Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo

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Quem não entende que a manutenção da ordem pública incumbe a todos os cidadãos, e não a uma classe especializada, não tem NENHUM direito de dar "lições de democracia".

"" Quem muito quer, às vezes não valoriza o tanto que tem...""

nosso “amor” era mais bonito dentro da minha cabeça.

O PUXA-SACO
O puxa-saco é um sujeito desqualificado e sem dignidade, que se degrada sempre mais a cada bajulação. É um traidor em potencial. Não tem lado. Não se ama e, por isso, também não ama ninguém. O que nele parece fidelidade é mera e temporária conveniência. Coitado! É um bosta que devia usar coleira.

Quando a suspeita germina na alma, o menor incidente assume um aspecto decisivo.

Machado de Assis
Helena (1876).

" Permita-me te amar,
E te amarei com tanta intensidade,
Que não poderei mensurar esse amor...
Senão como infinito...

Permita-me sonhar,
E viverei os maiores e melhores sonhos
Reinventando o amor,
Como as nuvens se reinventam no céu.

...Permita-me criar,
e ai sim fracassarei,
...Pois a criação pertence a ti. mulher,,,

...
Nessa luta desigual.
Achei que podia tudo,
Mas descobri que só posso,
Quando me permito completamente a você...”

(Oscar).

Toda derrota gera uma lição. Toda lição gera conhecimento e o conhecimento é a base da vitória...

Eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

A vida me ensinou a reconhecer o meu valor, aprendi a ser humilde e isso não significa ter que me humilhar, nem aceitar migalhas de ninguém, entendi desde cedo que a essência do amor é amar, a nunca aceitar menos que isso, o tempo me mostrou que nem tudo é recíproco e nem todo mundo merece meu jeito doce de amar, minha dedicação e a totalidade do que habitualmente sou, algumas situações cobram posturas distintas, o que permite o insatisfatório esforço para ser menos do que sou, minhas atitudes sempre serão apenas uma questão de merecimento.

Eu te amo sem dor, eu acho tão bonito esse meu amor por você.

Não reclame da vida para que as coisas modifiquem positivamente. Viva em gratidão. Existem sempre pessoas numa situação pior do que aquela em que nos encontramos.

Ninguém pode ser insubstituível, mas pode se tornar difícil de substituir.

"(…) É o mais bonito por enquanto… E o que me deixa mais inteira, a cada passo. E fico pensando enquanto avanço: eu amo construir a mesma estrada com você. Eu amo morar no teu abraço."

Não parar, não precipitar, não retroceder. Isso é tudo. Com a advertência suplementar de que precipitar É retroceder.

Tornei-me um cético pois perdi a fé na humanidade, meu consolo é que acredito em Deus, senão tava perdido.

A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.

Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.

Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.

As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.

A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.

O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.

Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.

No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.

Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!

Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!

Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.

São fadas, ou vagalumes. Depende do seu ponto de vista

Que a minha loucura seja disfarçada, tanto para que fiquem em dúvida e somente eu saiba a verdade...

Ela nunca iria mudar, mas um dia com o toque de um dedo, ela cairia em pó.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Os Mandarins, Ediouro - Sinergia, 2006

Boas vibrações nascem de uma mente amorosa.