andando nos mesmos corredores com focos diferentes. Renascimento queria ultrapassar o irmão que já estava tão atrás, Remorso apenas gostaria de um emprego longe do...
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Lua, garota da faculdade. Linda como a lua. Se interessou por Remorso. Renascimento, interveio na relação incompleta e tentou conquista-la. Lua não deu ouvidos para o outro gêmeo, se focou em Remorso.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Renascimento a fez propostas de altas quantias em dinheiro, ela recusou. Renascimento tentou inventar traições, nenhum deles acreditou. Renascimento espalhava mentiras pelas aulas, e eles não ligavam.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Não se casaram, mas disseram a família que esperavam um bebê. Renascimento atravessou países e mundos, até encontrar, o mais rápido possível, qualquer mulher disposta a ter um filho dele.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Nasceu, de Remorso, menina. Nasceu, de Renascimento, menino. A menina de Remorso foi chamada de Sol. O menino de Renascimento foi chamado Eco.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Eles se formaram na faculdade e começariam a trabalhar.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso anunciou seu casamento com Lua. Renascimento catou a mulher que teve seu filho para se casar, nem que ele a pagasse mensalmente para a tarefa.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso anunciou que se casaria em agosto, Renascimento, dias depois, decidiu se casar em julho.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso disse ao irmão gêmeo que teria mais um filho. Renascimento, após seu casamento, catou sua mulher para ter mais um filho, mas a esposa recusou e separou-se dele, levando o menino, Eco.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Era tudo mentira de Remorso, ele não teria mais um filho. Não naquele período de tempo.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso abria crânios, Renascimento tremia com o bisturi em mãos. Remorso ganhou um prêmio após salvar todo um exército, Renascimento matou todo um exército.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Renascimento foi expulso do hospital e Remorso fazia as mais diversas cirurgias que ele tanto gostava. Renascimento voltou para a casa dos pais e Remorso comprava a mais nova casa da cidade. Renascimento vendeu suas pinturas, seus livros e suas músicas, Remorso foi quem comprou cada um deles.
— Valeu me perseguir por todos esses anos, Renascimento?
— Não valeu.
— Valeu trilhar meus passos para ser melhor e se afundar em cada um deles?
— Não valeu.
— Valeu perder a sua mulher e seu filho pois queria competir comigo e com a minha família?
— Não valeu.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
— Pois bem. Tem remorso?
— Tenho.
— Então te darei minha casa e meu dinheiro, você seguirá a especialização que quiser e tomará o contato com sua mulher e seu filho.
— Por qual motivo faz isso, irmão?
— Você já se respondeu.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Nasceram do mesmo ventre e foram enterrados na mesma cova. Renascimento foi quem morreu primeiro, deixando uma esposa e dois filhos, Eco e Regret.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Remorso morreu dia seguinte de Renascimento, deixou uma esposa e uma filha crescida, Sol.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Uma mensagem foi deixada por Renascimento, antes de morrer.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
Te segui por toda a minha vida, tínhamos a mesma face, mas não o mesmo comportamento. Você nunca competiu comigo, mas eu sempre competi com você. Sendo assim, eu espero que não morra antes de mim, ou eu terei de te acompanhar até o túmulo.
Dois irmãos, Remorso e Renascimento.
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